Poesia
Você não entendeu que sou poetisa,
- e vais me condenando por eu
Escrever poesia
Como presa algemada caminhando
Rumo ao Fortim de Atalaia,
- escrevo versos perfumados
Por cevada
Agora estou em Guarapuava,
- apreciando as araucárias
Esperando que você volte atrás,
E juntos nos envolvamos
Novamente como uma primavera
Em plena florada...
Desconfio que você,
Assim como eu que não
Está entendendo nada,
Estou diante do Rio Jordão
Espalhando versos e perfumes
Para chamar a tua atenção:
- quero de volta a tua mão.
Nunca se esqueça que o amor é uma
Primavera que não passa;
Quando olhares para a noite enluarada,
Lembrarás de cada verso que a nossa
História se fez inspirada.
Sob as bençãos de São Francisco e São João,
A Lagoa das Lágrimas refletirá
O nosso amor que permanece no coração.
O teu coração se voltará para a tua poetisa
E baita mulher, que você finge em não querer.
Que o teu coração persiste em renegar,
E que no fundo te falta a coragem
Para lutar - e se entregar.
Da tua mente não irei me apagar,
Porque a minha poesia mora nos
Teus poros e o teu corpo não se
Esquece de quanto é bom me amar...
Poesia nascida de um beijo
(ainda não dado),
Eu nasci para você,
Abra o teu coração,
(cheguei de vez),
Para ser a tua paixão.
Mulher nascida para amar,
(e ser amada),
Trate-me como o teu bem,
Sou uma flor delicada,
(cuide-me com dedicação),
Plantadada no teu coração.
Trago no olhar a cor do amor,
(o tom da alvorada),
Eu nasci para você,
Para ser mais do que adorada,
(ser tua mulher deificada),
Do teu amor brotada.
Ainda hei de tecer mil castelos,
(em linhas aveludadas),
Talvez você não tenha percebido,
De todas - sou a tua amada,
(nascida dos teus desejos),
Nunca tive notícias de mulher por ti tão fascinada.
Eu tenho uma poesia para bordar
em fios de algodão colorido.
Escrevo com a liberdade que só
a poesia concede, e nenhuma arte
se [atreve...
Poeticamente posso escrever ainda
o quê nem sequer foi vivido,
- e mesmo assim ter muita história
para [contar
Acabei de chegar na Paraíba para
visitar dois amigos: Ariano e Solano.
Porque na Paraíba tudo rima,
até a dor vira poesia.
E no fundo todo brasileiro também
é [paraibano.
Quem abriu primeiro a porta
foi o Seu Marinheiro que logo disse:
"- Temos visão privilegiada do
nosso jardim para o Rio Sanhauá."
E o respondi:
"- Frei Pedro Gonçalves me contou
que o pôr-do-sol mais belo visto do
Rio Sanhauá no Brasil outro igual não há."
Três crianças acenaram da sacada
desejando a minha feliz estadia,
escutei os nomes entre as risadas:
Cícero, Cassio e Vital.
Fiquei admirada
com a empolgação da criançada!...
Porque hoje na Paraíba ainda há
um misto de esperança e desesperança
de um povo que se reinventa debaixo
do sol ou da chuva - e enfrenta a seca
com bravura, e jamais abandona a
ternura...
Na costa bem desenhada e na poesia
tramada com fino algodão, em verdade
voz digo:
"- Paraíba [joia menina], tu moras em meu coração."
Eu vejo o mundo através dos meus olhos,
E vejo você através da poesia,
Tenho cores, sonhos e carinhos,
Dentro de mim não sinto que estou sozinha,
Você mora aqui com cor e liturgia,
Surgi disposta à te amar sem enganos.
Sou uma gota de amor no oceano
O amor que busca existir sincero
A vida que está no teu plano
Tenho cor e sabor,
A chave que abre a porta,
O amor que liberta,
Amor que é amor jamais sufoca,
Oh! Vem... É chegada a hora,
Não abandone a nossa história.
Temos muito o que perder
Temos que nos viver
E fazer juntos o amor crescer
Porque temos estrelas nos olhos,
Falamos de flores,
Temos jardins nos corações,
Um amor suave,
Poemas e jardins de mistérios,
Dedicados à cultivar as nossas emoções.
Somos objetivos
Não deixamos nada subtendido
Queremos muito mais do que ser bons amigos
Eu estou sempre contigo,
E tu estás sempre comigo,
Sem você perco o chão e o teto,
Um minuto sem você é um grande castigo,
Não existe amor incerto,
Longe de você sempre acho que corro perigo,
Até o amor mais erradio: é o amor mais correto.
A minh'alma feminina se esconde
nas rendas e nos versos:
respira, sente e escreve a poesia,
que brota da alma florida.
