Poesia
Se eu posso ser poesia:
- desabrocho em [flor]
Se eu posso ser tua:
- escrevo versos de amor.
Se eu posso ser fascínio:
- viro o melhor sabor
Se eu posso ser [rio]:
- deságuo no teu mar.
Se eu posso ser aurora:
- posso ser [poente]
Se eu posso ser noite:
- viro luzeiro presente.
Se eu posso ser tua:
- andarei nua no paraíso
Se eu posso ser mistério:
- viro logo um mar feitiço.
Porque me deito em ti
Meu sonho de amor,
És meu solo sagrado.
Aprecio tudo o quê te atrai,
O quê perfuma o ar...,
Aprecio tudo o quê te traga,
Transformando em contentamento:
as manhãs, tardes, noites
Transformando a madrugada
em poesia de versos esplêndidos,
Cintilando em cada um o romantismo
Puro, sublime e necessário;
Que me torne a mulher do teu agrado.
Eu encontrei você de um jeito
Que sempre sonhei e quis;
Poesia de tão perfeitas luzes,
- suspensas
Eu encontrei você perfeito
Com o faro e a minha diretriz;
Poemas de tão perfeitos lemas,
- emblemas
És o mais alto dos comandos,
- teoremas
Coragens, renovações e sutilezas,
Escolhi você para ser o meu amor
- indecente
Que sempre sonhei não ser menos
Amor meu doce amor, simplesmente.
Não me importo com a rima,
E igualmente com a métrica;
A estética se abre com a alma,
O quê vale mesmo é a poética.
Eu desenhei você de um jeito
Que sempre sonhei e quis;
Paixão de tão intensas luzes,
- aquecidas
Eu encontrei você inteiro
Com a minha habilidade feliz;
Potência de tão doces juras,
- destemidas
És o mais alto dos astros
- sem segredos
Que sempre esperei sem medos
Amor meu doce amor, contente.
Não me importo com a opinião
Pudica, invejosa e alheia,
A poética é toda minha...,
Com você nunca estarei sozinha.
Não existe poesia desacompanhada
Nenhum pouco de si mesma,
Não existe quem não resista o beijo
Por um intenso e pio desejo;
Não existe dália apaixonada,
Que não seja também ninfeta,
Tampouco desejada...
Não compreende o sentimental
- poemário
Arrancado do pomar
Amansado pelo vento;
Não menos belo que o Balneário.
Não existe malícia incendiária
Nenhum pouco por ti recusada,
Não resiste carícia reprimida
- Por um só amanhecer,
Não existe ninfeta sonetista
Que não saiba fazer-se dália.
Não compreende o gutural
- soneto
Plantado no lugar
Espalhado pela onda;
Não menos corajoso do que o mar.
Não existe métrica discreta,
Que não seja capaz de revelar:
- A poesia de beber e de amar
Outrossim, que seja ousaz
No ponto urgente e necessário
De fazer-te provar o hálito
- sabor de orvalho -
E da rima da mulher amada.
(...) A poesia segue
- implacável -
A te procurar,
Nada mais me importa
Só você me importa;
- Eu vou te encontrar! -
A poesia aliada
- interminável -
Da procura,
Nada vai me impedir
De te encontrar;
- Eu não vou desistir! -
A poesia eterniza
- a dor -
E toda a busca,
A venda retira
De tudo o que os olhos
- [ofusca...
- Não desisto dessa busca! -
A minha jura
- eterna -
É declaratória,
Irrevogável,
Irretratável,
Intransferível,
Impenhorável,
...é interminável!
De uma loucura de amor
- endoidecida -
Por ti filho de Santa Catarina
- desaparecido!
Que por ti não como, não durmo,
Não desisto e atravesso
Qualquer desafio! (...)
