Poemas sobre Si Mesmo
Não repare minha ausência,
nem sempre meu tempo conduz
a caminhos e presenças,
mesmo tão cheios de luz
Sigo as horas buscando quimeras,
versos, flores sob o vento,
dançando sob colorida primavera
junto ao coração em contentamento
Só assim consigo caminhar
os passos que preciso a cada dia,
ninguém pode e nem deve estranhar
o que a alma poética fantasia
Mesmo de longe, percebo teu perfume,
sinto nele o encanto,
misto de flores e folhas maceradas
sob a volúpia do verão
vou prender esse odor, amor,
acorrentando você ao coração
Ela já andava cansada,
queria mesmo ficar sozinha,
em nenhum amor acreditava,
nem amor sabia que tinha
Deu um basta, chega de ilusão,
amor de verdade não se prega,
é percebido no fundo do coração
que para onde vai o carrega
Quando a chuva trouxer a solidão,
junto a ela faça uma cantiga,
mesmo num dueto sem afinação
e que seja saudosa, até antiga
Assim lavando a sua alma
em horas de muita paz,
sua mente ficará em plena calma
junto à meditação que a chuva traz
Dizemos coisas tão óbvias, muitos as dizem também,
mas em outras palavras que o mesmo sentido tem,
cada pessoa entende a vida de um jeito
e por ela passa como quer e assim fica bem !
Nos ocasos, nos causos e que tais
a poética é mesmo pura nascente,
deságua d'alma, não cessa jamais
e as vezes incomoda muita gente...
Neste mundo somos marinheiros,
vivemos todos no mesmo barco,
no mesmo oceano e sempre em
busca de um porto seguro...
Sempre forte, mesmo emquimera,
fui remédio de minha própria dor,
fui tempo, fui verbo e espera,
tudo em nome do amor !
Não sabe que mesmo que nada tenha
de fortuna ou daquilo que queira muito,
Deus sempre lhe dá uma benção
nas horas todas de sua vida?
Siga por ela, ande, trabalhe,
respire, sorria, ame, aura em luz,
fé no coração, vai, olhe ao redor !
terra, mar, sol, lua, todo o céu,
o mundo é seu !
Caminhe sentindo do novo dia,
as horas, que aos poucos se vão,
todas elas sempre trazem,
mesmo entre canseiras e mazelas,
um tanto de alegrias
e um gostinho de bombom!
Borboleta de asas um tanto quebradas,
sempre presa num mesmo lugar,
quando curar-se e tiver liberdade,
será que ainda saberá voar?
Ser mãe
Por no mundo aprendi mesmo adulto ser feliz como criança, descobrir que posso ser heroína quando ele quer que seja heroína.
Assim mesmo na brincadeira também posso ser vilã, também posso ser uma gata, rata até mesmo cowboy, posso ser aquilo que ele quer que eu seja.
Podemos abraça e sentir, podemos saber qual brincadeira vem a seguir amarelinha ou pula corda.
Ser mãe é saber ser aquilo que seu filho quer que você o importante é ver ele feliz.
O importante é vê ló crescer e ser feliz, por quê ser mãe é lindo, ser mãe não tem palavras que possam descrever, por que filho eu aprendi ser a melhor mãe do mundo por você!
Filho eu sempre amarei você.
Quantas tardes,
voltei por este mesmo caminho ?
quantas histórias moram nesse chão?
escureceu, é hora de partir...
Conhece-te a ti mesmo
Ser forte
não é fingir que não dói.
É aceitar que sente
e, ainda assim, permanecer inteiro.
Minha natureza é essa:
eu sinto.
Eu respeito.
Eu me importo.
Mesmo quando isso parece tolice para o mundo.
E enquanto muitos usam o poder
para dobrar os outros,
eu escolho o poder que me liberta:
o de permanecer quem eu sou.
Porque, no fim,
o sábio
não é quem vence disputas...
é quem não se perde de si.
Epílogo do LIVRO DAS REFLEXÕES
por Danyyel Elan
Lançamento em breve.
INDECISÃO
Será que sou o que penso
Falo ou escrevo?
Será que sou eu? Mesmo...
Ou não sei se sou o que penso
Que sou.
Se não penso o que falo
E não falo o que escrevo
Às vezes penso que falo
O que penso
E escrevo o que penso
Que sou.
SONHO GRENÁ
Hoje, olhando para trás, vejo tudo tão pouco e fugaz.
Só mesmo o relógio na parede, o sonho grená
Serão capazes de parar o tempo.
Porque o tempo não pára, não pára não.
Seu sonho que pára o tempo!
Para se fazer franzino meu sonho grená.
Dentro de mim estradas sem volta
Dentro de mim caminhos sem fim
Dentro de mim seus deuses de nanquim.
Série Minicontos
CAFÉ SOCIOLÓGICO
Todo dia àquela hora no mesmo café. Pedia pizza, saia e não comia...
Meu corpo fadigado na frieza marmórea que os dias me facultam.
Só mesmo as letras seriam capazes de desvelar esse meu ínfimo ser.
Esse rude estado de proeminência que às vezes cintila em mim.
Serve-me apenas para velar a escuridão que me sonda
eu te amo
sabe, é muito
nunca me senti assim antes
mesmo com todos, você é o primeiro
o primeiro a me causar borboletas no instante
o primeiro a me encantar de repente
o primeiro a me encantar com um sorriso
o primeiro a me encantar com uma brincadeira
mas é o primeiro que não sei nada
espero que um dia possa saber e sentir o mesmo
a cada dia me apaixono mais
será que isso é possível?
você é como um diamante
seu sorriso, ah seu belo sorriso
aquele que você, só você, dá
aquele que mesmo rápido e nem tão verdadeiro é lindo
aqueles olhos brilhando como estrelas
que mesmo de longe brilham