Não resisto ao amor à moda antiga
Sou uma doce cantiga,
que só com a gentileza combina.
Por mais que venham as nuvens da rebeldia,
não consigo mantê-las para sempre.
Intimista subverto a escuridão em clarão,
e semeio as rosas sem espinhos pelo chão.
Sei de mim e sei de você,
o tempo tem o seu próprio tempo
de fazer brotar a paixão.
Nos perscruto, nos escuto e nos perpasso
a fim de percorrer contigo todos os nossos
- espaços. -
Vou te adorando solenemente a cada passo
- estou nos namorando -
e com a minha poesia te envolvendo
em meus carinhos, beijinhos e abraços...
Tenho por nós o zelo extremo
como a chuva que rega terra
para que a semente brote;
desejando que o amor e a paixão nunca nos falte.
E o sonho infindo de juntos nos banharmos
nessa doçura de dois conduzindo-nos
rumo ao apogeu do amor,
e que nenhum pouco refeitos nunca nos
faremos satisfeitos de nós dois;
E as frações de segundo são e sempre hão de ser
a fiel e teimosa expressão da eternidade.
Surgiu um pedido
teu por poesia
Como um luminar
descido na terra,
Perfumando
a atmosfera íntima.
As tuas palavras
são um par de tentação
Plenas de provocação,
não temo ser tua,
E sei que não é vão;
irei mergulhar inteira
No teu coração.
Fazes o quê bem
queres de mim,
Bem, sabes que
estou em tuas mãos,
Estou sob o jugo
da tua sedução,
Dizer que estou aborrecida:
é o jeito que criei
Para ser atendida,
é o meu grito
Poético pedindo
para ser por ti aquecida.
Bem sabes que o teu
eu Dionísio
Pegou de jeito
a Atena distraída,
Ela estava adormecida, e se viu
de estalo renascida
Colhendo o lírio
mais precioso: o teu lindo amor
Para que não te
ponhas em retirada,
Ela te abrigou no Olimpo - protegido.
Para não se fazer
por ti esquecida,
Ela mudou o olhar
perante à vida.
A poesia não sumirá,
ela surgiu com a tua
Lira poética
que é capaz de fazer de Atena
Uma poetisa do doce
transe de ti - endoidecida.
Perfumada, arrepiada,
apaixonada, apimentada,
E nem por um instante
arrependida de pertencer à ti.
Atena, deusa vestida
de versos intimistas,
Despiu-se desavergonhadamente,
enluarou-se dionisicamente,
Lançou-se desejosamente
para satisfazer como um lírio branco
O teu desejo
ardente por poesia.
O amor de Atena e Dionísio
é cercado por todos os lírios:
poéticos, iriais, épicos, musicais, Espirituais - e infinitos...
Como uma vereda
que vai seguindo
o seu próprio curso,
vou escrevendo
em prosa e poesia
até a próxima
estação do destino
que será o encontro,
a convergência
e a alegre festa
de ir até a janela,
e ver o Universo
inteiro aceso
quando cair a noite,...
Mesmo sem ter
sequer uma sacada,
para apreciar
as tempestades
e as noites
sem teus abraços;
Tenho a gentileza
da minha janela
e a doçura do quintal
que me ajudam
a superar a dureza
da vida e das nuvens
que encobrem
dias ensolarados,
céus estrelados
e as noites de Superlua
que delas não escapam,...
Cheia de utopia
em preparação
para vencer a si própria,
derrubar egos e totens
e libertar povos deste século
dos campos de concentração:
abri para você o meu coração.
A janela do quarto
com ares de poesia
e arte do espaço:
noite de Superlua
nublada, hipertensa
gelada e impulsiva,
Diz muito mais
do que infinitas
páginas de jornais.
É a tal insônia que
surgiu para pensar
no curso da vida,
E escrever com
o orvalho da manhã
um poema que fale
como oceanografia
e não falhe contra
a desgraça que por
anomia foi espargida.
O amparo poético de
não parar de acreditar
que no final da história
tudo haverá de voltar
ao seu devido lugar
tem sido como uma ilha,
Onde nós dois somos
os ilustres refugiados
deste humano barco
que pelos poderosos
foi naufragado de propósito.
Julho é a poesia para viver
com a infância e a juventude
por perto fazendo da alegria
a inspiração e da tranquilidade
a certeza e o endereço certo.
Setembro pode ser
escrito com as flores
do espírito de boa vontade
e toda a poesia que tens
abrigada na tua liberdade.
Novembro é um mês
que aproxima com
uma poesia única
que busca sempre algo
que nos acolha e reúna,
Você pode sentir a vibração acompanhado ou não,
O importante é ter paz
profunda no seu coração.
Dezembro poético
é o último mês do ano
que a poesia do encontro
se cumpre estando sozinhos
ou acompanhados,
O importante é estarmos
pelo dom da vida agradecidos.