Mãe Aparecida,
Materna poesia,
Minha Senhora,
Castíssima Rosa,
Padroeira do Brasil,
Com o seu manto azul anil,
Zelai por nós,
Que o tempo não seja algoz,
Por nossas fronteiras,
Do nosso povo não te esqueças,
Por nossas águas,
Pelo verde das matas,
Por nossos ares,
Proteja os nossos lares,
A tua presença,
Vai muito além dos altares,
Ela está em todos os lugares.
Abraça toda a poesia do mundo,
Longe de você vivo em vero luto.
Palmilha a estrada florida,
Para que voltes a fazer parte da vida.
Entende os caminhos que fiz,
Perdoa-me... Eu te fiz infeliz.
Agarra a felicidade, ela voltou,
Para ti que tanto me amou...
Esqueça o que passou, esqueça;
Opte pela estrada cor de violeta.
Escute tudo o que tenho para falar,
Perdoa-me... Aprendi o quê é amar.
No jardim do amor, doce humildade,
As estrelas preparam a estrada,
Para que a eternidade de amar encontre
O lugar que pertence e não seja abandonada.
Entenda, ao menos me ouça:
Fiz o quê ninguém fez ou ousa...
Ninguém ama sozinho,
Esteja bem certo disso.
Procuro a tua libertação,
Que é mais minha do que tua;
Nas letras e nas brumas da Lua.
Estenda além do conceito,
O amor nada tem de estreito...
Quando se ama espera,
Perdoa até o quê magoa.
A distância supera,
A alma se entrega
E alimenta-se de toda a poesia.
A poesia tem
a leveza das espumas
Ela voa pelo ar
tal como as plumas,
A poesia vira tudo,
e até te [revira
Te fazendo novo
para amar incrivelmente.
O canto que vem
de dentro,
É fruto que ninguém segura,
É a natureza que
ninguém [furta];
Ela é expressão do
meu sentimento.
Ai, poesia!...
Tão perfumada,
Escrita tão plena,
e tão apaixonada;
Voltei a ser menina
em versos [simples,
Não menos belos e
não menos importantes.
O barulho do mar
é como o riso,
Ninguém consegue
prever,
E jamais conseguirá
[conter];
Ele é como o curso
do destino.
Ria bem alto,
mesmo sem
contentamento.
Alegre-se
[sempre],
afastando todo
o sofrimento,
A liberdade pode vir
a qualquer momento.
A poesia da gente nordestina
Lá de Simão Dias
Declamada em oração.
Rezou o terço
Para Nossa Senhora de Sant'Anna
Durante a procissão
Com todo amor e devoção.
A poesia da gente brasileira
Lá de Simão Dias
Tocou o meu coração.
Sou sulista e nordestina
Escrevo em linhas com paixão
Poesia brasileira
Em todos os ritmos do coração.
Do Sul até o Nordeste
A minha fé celeste
Não abandona a oração.
Peço a Nossa Senhora Sant'Anna
Que coloque o seu manto
Sobre o Brasil
Colocando-nos sob sua proteção.
A vitivinicultura
é a expressão
de tanta poesia
que por tantos
séculos perdura.
Se você não sabe
o significado,
faço fácil a melhor
recomendação:
busque encontrar
um San Michele Bebbiolo
que o 'santo' feito
de tão sagradas
uvas te indulta,...
Porque logo vais
repetir de novo
a dose de paixão.
Ao poeta Cruz e Sousa...
A poesia é interminável
Nasci Julieta infinita
Do nascer do Sol
Até o morrer dele
Filha de toda a inspiração
Cresci poética pelas mãos
Do negro que escreveu
No mar o soneto etéreo
A poesia é inefável
Nasci imperfeita, artista
Do tom da clave de Sol
Alçando a harmonia solene
Serva de cada excitação
Louca por tuas mãos
Feita das tuas linhas
Estrela suspensa
Que com brilho o mar ilumina
Cada vez que tu me olhas:
o teu olhar me arrebata, fulmina
Como as ondas do mar se integram
E tanto fazem com as espumas
Não que elas desapareçam,
Uma passa a pertencer a outra
- se revelam -
Assim é o mistério de amor
Que tanto me entrego...,
Passando assim a ser mais tua
Do que todas as nereidas desnudas
Que por ti passaram...
