Poemas Vinicius de Moraes Patria minha

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Vocês julgam a minha jornada porque o peso das minhas escolhas esmagaria a alma pequena de vocês.


SerLucia Reflexoes

Você apaga o meu nome da imagem, mas não consegue apagar a minha essência da mensagem. O brilho é meu, a sombra é sua.


SerLucia Reflexoes

Não é porque eu estou em casa que eu estou parada. Minha mente trabalha, minha alma cria e meu coração se reconstrói a cada frase.
A mulher que escreve sobre a vida entende que nem todos os capítulos são bons, mas ela é quem segura a caneta.
Minhas paredes guardam minha rotina, mas minhas palavras guardam minha essência. Sou muito mais do que o que os olhos veem; sou tudo aquilo que a minha alma ousa colocar no papel.
Minhas mãos cuidam do agora, mas minhas palavras constroem o amanhã. Escrever é deixar um rastro de luz na alma de quem ousa me ler.


SerLucia Reflexoes

Ser criativa é minha essência, ser amiga é minha escolha, mas ser braba é a garantia de que meu respeito vem primeiro.


SerLucia Reflexoes

Minha criatividade vem do alto e minha força vem da fé. Braba com o que é errado, mas sempre em paz com o que Deus tem para mim.


SerLucia Reflexoes

O maior esforço físico que fiz hoje foi tentar convencer minha mente de que o céu lá fora não vai desabar sobre a minha cabeça.


SerLucia Reflexoes

Minhas cicatrizes são as ranhuras de um disco que toca a música da minha sobrevivência.


SerLucia Reflexoes

Não confunda a minha paciência com falta de percepção; eu vejo tudo, só escolho o que merece o meu cansaço.


SerLucia Reflexoes

Troquei a necessidade de agradar pela urgência de estar em paz. Hoje, minha única obrigação é com a minha consciência.


SerLucia Reflexoes

Você chama minha reação de 'peso' porque não tem coragem de carregar o peso das suas próprias atitudes.
Hipocrisia é exigir de mim a paz que você mesmo destrói todos os dias.
Não confunda a minha indignação com agressividade. Eu só estou dando nome ao que você faz comigo.

Droga
A minha casa eu conheço há tempos. E ela sempre fica maior. Já sonhei sonhos de álcool, mas ao primeiro gole eu vi que não era nada disso, era algo deprimente até na alegria forçada. Como se eu fosse uma múmia química ganhando a consciência da minha pequenez e do enjoo misturado com a tontura. Parei por aí e deixei as drogas antes de começar a usá-las. A minha droga é a imaginação e a sensibilidade. Os sonhos que me vêm da massa de árvores verdes acinzentadas. Das manchas do teto e daquele facho de luz quando estou na cama e olho para cima e vejo que é Deus.
Sim, Deus vem toda a noite por sobre a minha cama e toma a forma de um triângulo de luz amarela, silencioso e imutável. É um raio de luz, e eu sei que é Deus. Poderia ser qualquer outra coisa, mas quando eu levanto os olhos ele se revela e fico a pensar e admirar a sua imperfeição. As noites de insônia são muito estimulantes. Eu viajo e mantenho contato telepático com a pessoa ao lado. Uma vez eu pensei que dormia ao lado de um demônio, e eu tinha razão. Que saudades do súcubo!

Uno


Deus nos espanta com o passado,
doce e cruel a mim foi arremessado.
A vida guia a minha pena vibrante
para aqui ficar,
sem ir adiante.
Como mil centopéias,
tenho braços que te abraçam,
e tu, minha velha,
meu coração trespassa.
O ouro me tenta.
A carne me suberge.
A vida que é lenta,
da corrida me perde.
Ao não dizer, não digo.
Minh’alma fere quem pouco entende.
Para falar, um perigo,
ao proferir mudo, à toda gente.

Perspectiva inversa


A algum tempo atrás começou um processo na minha mente, que poderia ser chamado de delírio. Tudo o que eu acreditava foi encoberto por pensamentos vagos, ambivalentes, improváveis, disformes. Era como um quebra cabeças em que eu fazia força para encaixar as peças. Assim A era a, 6 era 9, o som das cigarras era igual ao de um apito. Isso funcionou muito bem e eu senti o poder da compreensão de tudo. No entanto, uma falha naquele sistema, mais a minha habitual tendência à desconfiança me levou à estaca zero, ao pensamento comum dos mortais. Foi uma ducha de água fria, mas muito do que eu aprendi, naquela época, ficou. A sensação de que a realidade é uma sequência de eventos sincronizados, de que as minhas memórias são apenas duplicatas do que está acontecendo agora, já que o passado é gerado pelo que acontece no momento.

