Poemas sobre quem Realmente eu sou
Não fui eu que criei expectativas sozinha.
Foi você que acendeu a esperança, falou bonito, me procurou, me envolveu.
Foi você que plantou a dúvida e depois fugiu da responsabilidade.
O meu erro não foi sentir, foi confiar.
E mesmo assim, sigo em paz — porque quem é inteiro não precisa de migalhas.
Peça-me um abraço, junte-se ao meu espaço
Faça de mim seu refúgio, o seu relógio sem fim
Deixa eu te viver, saber te convencer que perto de ti não quero me mover
Quando meu peito encontra o teu, meu sangue ferve teu cheiro
Meu coração de apogeu, esquece que vais ser apenas passageiro
A vida não tem sido fácil, nesse momento eu gostaria somente de um forte abraço.
Minha alma pede socorro, mas não posso me deixar vencer pelo cansaço.
Deus, vem ao meu encontro! Me pegue pela mão e me leve numa direção onde eu possa ser feliz.
e enquanto
eu era errante
pelas incertezas da vida,
lá eu te encontrei.
de ternura demasiada,
e de uma presença
que trazia paz.
ela não tinha pressa,
preferia beijos lentos
olhares estacionados.
com ela, aprendi
a namorar o silêncio.
Até na próxima vida.
eu vi o tempo passar,
sobrevivi á perto de você
eu não ficar.
eu namorei suas fotos
pensando o que eu diria
nos meus votos.
e nossa despedida
poderia ter sido
mais dolorida.
mas você me disse:
— até a próxima vida —
— palhaço —
e foi assim, entre seus risos,
que eu traduzi a maneira
dela dizer que me amava,
sem dizer que me amava.
Eu chegava,
transito intenso,
carros e pessoas cruzavam,
olhei para o relógio,
era quase quatro horas da tarde,
meu coração assaltava algumas batidas.
Eu a vi pela janela,
e foi como uma fotografia,
nunca mais esqueci
dos detalhes do dia
em que eu a conheci.
E se eu não reclamar,
do celular que descarregou,
do ônibus que atrasou,
do guarda-chuva que quebrou
e da chuva que me molhou.
Será que assim,
até às sete horas
da noite,
meu dia já melhorou?
Parecia que
a vida sorria,
quando eu me via,
quando eu me descobria,
quando eu me permitia.
A vida sorria,
quando nela
eu existia.
Me manda
áudio sorrindo,
me fala do seu dia,
manda sua música favorita.
De você, eu só quero
coisas que não se guarda
numa galeria de fotos.
Eu gosto de gente emocionada
Em algum momento nessa linha do tempo eu me perdi, na parte de que você ser uma pessoa emocionada virou sinônimo de coisa ruim. Claro. Eu entendo que existe o extremo dos dois lados, mas aqui não vim falar de exageros, no sentido literal da palavra.
Quero falar daquelas situações que não nos importamos com os “limites” que a sociedade impôs, sobre o quanto você deve sentir ou não sobre uma determinada situação. É como se em seu consciente, tivesse de estar sempre atento sobre quais formas e intensidade deve-se expressar ou não. Porque de acordo com o que dizem, existe uma linha tênue entre ser uma pessoa ''dentro dos padrões'' e uma pessoa emocionada.
Ser considerado uma pessoa emocionada para mim, é alguém que sente com toda sua intensidade e está presente de corpo e alma, que não se importa de fato de como é que vão interpretar aquilo, importante é que consiga se expressar verdadeiramente o que existe em você. E não necessariamente isto precisa ser uma declaração imensa e nem o tempo todo, mas o fato de não importar com opiniões alheias, nem mesmo o amedrontador sentimento de vulnerabilidade ao expor o que sente, já é uma forma muito boa de praticar a liberdade.
E a liberdade carrega consigo a aventura e a mania constante que a vida tem de surpreender. E para romper esse estado de torpor que a sociedade aplica sutilmente, é preciso aventurar por essa liberdade, e para isso é também preciso tal ato de coragem.
Portanto, eu gosto de pessoas emocionadas, assim como que ter qualidade de tempo é mais importante do que ter tempo, viver com intensidade é melhor do que simplesmente viver.
TEMPO REMOTO (soneto)
É bom que eu prose ao léu, assim acostumo
na solidão, da privação de um amor passado
pois a lembrança surrara no pesar suspirado
perdendo no versejar aquele rítmico prumo
Terá, e virá, um certo dia, então, presumo
um sentido para o verso, o mais sonhado
talvez o que mais mime, o mais encantado
que anuncie juras, e sensação para o rumo
E, se ao chegar a hora de um verso absorto
que não se apague o ardor, seja conforto
poético, velando a minha aflitiva soledade
Ouvidos não darei a inspiração sem alento
pois, poesia de saudade tem padecimento
mesmo que de boa lembrança, a saudade.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 junho, 2025, 15’09” – Araguari, MG
Repulsa
É isso! Pretendo cuspir bem no meio da testa da Senhora Persona
E, não seja cínico! Eu não haverei de cumprimentá-la com aceno respeitoso de cabeça, nem mesmo pronunciarei um "olá" pálido, com evidente desgosto.
