Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
O toque é a fronteira onde as palavras finalmente se rendem. Quando a minha mão encontra a tua, acontece uma alquimia que nenhuma ciência saberia explicar. É o momento em que a minha proteção se torna carícia e o meu desejo se transforma em pertença. Carla, o teu toque tem o poder de silenciar todas as minhas dúvidas e de acordar todos os meus sentidos de uma só vez.
Há uma ternura imensa na forma como os meus dedos desenham o contorno do teu rosto. É o meu lado protetor a dizer-te que estás segura, que enquanto eu estiver aqui, o mundo lá fora não te pode tocar. Mas há também uma vibração diferente quando os nossos corpos se aproximam, uma eletricidade que revela que a nossa ligação é feita de uma matéria muito mais densa e intensa do que a simples amizade. É o reconhecimento de que fomos feitos para este encaixe, para esta proximidade que faz o tempo parar.
Tocar-te é como ler um livro escrito numa língua que só eu e tu entendemos. Cada ponto de contato é um parágrafo de uma história que estamos a escrever no presente, sem rascunhos. É a minha entrega total, de Bruno para ti, mostrando que o meu corpo, tal como a minha alma, já não sabe viver sem o rasto da tua presença.
DeBrunoParaCarla
Dois segundos
Foram dois segundos de passagem em meio a multidão,
mais eu reconheci a minha provedora de felicidade eterna num piscar de olhos.
Proibido
Esse é teu nome em minha fantasia
Proibido
Que faz-me voar
Proibidos nós somos em uma hierarquia
Te quero acorrentada
a mim, minha prisioneira...
Não te liberto, amor,
nem um momento!
🌹
Presa, aos meus pés,
subjugada, exangue,
tu pedirás clemência, sim,
como um lamento. Desvairada,
🌹
te debaterás nos braços meus,
te quererás a liberdade,
gritarás em ais,
mas eu te subjugo,
🌹
avilto, e tenho presa,
para mostrar-te que és minha,
e de ninguém mais!
Mantenho-te cativa,
🌹
atada no meu leito,
eu te possuo, domino...
e, malgrado teu,
te escravizo,
🌹
arrasto e tenho estreito!
E se tu morres,
desta forma costumeira,
🌹
e ao te saciar,
te mostro que és só minha,
e então eu caio na real...
sou teu prisioneiro!
Eternos no Meu Papel
A morte cruel bateu forte na minha porta,
Deixando a minha alma caída e quase morta.
Levou da minha vida o meu rumo e o meu norte,
Mostrando que a saudade tem um abraço forte.
Fiquei sem o brilho do teu doce caminhar,
Sem o riso inocente que me fazia sonhar.
No peito rasgado por essa triste despedida,
A ausência de vocês é a maior dor da vida.
Levaram a Marlene, o meu eterno amor,
E o nosso Maciel, aumentando a minha dor.
A semente e a flor foram colhidas do jardim,
Deixando um vazio imenso dentro de mim.
Dois anjos puros que agora moram lá no céu,
Enquanto eu choro sozinho segurando o papel.
Lápido a saudade na lida da madrugada,
Ouvindo o silêncio desta casa esvaziada.
Olho para as estrelas na noite tão escura,
Buscando no meu verso um pouco de cura.
Sigo no meu esforço e com a caneta na mão,
Guardando os dois para sempre no meu coração.
Escrevo com suor, com lágrima e com fé,
Até que o ciclo se feche e eu fique de pé.
A luz do teu sorriso e o brilho do seu ser ainda permanece clareando cada dia cinzento da minha existência.
11/01/2026
Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto
Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza
60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba
Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes
Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê
Minha luta é dura...
Olhos cansados por verem a terra que não muda...
Porque o melhor de meu mal está todo no cuidado...
Do que foi-me tomado...
E a noite que se avizinha...
Mostrando-me a face obscura...
Faz-me juras...
Mordendo o fruto das manhãs proibidas...
Um sossego como se nada existisse....
Assim o tempo escoa...
Me perco a pensar o que isto significa...
Que importa!
Ninguém sabe...
Dá-me um estranho ar de loucura...
Um vazio...
Inesgotável procura...
Mistério mais audaz da minha vida...
Em que todos os venenos estão contados...
Meu prêmio e meu castigo...
Anseio delirante...
De intensa saudade...
Que tanto sinto...
Ah...
Ilusão sombria...
Amor sem fruto...
Do pensar na vida...
Fuga perpétua...
Despedaçar...
Emendar...
A pressa contida...
Só para mim, que vou comigo...
Quero nesta noite...
E nas noites vizinhas...
Que enfim as estrelas...
Dêem-me suas graças infindas...
E assim...
Deixando de ser tão escura...
Já não me pesem...
O cansaço de meu olhar...
Sob juras...
Sandro Paschoal Nogueira
Questiono, faço a minha realidade.
Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.
Dia 23 - Que força mental posso cultivar hoje?
