Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Foram tantas as vezes, que vivi a tua vida e não a minha. Foram tantas as vezes, que escrevi a sua história nas páginas da minha vida, que perdi até a conta.
Não sou político nem apolítico. Penso que a mediocridade do espírito político não merece minha adesão nem minha exclusão.
Pensamentos bagunçados feito a minha gaveta... mente a mil por hora, sentimentos a flor da pele... um furacão de emoções aqui dentro do peito... eu me rasgo todos os dias.. me reinvento,me reergo.. me refaço.. não é fácil essa briga comigo mesma.. esse meu caos, esse turbilhão que mora aqui dentro não se aquieta nunca... eu vivo em um vendaval.. eu vivo cada dia como se fosse o último ...nasci intensa demais da cabeça aos pés.. eu sei , sou um desafio pra mim e pra qualquer um que se aproxima.. eu só queria me curar daquilo que desconheço e mora em mim... só isso ..só não descobri como fazer isso ainda...
Eu voei mais alto que imaginava, ou enfrentei os grandes demônios a minha volta! A Luta só começa... Cada dia uma facada pelas costa, más o Deus e a Deusa me sustentam e dizem: Continua, estamos aqui. A minha força está na solidão! Entro ajudo e volto para meu mundo. Essa é minha missão, então não questione porque me retiro quando vejo que não precisam mais de mim. Enão pense que eu julgo pois sei exatamente qual o meu papel na vida de cada um.
Freya Akanef
Sempre que eu acho que terminei de construir minha muralha, você vem guarnecida com o maior exército de emoções que meu reino já viu. Diante das tuas armas de cerco os muros do meu castelo são nada mais que o pó da terra diante dos ventos dos céus, e eu sei que é uma guerra perdida sempre que declarada, mas ainda sim busco resistir ao máximo e a cada vez insisto na batalha, eu nunca fui de me render sem lutar.
Eu queria ficar com raiva, mas até as pedras da minha raiva, em vez de se manifestarem em gritos e acessos de raiva, permaneceram dentro de mim como pedras nos rins.
Cada dia que passa, Percebo que não aproveitei minha adolescência como deveria, e a vida adulta chega arrombando a porta sem aviso prévio.
Escondi-me na minha mente e observei secretamente os meus pensamentos, e confirmei que todos tinham o teu sorriso.
Metade da minha inteligência absorveu a metade do meu desconhecimento, as outras metades de ambas, confrontam-se diariamente na progressão da minha existência.
Carrego um manicómio nas mais diversas áreas da minha existência que, utilizo ao longo da minha lucidez.
Quando encontro a minha solidão, fixo o olhar no silêncio e consigo ver-te. Nesse meditativo momento, reparo que intimamente não estou só.
A minha alma coabita no meu corpo, esta intensa convivência torna-me eternamente inseparável da vida: até à chegada da humana mortalidade.
Vou mochilar até às extremidades internas do silêncio: escuto a minha alma e o vocabulário da Natureza.
