Poesia
Não que eu seja
da prepotência
mais uma filha,
Cada linha escrita
na existência
não necessita
de terceiros
para serem arautos,
(Tem gente que
olvida que o seguro
morreu de velho).
Não que eu seja
orgulhosa,
Cada linha escrita
apenas necessita
das pausas estranhas
da minha cidade,
Porque a minha
poética tem vida própria,
(Ela mesmo só
precisa dos olhos
e dos teus sonhos).
Não que eu seja
ostracista,
Cada linha escrita
nasceu do convívio
como noiva eterna
do Pablo Neruda,
e que hoje conta
com os beijos da Lua,
(Que não se permite
fazer parte nunca
de antologia nenhuma).
Pagando o alto preço
dos poetas em vida,
com igual honra
do soldado regressado
de vez da guerra,
Para no futuro virar
o pão de quem precisa
seguindo tranquila
para um lugar distante
da minha terra,
Não duvido do que
está sendo escrito
pelo sutil destino
inevitável em pleno
mundo esquisito,
Respirando fundo
sempre que passo
por uma provação,
em nome do dia certo
que sei que tu vens,
Você é que tem feito
com que eu resista
as intrigas e a malícia
de quem acha que
assim me esgota
e se diverte comigo,
Nenhuma saia justa
tem me vestido mais
do que o mau tempo
e a distância de não
ter você por aqui;
E tocando o éter
da tua história,
pressinto que
os teus lábios silentes
ainda me resguardam
no peito como a balada
de amor inabalável,...
Caminhante em círculos,
sem data e hora marcada,
até porque não nos conhecemos;
e por Júpiter, Saturno e a Lua
todos foram surpreendidos,
mas certa de que invencíveis seremos
quando pele com pele nós dois habitaremos.
O pincel do Universo
transita na galáxia,
é transe do arrrepio
neste continente
ilhado por desastres.
Júpiter e Saturno
em ritmo turco,
nas minhas palmas
e na testa venho
e trago todas luas.
Há em nossas alturas
o véu que envolve
o tempo e anoitece
em todas as músicas,
e lanço as mil juras.
Porque na passagem
da intensa madrugada
no céu que brinda o dia
no mar ou na montanha
sem me importar
em qual paisagem,
Certa estou que tu vens,
e a tua loucura de amor
não será jamais miragem.
Envolventes palmas,
na testa marcada
e nos pés descalços
há os sinais da mais
brilhante e distante
das galáxias nomeadas
e tempos de roseirais:
Cosmos RedShift 7
e o zodíaco na pele
de quem nem mesmo
o mau tempo teme.
Desconfiava sempre
que eu era diferente,
e sempre soube
que estava certa
com o coração voltado
para a Lua e o infinito:
O meu rosto carrega
a herança visível
de um povo perdido,
e da minh'alma gêmea.
Nas mãos bailarinas
que trazem acenos
para a imortalidade,
eu sei e você sabe,
e assim nos queremos
com pacientes segredos.
Para o poeta de verdade, o desprezo, o anonimato e a indiferença são combustíveis que colaboram
com potência na construção da sua obra imortal.
Venturas que quero
somente nos braços
teus encontrarei,
O tempo e o destino
em espiral indicarão,
as luas no caminho.
Desenhando colinas
com os meus versos,
para erguer mundos
e tombar impérios:
O Deus da Guerra
não vai mais dançar
no meu hemisfério.
Aventuras de fogo,
somente nos lábios
teus encontrarei,
Galáxia do Girassol
com amor e paixão
só à ti pertencerei.
Irrepreensível manhã
custe o quê custar,
não adianta conspirar,
porque eu sei que vem;
Não existem calabouços
que resistam o convívio
com o tempo de escuridão.
É noite ancestral de Lua
do resiliente Lobo-Guará,
a tua boca vadia pela
minha ainda não está
com beijos de guaraná.
Destino fatal sem avisar
que cortejou os ponteiros
do tempo das Américas
para dançar na escuridão,
quero colo e o teu coração.
É noite paranormal de Lua
em ares sinistros de rua
vazia e silêncio estranho,
mas pensar no envolvente
e tão lindo olhar castanho:
distrai e me põe no colo.
No rio suspenso da noite
o girino cósmico desafiou
as vitórias régias do céu
da nossa América do Sul,
o atroz e o mundo nos parou.
De ti não vou desistir
mesmo sem previsão
do que possa acontecer,
pelo siderado condão
mais do que deveria ser:
indômita em inundação.
