Poemas Variados e Diversos

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O silêncio não é ausência ou negação
como ensinam os antigos
é privação

José Tolentino Mendonça
A Papoila e o Monge. Lisboa: Assírio & Alvim, 2013.

⁠Vejo a luz dos olhos teus,
Sublime luzindo ao escuro;
E no silêncio da noite,
Podendo, me sinto seguro.

A Cavalgada

A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...

E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...

E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha…

Inserida por pensador

Amigo

Amigo de momento
A muito tempo
Em silêncio
Em partida
À distância
Desde a infância
Amigo, só se tiver relevância

Inserida por Poetaantonioferreira

Sentir

O que não consigo falar,
está escrito,
escrito em meu olhar,
onde o silêncio insiste,
insiste em gritar.
Só ouve quem sabe escutar;
escutar o som de enxergar;
enxergar o que não se vê.
Só enxerga quem sabe ler;
ler o que há no invisível do ser.
E quem é que sabe ser?
- Somente quem sabe sentir.
Sentir é o ler, é o ver e ouvir da alma.

Inserida por tiagolupus

¡atenção!

pede silêncio!
faça silêncio!
O mundo cala.
A TV cala.
A repórter cala.
A Boca cala,
o coração GRITA.
o olhar suspira!
¡atenção, num mundo de ira!

Inserida por Lorenzo_Garen

A noite entoa canções
no silêncio vasto e abstrato
que enche de luz
os passos cambaleantes
os pensamentos distraídos.
Entre as estrelas o vento sopra
palavras em chamas e
no caminho do silêncio à palavra
poemas – constelações surgem
riscando o céu do coração.

Inserida por elisangelabankersen

GRITO EM SILÊNCIO

Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 12/01/2019 16:10
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Eu tento a cada dia
Romper a barreira do som
Sem um jato super-sônico
Mas só há o silêncio

E eu tento encontrar em outras pessoas
Algum sinal, um vestígio
De algo novo que me liberte do velho

E só encontro esboços passageiros
Que dão uma breve sensação
Daquilo que pode libertar, mas não plenamente
O meu silêncio grita e não pode ser ouvido

Eles vêem minhas expressões
Mas não há um que me auxilie
Eles esperam que eu seja forte, é só isso

Inserida por felixedsoncerqueira

À BEIRA DO CAIS


De João Batista do Lago


O velhinho sentado à beira do cais
é silêncio puro
num final de tarde febril
no ocaso de um dia de abril
onde o sol não sorriu para os cabelos brancos
feito asas de gaivotas soltos na imobilidade do vento


Sento-me ao seu lado
vazio...
e calado...
e mudo na prenhez do tempo e do espaço…


Os meus cabelos ainda estão viçosos
alinhados e sem quaisquer querelas com o vento
estão nervosos
e bem mais sofridos que aqueles cabelos brancos sustentados de experiências
capazes de tudo falarem sem uma palavra sussurrar


E eu tão jovem querendo auscultar
o lamento que somente as ondas do mar ouvem
caladas e correm como loucas para...
para guardar na profundidade do seu mar profundo e eterno
as minhas queixas...
as minhas querelas...
e todas as minhas
mágoas guardadas na plenitude daqueles cabelos brancos feito asas de gaivotas famintas do peixe


De repente
o velhinho sentado à beira do cais
levanta-se
e sem me dizer uma palavra
sem um adeus
sumiu na plenitude do tempo e do espaço


Fiquei só sentado à beira do cais...

Inserida por joao_batista_do_lago

Ouve esse silêncio
escuta esse sim
que meu não te diz.

Sente meu anseio
por teu toque:
o sino
da velha matriz
anseia por mãos
que o façam vibrar.

Sente meu anseio
por teu beijo:
margens
tórridas do Paraíba
ansiando pelas primeiras
chuvas de janeiro.

Inserida por luciolima

"Quando o silêncio expressa
tudo o que a voz não pode dizer,
coloca nas mãos de Deus...
E deixa para os anjos responder,
a linguagem de um Amor...
De um viver".

Inserida por cricris26

Óh! Queria eu poder estar numa margem distante,
Observando o silencio, sentido o vento..
Aqui e só barulhos, reclamações, estressadamente.
Cidade, aonde a lua é paisagem.
Aonde o estresse, faz parte.

Inserida por kinhogaroti

Até Logo!

Despediu. Assim onde outras coisas
estão,
poisas.
O céu tranquilo, silêncio, imensidão.

Num caminho sonoro,
de toadas e paisagens
vai-se em coro,
outras miragens...

O maestro de batuta na mão
regendo o espírito.
Ovação!
Saudade assim é escrito.

É fração do infinito!
Amanhece triste o cerrado erudito…

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
26 de abril de 2018
despedida ao primo Guilherme Vaz,
compositor, músico, maestro.

Inserida por LucianoSpagnol

Mergulhei

Mergulhei
No silêncio dentro de mim
Encontrei boiando
A esperança
Nadei com ela
Pronto pra
Emergir
Em mim ?

Como ?
Se em mim
Estava já
A me procurar

E
Falhei

Inserida por zeguilhermecosta

"Meu peito rasgado grito calado.
A voz ecoa no silêncio do vale.
Mesmo fraco, sorriso no rosto.
Sorriso que tinha motivo, hoje busca razões.
Razões pra que? Pra entender?
Entender o que?
Solidão se faz, o destino capaz...
Palavra machuca, atitudes destroem.
Mas quem sabe um dia, um dia qualquer.. volto a ter razões e motivos para sorrir à toa, sem ser por conta de outra pessoa.
Busco em Deus o que os homens não podem me dar.
Fé e esperança, o que me resta.
Meu peito rasgado.. grito em silêncio."

Inserida por leonardo_quinterno

Flor do Silêncio
Ocê passou púraqui e deixô
Aquilu quinú pôdi ser ditu
Muito menos iscrituai
Pumodiqui é semeadu Nuoiá.
Nu Fundo a Menina Ama
Silenciosa Incanta
Disperta desejos
E continua Sardadi

Inserida por muiecolores

Silêncio
Meu silêncio é assim,
todos o esculta,
é tudo que inova para mim,
até mesmo na nevoa oculta.

Silêncio que dói,
silêncio que machuca,
silêncio que nos corrói
silêncio que me perturba.

Inserida por JonasG

Na ponta do verso
escrevo teu silêncio.
Poemo.
Rabisco.
Rasuro teu corpo.
me ama.
te amo.
componho-me em teus desejos.

Inserida por suzanamartins

Calmamente eu me disponho do silencio..
Observando as estrelas..
Madruga, lua cheia.

Inserida por kinhogaroti

E quando você acorda mais cedo que todos
e no silencio frio da solãolidade
que te rocorre os sapentos,
te fazendo sentir lam mais uma vez,
é naquele tomento em que sua lapravas já se focundem com seus sapentos,
falar,
já não é o bastante.
Seria digno eu de fazer tal otracidade ¿

Inserida por padresvaldo