Poesia

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Cerro meus olhos todo dia
Na esperança de guardar aqui
A toda fantasia
E poesia que se encerra
No final de cada olhar ao longe
E também cada alegria não vivida
Que eu dividi comigo mesmo
Nos tempos mal vividos
Que o caminho abrange
Pois a sorte desta vida
Não consiste em deparar
Com o diamante bruto
Que a cada um de nós
Há de esperar pelo caminho
E, sim, reconhecê-lo
Agradecer-lhe, com o devido zelo
Pois cada um de nós
Um dia há de encontrá-lo
Mas, nem sempre
Vê-lo
E lapidá-lo
Longe de toda malícia
Distante de qualquer olhar astuto
Somente a mansa gratidão
Que qualquer criança
Encerra dentro de si mesma
Quando tem na mão
Um brinquedo de papel
Um desenho que ficou bonito
E um coração escrito
E cerra os olhos
Na esperança de guardar ali
A sensação de fantasia
Que todo dia finge em reviver
No final de cada olhar ao longe
Que o tempo não deixou guardar.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A Poesia dos Grilos.

Tem horas que a vida
Não é que ela parece
Que perdeu todo sentido
Tem horas que eu olho pro mundo
E a impressão que eu tenho
É dela nunca ter tido
Minh'alma descalça e nua
Passeia em olhares perdidos
Por breves trechos, preces leves, tão compridas
Curtos pedaços da vida, uma viagem
Pelas ruas, pelo céu, pelo passado e presente
Perdidos no correr da vida
Outro dia, talvez a gente encontre algum sentido nela
Vou buscar na lembrança dos meus olhos
Um resto de olhares felizes
Eu me vejo quando embarco numa balsa e atravesso
Um pequeno espaço... tão vasto é este universo
Valsa a atmosfera
Meu olhar espera ao menos
Ver estrelas parecer felizes
Cá da terra as sei como são falsas meretrizes
Intocadas, infelizes
Inspirando aos grilos a mais linda poesia
Profundas como as jamais ouvidas
Deste meu lado da vida
Belas como aquelas
Que eu quis fazer e não fiz
Pode ser que por amor
Pode ser de solidão
Pode ser que de cansaço
Pode ser de pés no chão
Pode ser de limitada alma de gente
Tem horas que a bela vida
Não faz sentido
Eu disse só isso, somente
Como a terra abrisse a boca e me engolisse
Sobre a gente desistir?
Não, nada disso eu disse.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pode até
Parecer poesia
Mas não é
O modo como a gente
As diferencia
Conta muito mais
Uma coisa entre o vento
que corre e que varre
E o ventre da terra
que produz e reproduz em paz; que multiplica
Entre a morte, que não morre e que não erra
E o tempo, que apesar de não ser eterno
Ao que tudo indica
Corre eterno, eternamente
A noite que se vai, pra dar lugar ao dia
A noite que chega no final do dia...e fica
Pode parecer poesia
Porém, essas são perfeitas
Outras, hoje a gente ajeita
Amanhã, as modifica
Pois precisam ser refeitas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Agora é outro dia
Poesia de que?
Hoje é dia de nuvens
São só palavras que se vão no vento
Amanhã é outro dia
Pode ser que elas voltem
E que nos contem por um momento
O que era que estava escrito
Numa manhã de Sol qualquer
Poder ser manhã de um Sol que se sente só
Sentindo um nó na garganta
Por ver-se só, lá acima da tempestade
Numa tarde de chuva que nos invade
Só que é aquela chuva que não chove
Poesia de quê?
Poesia de tarde, poesia que vem de cima
Que não faz chorar e nem sentir
Poesia de nuvem, que não comove
E esconde o Sol que nos olha
Sem nada nos olhos, nem no olhar
Cada dia é outro dia
Pode ser que hoje, ainda
Elas chovam sobre nós por um momento
Trazendo uma noite estrelada, uma noite linda
Dia de esperar, não era
Era dia de espera só
De olhar o Sol detrás da nuvem, igual criança
Com o todo nos olhos, tendo estrelas no olhar
Escrevendo poesia de esperança.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"Agora é outro dia
Poesia de que?
Hoje é dia de nuvens
São só palavras que se vão no vento
Amanhã é outro dia"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Bela era ela
Poesia entre acordes
Beleza que se beija
