Poemas sobre o Verão
Não consigo evitar
nem deixar de te chamar
de meu amor
eu sei pra você já passou
mas faz o favor
deixa eu ficar
amor gostoso assim
para você pra mim
só no coração
pra que adernar
pensar em parar
algo bom enfim
eu sei que errei
mas estou aqui
querendo te amar
amor gostoso assim
para você pra mim
só no coração
tô querendo ficar
estou aqui
querendo te amar
De repente tudo se distancia
aquela magia, vira sombra indecifrável
o desejo, antes puro, veste-se de medo
e a tão desejada felicidade, utopia.
por que caminhos viram atalhos?
por que o amor não prevalece
por que tantos porquês?
Quero dizer,
por tanto egoísmo e autodefesa
a mesa nunca será posta como sonhamos
talvez um pequeno lanche
e isso justificaria a fome de tanta gente
ser consumida rápidademais
Nas noites eu penso Só em você
Meu coração Não quer te perder
tua voz me guia No escuro da solidão
teu sorriso ilumina Cada parte do meu coração
Meus sonhos Incluem você
Te amo tanto
Não quero te esquecer
Nos meus sonhos Te vejo sorrir
Você é tudo
Que me faz existir
Lágrimas caem Quando não estás aqui
Mas quando você chega
Minha alma sorri
Meus sonhos Incluem você
Te amo tanto
Não quero te esquecer
Um lugar onde você não cabe
mas sabe onde é
seria bom tempo de paixão
dar fim à solidão
sem querer lhe ferir ainda que possa preferir
a verdade de uma situação que não cabe mais
desperte o sentido olhe o antigo
vá sem olhar para trás
por que lá você já sabe como é
e o futuro é só um muro
que terá de pular
para viver o que tem de bom do lado de lá...
Não sou posse de ninguém
nem de mim mesmo
meus desejos
me levam onde querem
e só assim percebo
o que é de fato liberdade.
nenhum poeta é
porque poeta é feito do nada
e quem o constrói
não são os versos
são as almas que recebem
o nada transformado em poesia
O que tanto diz o silêncio
nada, nada
e assim sucessivamente
grita
para entendermos suavemente
certos nãos da vida...
Com uma das mãos
você pode
acenar
doar
afagar
com esta mesma mão
também pode disparar uma arma
ou entregar flores
acariciar
com apenas uma das mãos
pode escrever " Eu te amo "
e ainda ir além
pode acenar
um gesto de adeus...
Eu te amo de uma forma tão intensa,
tão bonita,
que mesmo que esse amor esteja apenas aqui,
eu não me arrependo,
nada faz com que eu desista.
sabe por quê?
porque mesmo sendo insano,
uma verdade, um sonho,
ele não é cruel,
eu te amo!
sei que sem ele,
eu não seria o mesmo.
posso passar a vida assim,
com você aqui,
enfim.
só não sei como você pode,
viver sem mim.
isso é a tua história.
a minha é sim,
uma história de amor...
Por que tanto de ti?
se até a mim não vens
e se vens, transformas lembranças
num luzir de saudade cruel
por acaso o céu tem limites
ou o vento pode ser acariciado
não! como tu, tudo é encantamento
uma história sem fim
pois que de perder-te, custou-me
algo raro demais para entender
que sem ti tudo é lúdico, impreciso
mas contigo o mundo já não era mais o mesmo
enfim sós
eu do lado de cá
e tu do lado de lá
para sempre...
Às vezes me perco
numa saudade intensa
onde minh'alma pensa`
que vc está ali
no momento sutil a me pertencer
e pode acontecer
que de tamanho desejo
aflore o ensejo, de me esvaziar
e o faço sem culpa
sem invadir
sem alvoroçar
por isso lhe peço
perdoe-me amor
por desejar-lhe assim
no corpo tão longe
e na alma tão dentro de mim...
Os que torcem por nós ou nos apoiam são raríssimos!
Faça por você, pra você!
Não precisa falar de seus objetivos pra ninguém, siga seus ideais, busque sua realização e um dia verão seus resultados.
#JaneFernandaN
O pescador
O pescador arremessa a isca
Que ultrapassa as barreiras
Do agitado mar de janeiro
Que deveria ser a calmaria do verão
O quebrar das ondas agitadas
Impede o lançamento da linha mar adentro
Devolvendo a isca que volta ao seu dono
Rompendo o desejo tão sonhado
É o pescador e a isca lutando
Para a sobrevivência e objetivos de ambos
O peixe sem nada a entender
Continua sua jornada normalmente.
Se choro
Se eu choro
Choro porque quero regar teu caminho
Molhar teu rosto
Baixar a poeira
Que o verão intensificou.
Sou o bem
A terra molhada
Que pisas forte
E nem ouve
E nem sente
Que eu sou tua estrada.
PESSOAS
Pessoas, eu as tiro da minha vida, em questão de segundos, num piscar de olhos, num estalar de dedos, num súbito sacudir de ombros. Eu as tiro como quem tira o que lhe incomoda ou o que não lhe faz bem ou não lhe satisfaz. Tiro-as, rapidamente como um delirar espontâneo, uma brisa passageira ou um temporal de verão.