No século onde a Grande
Nuvem de Magalhães
vem tirando a Via Láctea
pela cintura até a Lua
para dançar com fervura,
confesso que escrevo
para seduzir e encantar.
O fato do amor na minha
vida não ter surgido,
não me faz desesperada,
depois de tudo que vivi,
não havia percebido
que a poesia era destino.
No tempo dos amores
impossíveis ao menos,
aqui estou disposta
a fazer os amores
inesquecíveis mesmo
que não sejam os meus.
O final do tempo a mim
também me pertence,
na Galáxia do Rodamoinho
mesmo que seja tardio,
e o amor estiver escrito:
nós nos encontraremos,
e não nos perderemos.
Da vida nova e do Ano Novo
ninguém que escapa,
nem mesmo por intriga
ou mau tempo que os adie;
Porque o quê é do Homem
nem mesmo o bicho come.
Nos sinais do Universo
ainda busco caminhos
como nômade que
faz a sua tapeçaria
com a luz das estrelas
e te deseja sem retórica.
Por aqui tem esperança
porque ainda há muita
poesia viva em abundância
e ainda amo a minha Pátria,
e escuto bastante música
romântica sem me importar
com o quê de mim pensem.
Da Centaurus A puxo o fio
da meada e do prelúdio
que iremos nos encontrar
numa bonita noite de luar,
não sei se é por pressentimento
ou mesmo até válvula de escape,
o apelo da imigração continua vivo.
E neste corpo bonito fico imaginando
o mapa de todas as minhas rotas...
o compromisso há de ser
sempre com o nosso amor
e esforços concentrados
para buscar não tropeçar
nas armadilhas ocasionadas
pelas palavras mal empregadas
para que não haja distrações
na selva de pedra de distorções
silenciarei só para ouvir
nossos batimentos e respirações
voto firmado com o quê
é celestial e a maneira sutil
como fusionaram seis galáxias
não será difícil unir corações
como se fundam pátrias
na primavera das emoções
e enquanto você não vem
orgulho-me de unir casais
pela letra feita de fibra
provando intrépida e retinta
que amar nunca é demais
assim pactuando com o luar
todo dia e com a beleza
para quando a vida voltar
a nos encontrar para fazer
do teu coração lugar de morar
e do meu o teu refúgio ímpar.
Quando uma pessoa boa
estender a mão não se esqueça
de que ela não se trata
de uma pessoa boba,
e sim de uma pessoa poderosa
que é capaz de viver apesar
da zombaria, do pouco
caso e superar qualquer traição.
Quando uma pessoa boa perdoa,
ela se reconcilia sempre
em nome do que é respirável
e em nome da memória
mesmo presente em algumas
situações de convivência
ela não está mais ali e se afasta
para não viver de aparência.
Quando você deixa de ser
uma pessoa boa, reduz
mente ou permite que lancem
dúvidas sobre uma pessoa boa,
não se esqueça da ironia do destino
e que pela sua autodestruição está agindo,
uma pessoa boa é uma pessoa boa,
e não é como você uma pessoa fútil e tola;
Cedo ou tarde uma pessoa boa
conquista a reconstrução,
os ciclos da história sempre se repetem,
um raio sempre cai no mesmo lugar,
e uma pessoa boa é sempre insubstituível,
e uma pessoa ruim como você não.
Pode não parecer,
Mas sim, eu te vejo!
Fala, eu te escuto!
Mesmo que atônito,
Eu fique mudo;
Chora! não prometo te consolar,
Mas posso chorar com você!
Se cala, te sinto,
Se rir, me conforta,
Pois é o que mais importa.
Se sonhas, me transporta,
Ao mundo teu,
Habitado por um ser, eu.
Celebro o teu beijo
em cada rincão
do meu corpo
eis o meu segredo.
Não sei se és
minha realidade,
no fundo sinto
que já sou
a tal chama
que em ti arde.
Sou a confiança
de uma criança
que pede por ti
para não temer
a noite escura.
Orgulho solene
de me sentir
erótica, quente
e rica como
uma divindade
por ter feito
você satisfeito
adormecer entre
os meus braços.
Sem você
me ver
te beijo
com igual
entusiasmo
de dois jovens
sob o luar
numa cidade
esquecida
e abraçados
no portão
de casa.
Darei este
beijo casto
para receber
o teu ainda
mais puro
em troca,
e com franca
intenção
de ganhar
o teu lindo
coração.
Algo diz
que isso
ocorrerá
no tempo
certo que
é o tempo
que não
importa,
a vida nos
surpreenderá
na porta
como nunca
aconteceu.