Roube-me o ar
Toda a minha sensatez
Aprecie meus defeitos
Minha rara timidez
Misture-se ao meu corpo
Meu desejo de viver
Entorpeça meus sentidos
Transborde-me você.

⁠É verdade
Hoje eu tô ácida
Preciso disso
Para equilibrar
O meu excesso de doçura
Ou a minha mania
De querer que a vida
Seja sempre
do sabor que eu gosto

Pedágio
(Moacyr Franco)
Minha mãe me fez rezar
Para ser feliz um dia
A felicidade se passou
Foi durante a noite e eu dormia

Fui ao culto, rezei missa
Bebi pinga no terreiro
Vi que a graça nunca vem de graça
E os pecados eu paguei primeiro

Me bati contra o destino
Virei saco de pancada
Quero o braço levantado hoje
Pra depois não acredito em nada

Me ensinaram semear
Plantei rosa. fiz canteiro
Mas enquanto eu reguei semente
Desmataram esse mundo inteiro

Descobri que tanto faz
Sobriedade ou mais um porre
Só se vive mesmo nove meses
Pois o resto, amiga a gente morre

Já morri em nova york
Outro tanto em paris
Mas agora que te conheci
Vou morrendo um pouco mais feliz

E por isso não me fale
No futuro, no amanhã
Paraíso é esse instante aqui
Que comemos da mesma maçã

Faz de mim o que quiser
Faz de conta que é feliz
Deixa o mundo se matar lá fora
E me mate só de amor aqui

Já parti em tantos barcos
Já chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais

Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais

Eu fico tão chateado
vendo minha impotência diante de tudo,
como se eu tivesse chegado tarde
a um incêndio profundo.


Odeio qualquer tipo de injustiça.
Cada gesto cruel me atravessa,
cada silêncio diante da indiferença
parece uma culpa que também me pesa.


E no meio desse caos eu existo,
condenado à consciência de mim,
como alguém jogado na sarjeta
sem destino, essência ou fim.


Lançado em um mundo sem essência,
sou condenado a me inventar
na solidão da existência,
e entre ruínas, continuo a mudar.


Não há destino escrito para mim.
Há apenas a tarefa de escolher.
Cada escolha me compromete.
E mesmo assim sou livre ou condenado a ser?


No fim, existir é isso:
não se curvar à mentira bonita,
não normalizar a violência explícita,
mesmo quando o mundo pede submissão,
seguimos em construção.


É escolher sem garantia, na contradição,
é sustentar a liberdade como condenação,
é negar o que nos diminui em toda situação,
é carregar sozinho o peso da decisão,
e ainda assim afirmar a própria condição.

⁠Você é igual a Flor
que eu vi num certo jardim.
A flor nasceu para ser admirada,
mas você minha amada,
nasceu para mim!

⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.

⁠Os ouvidos
da minha alma
não estavam preparados para
recusar carinho.


Esbanjando melodia, você ajuda o vovô a quebrar as próprias regras!


Os que conhecem um pouquinho de mim, sabem ou deveriam saber que detesto Áudios e Ligações por WhatsApp.


Mas aí está um dos áudios que fizeram a minha alma se sentir tão Amada e Laureada que até retornou a ligação.


Porque quando o afeto chega cantando, até as estranhas manias se calam.


Minha resistência, tão orgulhosa e rendida, só puxou a cadeira para se sentar e sorrir.


Não era só um áudio — era um colo em forma de som.


Nem era só uma ligação — era um abraço que aprendeu a discar.


E assim, a alma, antes desconfiada, aprendeu que algumas exceções não quebram regras:
elas revelam sentimentos.


Quando tropecei na certeza de acreditar que só precisava de três mulheres para ser Feliz: uma para me chamar de Filho, uma de Amor e outra de Papai, Deus me presenteou com a que me chama de vovô.


E quando esse carinho todo nos chama pelo nome, a gente atende.


Quando o amor insiste, a gente retorna.


Vovô ama porque reconhece.


E reconhece porque sentiu.


Te amo, lady Laura!