Poesia
No alto a serra,
o passado
não querem
que a encerra.
Temem a liberta
porque cedo ou
tarde o poder
irá escapulir
das mãos
de quem pensa
que a governa.
Na ponta da
lança ela está
sofrendo todo
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.
Os heróis
de Palmares
me concedam
a clemência
porque se é para
ser quilombo,
e resistência,
vou até a última
consequência.
Porque eu que
vivo escapando
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob
a proteção
memória
e honra
de Dandara.
Cedo conheci
a dureza da
vida no início
do decolar da
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades
para prevenir
dos abismos
do destino que
são cavados
pelas leis.
Para um povo
em transe
entender
os segundos
faltantes
para combater
o fascismo
não seriam
o bastante
para o povo
voluntariamente
ensurdecido.
Podem vir mil
solos de guitarra
que não serão
suficientes,
Resistência
é um caminho
que abre a
vida inteira.
Suramérica,
terra virada
em sanções,
conspirações,
eleições,
alucinações
e repressões.
Por aqui nem
eu sou mais a
mesma: até o
meu Brasil que
era lugar de falar
não pode mais
se expressar.
Temos que ter
cuidado porque
até no cotidiano
querem nos
censurar e não foi
diferente com
os universitários
que o Judiciário
tentou os calar.
Foi cena
de censura
bem na sua
cara que
afrontou
de maneira
explícita
o direito de
manifestação,
não tente me
convencer
que não.
Não há como
fingir que
não viu e não
ocorreu
tal tirania,
pois não
me permito
ignorar
ou banalizar,
antecipo
a minha
queixa
porque
não quero
jamais
pagar
para ver,
versejo
para não
esquecer.
Botuverá
Do Médio Vale do Itajaí
tu me brinda com
brilhantes da História
do teu nome tupi-guarani.
Do Médio Vale do Itajaí
és meu porto seguro
onde tenho o amor
mais puro do mundo.
Em cada caverna tua
há um mistério meu,
que razão nenhuma
tem capacidade de ver.
Do Médio Vale do Itajaí
és o meu Porto Franco
desde o primeiro dia
que me apaixonei por ti.
Cada centímetro teu
de Mata Atlântica
é a razão de ser meu
grandioso Botuverá.
Do Médio Vale do Itajaí
festa melhor que a tua não há,
por isso meu Botuverá,
espero a Festa Bergamasca.
Porque o teu amor está
em mim, não vou desgarrar
e tua herança da imigração
para sempre vou honrar.
Botuverá dos Ribeirões
No Rio Itajaí-Mirim és
o meu destino eternamente,
Unidos pelas correntezas
da vida simplesmente,
Minha linda, Botuverá,
te amo perpetuamente!
Na palma da mão de Deus
está escrita os seus afluentes,
Como sou a poetisa
deste Médio Vale do Itajaí,
eu consegui ler que
que Ele nos ama simplesmente.
E no final da História seremos
o nosso amor eternamente.
No Ribeirão Cristalina
encontrei o teu amor
a poesia da minha vida,
És a Botuverá infinita
que já estava prevista
prá ser para toda a vida.
No Ribeirão do Sessenta
tu já era mais que um poema,
e eu ainda não estava atenta...,
Botuverá és minha fortuna,
o teu amor sempre compensa
e tudo o quê vale a pena.
No Ribeirão Porto Franco,
sempre foi motivo para lembrar
o porquê de eu te amar tanto,
Posso navegar a noite toda
e andar por cada pedaço teu,
que jamais desta vida eu me canso.
No Ribeirão da Gabiroba,
te vejo a cada dia mais próxima,
Porque no fundo, linda Botuverá,
somos uma inseparável História.
No Lageado Alto e no Baixo
de ti jamais me separo,
Só de ouvir o teu nome,
o meu coração fica disparado
e nestes ribeirões deixei
o poemário um dia ocultado
No teu Ribeirão do Ouro,
minha Botuverá valiosa,
declaro para devidos fins
que o seu valor é de poemário
e acima está de qualquer tesouro.
Braço do Norte
Entre a Serra Geral e o Mar
a história do povo originário
e dos desbravadores onde
arpeja o Rio Braço do Norte
ergueu uma cidade de gente
honrada e forte que emoldura
com beleza o sul catarinense.
Montes, vales e colinas
repletam com mistérios
o imaginário contemplativo,
Quedas d'água, córregos e rios
adornam com ternura
a terra que retribui com fértil
e gentil beijo ao Homem.
O curso da água doce
com o mar se encontra,
O tamanho do amor que tenho
por Braço do Norte perdi a conta:
Só sei que verei a Lua surgir
e o Sol nascer além da conta.
