Poemas Vinicius de Moraes de Mar

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⁠Instante

Abro os braços,
Enlaço o mar,
As ondas borbulhantes,
Envolve-me.
Gozamos.
Instante eterno.

⁠Ilusão

Olha o mar
E o vê
Tal qual o céu
No mesmo tom
Fecha os olhos,
Sente.
Abre o olhar
E só vê o céu.
Onde está o mar?
Desfez-se.
Era só pensamento.
E a lágrima completa
A paisagem do céu azul

⁠ A rota


Naveguei mar a dentro
E perdi-me.
Não me deste o mapa
E sem rumo mergulhei.
Tempestades ofuscaram
A visão do horizonte
E o infinito se multiplicou
Traduzindo em focos de luzes
Que brilham intensamente,
Mudando constantemente
A rota prevista.
Nessa nuance de cores
A vida se faz.

⁠No Azul Do Mar.




O mar tem um azul maravilhoso.
Uma coloração brilhante.
Que o torna ainda mais cativante.
Com calmaria,vê aves voando em sua vida.
Aves que voam entre o amanhecer e o entardecer.
Mar azul e visto no horizonte.
Por algum cais que o espera,mais uma vez.
Em um misto de saudade e recordação.
Em águas transparentes ele vive.
No ir e vir,das ondas que o envolvem.
E são tantas em sua vida que passaram,e que deixaram motivos para que ele continue assim.
Em muitos lugares está.
Nas areias das praias,em uma pequena concha.
Ainda mergulhando em outras belezas.
Nas grandes viagens que já fez,tem muitas histórias para contar.
Como o Sol,nascendo sobre si.
Guiando a sua longa travessia,
os seus segredos.
E iluminando o seu coração azul.
Sob a luz da Lua,várias vezes sonhou.
Encantado com aquela cor esbranquiçada,que se deita em suas águas ao anoitecer.
E que transforma os seus movimentos,a cada nova fase.
Como um bonito reencontro,entrelaçado por milhares de estrelas.
O mar continua seguindo o seu percurso em águas profundas.
Porque é gigante.
Azul e desbravador.
Nas profundezas do seu coração se encontra.
E se emociona,a cada vez que vai.
Na direção de uma nova conquista.
Com aquelas ondas azuis que são a sua vida,o seu recomeço.

Inserida por FFabricio

⁠Em tempo
de catedral
francesa
demolida
pelo fogo,
de censura
togada,
de mar não
devolvido,
de Assange
preso,
de América Latina
tendo a porta
forçada,
Eis a poética
que pela
liberdade,
ainda vive
e clama,
Porque urge
resgatar
a bondade
original
e anseia abrir
portas para
a tropa, civis
e o General.

Nada neste
mundo deve
ser absoluto,
a não ser
a nossa
humanidade,
Mas a única
certeza que
carrego desses
estranhos tempos
contemporâneos
é que eles só
inspiram resistir
aquilo que não
é normal em
lugar de cultivar
os nossos sonhos,
e que só isso
na vida não é bom.

A cifra choca,
este nó que
não desata
tem me
dado agonia,
e esse é o número
de presos:
91 do Exército,
20 da Aviação,
24 da Armada
e 58 da Guarda
Nacional,
Vítimas de um
dos grandes
absurdos
do mundo ocidental.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No final deste
dia primeiro,
Relembro que
não recuperei
O mar, a tropa
e o General,
E assim sigo
sem ter como
me conformar,
Não consigo
calada portar
este gutural
e triste lamento.

Prosseguindo
mesmo sob
o tormento
de espessa
presença,
Que segue
sentenciando
esta tristeza
e penumbra,
Estou resoluta
que não é
tempo de calar.

Para enfrentar
o quê a falta
de compreensão
e de cooperação
não consigam
piorar o quê já
está péssimo,
E para que elas
não te alcancem:
Procure se manter
em equilíbrio
para superar
os obstáculos
com ânimo,
e obter o êxito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do dia primeiro
sou a voz da
reclama ao
mundo inteiro
que o mar não
foi devolvido,
por ele ergui
poesia e grito.

Não sou a sereia
com a acústica
concha na mão,
e nem tão poeta
como gostaria.

