Poesia
Coloco sinceramente fragmentos da minha ativa complexidade em boa parte dos meus versos, expressando o que sinto, a grandiosa beleza da simplicidade que vejo, as cenas que imagino, os sonhos que tenho, transitando entre a fantasia e o realismo, refletindo o jeito que eu penso, fomentando a liberdade do meu espírito, satisfazendo o meu íntimo e o meu senso poético, deixando-o cada vez mais vivo.
Baseado neste propósito, escolho certas palavras e as aplico em passos harmônicos, uma dança das letras com os meus profundos sentimentos, que dançam na minha mente através dos meus muitos pensamentos, que ressignificam a minha instabilidade, dão asas ao meu fértil imaginário, respeitando a minha valorosa integridade, os meus princípios, trazendo um verdadeiro sentido a minha arte.
A minha inspiração vai se desenvolvendo, então, vou fazendo gradativamente um somatório de frases, começo, fico imerso durante minha criação, esqueço do tempo enquanto faço, recomeço, desabafo, saio por um momento da realidade estática que me cerca e entro na da imaginação, na pertencente aos desejos e às lembranças veementes, nas que aquecem o meu coração, marcando até o meu subconsciente.
Tendo dito isso, sou honestamente agradecido por saber que és uma rica poesia, cuja vida é abundante e resplandecente como os teus belos olhos, a tua euforia, a tua venustidade inegável, apresentando a tua verdade nas tuas linhas, a tua alma resiliente, tuas tristezas e as tuas alegrias, seguranças e incertezas, expondo a tua autenticidade, bênção que foi divinamente inspirada com todos os detalhes.
"Que aproveitemos a vida
nos seus lances mais singelos,
cada momento é precioso:
minuto, segundo e centésimo"
[A ROSA CONTINUOU SENDO A ROSA]
“Para a rosa mais bela;
Um vaso apropriado.
Onde de várias outras,
Foi a única privilegiada.
Não pela beleza
Nem mesmo pela cor.
Mais pelos detalhes
Que não mudou.
Não precisou ser uma “Pluméria”,
Nem mesmo uma “Orquídea”…
Mas pelo que sempre foi.
Diante de várias, se guardou.
Na casa do jardineiro
Um vaso apropriado
Recebe a rosa do jardim
Como sempre: entusiasmado!”
Boa tarde
Faça a sua boa tarde:
a paz e o amor mesmo
que ninguém fale,
cultive-as com afeto
em silêncio ao seu favor.
Boa seja a madrugada
com muita paz
e serenidade para você
que levanta cedo porque
não consegue dormir,
para você que levantou
por levantar e para você
que acorda cedo para
seguir em frente e ir lutar:
o importante na vida é não parar.
Rodeio Erguida
A semana em Rodeio
madruga chuvosa
nesta cidade amorosa,
doce e acolhedora.
Rodeio erguida não
teme o mau tempo,
ela é encantamento
e cidade recanto.
A semana em Rodeio
seguindo adiante,
do Médio Vale do Itajaí
é valoroso brilhante.
Rodeio verdejante
as tuas montanhas
sempre hei de louvar,
foram elas que fizeram
escolher aqui para morar.
Mafra Poética
Mafra da minha História,
minha Mafra poética,
O balançar das araucárias
do meu destino falam
das minhas memórias
que um dia hei de contar,
Nunca deixei de te amar
nesta vida mesmo longe
de ti tendo que caminhar.
Poética Mafra poética,
por tudo o quê fostes,
és e para sempre serás,
Tudo de ti em mim
para sempre sobreviverás.
Mafra poética e amorosa,
quando fecho os olhos
ou vejo uma nectarina,
Recordo que há muita
História a ser contada
nesta Bela e Santa Catarina.
Mafra da Minha História
Mafra nascida de dentro
da bela Rio Negro paranaense,
emancipada filha do nosso
Planalto Norte Catarinense.
Mafra que trago no meu
peito a História e a sua gente.
Mafra minha História de amor
atemporal que nas estrelas
foi pela mão de Deus escrita:
és amor para a minha vida
desta Santa e Bela Catarina.
Da Mafra da minha História
nunca na vida me esqueci,
Que ela nasceu da luta
da tropa que pediu abertura
de caminhos e que nem
o tempo apagou de mim
tal qual o aroma do jasmim
do jardim da memória.
