Poemas sobre Si Mesmo
Ninguém disse que
seria fácil
Ninguém disse que teria ajuda
e que seria capaz
Se mesmo assim chegou
foi porque acreditou, lutou
e não contou a mais ninguém
Eu comigo mesmo
Conversando com meu eu
me entendi tão bem
quequando resolviescrever
sobre mim
acabei entendendovocê também
Volta das Voltas
O vento que leva é o mesmo que traz
A pergunta do mundo a resposta é a paz
O sonho de criança nos dá esperança
O segredo do amor foi conhecer a dor
E a vida feliz foi aquela que fiz
As voltas das voltas que essa vida nos dá
O chão que eu piso nunca vai afundar
No mundo perfeito seguro a mão
Vivo meu sonho não quero ilusão
Para vida vencer vou ter que acordar
Pegar sua mão correr e lutar
Hoje o dia é o dia eu só quero viver
As certezas da vida nunca vou aprender
Nesse mundo que estou eu sou quem eu sou
Hoje, eu quero te ver
Me apaixonei por você
Pare de tentar vencer na vida, isso mesmo.
Será que fiquei louco? Vejamos!
Hoje vivemos na era do "não contentamento", ou seja, não estamos felizes com o que temos, independente do que seja. Em outras palavras, não somos gratos.
Também chamo essa era, da era do "mais". Não me contento apenas em ter 3 amigos, eu quero 30, 300, 3000, e quando eu postar uma foto, quero o máximo de curtidas possíveis.
Não me contento com um celular de 700,00, eu quero um de 7.000,00. Não me contento com carro com 5 anos de uso, eu quero um carro do ano, de preferência do modelo de luxo. Não me contento com a casa que tenho, quero uma maior, e quando estiver na maior, outra maior. Não me contento com o salário atual, quero um salário mais alto.
As igrejas querem mais fiéis; as empresas, mais faturamento; o governo, mais impostos. É uma corrida maluca, e todos querem vencer. Mas a perguntar que fica é: Vencer quem? Para você vencer, alguém tem que perder. Por isso eu não quero que vençamos, quero que sejamos humanos, não animais em uma selva disputando território.
Apesar de tudo...
a gente precisa viver por aqueles que não tiveram a chance. mesmo que isso signifique, estar infeliz com a vida que ta tendo.
-após luto
O sopro que deu a vida, é o mesmo que a leva;
Do pó que viemos, é para o mesmo que voltaremos;
A ocasião que usamos para reclamar, é a mesma que era pra agradecer.
A oportunidade que tivemos para aproveitar, é a mesma que deixamos passar;
A lição que não aceitamos, é a mesma que trouxe aprendizados;
A chance desperdiçada, é a mesma que era para ser aproveitada;
A pessoa que criticara, é a mesma que era para ser amada;
A vida que era pra ser vivida intensamente, é a mesma que será ceifada fatalmente.
O som do sino que anuncia a hora na catedral,
É o mesmo que comemora a cura no hospital
É o mesmo que vibra o sucesso organizacional.
Origami
Para você um dia dobrei,
o mais belo origami...
Mesmo que tu não me ame,
De ti, para sempre eu lembrarei...
Destino não quis? Não sei...
Por mais que eu reclame,
e em meus poemas declame,
de certo, nunca saberei...
Sutil arte em definição,
meu amor por ti assina,
singela obra de paixão...
Geometria divina!
Resta lembrar que perfeição,
para mim és tu, menina.
Fazer alguém sentir-se especial,
e esperar que te façam o mesmo,
esse retorno tem uma curva perigosa,
onde alguns sentimentos podem morrer.
O importante é que
o desejo de estar
no mesmo caminho
tem sido o presente
superar os obstáculos
do destino e tornado
a espera contente.
A vida brinda
a cada um de nós
com amores possíveis
e os impossíveis
para termos forças
para superar
as tempestades
que sugerem
ser implacáveis.
