Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Refletindo
Refletindo sobre minha vida percebi o que eu mais precisava.
E é na forma diferente com que ele me olha que eu vejo que tudo é novo de novo para nós dois.
Descobri o meu porto seguro.
E é na forma com que as mãos se entrelaçam que eu vejo a segurança passando dele para mim.
Descobri o calor dos seus olhos, mirando em minha direção.
E é da forma que ele olha para meus cachos e risos que eu percebi que daria certo.
E é simplesmente dessa forma.
E é da forma como eu vejo a minha imagem refletida nos olhos dele que eu quero permanecer, ficar e perpetuar.
Só me resta fechar os olhos.
E é na forma como eu consigo ve-lo claramente ao fechar meus olhos, na forma como posso sentir seu perfume e toque que eu percebo.
Estou,simplesmente, apaixonada por ele
Tenho sentimentos que não são meus...
Vivo uma vida que não é minha...
Me perdi desde quando perdi você, fiquei sem direção, vagando pelo mundo junto a muitas outras pessoas e apesar de estarmos juntos, me sinto sozinha...
Onde me perdi,
Onde eu parei,
Estou confusa, perdida, tenho ilusões...
Ah se pudesse voltar no atrás, ficaria ao seu lado e pararia o tempo naquele instante que você me deixou...
Com um coração vazio,
Cheio de profunda e eterna Saudades...
Saudades...
Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado.
Eu sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do segundo, do terceiro, do penúltimo.
Sinto saudades de quem me deixou, e de quem eu deixei, de quem disse que viria e não apareceu, de quem apareceu correndo, sem tempo de me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram, e de quem não me despedi direito.
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus.
Eu não preciso mais de você
Não preciso de mais feridas incuráveis
tornando minha pele cada vez mais frágil
Eu não preciso mais de você
Nem das suas palavras doces que
não me mostrar nenhuma verdade
Eu não preciso mais de você
O mundo que você me mostra, não é real,
me torna menos volátil
Eu não preciso mais de você
Eu me sinto mais confortável seguindo o meu caminho
a minha vontade,
Infelizmente alguns corações
não batem na mesma velocidade
Nessa vida
Existem muitas surpresas
Que já vivemos ou iremos de viver
E para minha sorte
Uma das minhas maiores surpresas
Foi você
No branco banco
Desbanco tua anca
Com minha pança
Você não se manca
Fecha a carranca
E me atravanca
Momento tenso
Mas me convenço
E de bom senso
Eu lanço um lenço
No duro assento
Você se senta
Eu noventa
PRETINHA
Minha mão soa frio sob a difusão do arrepio.
Meu coração gela por ela, universo do meu mundo, contração de todo meu verso, minha Miss Favela.
Premonições envolvem vidas a se re-erguer...
Você não foi uma premonição do destino, mais me ensinou a viver.
Ao que vejo e não gostaria de ver, são instantes ininterruptos do abominavel estinto feminino indomável.
Te quero, te querendo o que queira sem era nem beira, de segunda a segunda-feira, pretinha do sorriso indomável.
As lágrimas das flores brisam a lentidão do ar puro.
Seja em mim, o amanhã o agora, o hoje, o presente e o futuro.
Seja pra mim a fresta de luz que me tira do escuro.
Seu sorriso de pedra lapidada me faz perceber que pro mundo você é tudo, e eu não sou nada.
Preta da pele semelhante a minha, tua voz arranha meus ouvidos e ecoa sobre os horizontes.
Sorria, sob o sol da liberdade...
Seu sorriso é o motivo da minha felicidade.
O perfume mais saboroso que pude inalar por tantos anos frios.
Seus cabelos longos me embolam e me enrolam fio por fio.
Nossas madrugadas sobre uma cama congelada visando sua pele de " Flor de lotos "
Mesmo com uma cama congelada, o amor faz de um vulcão em destintas erupções em nossos corpos.
Você me aquece, abomina o que aparece não se lamenta.
Comparece na minha vida, pequenina, mulher-menina ciumenta.
Pretinha do sorriso lapidado pelo destino obrigado por fazer um homem ser um menino.
Na verdade sinto saudade, daquela que transformou um menino, em um homem de verdade.
Até o meu mal
É um bem especial
Minha imaginação voa
E em muitas vezes...
...Confesso, magoa
As vezes, a toa
Porém, mesmo tão alta
A verdade nunca mata
E se tentar me entender
Verá que o meu mal
Faz um grande bem pra você.
Se eu pudesse te roubar pra mim, exatamente essa a minha vontade. Vem comigo? Vamos sair em mais uma longa viagem “pra nos duas sair de casa já é se aventurar”
Poderia ‘engatar’ outras historias junto a minha
Poderia aceitar tantas outras doações de carinho por mim
Quantas vezes já me peguei escrevendo seu nome no ar,no
espelho embaçado,em um pedaçinho de papel qualquer?
Quantas vezes já te liguei de madrugada?
Quantas vezes já rui as unhas de ciúme e teu celular ocupado?
Quantas vezes falei: _ Essa calça não tá muito justa? E esse decote ai?Filha já te falei que você fica linda nesse vestido?Tô com saudade,já! Ei sua bobinha EU TE AMO!
Por muitas e tantas vezes apenas o silêncio resumia o que estávamos sentindo, com isso hoje posso dizer que nos conhecemos até de olhos fechados no escuro.
Quero tua pele
Imperfeita
Com suas marcas
Marcas que ficarão para sempre na minha
Sempre
Indefinível
Sempre
Irreversível
Hoje acordei diferente,analisando um pouco mais a minha vida,fiquei pensando durante horas.