Mafra batizada fostes com
o nome do filho do Major,
Mafra abatida e erguida
pela Guerra do Contestado,
Mafra amor da minha vida.
Minha Mafra fostes
colonizada por imigrantes
alemães, ucranianos,
poloneses, bucovinos e italianos,
Mafra amor para toda a vida
e sempre presente nos meus planos.
Minha Mafra sempre
relembrada com orgulho
por tudo o quê fostes, és e serás,
Mafra és amor para toda a vida
que canto para toda Santa Catarina.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Não me distraio
Do nosso jardim.
Teço mil enredos,
Sublimes, enfim.
Não me culpo:
O desejo brotou
Bem imponente
Como um lírio.
Talvez seja delírio
Ou, apenas poesia.
Não me importo,
Registro em letras
Para que me leves,
E nunca me deixes.
Camponesa de alma,
E também de corpo,
Você é meu solo,
E eu a tua segurança,
Tenho a esperança
- da semente do amor
Que não desiste
De brotar sereno,
E crescer contente.
Não me distraio de nós,
Jamais!...
Semeio letras puras,
Versos incandescentes
Em busca dos beijos
- intermitentes -
Como um riacho em turbilhão
A tomar conta das pedras
Para amansar o teu coração.
Desvende-me em teu olhar,
Eis-me aqui para te contar:
Nos teus olhos celestes
Resolvi uma estrela buscar.
Surpresa doce e íntima,
Com o tom de revolução,
Por ti vivo a sorrir...,
Viraste a minha doce canção.
Entregue-se ao meu tocar,
Eis-me aqui para te amar:
Os nossos corações solares
Um dia hão de se reencontrar!...
Talvez no alto da montanha,
Ou na beira do mar;
Talvez, talvez, talvez...,
Quando a gente não planejar.
Agarre-se a nossa glória,
De escrever entre os beijos
A nossa história...,
Indizivelmente nossa.
Em salto e altura,
Não haverá queda livre,
Porque sinto-me tua;
Contigo estou segura.
Não vim parar à toa,
Surpreendendo-te
No céu de (Bruges),
Em queda livre,
Libertando-te,
Pairando leve,
Envolvendo-te
Para que o teu coração
Nos faça (entregues).
Amar o amor faz parte
Da honra, da vida,
Da poesia e da arte;
Da nossa ida
Pensando na volta;
O amor abriu a porta...
Toco o céu com a mão
Com tanta inspiração...,
E tão puro contentamento
Vou ao sabor do vento
Em busca de alento...
Alma forte como [ventania,
Assim é a alma austríaca.
Alma leve que rodopia...,
Ao som da valsa é [alegria.
Artesã da palavra poética,
Filósofa do tempo poema,
Amante de vida em expansão,
Escrevendo a poesia própria,
Cheia de paixão e sentimento.
Alma forte tão [alpina,
Assim é a alma austríaca,
Alma doce que fascina...,
De um acorde que [harmoniza.
Sabe ser feliz ao seu jeito,
Como poesia que [valsa
Talvez não tão perfeito,
Mas amor não faz [falta].
Os teus lábios sedutores
Por eles morro de amores
Tão lindos e doces lábios
De todos os lábios que ousei
Tão meus e róseos lábios
Os lábios que por eles pequei.
Ah!... esses lábios róseos
Tão lindos e repletos de sol
Por eles esqueço do mundo
Vejo no céu os tons mais flóreos
Todos por esses lábios de sol
Dourados e etéreos lábios...
Os meus lábios pecadores
Pelos teus lábios morrem de amores
Tão ternos e repletos lábios de calor
Se eu ficar com os teus lábios
Juro, que eu sou capaz de viver
Somente de amor - e nada mais!...
Trouxeste a palavra luminosa
De mago e [santo,
Mais do que isso:
Enviaste a palavra de um [anjo,
Além do olhar e da interpretação,
Amar cura qualquer coração.
Rompendo o espaço sideral,
Nesse outono em anunciação,
Chegou a hora e a estação,
De anunciar o amor e a aurora,
Que transformarão de vez
- tudo o que é vão -
O amor que cura amargura,
- 'amarcura' qualquer amargura
Com ou sem amarula,
Eleva o campo astral da criatura.
O escritor que cruzou o mundo,
Semeando o profundo,
Nos voltando para nós,
Elevando o sentimento,
- santo -
E apaixonado de amar,
Tornando assim o coração
- adocicado -
Fazendo de cada um de nós
Corações purificados.