Brunópolis
Nomeada em honra
ao teu orientador espiritual
Padre Bruno Paris,
nasceste com forte
condão norte e celestial.
Fortuna poética do Planalto
Sul de Santa Catarina,
A tua História foi escrita
com ternura, bravura
e entusiasmo da tua gente.
Marombas, Palmares,
picada aberta e lavoura
com muito amor erguida
no profundo do Estado
erguido pela imigração.
Nos teus sabores postos
na mesa que percebe-se
a sutileza do teu coração,
a tua terra é pura paixão
e tem inigualável sedução.
Na Cachoeira do Marombas
das horas sempre perco
as contas e ganho sossego,
e tenho a nossa História
escrita com romance e apego.
Na Cachoeira do Butiazinho
sem encontro o meu
doce e dileto refugiozinho
nesta cidade que acolhe
a todos com muito carinho.
Quando o ódio programado
é percebido muito fácil
e entender a força dele
através da comunicação
por se tratar de ser
um sentimento pesado.
Os dois lados orbitando
ao redor do poder
em função do que
estamos vivendo hoje,
eles já haviam sido
escolhidos para tais
papéis que estamos
testemunhando.
Existem sinais óbvios
de orquestração
para dominar a população
e nada têm haver
com a imaginação.
A estratégia tem haver
com a liberdade
de expressão,
e começa com o poder
vigente querendo
direcionar como você
deve falar e se comportar,
e o outro lado acordado
com ele fica te infernizando
dizendo que vai te libertar.
Quando você for
ver já é tarde,
pois estás mais preso
agora que nunca a uma
estratégia de dominação
que nunca te pertenceu,
mas na verdade és
o alvo e fizeram abraçar
ela como se fosse tua.
[Os dois lados têm
deixado pegadas no caminho... ]
Rodeio sob o Céu
A cidade de Rodeio
sob o céu armado
desta tempestade,
Um sonho apaixonado
contigo no domingo,
Te quero sempre como
meu eterno namorado.
Calmon Profunda
Do broto a queda
da Araucária
dos nossos destinos,
Foste parte protagonista
da Guerra do Contestado
e da Saga da Ferrovia.
Na foz do Rio do Peixe
tu levas o curso
da vida ao Meio Oeste,
Calmon profunda,
a bênção do teu
padroeiro permanece.
Na Cachoeira da Esmeralda
tu me levas pela mão
para tocar o Sol,
a Lua e as estrelas
com os meu poemas.
Calmon profunda,
eu te devoto todo
o meu amor à tua
feita de amor para toda a vida.
Camboriú Originária
De volta ao passado
quando teus carijós
não tinham sido
escravizados mergulhei
na camba do Rio Camboriú
(e me deixei levar
pelas correntezas
até desembocar no mar
emBalneário Camboriú);
No teu Rio Peroba
a inspiração de sobra
é distribuída sem conta
e sem hora marcada.
A Mata Atlântica
leva a alma romântica
a aspirar à viver tudo
o quê não vivemos
e a ver o nosso mundo.
(No teu Rio Pequeno
saúdo as heranças
do nosso tempo
e as nossas esperanças).
Camboriú Originária,
minha terra adorada,
para sempre e sempre,
por mim eternamente
será adorada e louvada
No Rio do Braço lembro
do beijo que foi roubado,
e deixou o coração
ainda mais apaixonado.
O calendário ao teu
lado sempre fez
a minha vida ficar
diferente e querer
não olhar para fora.
No Rio dos Macacos
escrevo por destino
o quê irá nos levar
ao auge desta vida:
só ali para inspirar.
No Rio Canoas bem
na camba nunca
me esqueci que foi
por ti que cheguei aqui.
No Rio do Meio, filho
do Rio Itajaí-Açú,
por toda generosidade
honro os nossos ancestrais
que lutaram por liberdade.
Campo Alegre Poética
No Alto Vale do Rio Negro
me perco do mundo
e me encontro sem regresso,
porque viver nesta paz
é meu amoroso endereço.
Do teu Rio Negro afluente
do Rio Iguaçu sou eternamente
encantada e no Rio Paraná
tenho o meu destino que me
leva e traz para a tua terra firme.
No alto da Serra do Mar
é que fica nascente e nada
passa a vontade de encontrar
alguém para amar a vida toda,
e ter você e seus afluentes como
as nossas maiores testemunhas.
Os rios Turvo, Lageadinho,
São Miguel, Bateias e Bonito,
um seguindo o outro bem pertinho
é que facilmente se faz um versinho
e se escreve um poema inteiro
cheio de muito amor e carinho.
