Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Cansei dessa coisa de ser menininha, quero ser mulherão.
Mas só depois que eu completar minha coleção de bichos de pelúcia...
Estou cansada desse entra e sai na minha vida, tamanha balbúrdia, parece até o estilo mãe Joana ou até mesmo Tim Maia “vale tudo!” Não sou do tipo que segura as pessoas, não gosto disso, acho que incomoda, mas se as deixo confortáveis elas logo partem. Já alimentei meu lado individualista, até porque no fim, Tim Maia está certo, você só precisa de sossego.
A minha sorte é que você não está aqui agora pra ver como estou, pra ver como me sinto. Na verdade, não chamaria de sorte... nem sorte eu tenho.
Não sou poético, apenas expresso o que passa em minha mente sendo desenhada em minhas mãos em forma de letras e fazendo a quem ler saber o que sinto ou penso...
Estou numa fase da minha vida bem complicada, não sei o quero nem onde estou pisando, as vezes me dá medo as vezes me dá uma coragem que eu olho assim e digo poxa sou quase a mulher maravilha só falta aquela roupinha sexy pra complementar, mais dai quando eu estou me achando a forte e linda mulher maravilha vem algum desgraçado e me faz sentir mais fraca do que uma formiga, e maltrata o meu coração me fazendo chorar, há isso é foda de novo não. Queria tanto usar a roupa da mulher maravilha mais dessa vez não vai dá sofrer por amor é a maior fraqueza, e eu fui fraca.
Supondo que eu seja um quebra-cabeça. Passei minha vida inteira juntando cacos, ou tentando encaixar cada peça pra no mínimo me consolar de que tudo vai se juntar. Mas no fim de tudo isso, de todos os encaixes e descartes me falta um pedaço. Um buraco, um furo, uma fenda. Que fica imcompleto, vazio e que me machuca. Esse pedaço que me falta é você. É não ter você. É só isso que me falta.
O que ele quer? eu não sei, só sei que ele aqueceu o meu corpo enlouqueceu a minha cabeça, fisgou o meu coração de pois se foi sorrindo e dizendo que não podia me amar, e nem ficar aqui comigo pelo simples fato de ter me achado mulher de mais pra ele. E eu sorrir, pela primeira vez na vida levei um fora bonitinho.
Sabe o que eu faço? Pego toda a minha raiva, tristeza e melancolia do dia anterior, e transformo e duplico em alegria e animação. É difícil, pode parecer até impossível, mas se você tentar… Vai ver que só parece mesmo.
E quando eu não estou feliz, arrumo um jeito de inventar a minha própria felicidade. Até que em algum momento ela realmente se concretize.
Sabe esse meu sorriso… Você confia nele? Você acha que ele é sinônimo da minha felicidade? Você sabe quantas lágrimas eu tive que sucumbir pra deixá-lo mais convincente? Você sabe quantas vezes me fiz mais forte, sendo que tudo desabava? Você sabe por quantas pessoas tive que inventar um sorriso só pra não ver lágrimas? Você tem noção de quantas pessoas nem se quer notaram que esse sorriso era falso?
Tenho saudades de quando eu achava que meu dever de casa era difícil. De quando minha mãe não me deixava tomar sorvete, porque dizia que eu ia ficar gripada. De quando eu batia de porta em porta, pra tocar a campainha e sair correndo. De quando “polícia e ladrão” era só uma brincadeira, e não uma rotina que se vê na tv. De quando eu tinha medo de me mudar de colégio, mas fazia amigos no primeiro dia de aula. De sair correndo e gritando por aí, sem me taxarem de doida. Dos meus amores fáceis, e das amizades duradouras. Sinto saudades de um tempo que não volta, mas que a minha memória não deixa de lembrar.
É, sou diferente, eu amo à todos incondicionalmente, sem receber o mesmo em troca. Mas faço a minha parte, eu faço alguém feliz!
