Poemas sobre Si Mesmo
Junco da Praia
O meu balanço é igual
ao do Junco da Praia,
mesmo que por um
instante você se distraia
estou presa nas dunas
ondulantes do seu peito
ondulante e intenso,
e assim nem mesmo o tempo
pode desfazer o quê
já é consagrado e está feito.
Ninguém se mata
porque quer,
e sim porque não
encontra apoio,
sentido ou até mesmo
saída ao redor,
Não é incomum
viver cercado por
gente sem valor.
Como eu só tenho
dois ombros,
o quê posso ofertar
é a minha poesia
para quem precisar.
Posso provar que
a poesia existe
para quem se dispôr
a procurar dentro
de si quando tudo faltar,
para contra qualquer
corrente vir a nadar.
Para quem quiser
respirar e não deixar
nenhuma pressão dragar,
Há muito o quê fazer
e se necessário for incomodar.
(Porque o importante é não parar).
Celebrar mortes em qualquer circunstância ou zombar da saúde de alguém têm o mesmo peso moral e espiritual.
Quem exibe seletividade e manifesta este tipo de atitude não tem apreço a própria vida.
Espero que o assassinato do Charlie Kirk que era herói para uns e anti-herói para outros sirva de evolução para a consciência coletiva a não mais repetir mais este tipo de atitude.
Toda a vida importa, gostemos ou não.
27/10
Não interfira
no destino
de quem você
não têm condições
de seguir pelo
mesmo caminho.
...
27/11
Conheça a realidade
antes de querer
fazer para dela,
e depois não ter
argumentos
para se justificar.
..
27/12
Se a sua mensagem
não for de paz,
Calar é o melhor
que você faz.
Fé como alicerce da sua vida,
e o respeito a quem tem
fé como você mesmo sendo
de religião diferente,
Seguir o Rukun Negara é
a orientação para seguir
em união com a sua gente,
O quanto você é capaz
de colocar em prática,
fala profundamente
sobre você e do encontro
com a segurança em Deus
para se proteger e proteger os seus.
A paz da flores da Sucuuba
é o quê desejo para que a fé
e nem mesmo a inspiração
se percam do teu coração;
E que toda a escuridão
proporcione enxergar
mais de uma constelação.
Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.
(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).
Sem precisar urgir buscar
no dicionário, na gramática
e até mesmo no calendário,
Por instinto os teus beijos
e os mais doidivanos gozos,
provocadora escolho todos,
como quem colhe na época
certa os pêssegos-da-praia
festejando contigo a entrega.
Para que despudoradamente
no teu ser se escrevam e gravem
os mais lindos Versos Intimistas
n'alma, no corpo e em mim atem,
para que os desejos por dois sempre,
e em qualquer lugar nunca se calem.
(Dou-te este poder e tudo mais
o quê não pode se admitir disfarce).
Não quero te provar
absolutamente nada,
E para você também
desejo o mesmo,
Apenas quero você
com a alma lavada
e o humor leve
nesta caminhada.
Não é a primeira vez
que digo que não
estou em guerra contigo,
E tenho certeza que é
também o seu desejo
de manter comigo este ritmo,
tanto eu quanto você
queremos escapar vivos.
Habitar no paraíso afetivo
é o compromisso efetivo
que possamos viver
afetivamente instruídos
sem disputar por poder,
porque merecemos viver.
Apenas cultivar como
framboesas-silvestres
àquilo que dizem ser utópico,
e que para nós é poder
em plenitude viver
o nosso romantismo bem acordado,
livre e sem nenhuma queda de braço.
Não é vergonha ser pobre,
e vigora como dizem por aí:
"- Vergonha mesmo
na vida é só ter dinheiro...",
Vergonha é não reconhecer
que fica feio juntar duas
vezes a letra r por obediência
acadêmica à Nova Ortografia,
sem ter a consciência de estar
destruindo a beleza da palavra.
Não tem muito tempo tempo
que alguém achou que iria reinar
na ofensa desferida ao outro,
só pelo fato dele ser pobre.
Em queda livre pediu socorro
quando foi confrontado
com educação e cultura,
e depois disso vestido
pela falta de berço
e moral paladina de subsolo,
ironizou que o interlocutor
deveria ser salvo da loucura,
achando que iria afetar com êxito,
e recebeu a seguinte resposta:
- Não preciso de salvação, eu sou poeta.
Não importa mesmo
se for Tucumã-do-Pará
ou Tucumã-do-Amazonas,
Só sei que Tucumã,
assim como beijos de amor,
em hipótese nenhuma,
jamais podem faltar,
Para nos teus lábios
com doçura grudar
sem nunca cansar de beijar.
O meu beijo de Patauá
dentro de ti vai entrar
mesmo sem licença,
Do meu jeito afetuoso
os Versos Intimistas
para farão da sua vida
um verdadeiro poema.
