Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Reconheço
Às vezes, eu não queria ser assim. Não, não, eu não queria.
Eu não queria carregar comigo o peso de tentar ser a mãe do mundo, quando eu não consegui sequer ser mãe direito daquela que eu gerei em meu próprio ventre.
Falhei diversas vezes. Fui até incoerente.
O peso de ser mãe é maior que o peso de um universo carregado nas costas.
A palavra parece simples, mas traz consigo uma responsabilidade que ninguém imagina.
Nem eu.
Mas a maternidade do mundo não é minha.
Não me pertence.
Eu não sou a mãe do mundo todo.
E, finalmente, eu reconheço:
essa não é a minha responsabilidade.
Não é minha.
E eu não preciso sofrer por isso.
Nildinha Freitas
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer.
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer quem é.
Para você se olhar no espelho e ver como é grande essa mulher.
Eu escrevi esse poema para você, para quando você pensar em desistir,
em sair do caminho que teve que chegar até aqui.
Eu escrevi esse poema para você, eu vim só para te dizer.
Em meio a prosa, poesia, em versos curtos, brancos,
sejam eles de que forma são, ou foram, ou serão,
eu escrevi esse poema para você,
para você nunca se esquecer que você é amor. É coração.
Nildinha Freitas
Ainda que os espinhos da vida tentarem te machucar,
lembre-se que nao existe viroria sem luta, assim
como nao alcançamos nada sem nenhum sacrificio.
Lembre-se da sabedoria da agua, ela apenas contorna
seus obstaculos.
Mundo invertido
Nesse meu mundo invertido, virado de ponta-cabeça só para me achar, tento não ficar indo e voltando em um loop infinito, sem parar. Quero poder me desenverter só para me olhar e dizer: "Não existe um lugar, só, para você; existe um todo. Faz por merecer."
Nildinha Freitas
Não é a riqueza e nem a pobreza o meu altar,
o sábio não prega a miséria, nem idolatra o luxo.
Vaidade é o culto, do bolso cheio ou da falta de pão, só em Deus a alma encontra a salvação.
Não sou inimigo de Deus, busco sempre entender, que no mistério do Senhor está o viver.
Mas tu és o que és!
Até quando irei sonhar com o que não é?
Eu ainda me preocupo demais,
Mas eu preciso sentir paz.
És misteriosa,
És ardilosa.
És uma cobra venenosa...
Temi não te encontrar,
Talvez, se eu não fosse rápido, não veria você chegar.
A ansiedade pra te ver, mesmo que distante,
Me fez correr na noite como um errante.
Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.
Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.
Precisava de plateia, não de vínculo.
Na fileira central, havia um homem. Ele não era mais o protagonista que um dia ela iludiu. Era só o espectador. Alguém que um dia acreditou que aquele palco cairia, que as luzes apagariam, que o cenário daria lugar à verdade. Mas a atriz não descia.
Nunca descia. Continuava em cena, mudando de figurino, de entonação, de personagem… mas sempre no mesmo palco
O problema é que alguns atores não sabem mais sair de cena. Estão tão habituados à encenação que o palco virou identidade.
E quem espera por autenticidade, sangra em silêncio na plateia.
Você não soube me amar,
Você não soube me guardar.
Perdeu por não querer me abraçar,
Deixou eu com os braços vazio a te chamar.
Tudo tem vida,
inclusive a luz
quando ela está tão distante
que não sabe mais de onde veio
ela desaparece,
como tudo no Universo.
“A incerteza não é uma condição natural, mas o preço que se aceita para evitar o esforço da convicção.”
Dollber Silva
"O tempo não anda; ele apenas observa a pressa de quem se esqueceu de sentir o agora."
Dollber Silva
"O silêncio não é vazio; é a única tela onde a inspiração divina se atreve a pintar."
Dollber Silva
"O silêncio do coração é a bússola que não treme, mesmo quando o mundo à nossa volta desaba em vozes."
Dollber Silva
"O pior vício não é a bebida ou a droga, é se viciar em quem te destrói."
— Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