Contigo nos reúno, e nos possuo.
Fazes-me bailar
na noite de cristal,
Sou o teu beijo imortal,
a tua poesia,
Talvez a mais fatal:
a tua profecia.
Harpa celestial
afinada na tua mão,
A mulher nascida
para viver de paixão.
Uma crônica, um verso,
um soneto total,
Nascidos em uma noite
de cristal,
Escritos nos passos
da cortesã,
Típicos do baixo
meretrício,
Ufano-me disto
e daquilo sensual...
Oculta, louca e
indescritível fantasia
Que galopa
cuidadosamente...,
Toco sem perdão,
em carinhos
- repletos e libertos
Além de morar no coração,
Ocupei toda a tua mente,
inteiramente.
Doçura, leveza
e espiritual alegria
Que canta
simplesmente...,
A canção que sai
da mente
Para os lábios
docemente,
E que encanta
o meu coração
Pela sinceridade
evidente.
Você que saiu em busca da poesia,
Ela surpreendeu te dando uma
rasteira,
E agora? Como encontrá-la?
Ela entrou e passou pelos teus poros,
Sobrevoando as
(dunas),
E agora, está escondida atrás dos cactus,
E bem agasalhada no ninho das
(corujas).
Você que não sabia nada sobre poesia,
Ela descoberta por meus pequenos versos,
Te seduziu com todas as plumas...,
Com o voo
(silencioso),
Macio e
(carinhoso),
A poesia entrou e passou,
Deixando a saudade inteira em você.
Sendo notada ou não,
Voa poesia voa,
Escreve até sobre a garoa,
Mas voa porque a vida é boa,
Não desista de mim não,
Não saia desse meu coração.
Longe de mim,
Proclamar-me poeta,
Eu não sei rimar,
Não sei o que é poesia,
- e muito menos diferenciar
A poesia de um poema,
Não sei se uma é melhor
Do que a outra,
É verdade! Eu sou doida!
Eu sou muito doida!
Porque quando escrevo
Faço uma confusão danada,
- e quase sempre -
Não sei quando uso a rima,
E a hora de fazer métrica;
Escrevo como uma fugitiva
Em nome da estética
E da razão que surge do nada,
Fugindo com a poesia nas costas.
Escrevo de forma bem atirada,
Do jeito que o Diabo gosta,
E deixa Deus bem corado...,
Estes versos sem propósito,
Seguindo pela rua desvairados,
Beijando doidamente,
Todas as bocas e aos bocados,
Eu realmente não sei escrever,
Longe de mim deixar-vos enganados...
Como Ave gentil,
Pousou a poesia,
Como gaivota,
À beira mar,
A contemplar,
E escutar,
O que o coração
Tem para falar.
Como Ave gentil,
Assim sou eu
No embalar,
Sempre a te esperar,
E cantarolar
Como as ondas do mar,
Cumprimentando sempre
O azul infinitamente anil.
Como ave gentil
A te espreitar,
Estou aqui,
Te buscando,
Devotadamente,
Sob a luz das estrelas,
Com uma saudade imensa,
Da tua paixão intensa...
Não consigo
ser diferente...,
A poesia que enxerga
em mim,
É mais tua
do que minha,
Essa poesia mora
mais em ti
Do que mora em mim;
Não consigo
ser diferente...,
Escrevo para causar
contentamento,
Escrever para mim
é como um rubi,
Escrevo com o que há
de mais vermelho,
- em mim -
Escrevo para mexer
com o sentimento.
Nunca duvide
do que a minha poesia
é capaz,
Quando menos imaginas,
tu irás atrás,
Do Bem que só
ela te faz;
Tu bem sabes do
que ela é capaz,
Além de ser canto, ela é
o teu colo de paz.