O amor libertador,
Além das letras, e poemas,
De quem escreve, e se atreve,
Alcança a pessoa que se arrisca,
Que se entrega e se converte
Ao que chamam de loucura:
AMARCURA!
Eu deixo você ir embora,
O tempo sabe a hora,
- se não for de verdade,
Você já pode ir agora,
Quero um aconchego
Com sabor de sossego,
- se é amor de verdade,
Enfrento até o medo.
Quando se ama, se divide
Até o maior segredo,
- se você é anjo que caiu do céu,
No meu colo
Eu te recebo.
Tenho em mim a alma
De todos os continentes,
- o meu espírito é cigano
O cigano só muda de lugar,
Mas o amor sempre
Leva com ele.
O amor quando acontece
É o maior dos presentes.
Talvez você não conheceu o caminho
Do amor e da afeição,
- o amor quando acontece
Tem a paciência que só vem do coração.
Se é amor de verdade, não corremos perigo;
- quero te amar até na tempestade,
E também ser o teu ninho.
O amor segue os nossos passos,
- sem escravizar um ao outro,
Eu ocupo os teus sonhos,
E você os meus planos.
Conheça um pouco mais
Desse espírito crítico,
- amor sublime, amor....
tenha juízo, por favor!
Eu te observo desde de sempre, e ainda quero
Acreditar que você existe amor!
Esse sorriso quando sorri é para tentar
Transformar esse mundo sombrio,
Mas não significa que ele
Não te pertença,
Sou tua caça, e ser tua
Caçadora bem atenta.
Acho que você não se atentou,
Que a nossa alquimia é intensa,
Só vou dormir quando você,
Me libera um beijo para que ele
Chegue do jeito que eu permitir...
Querendo saber de você, curiosa
Pergunto como você passou o dia,
E escrevendo tudo sobre nós dois,
Faço versos que a poesia espera,
Somos de nós dois e temos um ótimo
Motivo para sorrir...
Tenho um plano além da amizade,
Há uma certeza e uma vontade
De juntos não darmos mais espaço
Para a saudade - esse é o meu
Jeito de te esperar de verdade.
Às vezes tenho medo
Que você me esqueça,
Por isso escrevo versos intimistas
Para que eu não saia da tua cabeça;
Que chegue logo o real dia,
Que você virá
Para que a gente se aqueça
Até a hora que a noite adormeça.
A tua força é magnetizadora
O teu amor me escolheu
Quero ser bem sedutora
Para fazer-te todo meu
Carrego o nosso
amor sacrossanto
Só para você escrevo
Só por você eu canto
No embalo da espera
Não tenho o quê reclamar
Os pés estão bem na terra
Sonho em te completar
Estou aqui a sonhar
Que o meu corpo seja teu
E o meu coração o teu altar
Quero ser um oásis a te saciar
Intensos filhos de Gaia,
e atrevidos no Olimpo,
Furtivamente colho o teu beijo,
doce não resisto;
Acaloradamente e terna provoco
o teu instinto...
Protegidos por Deméter,
travessamente no Olimpo,
A minha nuca coberta pelo teu beijo,
doce te excito;
Apaixonadamente estou em tuas mãos,
te mordisco.
Acompanhados por Perséfone,
vagarosos no Olimpo,
Os meus seios nas tuas mãos
são um punhado de trigo;
Sinfonicamente doce atingiremos o paraíso,
predestino.
As três deusas são por nós dois,
já somos de nós dois,
Somos mistérios revelados,
e ainda não consumados;
Eles hão de nunca serem suficientemente
descobertos.
Sob a proteção do Olimpo,
juntos somos apenas dois meninos,
Divertidamente nos seduzindo
como os astros seduzem a orbe,
No nosso Universo tudo é repleto
- nele tudo pode -
e nos sacode;
Somos duas oferendas no Olimpo,
e perfeitos Mistérios Eleusinos.
Na noite que antecede
esta Superlua de Neve,
a minh'alma se atreve
a dizer que já és meu.
É por causa desta alvura
tão linda que inspira
a nunca desistir:
já saberemos onde ir.
Só basta você querer,
que não farei resistência,
em busca assim estou
é de malemolência.
É com esse entusiasmo
que me preparo
para receber este amor
em total desembaraço.