No final de tudo de saltos
em saltos a gente para
na Cascata Paraíso para descansar,
combinar como será a nossa
ida às Festa da Ovelha e a Expoama,
e escrever o compromissado poema.
Um dia depois da tempestade
uma trégua ensolarada
para Rodeio e ao amado Vale,
Ensinamento valioso da Natureza
para toda a Humanidade.
Campo Erê Poética
Talvez nem mesmo
o tempo poderá
na verdade dizer
o motivo do muro
dos indígenas
erguido no tempo
e na Rota dos Incas.
Campo Erê poética,
misteriosa e minha
cainguangue de nome,
Em ti as araucárias
do destino e a tua
gentil erva-mate
seguem resistindo.
Muro dos indígenas
incas ou guarani
trocas de mensagens
a longa distância,
ou marco de uma
talvez pacificação,
vou na trilha expedição.
Para te ver de perto
que não há outra tu
no Caminho do Peabiru.
Rodeio Envolvente
Encanto crescente
do Luar abraçando
a noite envolvente
desta sexta-feira
aqui em Rodeio
onde por ti anseio
sem contar o tempo
desta espera que
construiu um templo.
Campos Novos da Minha Vida
Campos Novos da minha vida,
por ti o meu peito faz romaria.
Campos Novos do meu destino,
amo o teu povo gentil e amigo.
Na Cachoeira do Boita descobri
que tu me conquistaste, te elegi
e amo estar vivendo aqui.
Campos Novos do meu destino,
em mim fizeste um celeiro.
Campos Novos da minha vida,
das capelas, igrejas e Santuário.
Dá lembrança daquilo que sou
merecedora no Galpão Caipora Viu
a emoção que tu por mim sentiu.
Campos Novos dos meus caminhos
no Galpão Crioulo tu me leva para
ser feliz cantando e dançando,
Campos Novos eu te amo!
Dá para sentir até do Mirante
da Ferradura o abraço gigante
dado pelo Rio do Peixe.
Campos Novos dos mais deliciosos
sabores por ti morro de amores.
Campos Novos dos lindos parques
tu vales por todos os teus lugares.
Contigo aprendi a ser Ponte de Ferro
e também a ser na vida Ponte Pênsil,
Porque te amar é destino certo; agradeço sempre o teu amor sincero.
Catanduvas
Ajuntamento de mata dura
nela a alma brasileira pura
feita de imigração e coragem,
Catanduvas, amor bonito,
tu estava escrita nas estrelas
e para ser o meu destino.
Erva-mate em ti plantada,
chimarrão pronto e feito,
Por ti topo qualquer parada
e não durmo até voltar
para o aconchego de casa.
Querendo ir na Querência
do Chimarrão dançar,
Na Festa do Chimarrão
encontrar a tradição
para junto contigo festejar,
Catanduvas, amor lindo,
tu és a minha razão de ficar.
Chimarrão na cuia,
lembrança na prosa partilhada,
Catanduvas, amada,
tu me encantas sempre e fazes desta
alma por ti eternamente apaixonada.
Rodeio lá no Gávea
Rodeio lá no Gávea
um casario antigo,
Clima de romantismo.
Rodeio lá no Gávea
um sabor de padaria,
Prosa de poeta.
Rodeio lá no Gávea
uma lembrança
da gávea herança
portuguesa de navio,
Rodeio lá no Gávea
outra lembrança
que no Rio de Janeiro
por causa de uma pedra
também há outro bairro.
Rodeio lá no Gávea
uma tranquilidade sem igual
num recanto muito especial.
Rodeio lá no Gávea
a música suave
nos leva, a brisa
e o tempo nos harmoniza.
Rodeio lá no Gávea
uma recordação de que
na vida tudo passa,
Só não passa essa ternura
que aqui nos abraça.
São Bento do Sul
Da Música, da Dança, da Literatura
e de cada herança da imigração,
Eis me poesia dedicada
com o balanço das matas dos parques
e a revoada das tuas aves,
Passeando de Maria-Fumaça
com todo o direito e charme.
São Bento do Sul, amada
fostes, és e para sempre será,
A cidade bonita que embala
o meu amor por todos os lugares
e me dá motivos para venerar.
São Bento do Sul, a sua poesia
está até na movelaria,
e por ti retribuo com a poética
da cada dia para que a gente
se encontre, converse e sorria,
és a minha razão de viver
e a melhor companhia.
São Bento do Sul, adorada
fostes, és e para sempre será,
A cidade que me leva
a qualquer hora a estrada cruzar,
e me dá razões para nela morar.
O nosso amor
não é de porcelana,
Mas adoramos
café numa xícara
de boa porcelana,
Como uma razão
muito além deste
dia para brindar,
Porque o amor
chegou para ficar.
