Poemas sobre Si Mesmo
As pessoas estão diminuindo suas ambições: hoje elas só precisam mesmo de uma televisão, uma banda larga e um plano funerário.
Bom mesmo é a gente ter certeza de que não precisa da autorização nem da aprovação de ninguém para continuar fazendo o que se gosta.
Se pensarmos que, de alguma maneira, estamos todos no mesmo barco, e unidos por uma espécie de membrana invisível que nos quantifica a todos (animais, minerais e vegetais) como um só ser vivo e pulsátil, talvez nesse dia aconteça a compreensão de que o mal e o bem que fazemos, pensamos, motivamos ou causamos irá se voltar contra nós mesmos. Então, movidos por essa ideia nos tornemos melhores e mais humanos no sentido amplo da palavra.
Por tudo que ele me fez, sem nem mesmo querer, houve vingança. As pessoas escolhem muitas vezes sua própria vingança ao me querer perto com o ódio na mesma medida
Não haverão indiretas diretistas até você, pensei em mil.
Você assim quis, mas eu, eu queria mesmo é a sorte de ter tido o leve do que, um dia, poderia ter sido o teu amor
ninguém conhecerá melhor seu amante, que o mesmo inimigo dele.
Faça um teste, pergunte e então tire suas conclusões próprias: que melhor ao final das contas aquele que sabe viver sozinho.
Leve para seus negócios a ideia de que, até mesmo um besta na selva, não importa o quão faminta esteja, sabe que não se atrai comida com demonstrações de lamento, fraqueza e fome, mas sim, com atitudes de vigor e força.
Não existe idade para recomeçar, o importante é que a mudança começou. Mesmo com cicatrizes profundas, descobri que cada etapa da recuperação, seja da fala, dos passos ou da esperança, é um recomeço. Não importa se os ossos não se curaram como antes, a coragem de tentar um passo novo, no instante exato, revela que a jornada renasce a cada esforço, sem data para terminar.
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Talvez meu destino seja esse: ser ombro, mesmo quando eu desabo por dentro. Curar dores alheias enquanto carrego as minhas em silêncio. Ouvir choros… quando tudo o que eu queria era alguém pra ouvir o meu. Minhas lágrimas são segredos guardados, mas ainda assim… faço das minhas mãos cansadas um abrigo para quem precisa. Mesmo que o alívio… nunca venha pra mim.
Não importa o caminho, o desfecho é sempre o mesmo. Eu, naufrágio de mim. É como se o erro estivesse gravado em minha essência, antes mesmo de eu nascer. Cada escolha apenas uma variação do inevitável. Luto, insisto, me debato, mas há algo maior, invisível, que já decidiu meu lugar, é à margem, entre os que tentam e nunca chegam.
Tem dias em que o cansaço pesa e a vida parece uma canção repetida. Mas mesmo nessa rotina silenciosa, há um fio tênue de esperança, o sono que acolhe, o descanso que renova, e a certeza de que, a cada amanhecer, uma nova nota pode surgir na melodia.
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
Os pensamentos ruins vêm sem convite, como nuvens passageiras num céu que tento manter claro. Mesmo nos momentos felizes, sinto o medo e a dúvida caminhando ao meu lado, mas aprendi a não deixá-los ficar. A cada sorriso, escolho me agarrar à luz, ainda que breve, sabendo que a alegria, mesmo frágil, também merece espaço para florescer.
Preso a esta cadeira, sou tronco retorcido pela dor, mas ainda assim, tento me erguer, mesmo que o vento forte, vindo do leste, queira me dobrar como galho em dia de tempestade.
A herança do passado constitui-se no mais oneroso legado que podemos receber, mesmo sem desejá-lo ou consentir em sua posse.
