Poesia
Num lugar distante
encontrar duas flores
a Rosa e a Marguerite
sob aurora vespertina.
Descobrir onde move
a ilha, a poesia escreve
e o quê te alucina,
e sobretudo te rende.
Agradecer de mãos
dadas a Lua Cheia
e a maré perfeita.
Deixar que a música
noturna convide a dança
e no fim a sós a festança.
Flores rosas da tão
esplendente Soufrière
que carinhosamente
sombreiam a gente
A explicação fala por
si olhos nos olhos
e não devemos nada
a quem por nós passa
Livres aqui neste lugar
e por onde sem
a gente possa ser par
Não há nenhum ímpar
que seja capaz deste
elo construído quebrar.
Espírito antigo guardião
d'água que nos cura
e de Sol a Sol protege
é o Ahuehuete do destino
Não amar mais considero
mais do que amar demais
porque enquanto amamos
sempre estaremos vivos
Por isso ainda no amor
insisto e em tudo aquilo
que o mantém sempre vivo
Para quando chegar
a hora nos teus olhos
ver os meus reconhecidos.
Não sei quem
é ele até hoje,
É a pessoa mais
inteligente que
conversei,
Espia os meus
passos na rede
em silêncio,
Brigamos mais
de uma vez,
Ele me conhece
não palma da mão
e para tal situação
não tem explicação;
Confesso que até o presente
momento anda
fazendo uma falta danada,
estou rindo da minha própria cara.
15/10
Observe os silêncios
desrespeitosos,
Não insista e retire-se
para que ninguém te limite.
...
15/11
Não permita transferência
de pesos alheios,
Liberte-se mesmo
que no final só sobre você,
porque o problema
é do outro e nada tem a ver
insistir naquilo que não
tens o dever de fazer.
...
15/12
Não permita que ninguém
te diminua ou coloque
uma terceira pessoa
para implantar uma insegurança,
mantenha a temperança.
Os guarás sempre buscam
o seu lugar por isso vou
navegar até a Ilha Guaraqueçaba
na Baía de Babitonga contemplar.
Não preciso me incompatibilizar
para o quê for preciso falar,
por isso sempre busco melhorar
para lá na frente continuar.
Tolo sempre será aquele que
não busca um jeito de falar
porque o destino é naufragar.
Marujos com experiência não embarcam sem pensar:
esperam a tempestade passar.
Adorado Maio divinal
da linha do destino,
Estação que outonal
esplende sob a Lua Nova
no Médio Vale do Itajaí.
Desenrolando o gobelin
de raios sutis enfeitando
a noite por aqui em Rodeio
e inspirando o meu peito.
Assim nos braços do tempo
o noturno romantismo
trazendo o doce sentido.
Para ser mais amor
do que o amor muito além
do que pode ser compreendido.
Uma visão que do coração
toma conta na Baía do Babitonga,
divina Ilha do Pernambuco,
por um instante fugi do mundo.
Furo que o mar faz na memória
no idioma do povo que a História
pertence permanecendo indelével
e mais vivo do que nunca mente.
Sei muito bem qual a rota eleger
aconteça o quê acontecer
e navegar: levo a filiação do mar.
A dança do tempo sempre mostra
sob o Sol ou tempestade,
e premia quem espera de verdade.
A luz da Lua Crescente envolvente
no Médio Vale do Itajaí com as luzes
da romântica Cidade de Rodeio
trazem à tona memórias do peito.
A alma, a mente e o coração
pertencem a América do Sul
e a nostalgia da guerra das Malvinas
escrevem juntas poesias engolidas.
O quê carrego não vai passar
porque toda esta Pátria Austral
também é o meu sagrado lar.
Abrir mão da liberdade é algo
que jamais vou abdicar,
porque assim sou e não vou mudar.
Fazer-te minha propriedade
privada como a Ilha Queimadas
na Baía do Babitonga é uma
ambição que não abro mão.
Algo de muito de Carijó ainda
permanece em nós e brinda,
e sei que não nada que impeça
de todo o coração e os pés na terra.
Tu haverá de ir e sempre
irá para mim regressar porque
de dentro de ti não tirará.
.
Porque não há mais como negar
a absoluta dama das tuas auroras
e a glória do amor do tamanho mar.
Quando a constelação
Cruzeiro do Sul
encontra a posição
no nosso Hemisfério,
Coloco a confiança
sob a Chakana
pelos teus olhos
que tanto enalteço,
e venero acordada
porque não te esqueço.