O imprescindível é
que nós nos temos
de olhos fechados,
e com o mesmo
fervor de jovens
enamorados
e a confiança
no giro dos astros.
Carrego em mim
o silêncio e a jura,
mesmo sem ter
jamais te ouvido
antes na vida,
e me fixo tua.
Cabe a nós
o recato para
a preservação
daquilo que
nos espera
e faz o coração
permanecer
em sinfonia.
Quando o amor
é inevitável,
os astros dançam
no absoluto
e indomável,
em nós o paraíso
já é impenetrável.
Certa daquilo que
nos une e move
as montanhas,
venho preparando
o quê há de ser
além dos dias
e distâncias;
e assim será.
O quê será de ti,
eu não sei,
Mesmo que não
queira,
Lerás cada verso,
para entender
Que eu te amei.
Não me esqueci,
não resisti,
Aceitei o conselho
e a ironia de quem
dizia que voltaria
a me admirar:
virei uma mulher
Tão forte,
que agora não
Quer mais voltar;
porque de tão forte
que me tornei,
Só sei escrever
ao invés de chorar.
O quê será de ti
já não importa,
Os meus poemas
cuidarão de fazer
Por mim o quê
eu não posso:
Te tirar daqui.
Não existe beleza
na indiferença,
Ela se encontra
nos manifestos
- poéticos -
que não leste,
Nas fotos
que ignoraste;
Envenenaste
a minha crença
na tua existência,
E agradeço!
E salva de ti,
assim desse jeito,
'tu' me perdeste.
Só de pensar em você,
qualquer lugar vira
Um doce paraíso,
mesmo sem tê-lo
De fato aqui comigo.
Só de ouvir tua voz,
prevejo o futuro,
o doce acordo,
Mesmo distante,
o radiante encontro.
Só de pensar em você,
revivi o quê devia,
A volta sem regresso,
mesmo sem tê-lo,
De fato aqui por perto.
Só de saber como és,
adivinho o destino,
A fortaleza e doçura,
mesmo de longe,
O soneto pressentido.
Só de pensar em você,
imagino mil cenários,
Já me proclamo sua,
mesmo sem você saber,
De fato tanta ternura.
Só de te admirar,
proclamo-me íntima,
Revisto cada detalhe,
mesmo em cada letra,
De fato além da poesia.
Já és realidade...
É imperioso dizer:
- Ninguém mais
contém o quê
é sobrenatural.
mesmo diante
dos quatro
atrasos
do que é
para ser,
e ninguém
mais há
de deter.
Rima para o teu
ombro curar,
sonho para te
devolver,
pelo teu povo
não desiste
de te libertar.
Não há mistério
sobre o acontecido
em Pacaraima,
e mesmo que
eu quisesse
esquecer disso,
não há como,
porque isso
tem nome e se
chama terrorismo.
Corre na veia o
sangue nômade,
com o terror não
tenho paciência,
porque só a Deus
doa a clemência
quando não há
autoridade para
investigar e prender,
quem passa a tomar
conta é o destino
e ele nunca
tem medo,
em nem tempo
com gente que
não presta,
pois para ele
não há nada
ali que valha
a pena perder.
Na fronteira sou
maior que todos
os que se
acham grandes,
enquanto eles
naufragam no ego:
eu apenas sou
uma brasileira
com alma de imigrante.
A poética nasceu culpada
antes mesmo de nascer,
obcecada pela paz
sempre caminha livre
em territórios de guerra.
Quem tem um palácio
da paz interior em si,
possui o ânimo que ajuda,
e a lucidez que sustenta.
A firme e óbvia convicção
da inocência que faz
resistir a dureza do cárcere,
é evidente e absoluta.
Mesmo que não reclame,
sente a falta de cuidado
do seu corpo castigado,
resiste estoicamente
a insanidade de quem
engendrou a prisão
notoriamente imerecida,
busca mesmo em oração
a luz da justiça perdida.