Nem o tempo
pode apagar
o quê aconteceu,
não me calo
porque qualquer
um não está livre
de quem não leu.

Do Vale de Azapa
em plena costa,
sou canção que
não se apaga,
incaica e aymara.

Não aceito o tal
resultado que
foi mal decidido,
porque quem
não se esforçou
para saber da
História nada
tem de bendito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Garuva

Olhando para a Serra do Mar
plena é a cidade de metal
que se ergue com industrial
sabedoria e repleta de lavouras
de amor por mãos europeias
que o Atlântico cruzaram
em busca de uma nova vida.

Minha Garuva maravilhosa
agrícola e madereira
dos rios e da Baía do Babitonga,
é nas Cascatas do Quiriri
faceira que celebro somente a ti.

Minha Garuva profunda,
meu Paraíso das Águas,
meu Caminho dos Príncipes
meu Caminho do Peabiru
real, etéreo e mais sublime
que ao tempo resiste.

Minha Garuva mística
do Monte Crista
e dos Campos do Quiriri,
o meu coração mora em ti.

Minha Garuva inebriante
de lábios de alambique,
coberta de flores e radiante
tu és do Nordeste de Santa Catarina
mais preciosa do que diamante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Imaruí Profunda

Nos braços do vento
que balançam as ondas
do mar de Laguna
para Imaruí deixo
levar este poema
repetindo a trajetória
de quem chegou
para ficar nesta parte
da Região dos Lagos.

Teus farrapos foram
acompanhados
para chegar nesta
freguesia que hoje
virou cidade erguida,
e me recordei da tua
gente originária
que vivia por aqui.

Cachoeiras, lagoas,
ilhas e trilhas vou
revivendo com
leveza um passado
nada fácil resultado
de um massacre
conhecido e orando
continuo piedosa
por seus mártires.

Só sei que minhas
letras têm igual
leveza das asas
de maruim que
dizem que te nomeia,
E o descanso
da tua lagoa que é
a maior do Estado,
e por ti o meu
coração continua
ainda hoje apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Meu amor, onde quer
que você se encontre
te ofereço o azul
do mar e do horizonte.

Nos meus lábios
estão a paixão
o sabor cereja
da Lua de Sangue.

Meu amor, onde quer
que você esteja,
para te aquecer
é só pensar em nós:
não te esqueça.

No meu doce sentir
e fascinação
somos mais
do que um lance.

Meu amor, onde quer
que você encontre
te dou o inevitável
e sentimento sublime.

É pela minha pluma
que vem a poesia
que te pede todo o dia
para ser só toda tua
sob a luz da querida Lua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como Evo bem disse:
"Nuestro reencuentro
con el mar no solo es
posible, sino, inevitable",
e esse meu anseio de ver
a justiça devolver a vida
ao seu lugar virou poesia
sem um instante sossegar.

Com o tempo de espera
por causa de quem
não quis conversar
para um caminho
em comum encontrar
a questão já teria sido
negociada e resolvida.

Desfrutar de um mar
em companhia é
melhor do que desfrutar
de um mar em solidão;
bem mais que o diálogo
tão aguardado entre
o Chile e a Bolívia,
quero que reinem
a paz, o amor e a união.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mar é para os povos
e dá para todo o mundo
desfrutar sem se conflitar,
é só questão do respeito
e a fraternidade recuperar.

O diálogo foi levado
até o Palácio da Paz
para colocar no seu
devido lugar a História
com a justa soberania.

Há um novo capítulo sem
Guerra a ser escrito para
a rota que pede justiça ao
mar que foi subtraído,
pois o povo foi traído.

Há uma imperdível
oportunidade de se
fazer uma Nova Era
de prosperidade
ganha quem souber
viver com flexibilidade.

Não se impõe isolamento
geográfico a Pátria alheia,
porque um dia o destino
cobrará a conta inteira;
é preferível colaborar
com a justiça para
que ela aconteça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Inaugurada foi a Primavera
pelo clamor da volta
do mar aos povos
que foi feita pelo poeta.

O dia 1° de outubro
é um cais que fica logo
ali aonde desembarcar
de uma longa espera
é inadiável e justo.