Plantei amor
no coração de
um pássaro de
rara plumagem,
É por ele que
aguardo acima
dos séculos,
para dar
o sobrevoo
e o mergulho
no oceano
da paixão.
Mantenho
a alma
recatada
em secreto
para não
dar pistas
do nome dele,
Porque no fundo
sinto que sou
respondida
mesmo sem
estar ao lado
porque no peito
ocupo espaço.
De Alotaiba
os mais lindos
versos peguei
emprestados,
Consagrarei
os nossos mais
augustos passos;
Não buscarei
o porquê do destino
ter pregado a peça
de desejar viver
entre os nossos
futuros abraços.
O importante é que
o desejo de estar
no mesmo caminho
tem sido o presente
superar os obstáculos
do destino e tornado
a espera contente.
A vida brinda
a cada um de nós
com amores possíveis
e os impossíveis
para termos forças
para superar
as tempestades
que sugerem
ser implacáveis.
O imprescindível é
que nós nos temos
de olhos fechados,
e com o mesmo
fervor de jovens
enamorados
e a confiança
no giro dos astros.
Eu te desejo
de uma forma
indescritível:
com ou sem
perfume,
fome de amor
e sabor de festa.
Você sabe
que eu sonho
virando
a última página,
e escrevendo
[a nossa]
daqui para frente
irreversivelmente.
Eu não sei
o seu nome,
Não sei onde
você mora,
Não sei da onde
você virá,
Não sei quando
e de que forma virá,
Mas só sei de uma coisa:
já fazes uma diferença
e uma falta danada.
Você sabe
que eu te desejo
arcando
com as últimas
consequências
de me dobrar
por você.
Póstero a se evidenciar
teleologicamente:
O quê você sente,
aquilo que escrevo
E nas horas embalar
o desejo a transbordar
Aquilo que sentimos
silenciosamente.
A poética
sobrevivente
É nascida
do amor
Romântico
persistente,
É assim
que registro
O amor
que guardo,
O amor
dos outros,
E aquilo
que sonho
Inequivocamente.
O romantismo
segue
É resistência
de amor,
É luzeiro
na escuridão
A orientar
o coração
Intrépido
surpreendente
A revelar
intensamente
A verdade
na imensidão.
A explicação
feita
É notícia
de amor,
É passageira
no destino
A desembarcar
na estação
A reverenciar
o encontro,
Previsto
encantadoramente
E escrever
concretamente
A história
Apaixonadamente.
Porque eu sei que um dia você virá ou eu irei para ficar.
O quê será de ti,
eu não sei,
Mesmo que não
queira,
Lerás cada verso,
para entender
Que eu te amei.
Não me esqueci,
não resisti,
Aceitei o conselho
e a ironia de quem
dizia que voltaria
a me admirar:
virei uma mulher
Tão forte,
que agora não
Quer mais voltar;
porque de tão forte
que me tornei,
Só sei escrever
ao invés de chorar.
O quê será de ti
já não importa,
Os meus poemas
cuidarão de fazer
Por mim o quê
eu não posso:
Te tirar daqui.
Não existe beleza
na indiferença,
Ela se encontra
nos manifestos
- poéticos -
que não leste,
Nas fotos
que ignoraste;
Envenenaste
a minha crença
na tua existência,
E agradeço!
E salva de ti,
assim desse jeito,
'tu' me perdeste.
Não nasci para
ser ignorada,
Não nasci
para não ser,
Nasci para
existir,
Nasci para ser
bem amada,
Fui embora
querendo ficar,
Parti para não
me perder.
O rasgo no peito,
as marcas
na pele,
são sinais vitais
da tua indiferença,
você me fez
perder tempo,
o riso e a crença,
o melhor de tudo
é que a cada vez
que escrevo
um verso,
eu te esqueço
e a dor
que sinto
dói menos
aqui dentro.
Não por lirismo,
mas por realismo,
exponho ao mundo
o meu coração
por ti destruído,
não foi restaurado,
está muito dorido,
embalando o último
poema que escrito,
foi a letra etérea
de libertação,
para eternizar
o grito da Terra
não escutado,
para eu não mais
cair na tua mão.
Como fera ferina,
você premeditou
me decepcionar
na minha data
natalícia,
no dia
devocional
de Santa Catarina,
para eu
me almadiçoar,
e esquecer
de me amar.
Não nasci
para você,
sou Verônica,
não nasci
para te carregar
na memória,
sou cigana
de partida,
rumo a terra
prometida,
nasci para
uma nova vida,
e fazer história.
