Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
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..."Detesto sentir ciúmes,
este sentimento exala vários perfumes,
e não
foi atoa que aquele guardião
do paraíso se sentiu enciumado
e ficou invejoso da presença e sabedoria de Cristo,
e por isso levantou um desafio
e hoje vivemos em calafrio,
abraçados nessa herança da imperfeição,
lutando pra manter um coração
de integridade ao nosso Criador."
***
( Francisca Lucas )
Não falta muito para a África entrar em colapso se os dirigentes africanos mantiverem esta forma de pensar.
Furucuto, 2026.
Ela tem um gênio forte, tempestade que não pede abrigo. Birrenta, encrenqueira, discute até com o próprio silêncio, briga com o mundo só em pensamento e vence quase sempre.
Não pede, manda. Não espera, insiste. Tem a língua afiada, verdade crua, sem frio, sem freio. Não nasceu para agradar plateias, anda como fera selvagem que não aceita coleira nem medo.
O que muitos veem é só o espinho, o rugido, o fogo solto no olhar. Poucos enxergam o que mora por dentro.
Porque quando encontra carinho, atenção sincera, um toque que não tenta domar, ela vira mar. Mar de doçura, amor que transborda manso, calmo o suficiente para curar naufrágios.
Ela não é fácil. Ela é profunda. E quem aprende a falar com o coração descobre que por trás da fera vive um amor imenso esperando apenas ser respeitada. Ela só deseja ser compreendida. Ela sonha ser amada. Ela é mulher encantadora. Que deseja ser amada.
Eu nunca te disse.
E talvez nunca diga.
Há sentimentos que não nasceram para o mundo,
apenas para o silêncio seguro do peito.
O nosso romance nunca teve datas,
não teve promessas,
não teve mãos dadas em público
nem futuros desenhados em voz alta.
Mas teve tudo aquilo que importa
quando ninguém está olhando.
Eu te amei em pensamentos.
Te cuidei em silêncio.
Te desejei com respeito
e te guardei como quem guarda algo sagrado.
Enquanto o mundo seguia,
eu te carregava comigo —
nas músicas que doíam bonito,
nos olhares que demoravam um segundo a mais,
nas palavras que eu nunca tive coragem de dizer.
Talvez você nunca saiba,
mas houve alguém que te escolheu todos os dias
sem nunca poder te escolher de verdade.
Alguém que te amou sem tocar,
que te quis sem pedir,
que te deixou ir…
mesmo querendo ficar.
Esse amor não pede nada.
Não cobra, não invade, não prende.
Ele apenas existe —
como um segredo a sete chaves
que o coração insiste em proteger.
E se um dia, sem motivo aparente,
você sentir um aperto doce no peito,
uma saudade sem lembrança,
ou um carinho que parece vir do nada…
talvez seja só esse amor aqui,
quieto, eterno,
te lembrando que você foi —
e sempre será —
inesquecível.
A verdadeira essência de uma existência significativa não reside no ruído que se faz, mas no silêncio que se deixa. Esta reflexão convida a transcender a busca por aplausos efêmeros, orientando o olhar para uma atuação no mundo que seja como a do ar: invisível, mas vital. Quando a presença se fundamenta em gestos autênticos, em serviço despretensioso e em amor oferecido sem expectativa de retorno, constrói-se algo que perdura além da forma física.
A falta, então, não é um vazio qualquer, mas a saudade de uma luz que aquecia sem se anunciar, de um apoio que sustentava sem exigir reconhecimento. É na doação silenciosa de si que se tece uma memória indelével no espírito alheio. Viver assim é imprimir no mundo uma marca tão profunda e gentil que sua ausência se torna uma prova eloquente de que esteve aqui, não para ser visto, mas para ser parte fundamental da trama da vida.
Eu nunca soube exatamente o nome do que senti.
Talvez porque alguns sentimentos não gostam de rótulos.
Eles apenas existem…
e ocupam um espaço silencioso dentro da gente.
O que eu guardo em mim é que todo esse sentimento
nunca precisou ser real para ser verdadeiro.
Não foi romance assumido,
mas também nunca foi apenas amizade comum.
Era algo no meio —
um cuidado maior,
uma presença constante,
um afeto que não pedia explicação.
Eu me importei com você de um jeito que não se ensina.
