Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O destino leva-lhe às mãos do amor, aí está o verão, corpos molhados, corações acelerados, o sabor de sal nos lábios, o desejo de se fundir encaixa os corpos, parecem deusas à beira-praia, e eu no cárcere das minhas fantasias esfria-me o coração, mas aí vêm os sussurros quentes trazidos pelo vento, caio em oração para um prodígio, lágrimas silenciosas e ardentes de dor, imploro mais uma vez, os sussurros como uma faca atingem o meu estado lascívio e grito; não, não pode estar a acontecer, o amor dela é meu.
O amor que sinto por você é singelo e gigante em absoluto no todo, a distância é teórica, as almas estão contíguas e se amando. E esta paixão fervente que me sufoca é dela que tenho medo, precisa de beijo bom e de muito carinho.
- O vinho bom tornou-se sol ardente que faz minha tez perder brilho, e o teu amor delicioso com a sua suave fragrância se perde entre os homens carentes da cidade que se encharcam de bebidas fortes para espantar as paixões, ó amada do meu coração, quando me envolvo em lenções é o seu nardo que me alimenta.
Eu sei o que falta em ti, o que escrevo por estar cheio de amor parece mentira, quando digo que te amo perece que estou a mentir, quando digo que o meu coração é todo seu julgas-me mal e me chamas de mentiroso, mas quando olho-te nos olhos com os meus olhos de mel não preciso mais dizer algo, abre-se o livro da minha mente e o pulsar do meu coração é a melodia da canção de amor, fico calado e seca-me a boca por estar a sentir muito e porque o amor não sabe falar, tu o reconheces e calada o abraças.
O meu desejo faz o amor por ti crescer à medida do teu, assim, a vontade enorme de derrubar obstáculos colossais para a satisfação deste desejo de querer no teu segredo entrar e habitar.
Eu cheguei, vejo o amor disperso em restos espalhados num mundo desolado, fiquei procurando pelos raios da aurora que me mostrassem um mar brando, só vejo um amor pecador que acabou de se entregar em braços alheios renegando os meus fortes braços, a lua enlouqueceu e escondeu-se por trás das nuvens para não me mostrar o fruto do desejo que havia me prometido.
Se deslocar para os deleites da vida derradeira é a certeza da falência do amor humano para consigo mesmo
A vida é feita do que cultivamos. Portanto, cultive amor e verás que a colheita será sempre farta...
Seja flor por onde for, espalhe amor, seja grato sempre. As flores enfeita os nossos caminhos, o amor deixa a vida mais leve e a gratidão por tudo nos abre portas...
Mas vale um amor que te cuida hoje em meio à tantas dificuldades do que um dia bonito cheio de rosas...
Amor é neve em avalanche sobre piso de sal, o desfecho derrete, lágrimas, enchente e destroços trás ao coração.
Em meus pensamentos uma invasão desordeira sem gestão e livre, inflama este fio de amor em discrição, meu riso silencioso escapa e me compromete: Enigma em ventos de observação não se rir.
Nosso amor nasceu na distância e ao tempo sobrevive, por que nasceu primeiro no céu, em noite de lua e estrelas impossíveis...
Nunca mais ACREDITO no amor, desde o dia em que apressada em marcha ré fui chorando o adeus. Aquele adeus que não pôde dizer parada olhando o seu rosto.
Que a brisa suave da noite acaricie suas portas, e entre os dedos do amor passem toda esperança de um novo amanhecer, carregando em suas asas os raios de um sol dourado colorindo aos teus olhos a canção da vida.
Foi ilário só agora perceber que aquilo era um amor platônico crônico, uma ilusão em decomposição, um buraco negro sem estrelas em segredo.
Colibri vem provar meu pólen mel, exposto a te esperar, no sol e no luar, ousada flor implora amor debaixo do céu
Estávamos nas nuvens e para nós as estrelas piscavam ritmadas ao nosso amor. Foi você me levou às nuvens, me fez amar astronomia, mas você era apenas visitante desses espaços, você descia sempre, enquanto eu explorava e avançava. Até que um dia você desceu tanto que não pôde mais voltar. Te espero na mesma dimensão, anseio ouvi sua voz rouca de noite a dizer palavras maior que todo esse caos que você criou, quero gestos mais lindos que as minhas descobertas. Vem! sobe outra vez, vamos viver aquela história que nós nunca demos um NOME.
E se o amanhã chegar, que eu me envergonhe desse amor choxo de hoje e possa amar com um amor mais solidificado.