Tudo em mim te venera
com o Mapuche-Huilliche
Da tua mão - não solto
mesmo que resista ou evite
Como Diucón com Chilco
que foi libertada do gelo
O espírito é de recomeço
amar não tem nenhum preço
(O Ano Novo virá com apreço)
Raízes fincadas tais
como as do Jatobá
que plenamente florido
reverencia janeiro,
Mesmo com o meu jeito
rebelde e imperfeito,
Os meus olhos são teus,
os da alma e do peito,
com tudo o que posso
tatear e ainda não posso,
Porém, admito que não
estou livre de perscrutar.
De forma crescente tem
entranhável envolvido,
Com a sua canção de amor
ainda não resolvido,
e bem claro que nos destina.
Percebo o que se está
acontecendo comigo,
é porque também está
acontecido igual contigo.
Com vieses e sentidos
sussurrantes nos ouvidos,
sinais de tudo o que se passa,
é ardente, sublime e querido,
e nos é sedutor e explosivo.
Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.
Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.
Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.
Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.
É Páscoa
Para quem sabe enxergar,
e esperar: o céu está aberto,
Mesmo que aqui embaixo
o tempo esteja fechado,
É Páscoa de peito indignado!
É dia de quem não consegue
ficar calado enquanto bombas
explodem sobre povos,
e a pena de morte se avizinha
sobre pessoas feitas reféns,
É Páscoa de resistência moral,
poesia e de consciência existencial!
É dia de lembrança para que
um deles tenha os seus territórios
desocupados mesmo que o prazo
imediato já tenha sido dado,
desde dois mil e vinte quatro,
É Páscoa de coração acordado!
Para quem sabe que é o bom senso
que aqui está falando se faz
necessário que um por um,
pelos agressores seja cada território
integralmente desocupado,
É Páscoa feita para seguir indignado!
Porque se territórios mesmo não
sendo os nossos, não forem desocupados,
todos os dias estão aí para ser lembrados,
que a Pax Romana travestida
de contemporaneidade segue assassina,
e não deve e nem pode ser por ninguém repetida.
(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,
e nem permitir que ninguém seja enganado,
a pena de morte na Terra Santa
e na vizinhança a cada dia avança um passo.)
As expectativas românticas
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias
ou transformadas em ilhas.
Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono
na bela Santa Catarina,
assim mantém-se a poesia.
Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.
Não importa a estação,
o importante é manter vivo
o que faz bem ao coração.
Calar sobre o que é injusto
mesmo não sendo
na prática o outro lado,
pode vir no futuro custar
um preço muito caro,
e por cumplicidade passiva
se tornar a real condenação.
Quando se cala o justo
se cala um aliado
para caminhar lado a lado,
quando for se deparar
com o que for tumultuado.
Vivo sob a Canela-guaicá,
não permito calar nem sobre
tudo aquilo que não gosto;
pois não existe conforto
quando se habita no injusto,
e por mais desconfortável
que seja a verdade rendo culto.
Onde há dor do povo, do meu jeito
abraço e continuo falando
para que a injustiça e a indiferença
no nosso meio não enraízem.
Deixo falar o que falarem,
mas ao aceleracionismo dou
minha jura de agulha no palheiro:
para que o êxito não alcancem,
porque não há mundo derradeiro.
Em meio ao véu frio
do tempo que envolve
a cidade de Rodeio,
mesmo sob o Sol e o céu azul,
Tudo invoca que é chegado
o mais austral poético momento.
À.partir dos nossos silêncios
contornando o Médio Vale do Itajaí
começarão discretamente
em nós a ser escritos os destinos
Onde o amor guiará pelos caminhos,
somos mais do que livrosa ser lidos.
Quero tudo ao mesmo tempo
sincronicamente e sinfonicamente.
Por ambição requintada inspirar,
e dar os mais amorosos suspiros,
E, sobretudo, ler os versos contidos
nas linhas da tua íris misteriosa:
as tradições românticas dos povos.
Envolvida, o meu corpo inteiro
treme e a boca saliva como
se estivesse diante de uma vitrine de doces,
só de pensar na sua mão deslizando
serena e forte na minha cintura.
Tudo isso é mais do que o suficiente
para me enlouquecer o dia todo,
sobre aquilo que sou capaz de te orgulhar
em público e bagunçar quando
tivermos o nosso paraíso particular,
com um canteiro de sálvias escarlates,
para receber uma grinalda entrelaçada
pelas tuas mãos habilidosas quando
chegar a florada para me enfeitar.
Querer sentir que sou o território
do alfa ao ômega — a sua propriedade,
o seu melhor assunto e a sua liberdade;
Tudo o que excita, livra e fascina,
por ser a mais feminina, a mais viciante,
a mais segura e a mais alucinante.
Em cavalgação orientada, devagar,
quando sem testemunhas você se enredar
nos meus cabelos e a gente se encaixar,
do teu jeito favorito me reivindicar
com delicadeza, delícia e firmeza:
ninguém vai nos distrair ou segurar,
viveremos sob a lei da nossa natureza.
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