Te pensei nos detalhes pequenos,
te desejei felicidade mesmo quando isso não me incluía,
te protegi em pensamentos
como quem protege algo precioso demais para expor.
Talvez você nunca tenha percebido,
mas houve alguém que te escolheu no silêncio.
Que se preocupou mais do que demonstrou.
Que sentiu ciúmes sem ter direito.
Que ficou…
mesmo quando a lógica dizia para ir.
Não sei dizer se isso era amor
ou apenas uma amizade tão profunda
que parecia ultrapassar os limites do nome.
Só sei que doeu bonito.
E que ficou.
Se um dia você se perguntar
por que certas pessoas marcam a nossa vida
sem nunca terem sido “algo”,
talvez seja isso.
Laços que não se definem,
mas que nunca se desfazem.
E se ao ler isso
seu coração apertar de leve,
como se alguém estivesse falando de você…
talvez seja porque, em algum momento,
você também foi tudo
para alguém que nunca te pediu nada.
Câncer. O signo intenso.
Intensidade não é emoção, não é aquele "rápido demais".
Intensidade é o sentir demais, deixar-se levar cada vez mais se corrompendo com o que um dia acreditou que podia sim ser seu, para no final, descobrir que nunca foi e não poderá ser.
Câncer não disfarça, ele guarda. Às vezes, lembra de um lugar que o fez sentir algo forte, ou de uma pessoa que fez seu coração descompassar com poucas palavras. Nada disso é emoção, é sentimento.
Câncer carrega um peso em si, guarda coisas que não devia. Amores antigos, falsos sentimentos, falsa promessas, palavras vazias e as vezes até mesmo arquiteta um lugar que nunca existiu para chamar de "lar". As vezes idealiza aquilo como se fosse dele, até descobrir que não é.
Sabe? Nem sempre um canceriano é dramático ou intenso. Sempre tem um que é diferente, mas mesmo assim, sua expressão não mente.
Enfim, câncer sempre vive em prol a outra pessoa, já dizia capital inicial.
"Naquele amor, à sua maneira. Perdendo meu tempo, a noite inteira!"
Bom, só sei que, canceriano vive, sobrevive e se duvidar até revive quando ama alguém. Mas não é assim quando desistem.
Em um momento, ele pode ser grudento, amoroso, afetuoso e cuidadoso. Mas quando desapega, ele se torna impassível, distante, arrogante, ignorante e intolerante.
Mesmo na noite mais escura, Deus permanece no alto, com os braços abertos.
Sua luz não falha, não se apaga e alcança até os lugares onde a esperança parece distante.
Ele vigia, protege e guia cada passo, lembrando-nos de que nunca estamos sozinhos.
Quando tudo silencia, a fé continua falando.
Porque a luz que vem do céu sempre vence a escuridão.
O maior concorrente
Tem coisa que não se disputa.
Não se rouba, não se toma, não se arranca à força.
O que é seu ninguém tira — porque não veio de fora, nasceu dentro.
O maior concorrente da sua vida nunca foi alguém melhor, mais forte ou mais preparado.
Sempre foi você mesmo.
Seus medos disfarçados de prudência.
Seus anseios travestidos de urgência.
Sua mente criando cenários que nunca existiram.
E, às vezes, a covardia silenciosa de duvidar da própria capacidade.
Se você não tentar, nunca vai descobrir do que é capaz.
Vai ficar refém das suposições, dos “talvez”, dos “e se”.
E a dúvida, quase sempre, pesa mais que o fracasso.
Se você não errar, não aprende.
Porque o erro não é o fim do caminho — é o mapa dizendo por onde não seguir.
Ele ensina, ajusta, amadurece.
Só não ensina quem desiste cedo demais.
Thomas Edison entendeu isso como poucos.
Foram inúmeras tentativas até a lâmpada funcionar.
Quando perguntaram a ele sobre tantos “fracassos”, a resposta foi simples e definitiva:
ele não falhou.
Apenas descobriu muitas maneiras que não funcionavam.
Enquanto muitos param na primeira frustração, outros transformam o erro em aprendizado.
Porque o sucesso não é ausência de falhas,
é persistência apesar delas.
Curioso é perceber que, muitas vezes, existem pessoas que acreditam mais na sua capacidade do que você mesmo.
Elas enxergam força onde você vê cansaço.
Veem talento onde você só enxerga falha.
