Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Quando o rei Davi enfrentou o gigante
não usou a própria força, mais confiou na força
e no poder de Seus.
Entre fases
Às vezes a gente passa por períodos em que o coração parece meio perdido.
Não é falta de amor, é excesso de aprendizado.
A gente se decepciona, se levanta e aprende que o que realmente importa é encontrar alguém que traga leveza e não confusão.
Já conheci pessoas boas, com boas intenções, mas nem sempre é o momento certo. E está tudo bem!
Porque o tempo ensina que não é preciso preencher o vazio com pressa
Às vezes é preciso deixar ele existir para entender o que cabe ali de verdade.
Hoje eu só quero paz.
Quero reciprocidade, sinceridade e presença.
E até que isso aconteça, eu sigo construindo o que mais preciso agora... A minha própria paz.
Cercado de gente, me sentindo só,
um mundo tão cheio, mas dentro é pó
Os risos ressoam, não chegam aqui,
sou barco sem vela, perdido em si
Tantas vozes falam, nem sei como escutar,
procuro um abraço que venha ficar
O tempo me cerca, mas não me contém,
sou vento que passa sem prender ninguém
No meio da festa, vazio eu sou,
sendo um fogo apagado que nunca queimou
E mesmo entre muitos, me encontro assim:
sozinho no mundo, sozinho em mim
Não faz muito tempo,
senti saudades de alguma coisa.
Pensei em escrever a respeito.
Mas,não escrevi.
Mudaram os dias, e me esqueci da saudade.
E nunca mais lembrei.
Esse poema não é a respeito
da saudade (que esqueci)
mas sobre o poema que nunca
existiu (apesar da saudade).
Em não me desperdiçar narrando,
perdi uma memória.
Uma lembrança que chegou
a doer por um momento,
e inspirou um verso que nunca rimou.
Me perdi em não me desperdiçar.
De santo não me restou nada, nem a reza, nem o pão.
Eu, o pecado encarnado? Sou — e já não mais são.
Seja grato por mais
Um dia.
Não desperdice o seu
Tempo com a tristeza.
Cada segundo perdido,
No fim, se transformará em
Um longo tempo.
SPECTRUM
Já não me reconheço,
Porém, sei bem o que sou,
O que vejo, o que tornou
-se meu Eu: tão avesso!
Volto sempre ao começo
De uma estrada sem fim,
Que se perde dentro de mim...
Aonde vou!? Sempre esqueço.
Não gosto de ir a sepultamento.
Não gosto de ir a sepultamento,
Porque não suporto o fingimento dos filhos e parentes, quando ouço a lamúria, dá vontade de vomitar em cima dos hipócritas que fingimem ao falecido amar.
Teve oportunidade, nunca abriu o coração para dizer ao falecido: "eu te amo, meu irmão".
Do mesmo modo acontece com os seus genitores, jogam nos abrigos e nunca vão visitar; mas quando a morte os levam, os miseráveis se põem a chorar.
Por esse motivo não vou a sepultamento, pois meu coração não suporta tanto fingimento.
Do que se trata viver?
Viver trata-se de entender a própria dor, para que assim não se atinge os males e socos que o mundo nos dá.
Se trata de viver sabendo que valerá cada segundo o dedicado no que estamos fazendo.
Saber que, de uma hora ou outra não veremos os rostos que estamos assimilarizados
Morrer, sabendo o que foi viver.
Não rezo pedindo a Deus que me cure os sentimentos internos.
Se não os houvesse, o que seria de mim sem meu amor por ele?
Não rezo pedindo a Deus que mude o coração, os pensamentos…
Constantemente eu peço que leve a resposta a tudo aquilo que ele ainda não decifrou.
Meu coração não cabe pouca coisa, e eu não sei ser pequena por dentro.
Sou nova, mas penso em centenas de sonhos.
Me casar, ser mãe…
Eu, como qualquer outro ser humano, também tenho minhas dúvidas.
Mas, devo me lembrar que a constância não é pra qualquer um.
Já furei a bolha. Já quis deixar de sonhar alto por medo da solidão, às vezes até da felicidade em excesso. Medo dos meus sentimentos em excesso.
Ele me jogou em um turbilhão de emoções onde eu aprendi como lidar com todas elas, junto dele.
Eu aprendi a lidar com a enfermidade, aprendi a lidar com a calma, com a paciência na espera, até com a dor da incerteza…
Mas, se eu tivesse que listar, citando todas as vezes que ele me fez sorrir… não existiria papéis o suficiente no mundo para escrever tudo.
Ele me faz sonhar e respirar.
Hoje eu tive a certeza que ele carrega as minhas felicidades com ele. E eu o agradeço muito por isso.
Vou sentir falta quando acabar
À Mulher de Fogo e Símbolos
És rito e renascer, não simples carne,
És brisa e chama, e o verbo que desperta;
Tua pele ,mapa antigo guarda em tarde
Os segredos que a lua, em ti, desperta.
Pagã, não por negar, mas por sentir:
Crês no vento, no toque, no instante.
Em teus olhos, o sol vem redescobrir
O que o mundo esqueceu .o vibrante.