Já não tenho dúvida
que é por mim que
você há desassossegar,
conhece os meus
poemas e prantos
de fazer apaixonar.

Entusiasmada é a canção
que guardo a sete-chaves
que está preparada
para fazer o teu
coração bater
pelo meu forte como
uma onda no mar.

Doces ondas sonoras
do meu coração
sul-americano,
e me traga o livro
do Coco Manto,
que te retribuo
com um beijo
levando você
para comigo
navegar no mar
que a Bolívia
bem nasceu,
e a história vai
levar ao seu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sou peixe na sua rede,
você é pescador
no mar do meu amor,
Chamei o grupo para tocar
você jogou a rede
junto com os outros,
Todos muito animados
começaram a cantar e a dançar,
Foi assim que você conseguiu
me envolver e conquistar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Explode a caixa como
a onda do mar quebra,
O pandeiro borbulha
memorial da espuma
sob as brancas areias
do que merece por
cada um lembrado,
A cuíca lírica saúda,
o pandeiro se emociona,
O reco-reco arranha
e o ganzá se assanha.

Um poemário e a dança
para homenagear
a Nossa Senhora do Rosário.

É o Cacumbi cumprindo
a missão na Procissão
de Bom Jesus dos Navegantes,
você me levando no coração.

É o Cacumbi levando
a multidão e eu te
levando no meu coração.

A Bandeira de São Benedito
em pleno hasteamento,
a gente na gamação
em vestes de coroação.

É o Cacumbi paixão
se preparando para que venha
a Folia de Reis na nossa Nação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A avenida
beira-mar
está vazia,
o coração
acelerado
mais que
um foguete
e você aí
sozinho
dirigindo
o seu carro.

A brisa
do verão
te energiza
e aumenta
ainda mais
o transe,...

A cabeça
vem dando
mil voltas,
o coração
cruzando
as horas
e oceanos
do teu eu
por causa
da paixão
que surgiu
do nada
e aconteceu.

A brisa
do verão
te hipnotiza
e alimenta
ainda mais
o lance,...

A tua vida
não será
nunca mais
a mesma
depois
desta noite
de luar
que te
fiz levitar
só com
um beijo meu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Trenzinho vai cruzando
a serra até chegar no mar,
Foi na dança do Pau de Fitas
que a gente começou a namorar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sobrevoa o condor
o nosso continente,
a cada dia há
mais gente doente,

O Mar é da Bolívia,
a cada dia por
aqui tudo tem
virado caso de polícia:
sem contabilizar
o silêncio chileno
por cada prisão política,

O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
dos refugiados
a instabilidade política
tem sido a madrinha,
e tem trazido injustiça
para o líder veterano
dos tupamaros;

E estes versos
estão presente entre
os desamparados
da América Latina
e recordam que as Malvinas
são e sempre serão argentinas,

E não posso deixar de lembrar
que o General preso injustamente
ganhou a medida cautelar,
e pela tropa também sigo a gritar,
quero ver o sol da justiça raiar
e a liberdade sul-americana celebrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como quem navega
em mar revolto,
ando combatendo
os umbrais suspensos
dos pensamentos
que são furtadores
de tudo aquilo que
não conduz a viver
com humanidade
e afasta de nós
a total bondade
dos signos austrais:
Todo o nó só se
desfaz aos poucos,
Prestar satisfação
sobre aquilo que
vem inquietando
o coração diminui
o sufoco de todos;
A paciência sempre
deve ser continental,
A meu modo vivo
de muitos olhos
arrancando vendas,
Mesmo que ninguém
me compreenda,...
Se você não gosta
de determinado
assunto a quem quer
que seja nunca ofenda,
Sempre apresente
um argumento
como réplica,
vivemos numa época
que ninguém mais conversa,
Escrever poemas
também é uma
outra maneira de conversar,
quando ninguém está
com vontade de escutar:
Falta que libertem
o General que segue
preso injustamente,
Para a tropa e cidadãos
peço igualmente a liberdade,
mas só para aqueles
que estão presos
em circunstância igual,
e quem sabe todos juntos
ouvirem um chamado
pela reconciliação nacional.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.

Inserida por anna_flavia_schmitt