A poesia que percorre
o caminho a pé e visita
o Frade Capuchinho
que contou como é
o Caminho do Peabiru
e em nome da "Terra Sem Males"
insiste sem cessar em anunciar
a paz por todos os lugares...
Poesia da América do Sul
profunda que tem feito
da memória e da história
do povo originário
o maior de todos os altares,
cruzando florestas
e reverenciando as três pedras.
Rumo aos três destinos
que ainda são desconhecidos,
a poesia da América do Sul
profunda ainda continua
se encontrando atlântica
dentro desta Pátria romântica.
A política quase
sempre é necro,
a poesia nunca;
Prefiram a poesia
porque a política
nunca deu certo.
Onde há poesia
sempre haverá
sonho e alegria,
Este poema não
é qualquer poema;
É um poema cheio
de fé na vida,
Com galope e rima.
É uma dedicatória
aos poetas da cidade:
Porque sempre
que houver poetas
haverá liberdade.
Não haverá nunca
pós ou vida vazia,
sou a que não é
nem será perfeita;
porque de poesia
nasceu feita porque
é cheia de vida.
Como ocupação
mansa e divina
de um por um
dos teus enigmas,
virei conhecedora
das tuas armadilhas.
Sei o quê quero
e como mereço,
quando percebo
o sentimento fútil,
apenas não aceito,
porque não convivo
e total me pertenço.
Como dona de si,
alma sacudida
e origem igual a tua;
sem pensar você
se tornou entrega,
e fui pela rota de fuga.
Sob todas as luzes,
sóis, luas e estrelas:
não gostei do que vi,
certa, como e tal
a Fortaleza Santana,
optei daqui adiante
distante ficar de ti.
Fortaleza e poesia
em exagero sou eu,
a aorta a inspiração
do teu doce coração
que deseja trocar
o teu peito pelo meu.
Sentida embora
para muitos ainda
considerada sem
algum significado,
segredo de amor
que foi ocultado.
Vista da Fortaleza
de Santo Antônio
de Ratones entre
as pedras da ilha
e dos amores mais
ingênuos o enigma.
Declamada quase
sempre por quem
diz não se importar,
no entanto é água
batendo na orla:
(fortaleza para falar
do que transborda).
Manual de reinvenção
e diária sobrevivência
desta solidão inquieta
neste mundo de gente
triste e complexa,
como Lua em rebeldia
na palma da tua mão:
(o amor que chegou
sem dar explicação).
Algumas vezes a inspiração da minha poesia eu encontro no momento e nas histórias dos amores dos outros.
O meu gênero abraçado está na fronteira do lirismo com o romantismo e possui toques de simbolismo.
De tudo aquilo que escrevo o quê realmente me representa poeticamente são todos os poemas que dedico para o amor que virá.
Os poemas de validade emocional são aqueles que escrevo mesmo para mim e para o amor que virá.
O amor que virá realmente é o quê me importa. O amor que virá é a fonte de inspiração. Ele vai cruzar as mais altas, duras e distantes fronteiras pelo nosso romance.
As únicas críticas que acolho com bondade são as críticas referentes ao uso da norma culta e quando eu erro na digitação.
Se os símbolos e a escrita que uso nos meus poemas não agradam, qualquer crítica mesquinha será respondida em salto e altura, porque não sou generosa com quem não merece.
Insisto que não é preciso
de flores e de poesia
para vencer uma guerra,
Não é preciso de muito:
é só ver Vênus e Spica
no céu em frenético ritmo.
O Império saiu da mesma
maneira que entrou levando
o peso do fracasso esperado,
o mistério da fé fala por si
sobre a história de superação.
Dizem que o amor romântico
nesta Era foi derrotado,
construí a minha fortificação,
Porque na vida ninguém vive
sem sonho, sem motivação
e sem o coração apaixonado.
A partida do último soldado
e o enterro dos Impérios
me levaram para bem longe
do que foi convencionado
ao encontro da liberdade.
Sigo no sentido contrário
daquilo tudo que impõem:
sou a declarada rebeldia
- em total personificação -
O encontro de Lua e Vênus
inspirarão a aproximação.
A intimista poesia visual
baixo aos desígnios
do Hemisfério Celestial Sul
é feita de códigos,
de galáxias em espiral
E de sinais óbvios
se a noite cair
e as palavras faltarem,
nós termos uma
estrada para prosseguir.
Em mim está a herança
da rebelião dos heróis
de dois mundos,
o teu amor sublime
onde todas as estrelas
são sempre mais visíveis
e a recíproca fascinação.
Universais e hipnóticas
a Via Láctea e Andrômeda
por nós em vibração,
a Grande e Pequena
Nuvens de Magalhães
como sustentação
da (e)terna mútua rendição.