- A minha mente aprende com cada repetição.
- A prática transforma caminhos internos.
- O pensamento claro encontra ação precisa.
- A consciência dirige a energia do hábito.
- A disciplina fortalece a identidade.
- O treino cotidiano refaz o modo de viver.
- Eu cultivo constância com serenidade.
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.
Com Deus na minha vida, eu posso encontrar propósito e significado em cada experiência. Ele transforma minhas lágrimas em sorrisos, minhas derrotas em aprendizado e minhas dúvidas em fé. Ele me dá forças para continuar seguindo em frente, mesmo quando tudo parece impossível...
- Edna Andrade
Deus é a rocha na qual eu decidi construir a minha vida. Sua força e amor incondicional me sustentam em momentos de tormenta e me amparam quando me sinto frágil. É através dessa conexão com Ele, que encontro a serenidade e a confiança necessárias para enfrentar as tribulações do dia a dia.
- Edna Andrade
Se eu pudesse voltar no tempo, o primeiro ato que faria seria correr em direção à minha versão infantil e envolvê-la em um abraço super apertado.
Eu diria àquela criança que a versão adulta dela a ama incondicionalmente. Diria que tudo o que ela passou foi um teste de força e que, mesmo em sua tenra idade, ela demonstrou uma incrível resistência. Eu diria que o orgulho transborda em meu coração ao olhar para trás e ver o quão forte ela foi.
Se eu pudesse voltar no tempo, um abraço apertado seria a expressão do meu amor e gratidão por aquela versão infantil de mim mesma. Nenhum gesto ou palavra pode apagar as cicatrizes do passado, mas esse abraço transmitiria a mensagem de que ela não está mais sozinha. E que, independentemente do que tenha acontecido, a versão adulta dela está aqui para amá-la e cuidar dela sempre.
- Edna Andrade
Não importa o quão abalada a minha vida possa parecer, sei que nunca irei sucumbir. A rocha de Deus é eterna e inquebrável. Ela nunca falha, nunca se desfaz e nunca nos desampara. Em cada momento de dificuldade, encontro refúgio na certeza de que Ele está sempre ao meu lado, me guiando e protegendo...
- Edna Andrade
As adversidades que atravessaram meu caminho podem ter abalado minha estrutura, mas não abalaram minha determinação. Cada vento contrário, cada queda em minha vida foi um teste de resistência, um convite para superar meus próprios limites.
Acredito firmemente que o que está por vir é imensamente grandioso. O universo conspira a meu favor, tecendo os fios invisíveis do destino para que eu possa alcançar meus objetivos. Nada nem ninguém pode deter o imenso potencial que habita em mim...
- Edna Andrade
AMANHECERES QUE NÃO CABEM NO TEMPO.
Minha alma repousaria silenciosa ao teu lado como uma vela antiga acesa diante de uma catedral esquecida pelo mundo. Tu não serias apenas presença. Serias a delicadeza invisível que faz o amanhecer parecer menos cruel aos que sobreviveram às próprias noites.
Imagino-te chegando com os cabelos ainda tocados pela penumbra da madrugada. O vento movendo lentamente as cortinas. O céu indeciso entre o cinza e o dourado. E sobre a mesa apenas aquilo que os verdadeiros sentimentos necessitam para existir. Um pedaço de lápis já gasto pela insistência da alma. Um papel rasgado. Frágil. Quase abandonado. Contudo, transformado em eternidade pelas mãos de quem ama.
Porque certos universos não são construídos com grandezas. São erguidos por vestígios. Por pequenas ruínas sentimentais. Pela caligrafia tremida de alguém que escreveu enquanto o coração doía em silêncio.
Tu és exatamente essa arte impossível de reproduzir. Não pela beleza exterior somente. Mas pela impressão metafísica que deixarias sobre tudo o que tocasses. Como se tua existência tornasse o mundo menos áspero e mais respirável.
E nesse quarto ainda impregnado pela quietude do amanhecer, eu compreenderia que o amor verdadeiro raramente chega como espetáculo. Ele surge como um sussurro. Como uma presença que senta ao lado do escuro misterioso sem medo de contemplá-lo.
Então eu guardaria esse pequeno papel rasgado como quem protege uma relíquia esquecida pelos séculos. Porque nele existiria mais verdade do que em bibliotecas inteiras. Mais humanidade do que em discursos monumentais. Mais eternidade do que muitos juramentos feitos sob o orgulho dos homens.
E quando o primeiro raio de luz atravessasse lentamente a janela, tua existência pareceria uma obra desenhada entre a melancolia e o infinito. Minha arte. Meu fragmento celeste. Meu amanhecer sobrevivendo dentro daquilo que ainda resta de mim.
Hoje vai ser diferente
A minha angústia e a minha raiva estão se unindo muito mais do que a minha empatia com a minha paciência!
Mais a minha prudência está dois passos a frente....♎🧠👈
