Poemas sobre Si Mesmo
Para ter aceitação é preciso parar de brigar com você mesmo, se conhecer, se aceitar e depois disso passar a ter autoestima. O autoconhecimento permite que você identifique seus pontos fortes e fracos, seus valores, suas motivações e seus limites. Sem esse processo, você não chegará muito longe. Autoestima não é se apresentar com um look bonito, não é usar uma maquiagem perfeita e arrumar o cabelo. Autoestima não é a aparência poderosa que você quer passar para os outros. Autoestima é algo muito além disso, é saber exatamente quem você é, o que você traduz, o que você quer mostrar para o mundo espontaneamente e bancar essa personalidade. E isso só é possível quando você se conhece, se aceita e se gosta. Autoestima é gostar de quem se é com suas qualidades e defeitos, independentemente de julgamentos.
Conversar exige coragem: enfrentar feridas, expor dores e esperar o inesperado — e, mesmo assim, continuar amando enquanto as palavras pesam, porque o vínculo vale mais que o conflito.
A maior perda da vida é quando você, mesmo morto, continua andando, respirando, sorrindo... e então aquele vazio se torna vazio de tudo, de sentimentos, de esperança, de alegria...
“Neste sentido, e por entender que aquilo que me proponho a dizer vai além de mim mesmo: do meu coração pretensioso à minha razão raquítica; e, mais ainda, do esforço em traduzir por palavras o que me incomoda e desafia, arrisco-me na tentativa de dizer e de, ao fazê-lo, buscar, pesquisar e encontrar a minha própria palavra. Porém, ao dizer isso, não estou advogando ou afirmando que dizer a própria palavra seja converter-se, necessariamente, em um Adão inaugural, inventor de algo que ainda não foi dito ou visto ou mesmo experimentado, como se houvesse a possibilidade do meu texto ou de algum outro ser de geração espontânea ou cujo desejo de ineditismo pudesse esconder ou negar sua intertextualidade. Desejo simplesmente que minha busca e o meu dizer, que podem confundir-se, contem das minhas dores e ardores; dos meus incômodos e angústias; das minhas dúvidas e do movimento em arriscar-me a dizê-las para poder enfrentá-las.”
Espero, também, que minha narrativa seja uma forma de encontrar-me comigo mesmo e, assim, me possibilite escrever uma história outra, que eu ainda sei exatamente o que possa vir a ser, mas que, desejo, possa romper com as semânticas do mesmo e do uno e com as exegeses que querem nos condenar a ler em tudo a mesma história.
Uma obra de arte não tem conteúdo no mesmo sentido em que o mundo não tem conteúdo. Ambos existem. Não precisam de nenhuma justificativa nem poderiam tê-la.
Mesmo quando alguém “não está fazendo nada”, na verdade está fazendo algo — pensando, respirando, observando, sentindo, existindo. O cérebro nunca para. Até o descanso é uma ação: descansar, refletir, meditar, relaxar… tudo isso é fazer algo. Estar vivo é estar sempre fazendo algo, consciente ou não.
Um pensamento vem em busca de outro, dois pensamentos se encontram no caminho. Os dois têm o mesmo objetivo, de realizar um sonho grande daquele encontro maravilhoso tão esperado.
"Toda vez que você praticar um ato prejudicando seu próximo e a você mesmo, ore pedindo a Deus que afaste de você as coisas ruins. Peça para que, em seu coração, não exista ódio, ressentimento, espírito de briga, falta de fé e má vontade ".
Sucesso e fama não andam juntas pelo mesmo caminho, porque uma torna-se alvo e o outro foca no objetivo.
O mundo está tão machucado que, às vezes, quem mais precisa de ajuda é quem estende a mão. E mesmo assim, é visto como interesseiro. Esquecem que por trás de um pedido pode existir um grito silencioso. Amizade de verdade não se implora, mas também não se ignora. Nem todo convite é por interesse; muitas vezes é apenas um desejo sincero de não caminhar sozinho, de crescer junto.
O início de tudo não foi um momento, mas uma ausência: a ausência absoluta, onde nem mesmo a ausência podia ser concebida. Antes de qualquer tempo, qualquer espaço, qualquer lei, havia apenas o impensável — aquilo que nem o nada consegue nomear. E então, sem porquê, sem finalidade, sem testemunha, o ser se insinuou: não como um estouro, mas como uma inevitabilidade silenciosa, um gesto que não pôde ser contido. O que chamamos ‘início’ não é o princípio de algo, mas a fratura do impossível — o ponto em que a inexistência já não pôde mais se sustentar e, ao ceder, deu lugar à possibilidade. O tempo nasceu junto com o espaço, como dois gêmeos siameses, costurados pela necessidade de que algo se transformasse. A matéria não veio depois: ela sempre foi o desdobramento desse impulso primordial, o eco daquela primeira vibração sem origem. O início não aconteceu, ele ainda está acontecendo, a cada respiração, a cada pensamento: o universo segue começando, incessante, em nós, através de nós, apesar de nós. E talvez seja esse o maior segredo: que o início nunca terminou.
Mesmo que as pessoas falem mal de mim e tentem me ofender, ainda assim existe um Deus que me ama incondicionalmente.