Mordida que se deseja
Ela morde
Espinho que ardia
Que ardia atrasado
Era dor que era viva
Como são vivas as saudades
Como eram vivas
As árvores em cujas sombras
De mãos sujas estávamos
Todo dia, na hora do almoço
Onde a gente semeava
Sementes de sonhos
Que permaneciam
Aguardando que lágrimas de tempo
Viessem regá-las
E era vida e morria
Mas ficaram chaves escondidas
Em meio a frases sem sentido
Que nos vem nas falas, nos acertam
Nos momentos em que a alma
Te parece que deseja desertar
Bela era ela
Beleza que deseja ter por perto
Como belo é o olhar
Quando a gente só quer ver
Sem medo de perder
Nem prender e nem tocar
Assim que nos pertence
Por ter conquistado
Pois o tempo vence a quase tudo
No silêncio que se escuta
O poder que se oculta
Temeroso aliado
Que luta em favor do outro lado
É assim que nos parece
Vida à toa
Alegria que dói
Dor da boa
Amor que faz sentido
Bela era ela
Poesia que transforma a gente
Em ser pensante
No momento em que descobre
O fruto da vivência
O ser vivente
Que devia sempre ter sido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Era uma vez, um dia que amanheceu
Simples, puro e singelo
E que nos trouxe uma poesia
Um poema que versava sobre o dia que nasceu
Onde o sol brilhou pra mim e pra vocês
Como uma folha em branco
Um tecido de linho
Um pássaro num ovo em casca
Uma garrafa ainda cheia de vinho
Uma lasca de madeira que queimava
Pra acender a fogueira do longo da vida
E que logo se espalhava
Pelo dia, pela vida toda; inteira
Era uma vez uma manhã
Que não era como outra qualquer
Era a primeira
Tão pura, a ponto de desconhecer
Que de fato nem sempre a primeira
Chega a ser a mais importante
Apesar da primazia
Com o tempo ele tornou-se
Apenas um outro qualquer
Só mais um dia
Os sinais do mundo
Espalhados pelo caminho
Assim como o branco do linho, de vinho entornado
Um pássaro que alçava voo
E o galgou pra distante do ninho
O poder sutil do tempo
Uma tarde se setembro
A flor que se abriu
O olhar que se foi
Existe uma parte na vida
Que se chama nunca mais
Tempestade em tempestade fez o rio
O leito, a corredeira
Que correu do seu jeito a vida inteira
E que um dia secava
Porque nada é pra sempre
Além do nascer dos dias
No seu ciclo eternamente interminável
Onde a ausência de regras
Era a única que se seguia
Amanhece pra que pássaros acordem
Que se entreguem a formidáveis canções
Em poemas que versassem
Sobre cada dia que corresse
E que fossem ímpares aos pares
À espera de nada, nem de olhares.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Nasce o dia na janela
Bela luz que resplandece
Cresce o canto de pássaros lá fora
Poesia infinita pra olhares falantes
Olha o ar com olhar de ouvinte
Um certo manto vem cobrir-me a alma
O momento, o instante, o segundo seguinte
Um mágico nascer de dia
A magia sobrepõe-se à lógica
Transcende ao frio caminhar das horas
Põe as coisas onde estão
Aquece o caminho
Navega o mar sem pressa
Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia
Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece
Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira
Tem que ver como é bonito
Quando o espírito da gente
Volta lá na primeira manhã
Relembra o quente que era
Cada sol que alvorecia e mostrava
Toda gota brilhante
Cada instante percorria a nova primavera
Vivida ou vindoura
Cada lágrima chorada
Pois a vida é nada, se a gente não chora também
Se são elas que douram as lembranças
De todas as dores e alegrias
Noites bem ou maldormidas
Manhãs orvalhadas
São as horas da vida e há de sempre faltar
Vamos sempre carecer daquele mero instante
Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros
Corre o tempo, passa tudo
O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão
Nasce o dia na janela, é preciso viver
E se a vida é bela ainda
Cada um de nós precisa ouvir
A voz que tem o coração
Só ela pode dizer.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Um Texto sobre a Poesia da Relatividade.

