Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Acordei com o sol rubro do fim da tarde; e aquele foi um momento marcante em minha vida, o mais bizarro de todos, quando não soube quem eu era – estava longe de casa, assombrado e fatigado pela viagem, num quarto de hotel barato que nunca vira antes, ouvindo o silvo das locomotivas, e o ranger das madeiras do hotel, e passos ressoando no andar de cima, e todos aqueles sons melancólicos, e olhei para o teto rachado e por quinze estranhos segundos realmente não soube quem eu era. Não fiquei apavorado; eu simplesmente era outra pessoa, um estranho, e toda a minha existência era uma vida mal-assombrada, a vida de um fantasma.
Agora eu vou de barco matar a minha saudade, mesmo ainda estando longe, meu coração já pula de felicidade.
Eu quero ver com intensidade sim, a claridade solar de cada amanhecer.
Eu quero ver com a minha alma purificada, cada detalhe de DEUS!
Minha boca te deseja, meus pensamentos me iludem, meu coração me confundi, e você ajuda a confundir mais ainda, cá entre nós, você me enlouquece.
Busco ser fiscal da minha própria vida,para saber onde errei onde falhei o q precisa ser mudado em mim.Busco corrigir a mim mesmo
Queria eu nessa minha fraqueza cuidar de ti, esquecer todas as palavras que me feriram e poder ter você em meus braços fazendo com que possa sentir o calor do meu corpo, mas não posso me enganar e sofrer por um simples sorriso, por uma ligação ou mensagem mascarada pela facilidade que a vida te serve com um banquete saboroso que serve a todos. Dezenas de vezes minha vontade era de ir até você, e das vezes que juntos necessitávamos de um encontro todo vento era contrário, o tempo tem que me mostrar que meu amor é diferente do seu, que meu beijo arranca o ar que você não quer perder, e que meu abraço e capaz de te cobrir do frio, e o seu desejo e morrer congelado.
minha força é resultado de tropeços e fracassos que enfrentei ao longo da vida, sem se quer ter a oportunidade ou luxo de desistir, porque simplesmente não tinha alternativa”
Crisalda Macamo Uamusse
Silencio, não tenho medo do silencio.Incomoda um pouco as conversas inteligentes que começam e minha mente entre eu e mim mesmo. Sinto falta do tic-tac do relógio pela casa. Afinal sou do seculo passado da geração horas de cataventos da tv, tempo do automático de luxo e do pre quartzo, era das chaves, das cordas, das manivelas, do impulsionar um pouco antes de chegar ao fim. Ao completar agora anos redondo, hoje não tenho mais medo de falar o que penso mas continuo com muito medo de chegar o tempo onde eu não possa mais querer falar aquilo que acho, assim como compreendo e entendo. A voz do silencio fala e a própria alma silenciosamente, responde por respostas antigas que já está cansado de ouvir. Bendita seja vos solidão, prima irmã da tristeza que não é doença e muito menos demência, é um estado de espirito livre, que nos torna a melhor e a mais agradável companhia de nos mesmo. Incompletamente, por si só, nos basta.
Chegará um TEMPO em que NADA mais mudará minha decisão...
E o TEMPO PASSADO nada irá acrescentar em minha CAMINHADA
"Creio que seja isso o maior motivo da minha dor e a causa de todos sofrermos tanto: não amamos nem sequer a nós mesmo" - Na pressa da cidade
Acho engraçado vendedor querer mudar minha ideia. Se eu quiser o produto pior, tenho todo direito de escolher o pior. O meu direito de consumidor e teimosia de ser humano. (Aliás, o que seria o pior? O mais caro?! Não necessariamente, depende o momento, o lugar e os objetivos de uso e tempo em relação ao produto que você quer comprar). (09/02/2018)
Na minha vida serei apenas uma, serei apenas eu...Não quero ser quem alguém quer que eu seja, não quero ser a expectativa de alguém, quero ser só eu. O meu ser só a mim diz respeito, porque só eu posso responder perante aquilo que sou!
Deixem-me ser aquilo que sou e terão tudo o que há de bom em mim! Caso contrário apenas terão a minha revolta e no fim, se não for compreendia, apenas o meu desprezo....
O que mais importa nos dias da minha maturidade é que; Não sou tão boazinha quanto pareço, mas também não sou de todo má. Não tenho os sonhos, as neuras dos 20 anos, e me finjo de boba pra viver. Não vivo mais pra agradar, fingindo ser quem não sou. Sou apenas fruto das dores, experiencias, de tudo que vivi, e assim me reconstruí. Amam-me, odeiam-me sem razão, ou talvez com alguma razão. Importa-me saber que as feridas saram, e convivo muito bem com as cicatrizes, graças a elas me tornei uma mulher; forte e valente, batalhando na conquista dos meus sonhos sem dar explicações ao outro. O que vem com a maturidade a meu ver é isso. Viver pra mim e por mim.
Eu marco a vida das pessoas, de alguma forma eu sempre deixo a minha marca, não existe uma pessoa sequer que não se lembre de mim pelas minhas loucuras
Eu tinha tudo quando criança e quando cresci não tinha nada. Fiz algo que tirou minha liberdade. Minha mãe me chamava de meu menino passarinho. Mas eu era um passarinho livre para voar e hoje sou um passarinho preso dentro de uma gaiola.
Eu queria o que a minha alma sempre quis que era ser livre. Livre de toda hipocrisia e falsidade nascida da sociedade. Livre para viver passando e me superando pela natureza. Livre para fugir do mundo e abraçar de vez a liberdade tanto quanto a natureza. Rejeitando de vez o mundo e buscando o meu próprio nascimento em busca de auto-conhecimento. Fugindo daquele mundo de pessoas perdidas andando sempre em círculo. Para nascer como uma fênix em pleno nascer da alvorada de um belíssimo amanhecer livre na natureza.