Tens tatuada em ti a própria história,
Runas e flores, feras e destino;
Cada traço é canto, dor e glória,
Códice vivo do teu desatino.
E eu, mero homem, que em ti me perco,
Busco o mistério que em ti reside;
És templo e tentação, caos e berço,
A chama antiga que o tempo divide.
Se um dia fores minha por um segundo,
O mundo em ti caberá inteiro;
E serei, não dono, mas o fundo
Eco do teu riso verdadeiro.
Dois polos,
Jovem e velho,
Quente e frio,
Quem te viu?
Vazio preenchido,
Antônimos,
Não são estranhos, senti-los.
Ontem iluminado,
Pelo Sol, machucado,
Pela Lua, curado.
Hoje calmo,
Não corro mais,
Caminho olhando.
Hoje acordei calmo,
Investindo em pensamentos,
Pensei, chorarão amanhã?
Imprevisível como o amor,
Amanhã,
Certo como a morte,
Hoje.
DEUS ME DEU VOCÊ
Pedi a Deus o sol...
Mas o tempo passou, e Ele não me deu.
Pedi a lua, tão bela, tão serena .
E o tempo passou, e Deus não me deu.
Então, pedi as estrelas.
Para admirá-las nas noites silenciosas...
Mas os anos se foram., e Deus também não me deu.
Foi então que, num dia comum,
Quando eu já não esperava mais nada,
Você cruzou o meu caminho.
“Quem é essa?” pensei.
Era o Amanhecer.
E uma voz suave sussurrou ao meu coração:
“Vai lá... e vê.”
Naquele instante.
Eu soube:
Era você.
Mais radiante que o sol,
Mais linda que a lua,
Mais admirável que todas as estrelas.
Deus me deu você.
Mais do que pedi,
Mais do que sonhei para mim.
Deus não me deu o sol.
Porque guardava a luz dos teus olhos.
Não me deu a lua.
Porque tua beleza já bastava.
Nem as estrelas.
Porque preparava o brilho da tua alma.
Agradeço a Deus todos os dias.
Por ter você ao meu lado.
Minha amada
Meu amanhecer.
Meu amor eterno.
..Não gosto do Outono
Porque folhas caem
Pessoas morrem
Faz frio lá fora
E esse frio corta
Dá um nó na garganta
Desfaz a esperança
De um novo amanhã
Entra com pezinho de lã
Parece fazer sol
Mas é sol de pouca dura
Porque logo ele vai embora
As nuvens cedem à secura
Bebem as lágrimas que se fazem sentir
Agora com mais força
A cair do céu
Que a primavera me ouça
Ou até mesmo o verão
Para transformar este céu cinzento
Numa nova onda de calor
E logo quando o sol se pôr
Surgirá uma força interior
Acompanhada de um anjo protetor
Com suas asas proteger-me-á
Do mal que se avizinha
Da dor que não nasce sozinha
A dor do outono tem dono
Cabeça, tronco e membros
É o Mês de Dezembro que se advinha
Árvore de natal só tem enfeite
Não dá luzinha
Não tem quem espreite
Antes espreitada de empreitada
Hoje este natal não é nada
Hoje este outono é uma estação amaldiçoada
Outono mata
Outono não é ouro
Outono não é luz
Outono não é prata
Outono não é tesouro
Outono não reluz
Outono que leva a alma
Outono que vá para o raio que o parta
Uma mulher
A mulher do capitulo 12 de Apocalipse, como é evidente não é "Maria"! Ela é o povo de Deus, tanto do Velho testamento, como o povo santo do Novo Testamento! Essa mulher dá à luz um filho, que é fruto do Povo de Israel, mas de um modo geral, fruto de` todo o povo de Deus! Há uma referência também às 12 tribos de Israel, assim como aos 12 Apóstolos do cordeiro!
O povo santo sempre vence com o cordeiro Deus. O dragão, não vence, mas sim os santos com o filho da mulher!
HelderDuarte
Viver com muita excelência,
Não significa viver com perfeição...
Significa dar tudo de si com frequência,
Fazer o melhor, segundo a sua condição...
A emoção descontrolada é a marionete perfeita.Quem domina a si mesmo não pode ser manipulado. A serenidade é a arma dos sábios.
Nina Lee Magalhães
Não sei dizer...
Tentando ser engraçado ou tentando rir de mim mesmo. Tenho a mania de olhares engraçados em meus olhos que enxergam rindo. É a maneira de minha criança interior se divertir, brincar com os outros e até de amar. Quase ninguém entendi. Não importa se a piada tem graça ou não... Eu acho que tem... é sutil e não obvia...
Pronto falei! Caiu a casa!!!
Vivemos acorrentados a obrigações que não escolhemos,
chamamos de rotina o que, na verdade, é prisão.
Corremos para dar conta de tudo — e, nesse ritmo,
esquecemos de sentir, de respirar, de ser.
As horas voam, os dias se confundem,
e a alma, exausta, vai se perdendo em meio às tarefas.
No fim, resta a pergunta que ecoa no silêncio:
“Estou vivendo… ou apenas sobrevivendo?”
Talvez a verdadeira liberdade seja recuperar o direito de parar,
de sentir sem culpa,
de existir sem pressa.