Enxergamos despedidas
Tempo e lugares distantes
Borboletas antigas
Buscando uma pétala vaga
Pra descansar as velhas asas
Vagando sobre flores desbotadas
Que recobrem um resto de alegria
Que flutua na memória
Uma pintura
Uma palavra do Mestre
Arte rupestre do acender das luzes
Traz de volta à vida outras luas passadas
A felicidade primordial, rudimentar
A única que foi real
Vem romper com a ruptura
Em formato de palavra dura
E mostra uma flor que não víamos naqueles dias
Provando que o tempo não retrocede
Senão como saudade
Que nem mesmo a sede, uma vez saciada
Há de voltar às nossas vidas
Se despede, se despe de nós
Vai zunir nas asas de uma velha abelha
Fazer morada nas telhas
De uma casa há muito demolida
Tudo está pra sempre lá
Porém velho, desbotado e sem vida
Talvez seja essa a relatividade do tempo
A velha roseira ao meu lado
Sempre trará flores novas
A roseira nova do passado
Não há provas que tenha existido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠sobre um visual incrível:
“Algumas belezas não precisam de palavras, pois já são poesia em si mesmas. Essa paisagem é um verso silencioso, onde o horizonte sussurra ao coração e a natureza declama sua perfeição.”

Inserida por Simbik4

⁠As coisas mais simples da vida, se tornam poesia em movimento.
O calor do sol ao amanhecer, revela a beleza oculta na rotina…
Assim, a simplicidade ganha asas, e o amor nos ensina a encontrar poesia em cada detalhe da vida.

Inserida por Simbik4

⁠Assim como a espada é a arma do guerreiro, a poesia é a arma do poeta.
A primeira atinge o corpo, a segunda, penetra na alma.

Inserida por Valdecir

Linda Poesia
De pés delicados
Juvenis como sua alma de mulher
Linda Poesia
Olhar de Sol Nascente
Num rosto de menina
Que sabe o que quer... "

Inserida por ricardo_barros_1

Poesia é a beleza emprestada pela solidão
São sentimentos que saem das tuas entranhas
Mas não te pertencem...
São da saudade que sentes...

Inserida por ricardo_barros_1

⁠



Quero o gosto do seu beijo em minha boca
O perfume do nosso amor em nossa casa
A poesia da sua voz em meus ouvidos
A luz do seu sorriso em minha alma
O pulsar acelerado do seu coração no meu coração
Sussurros trocados
Chamando nossos nomes...
Saciando nossos desejos ...
E eu viverei...
Em seu corpo...

Inserida por ricardo_barros_1

⁠Poesia espelhada ao contrário do poema Negra, de Carlos Drummond de Andrade. Um exercício...

Branco

O sinhô branco tem tudo
o sinhô branco manda em todos:
__ Negros, vão carpir arar
aguar
extrair carregar estocar no celeiro
empacotar
subir paredes
rachar lenha transportar
limpar os sinhozinhos
fêmeas para servi-lo
parir.

O sinhô branco manda em tudo
tudo que seja tudo tudo mesmo
até o minuto final de vida de seus escravos
(único tempo que têm para se libertar)
enquanto o sinhô branco desde sempre
libertado está!
Agosto/ 2022

Inserida por hidely_fratini

⁠ÚLTIMA POESIA

Você puxa uma arma
Eu mostro meu coração
Você aperta o gatilho
Essa é minha última poesia

Inserida por samamba410_1097037

⁠PALAVRA POESIA

Palavras sinceras e verdadeiras
Obedecem a um simples coração
Especializado na poesia
Seu amor nos contagia
Inspirando todos os dias
Amor, transformação e alegria

Inserida por samamba410_1097037

⁠Distrito Federal

Não sou um Estado
Mas reúno todos eles
Na linda poesia
Cultura, paz e nação
Amor, pessoas e religião
Reunidos na magia
Reunidos em Brasília

Inserida por samamba410_1097037

⁠VIGILANTE

Sou apenas um Vigilante
Que escreve poesia
Sempre protegendo e observando
As pessoas no dia a dia
Eu estou aqui
Mas vocês não me ver
Enviado por Deus e Jesus Cristo
Sempre atento no posto de serviço
Um Vigilante, uma pessoa, um amigo

Inserida por samamba410_1097037