Se eu morresse hoje eu vivi exatamente da forma que eu queria ?
Ainda estou tentando responder essa pergunta.
Me perguntaram: mas não há nada na sua infância que tenha saudade? A primeira coisa que veio a minha cabeça foi andar a cavalo na fazenda, mas logo pensei: ainda ando a cavalo; melhor, galopo, tomei as rédeas e não mais estou na garupa dos meus pais. A sensação é de mais risco, claro, mas também de mais vida, da minha vida ali, mesmo que em risco. E é preciso assumir os riscos para assumir sua vida. Disso eu sei.
Como é bom ser adulta...
Minha Escrevedura
Minha escrevedura na verdade não tem nada,
Além da palavra, de dura,
Porque a minha escrevedura é muito triste,
Apenas se finge de dura e sempre chora escondido,
Quando pode ou quem sabe, só por saber
Da existência de algum poema sobre o arco-íris.
Minha escrevedura é um processo de
Combinação que sempre descombina,
Como “Palavras de Amor” e “Viver pra te Amar”,
Sem contar que minha escrevedura é romântica
Sempre se apaixona por umas canetas que tem toques suaves,
E ai na finda da paixão minha escrevedura escorre no papel
Pra que toda a história de amor desapareça.
Minha escrevedura é tão normal e inútil
Que eu sempre me esqueço dela.
Minha escrevedura não é apaixonada por gente como eu,
Ela prefere os cravos e rosas que homens e mulheres,
Mas a minha escrevedura fala mais que cravos, rosas, homens e mulheres,
Minha escrevedura é algo muito difícil de conviver aparece quando quer,
Às vezes falta, tem dias que vem pra ficar, mas logo vai embora,
Outros dias fica até demais,
Sem dizer que ela encontra vários devotos
E num piscar de olhos os esquece,
Só por que ela é assim.
Mas lá no fundo minha escrevedura ama
E ama muito ser amada
E por tanto amor, que minha escrevedura sustenta cada dia meu,
De felicidade e de tristeza, nesse mundo sem escreveduras.
Vejo você caminhando,
Vindo em minha direção,
Não sei o que fazer,
Minhas pernas tremem.
Esta chegando mais perto,
Meu coração dispara,
Minhas pupilas dilatam,
E você passa por mim.
Nem me vê,
Meus olhos enchem de lágrimas,
Tudo volta ao normal,
E você vai embora.
Será que eu quero?
Porque não controlo isso que me consome?
Eu acho que minha vida é boa
Talvez esteja um pouco perturbada.
Será que eu quero?
Será que eu quero?
Todos querem que eu seja perfeita
Vivendo como boazinha
Mas para que?
Para ser esquecida?
Será que eu quero?
Será que eu quero?
As pessoas só dão valor quando somos ‘’ruins’’
Aprendemos com a dor
Em vez de aprender com o amor
Mas essa é a vida.
Será que eu quero?
Soneto ao Amor Antigo
Ela é, do passado, minha única sina
Que mesmo depois de anos sem vê-la
Acredito que sempre poderei amá-la
Pois, um sonho com ela, me alucina.
Hoje quero apenas um simples lugar
Para com a dela, minha boca sorrir
Chamá-la de minha pequena e fugir
E mesmo assim, talvez, um dia voltar.
Depois junto a minha amada menina,
Sem medo de um longo silêncio,
Escolherei o futuro que nos destina.
Neste dia na ponta de cada caneta
E em cada papel estará dela o nome,
Com os verbos conjugados no futuro.
Desabafo de uma alma
A algum tempo desta minha existência, eu fiz do meu coração a morada de Jesus: Desde então eu venho lutando para manter meu coração limpo para que ele seja um ambiente agradável para Jesus viver. Mas nem sempre eu consigo às vezes ele se suja com sentimentos impuros, mas, eu nunca permito que essa sujeira permaneça dentro dele eu luto contra minhas fraquezas, eu expulso esses sentimentos; porque meu coração é de Jesus, minha vida pertence a Deus, eu nada tenho nem de bom nem de ruim, eu mim identifico por uma sentelha divina que Deus tirou do seu próprio corpo e soprou no universo e disse:
(cresça, floresça e volte para mim) e eu estou aqui tentando crescer e florescer sinto falta do meu criador, crescer dói, dói muito, mesmo quando alimentamos de sua energia, pois assim como o recém-nascido alimenta de sua mãe, através do leite materno, nos também alimentamos do pai através de seus fluidos (fluido cósmico universal) mas isso não é o mesmo que está no pai ele vive sempre em nos, sou parte do pai, mas não estou nele: sei que um dia estarei nele como ele está em mim, quando eu atingir meu nível máximo de evolução, mas enquanto isso não acontece vago por esse imenso universo de planeta em planeta tentando fazer crescer essa minúscula sentelha que sou "eu".
Nãos
Não quero mais mascarar minha dor,
Fingir que tudo ta tão bem,
Se na realidade tudo vai mal...
Não vou mais me reservar pro amor,
Pois foi assim que me machuquei,
Doando-me pro amor...
E terminou que, sozinho fiquei...
Não vou mais me distrair da vida,
Porque a vida por si mesma é uma distração...
Uma distração ilimitada de uma profunda ilusão...
Não quero mais um amor de passagem
Quero um amor permanente.
Quero deixar dessa viagem,
De não ter um amor correspondente.
E assim que vou vivendo,
Cheio de NÃOS e de incertezas,
E com os mesmos vou aprendendo,
A viver com mais clareza...
