Poemas sobre quem Realmente eu sou
Eu sei que é amor.
Pois você existe em mim, de um jeito bonito.
A maneira especial que meus olhos te vêem.
Só dizem ao meu coração
Que é você, e vai ser sempre você, pois
Nossas almas de reconheceram
E desde então
Caminham juntas
De mãos dadas
Pois em todas as vidas
Se encontraram
E se amaram.
Intensamente.
Amado Deus:
Nunca deixe eu perder essa fé bonita que carrego comigo.
É ela o porto seguro que me sustenta.
Amém!
Deus mandou te dizer:
Eu sei que os dias estão difíceis, e que você não vê saída pros seus problemas.
Mas saiba, que eu nunca tirei os olhos de ti.
Não tenha pressa, acalme esse coração, é no meu tempo .
O melhor para sua vida está por vir.
Creia, e confie.
Minha vida está perdida
Já nem sei pra onde eu devo caminhar
E o meu tempo, eu sei, é pouco
É preciso, amor, lhe encontrar
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro.
Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
Vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo.
Parafraseando Albert Einstein
e Charles Bukowski, eu digo:
o sábio é aquele que explica
uma coisa complexa
de forma simples.
Em tudo que vivemos agora só me resta uma lembrança, ter vc comigo era tudo que eu queria.
Nem sempre as coisas são do jeito que pensamos ou fazemos... Mas meus sentimentos sempre estarão comigo, como fantasmas me assombrando ou anjos me abençoando.
O desejo é algo que podemos controlar, o amor não.
Eu me lembro de meu pai consertando coisas velhas
Ele ficava por horas a fio arrumando cadeiras, pequenos objetos
Quando ia tratar de seus passarinhos, fazia isso como num ritual:
Assoprava o alpiste, trocava a água, limpava o fundo da gaiola
Cuidava das coisas com um desvelo que não existe mais
Quando eu era criança era ele que desembaraçava os meus cabelos
Eu devia ter uns cinco anos e o meu cabelo chegava na cintura
Mecha por mecha, ele ia enrolando os cachos
Nem sei se gostava de fazer isso
Mas era ele quem fazia
Era ele quem cuidava de seus filhos...
Meu pai falava pouco
Mas era sempre um bom exemplo
Era justo, correto e honesto
E tratava a minha mãe com um respeito que eu nunca mais vi
Usava calças sisudas e camisas engomadas
Seu cabelo estava sempre impecável
E seu rosto lisinho
Caminhava com as mãos para trás
E eu às vezes faço isso
Mesmo sem me dar conta
Na quadra J o corpo do meu pai foi enterrado quando ele morreu
Mas o meu pai, meu pai mesmo ainda está vivo
Toda vez que eu olho para aquela sanfona que ele tocava
Toda vez que eu ouço "Saudades de Matão"...
Eu estava só
E vi o seu rosto
Achei bonito aquele rosto
Perdido numa multidão
de outros rostos...
De repente
O seu rosto falou
E eu prestei atenção
E o seu rosto
Fez a multidão sumir...
Eu não te amo
Você não me ama
Entretanto continuamos aqui
Feito dois condenados
Dois loucos num mesmo hospício.
Eu não fui feita para ficar com você.
Você não foi feito para ficar comigo.
Um dia então a gente se desencontra.
As pessoas acham a morte perigosa.
Eu digo: ela não é.
Perigosa é a vida, com suas esquinas e labirintos.
Perigoso é respirar e beber a vida correndo o risco de engasgar.
Perigoso mesmo é saltar de um dia para o outro levando só o desejo de futuro.
A morte, meu amigo, é o fim. Ou melhor, o começo.
Eu quero leveza
Nos gestos
Nas palavras
E nas atitudes.
Leveza na voz
No olhar
No jeito de ser.
Quero suavidade
Mansidão
Tranquilidade.
Quero paz
Quero amor
Quero sonhos
Feitos de nuvens.
Obrigada por tudo
Pelo incerto
Pelo absurdo
Em uma curva qualquer
eu devolvo dobrado
Seus sonhos sombrios
Infinitos
vazios
calados.
Não pise em mim como se eu fosse uma barata.
Pise como se eu fosse uma pedra.
É, uma pedra está bom.
Se ao menos eu bebesse
Se me drogasse
Se rolasse com os dados
Talvez eu pudesse deixar de sentir
Esse peso
Essa falta
Esse vazio
Quando tudo se perde
Ninguém parece ter vencido
Um adeus é mais triste
Se não for dito.
Hoje eu estava lendo Quintana. Ele contava que ao pular uma poça d´água, caiu e quebrou o nariz. Acabou aprendendo que o nome do osso quebrado era volmer. E que epistaxe era a perda de sangue pelo nariz. Ficou feliz com a queda e até brincou com a frase vivendo e aprendendo, que se tornou: caindo e aprendendo. Ao cair, aprendeu algo.
Que bom se fosse sempre assim quando a gente, por algum motivo, caísse. Caísse e aprendesse.
Mas na maioria das vezes, a gente só cai mesmo.
Toda vez que eu faço polenta me lembro da minha avó materna.
Ela pegava a panela onde havia sido feita e despejava um pouco de leite e depois que o angú desgrudava da panela, ela comia.
Minha avó lavava todas as roupas. Lavava toda a louça. Era forte e trabalhadeira.
Era vaidosa e nunca ficava sem esmalte ou tintura nos cabelos.
Sempre fazia um vestido novo que tinha bolsos na parte da frente.
O que a minha avó mais costumava falar era algum ditado antigo ou coisa que ela mesma inventava: " Quem chega por derradeiro bebe água suja." "Igual esse daí o diabo caga aos montes" e por aí afora.
Minha avó ensinou muitas lições preciosas. Mas esta é a melhor de todas:
A simplicidade é um item de luxo.
Eu fui ver uma exposição de dinossauros e uma coisa me deixou intrigada: os detalhes quanto aos sons emitidos, as cores vivas escolhidas para cada espécie, alguns caroços, escamas e espinhos pelos corpos, além de outras características que seriam quase impossíveis de terem sido preservadas por milhões de anos. Claro que alguns detalhes têm base científica. Estudos traçam o perfil físico e comportamental de qualquer espécie.
Pois bem: imagino num futuro distante, depois que a mazelenta raça humana tiver se auto extinguido, alguma outra raça anos-luz mais evoluída que a nossa, aqui chegando vai encontrar, entre todos os nossos brilhantes inventos e toda a parafernália inútil que produzimos a fim de tornar nossas vidas mais fácil e preguiçosa, um que deverá chamar a atenção mais que todas as outras: Uma lustrosa tampa de privada.
Eu já os imagino, dando ao tão sublime apetrecho a atribuição de coroa. Certamente vão achar que seres tão cabeçudos usavam a tampa para ornar a cabeça. E a bem posicionada abertura, um artifício para permitir que a dita cuja seja tocada por seus súditos.
Essa imagem tem razão de ser: Os seres humanos têm mesmo merda na cabeça.
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