O Médio Vale do Itajaí iluminado
pela Lua Crescente traz solene
a inspiração e o encanto necessário
na nossa Cidade de Rodeio silente.
Trago diante das vistas a rota
para que não entremos nesta onda que mais parece um filme de volta
a passados sem nos dar conta.
Tudo está em alta rotação,
para saber lidar com tudo isso
é preciso serenidade e atenção.
O quê realmente importa é aquilo
que te traz paz e libertação,
aprenda a cultivar a concentração.
No silêncio noturno
ilhéu da Ilha do Quiriri
Um olhar profundo
como um banho de estelar
Dos pés a cabeça
a amorosa emergência
A fortuna poética
que não dá para disfarçar
Navegando neste estuário
tenho consagrado
a rota do atemporal rimário
Daquilo que ninguém conta
sobre a Baía do Babitonga
reafirmo o pacto com o tempo.
Permito-me serenar
pelo Luar Crescente alumiando
a nossa querida Rodeio,
adorada musa citadina
do Médio Vale do Itajaí,
lapidando a utopia poética por aqui.
Sem temer nenhum tipo censura,
vivo para admitir a minha loucura
que é o meu romantismo exacerbado
numa época que falar livremente
de paz e amor tem sido desprezado.
O quê é extremo ou de gracejo
pertence só a quem não foi avisado,
consciente do que e como mereço,
e, daquilo que sei que pertenço,
jamais será na vida arrancado...!!!
(Vivo para ao autoconhecimento
render culto e dele fazer endereço,
nem todos podem fazer o mesmo).
Ouvir as badaladas do sino
da Igreja Matriz São Francisco
de mãos dadas com as flores
do Ipê Rosa do tempo no céu
ao redor da Lua Crescente.
Ter como lembrete a paz
e a unidade sob medida
para atravessar este século,
assim a aurora vespertina
desce com a sua mensagem
sobre o Médio Vale do Itajaí.
O céu do Hemisfério Austral
brinda a visão e o coração
de quem olha o festival
sobre o Pico do Montanhão
com o seu traje de fascinação.
Dou-te a emoção, o encanto
e o sacramental silêncio
da tranquila Cidade de Rodeio
da onde há o encontro e a surpresa de quando menos esperar tu
haverá de escrever o seu poema.
Saber ir e voltar das situações
que não se pode navegar
no mar das humanas emoções
e até daquilo que se não pediu.
Diferente do que impuseram
na Ilha da Rita nós sempre
podemos reagir para o curso
da história nunca mais se repetir.
No campo do diálogo e da ação
para não cair nas armadilhas
da nossa própria destruição.
Para que ninguém tenha mais
poder sobre nós e que venhamos
se lembrados da melhor maneira.
Madrugada de Cruviana
a falta que a sua existência faz
é a única que não engana,
A gama e o de buscar
que não há mais como simular.
...
Na balada da Corrubiana,
o véu frio da madrugada
de névoa e de garoa,
A dança das estrelas
e eu coberta de poemas.
...
Nesta roda de Corriola
ao som da viola
do Mestre encantador,
Vou encontrar o meu
amor que irá me dar
o coração e o andor.
...
Corta-Jaca bem dançada
para fazer a sua atenção
toda para mim voltada,
Eu sei que você me deseja
e não estou equivocada.
...
Depois de me dar o melhor
do seu coração com amor,
Tu haverá de se divertir
com a Corrida do Chapéu,
Porque és meu céu
e sabemos por onde ir.
...
Há cruzes traçadas
no chão de Correr Caguira,
Lembrança de infância
e de muita poesia desta vida.
...
A tua memória tem agido
como buscando o ninho
na Ilha do Xavier haverá
de ser por mim e assim será.
Leio isso na dimensão
do meu Atlântico Sul,
pleno desta Pátria Austral,
num rito jamais visto igual.
Em ti a minha existência
habitante tem escrito
o seu secreto romance.
Espiando-me no buraco
da fechadura os teus olhos
meninos de amor têm inundado.
Não dá para fingir
que o nosso presente
ainda parece repetir
os vícios do passado,
Se renova o voto diário
de camélia do jardim
espiritual da Abolição
ainda que pague o preço
ordinário da incompreensão.
(Resquícios de outrora pedem
renovação de tipos de rebelião).
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