Pessoas, eu as deixo na minha vida, em questão de milésimo de segundo. Deixo-as quando valem apena. Quando demonstram gratidão, respeito e emoção. Eu as deixo quando o meu peito sorri, a alma agradece e o momento se torna inesquecível. Quando a sua chegada, é como o sol que aponta nos braços do horizonte. É quando o céu inteiro sorri, mesmo quando não há um astro se quer visível. É quando o mar deslisa na areia e beija os pés de quem passa por ele.
Tudo depende das circunstâncias, dos acasos, das limitações, das ilimitações, dos trajetos. Tudo depende de uma série de interferências ou não.
Pessoas, são dádivas. Por isto, preservo, cuido, aconchego, alimento, embalo, abraço, como se fossem um tesouro muito valioso. Portanto, ao se aproximar, olhe, observe, pense, analise, fique atento. Não iluda e nem deixe o descaso entrar. Seja simplesmente mágico, como a vida.
Recebemos da vida aquilo que somos, aquilo que damos, aquilo que preservamos e aquilo que nos importamos. Se quisermos receber, temos que dar, doar e se empenhar o melhor que podemos ser. A vida é um espelho, o seu reflexo é o que emitimos.
Ombros da Saudade
Naquele instante que os olhos percebem
A envergadura do mistério da noite,
O silêncio vela por aqueles que descansam.
Nos ombros da saudade o frescor dos dias
De chuva de verão cavalga em direção do nada
A vida passa rapidamente acenando e sorrindo.
Assim, fica apenas a sensação de que alguma coisa
Ficou para trás e nós apenas observamos.
Sinal do Universo
Pedi ao Universo um sinal. Apenas um sinal. Um só. Mesmo que fosse fraquinho. Pequeno. Nebuloso. Um resquício de poeira. Seria apenas um único sinal, mas o único emitido foi o silêncio. Um silêncio sepulcral. Como se a morte tivesse passado e levado para o submundo todas as palavras. Foi tão intenso e tão triste, que senti como se um raio tivesse atravessado o meu peito e rasgado a minha única esperança. A única saída foi me encolher.
Abracei a saudade tão apertado, tão apertado, que quase sufoquei-a. Caminhamos em direção ao nada e percebi a esperança me esperando do outro lado da ponte. Atravessei-a calmamente sem tirar os olhos dela. Ao nos encontrarmos, nos abraçamos e percebi que tínhamos muita coisa em comum. Ela pegou na minha mão e seguimos caladas sem pretensão de chegar em algum lugar. Queríamos sentir apenas o frescor do vento daquela manhã de fim de verão.
Durante nossa caminhada silenciosa entendi que a esperança vem do substantivo “esperar”. Esperar o tempo certo. Esperar que as coisas se alinhem. Esperar que dará tudo certo. Esperar que a conexão se encaixe e se torne uma só. Esperar que a vida se encarregue de fazer acontecer no momento que tiver que acontecer.
Agora ele sabe que há pouco tempo, bem pouco tempo. Na verdade, não tem definido exatamente quanto, mas sabe que é pouco...
A única coisa que ele quer é tempo... tempo o bem mais precioso... mas ele sente que o tempo que tem escorre entre seus dedos... e, por mais que se esforce, não consegue segurar... ele quer correr atrás do tempo, mas está sempre atrasado... o tempo perdido está perdido.
Por que não viveu melhor? Por que não escolheu melhor? Por quê? Por quê? E por quê?
Houve um tempo em que ele não tinha noção do tempo... o tempo passava como ar de primavera... leve. Hoje o tempo passa pesado, ele tem noção de cada minuto no seu relógio tic-tac... tic-tac... pesando nos seus ombros... um assombro... um eco em seus ouvidos sempre lhe lembrando de que o tempo não para... que está lhe levando para o inevitável fim. Por que tem de ser assim?
Ele sabe que o tempo passa pra todo o mundo. Mas todo o mundo não tem importância pra ele. Só importa pra ele ele mesmo - e eu não o culpo por isso... porque no fim dos tempos cada um in-di-vi-du-al-men-te... deverá dar conta de seu tempo.
Todo mundo, por mais disposto que esteja, não poderá ajudá-lo... não estará lá pra justificar seu tempo perdido... inutilmente perdido.
Eu bem que tentei... mas ele bem que não entendeu, não se esforçou pra entender... continuando pondo seu tempo a perder...
Ainda é tempo? Talvez essa pergunta, se sincera, possa lhe dar a resposta... talvez... ainda é tempo, ou não...
E o sol de pleno verão mantém toda a sua força... e queima os ombros cansados dele.
Instintos à solta... como fera
aponta o alvo e não erra
espera que da vida só lhe cheguem primaveras...
Hiberna no inverno,
no outono e no verão.
Testemunha efêmera
longínqua... como o som de um trovão.
Fingidor ferido,
caído, prostituído,
bárbaros ruídos...
teoremas de ilusão....
sortilégio, bruxaria, maldição.
