Poemas Sombrios
Por entre sombras, vagueiam mentes insanas e profanas. Recusar-se a misturar-se a essa massa podre é, por si só, um ato de resistência. O raciocínio, ainda que solitário, permanece firme, desafiando o caos que insiste em consumir tudo ao redor.
O sol sobe, e uma infinidade de borboletas se instala em mim,
porque sei que sombras vingativas se dissipam com o calor que me invade.
A idade das trevas, a árvore rebrota, o caminho corroído, as sombras atraem os olhos, peças e giros e a tempestade leva à criatura e coração.
Não é a falta de evidência que mantém os homens na ignorância, mas o apego às sombras que aprenderam a chamar de verdade.
Muitos preferem a tranquilidade da caverna à luz que revela a realidade, pois sair dela exige mais do que enxergar o mundo — exige coragem para abandonar as próprias ilusões
"Existem sombras que tentam sussurrar no escuro, mas elas esquecem que a sua luz não vem de fora; ela é forno de forja, alimentando-se da própria coragem para continuar queimando."
As vezes ficamos presos em sombras de dúvidas sem saber que lado seguir o rumo a pegar, em uma encruzilhada de pensamentos, que destino prosseguir.
"Nas trevas de uma mente insana encontramos sombras que dançam em ritmo descompassado e pensamentos nada humano."
"A filosofia não mora nas respostas, mas no incêndio que suas perguntas acendem nas sombras do óbvio—sua alma é a única fagulha capaz de incendiar uma eternidade adormecida."
Nas sombras do meu exílio voluntário, eu teço as teias do destino alheio, onde cada sussurro é uma lâmina e cada sorriso, o prelúdio da ruína.
Sobrevivi ao pior para alcançar o melhor, cada queda, um sussurro das sombras antigas, cada vitória, um feixe de luz que rasga o agora, como aurora nascida depois da noite mais longa que vivi.
Já caminhei por desertos de silêncio,
onde a esperança se escondeu nas sombras. A vida, em sua frieza, não me ofertou razões para permanecer. O amanhã parece distante, um horizonte que não chama pelo meu nome. E ainda assim, respiro, como quem desafia o vazio. Talvez não haja sentido, talvez nunca tenha havido. Mas sigo, porque até o desespero carrega uma semente de quem insiste em existir.
No escuro, entre pedras e sombras, a esperança, um pulso quente, foi meu único modo de não me perder no vazio.
Jesus é o fogo sagrado que, nas sombras mais densas, reacende a coragem até mesmo dos mais exaustos.
Meus medos não me paralisam mais, aprendi a carregá-los comigo, são sombras que me acompanham, mas não me definem, sou muito maior que eles.
A fé me salva de mim mesmo, dos meus excessos, dos meus impulsos, das minhas sombras, ela é minha luz interna.