Veem futuro enquanto você ainda está preso ao passado.
A vida não exige perfeição.
Exige coragem.
Coragem para tentar mesmo com medo.
Para errar e continuar.
Para acreditar quando a dúvida grita.
O que é seu já está a caminho.
Mas ele só encontra quem decide, todos os dias,
não desistir de si mesmo.
Falas Que Ferem
Falo de Deus mas não sou santo
Falo de bondade mas não sou perfeito
Falo de beleza mas sou todo sem jeito
Sou falado e sofro preconceito.
A fala ultrapassa limites
Os quais servem de proteção
Mas acabam nessa precarização
Pelo desejo de ser superior
Dos outros destrói o interior
Sem nem pensar no alheio
Fala tudo sem freio
E fere o sentimento
Faz o outro viver no tormento
De se achar a escória
Somente pelas estórias
De quem aponta o dedo.
Crescer é não caber mais.
Aconteceu no ventre.
Depois, no berço.
No quarto.
No emprego.
No bairro.
Nas amizades.
Nos assuntos.
Na forma de ver as coisas.
Na fala.
E, por fim, no pensamento.
Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.
A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.
É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.
Você já ouviu o silêncio de quem desiste? Não é o silêncio da paz,
nem o do descanso. É um silêncio pesado, carregado de palavras
nunca ditas e de passos jamais dados. Como profissional que atuou
no resgate e na emergência, ouvi esse silêncio ecoar em quartos de
hospital e em cenas de acidentes. Contudo, o lugar onde ele é mais
ensurdecedor é na vida de quem ainda está de pé.
Lembro-me de um atendimento. Um homem saudável, sem traumas
físicos aparentes, mas com o olhar de quem já havia partido há
anos. Ele estava ali, cercado por uma vida segura, um emprego
estável e uma rotina impecável. Ao conversarmos, porém, a verdade
surgiu: ele tinha pavor. Não da morte — a morte era algo distante,
um conceito abstrato. Ele tinha pavor de viver.
Confessou-me que passava os dias calculando como evitar o erro,
como não ser julgado, como manter a redoma de vidro intacta.
Estava tão ocupado em não morrer que se esqueceu de estar vivo.
Era um mestre da existência biológica, mas um indigente da vida
existencial. Naquele momento, percebi que a maior tragédia não é o
coração que para de bater, mas o coração que bate apenas por
hábito.
Existir é uma condição biológica. Viver é uma decisão filosófica.
Você está apenas ocupando espaço ou realmente habitando sua
vida?
Sua tarefa hoje é o confronto: identifique uma situação onde você
está “lutando para não morrer” — evitando o conflito, fugindo do
risco ou silenciando sua verdade apenas para manter a paz. Agora,
responda com honestidade ácida: o que você está protegendo é sua
vida ou apenas seu conforto?
Dê um passo hoje que não tenha garantia de sucesso. Sinta o
desconforto. É ali que a vida começa.
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
Deus é extremamente bom, mas não espere chuva de bênção se o mal você pratica.
Deus é JUSTO, e isso já diz tudo.
Você não pode CRIAR uma nova REALIDADE enquanto estiver segurando ideias, pessoas e hábitos do passado.
O NOVO exige esforço MENTAL para ACONTECER.
Projetos derrubados, planos desfeitos, metas não atingidas...
O Negativo:
Lamentar a PERDA e ficar sem ação.
O POSITIVO:
O que você APRENDEU com essas vivências?
A maior de todas as tecnologias não é o que o homem FAZ, mas SIM o que o UNIVERSO já CRIOU;
O HOMEM que pensa.
Saudades
Sinto saudades dos momentos que passaram em minha vida do qual sei que não voltam mais.
Saudades da suave lágrima que escorria em meu rosto, sem esforço, do grito de dor preso na garganta.
Saudades de ter quem amar, aguardando ansiosa o momento de sua chegada.
Saudades das vezes que corria para teus braços, todas as vezes que sentia medo.
Saudades de viver loucos amores, sentir o doce perfume de uma louca paixão.
Saudades dos beijos apaixonados, nossos corpos suados, ter seu cheiro entranhado, seu nome cravado em mim.
Agora só me resta essa saudade de sentir saudades.
Tenha o hábito de viver um dia de cada vez.
As coisas não é como vc quer mas, como Deus quer tenha mais Fé que tudo vai dar certo.