Não consigo
ser diferente...,
Sou o verso presente
nos teus lábios,
A doçura caída do céu
em teus átrios,
Para mudar o teu presente
– um presente,
Nunca estou ausente,
és ciente,
Porque eu
sou diferente;
Não consigo
ser diferente...,
Cheguei para mudar
os teus dias,
Para trazer sorrisos
e mil alegrias,
E fazê-lo feliz
e cheio de valentia,
Guardando cada escrito
meu como magia,
Para sempre se orgulhando
que eu existo: sou poesia.
Vai a excelsa presença,
Perfumando uma rosa,
Roseando em prosa,
Versando Magna poesia,
Seguindo pela senda,
Cheia de Celi nostalgia,
Terminei de ler:
Amenidades Poéticas
- livro de Magna Celi.
Como quem sorri,
Poesia que se sente,
Respira, tateia e se veste;
Poesia que se importa,
Mesmo sem ter hora,
Para abrir a porta da mente.
Palavra que não desmente,
Letras em contas, que bordadas
Perfumam, trovam e provocam;
Amenidade poética, chave–mestra,
Ela vai ao ponto que te interessa:
Flor e pé de laranjeira, pé na Terra.
Com rimas de anjos,
E métrica dos arcanos,
- e toda a sabedoria da Paraíba
Contou em cada verso a sua vida,
Revelando um perfume agreste,
Àquele aroma que se tira das estrelas,
E que sensibiliza o humano e o celeste,
Inundando os mundos com todas as belezas.
Não se castra a poesia de [ninguém,
Quem castra - age como quem rouba a fé,
Uma poesia castrada,
- é como o brilho dos olhos roubados de
[alguém
Não se castra a poesia de [ninguém.
Das vezes que eu tentei te procurar,
Você não quis deixar,
O meu amor te amar,
E no teu coração eu penetrar.
Não se abafa o canto de [ninguém,
Quem abafa - age como quem acaba com o oxigênio,
Um canto abafado
- é como um país que virou terra de
[ninguém
Não se abafa o canto de [ninguém.
Do meu escrever sobre o amor,
E sobre o teu sentir,
Eu quis falar,
E você não quis me ouvir.
A tarde chega lentamente,
Exorcizo os fantasmas,
Desocupo a mente,
Dou abertura à poesia,
Ela que me acompanha
Sempre carinhosamente.
O mar alisa a costa,
Sei o que você gosta,
Faço perder a hora,
Rasgo todas as normas,
E você nem se importa,
Assim sou a tua aurora...
Sempre hei de ser tua,
Subversiva e rebelada,
Assim existo para você,
Eu sou a tua amada,
Em versos flamejantes,
Sou o mais lindo dos brilhantes.
A minha poesia é assim:
ela nunca vai atrás.
É você que sente quanta
a falta que só ela faz.
É grande a nossa alegria,
- doce e particular
Nela não cabe nostalgia,
É lira de amor a tocar...
Eu não preciso sair por
aí para te procurar;
- o teu amor sempre te traz.
Fonte que não seca jamais.
Porque tudo em nós é
escrito à quatro mãos,
Nossos suspiros vertidos
do nosso céu são bênçãos...
A poesia não se entrega assim,
Traze para mim o teu coração,
Entrega-o todo para mim,
Sem cerimônia, e com emoção;
Não desistirei da nossa paixão,
Entregue-se todo e sem fim.
O amor plantado em versos,
Às vezes comete excessos,
Estou uma lira doce enfim,
Pronta para ser bem tocada;
Especialmente para ser amada,
Coisa de alma apaixonada.
A minha veia poética forte,
Não precisa levar versos,
Eles são incensos frescos,
Que seguem em nuances
E atingem a doces toques;
A poesia consegue criar raízes.
A procura pelo amor às vezes
deixa marcas (cicatrizes),
Mas sempre há uma coragem
que faz com que não (desistas);
A poesia que tem os seus apelos
e amorosamente dá (pistas).