Para quê? Não é mesmo? Sempre será melhor fingir que não a vi, sair, voltar noutra hora, se me for possível.
Imagine você: e se ela perceber algum indício de simpatia em meus gestos? E se me estender a mão?
E se chegar ainda mais perto e me perguntar como está minha saúde? Minha vida?
E, muito pior: e se me abraçar?
Oh! Não! Não!
Eu conheci uma mulher que morreu de repulsa.
Sim! Morreu de RE PUL SA.
RE PUL SA
Morrer de repulsa...
Ouça os murmurinhos:
- Do que ela morreu?
- Parece que de repulsa.
É bonito morrer de repulsa.
É! É isso! Eu quero morrer de repulsa.
Quero encontrar Inês mais vezes, apertar sua mão durante um breve contato visual.
Tanto quanto eu possa suportar.
É, quem sabe um BRE VE CON TA TO VI SU AL
Que Lindo!
Que lindo morrer de repulsa.
Que lindo, meu Deus!
"Longe de Mim" Eu te amo — disso, eu sei.
Mas me pergunto… e você?
O que fez por nós?
Preferiu o silêncio, a distância, os seus próprios caminhos.
Escolheu estar longe…
Diz que sente amor, mas vive como quem não quer estar perto.
Fala de sentimento, mas não mostra presença.
E o que é o amor, se não presença?
Você se ocupa com tudo, menos com o que importa.
E ainda assim, repete: "eu te amo".
Mas amar não é só dizer, é ficar.
É cuidar. É escolher o outro, mesmo nos dias comuns.
Esse amor que você diz ter…
Parece mais um eco do passado do que algo que vive hoje.
A verdade é que eu não queria ouvir a voz dela. Eu queria ouvir a minha voz com a presença dela no fundo.
Porque a gente aprende a falar diferente quando é ouvido com amor.
E desde que ela foi embora, eu desaprendi até a me explicar.
EU ACHO...
Acho que deveríamos ficar juntos.
Daríamos certos se fôssemos um casal.
Apesar das divergências existentes entre nós, nos entendemos bem.
Nós respeitamos, sabemos ter empatia um pelo outro.
Dividimos emoções, segredos, ideias e até mesmo a conta das despesas.
Sim, acho que deveríamos ficar juntos.
Somos intensos no que sentimos.
Verdadeiros em tudo o que fazemos e falamos.
Somos persistentes em diversas coisas e assuntos, caso contrário, já teríamos se odiado a muito tempo, sem nem sequer nós dar a chance de um novo recomeço.
Sim, acho que deveríamos ficar juntos.
A vontade de termos um ao outro é mais forte, capaz de nós unir toda vez que brigamos, nós afastamos ou dizemos algo que desagradou o outro.
Somos carentes das nossas companhias.
Quando nós dois estamos juntos, o mundo lá fora não nos interessa.
Nossa união pode transformar dor em amor.
Sim, acho que deveríamos ficar juntos.
Você tem um perfume doce, aquele que você sabe que eu adoro. Já eu, tenho aquele abraço caloroso e aconchegante que te envolve toda.
O que seria de nós se não tivéssemos um ao outro?
Sim, eu tenho certeza de que deveríamos ficar juntos....
Escrito por Victor Rangel....
Poema de Como te vejo!
Eu te descrevi, te toquei, te criei em mim!
Este é um Poema de como te vejo, de como te tenho, de como te sinto!
Um dia fresco, com chuva revigorante.
Tão livre, uma liberdade tão gritante e leve, quanto a essência do vento.
Essa força, misturada com energia e coragem.
Um calor que aquece o todo e uma breve melancolia que me encanta.
Sempre forte, mas tão frágil, que tenho vontade de te abraçar quando vejo os seus olhos que desvendam o universo, aqueles olhos que descobrem o mundo pela primeira vez, com uma brisa leve de puridade.
Tantas sensações, mesmo quando não fala nada, eu sinto tudo.
Daquelas que tocam e você sente a alma.
Essa conexão, um pertencer tão calmo e belo, mas que muitas vezes me pegam com devasta imensidão.
Transborda, preenche, tudo sente.
Com todo meu interior, no amor, onde te amo mais que tudo!
Obrigada por me despertar tantas sensações!
minha dopamina cacheada I
ainda que me drogue
eu não mudaria meu vicio
continuaria dopado
viciado, em tal sentimento.
um cão preso em canil
com sua vontade de fugir.
e ainda que o joguem ossos
ele não morde com vontade
mas com saudade, de seu viver
de tal desejo infantil
admito que o vejo correr
livre.
e me lembro de tal dia
que eu parecia correr
como um cachorro no cio
direto pra você
enquanto tento não enlouquecer
dopado de dopamina.
dopado de você!
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