Poemas sobre quem Realmente eu sou
O caminho de volta
é possível sempre
que houver boa vontade,
Levar um Pau a pique
com folha de Bananeira
para assar no forno,
Memória brasileira
de uma infância feliz
e orgulhosamente roceira.
Aguardar pelo seu amor
como se aguarda
pelos frutos Butiá-açu,
É algo que dedicada
faço com louvor,
porque a intuição diz
que serei a sua amada.
Existe elogio
que não é elogio,
É ato de desconstrução
contra a sua identidade
e a sua trajetória,
Abrace com orgulho
a sua história,
Não aceite conviver
com cordial hostilidade,
Sê como os Butiás-roxo
brotando indomáveis
na campina e sendo
o amor da sua vida.
Preciosos Butiás-miúdo
que me inspiram ser
o quê é mais profundo
e manter as minhas
raízes neste mundo.
Confesso que gostaria
de ter asas para alcançar
a mais distante para sentir
o aroma da flor de Araucária,
pedir que venham pinhas
maiores e encostar as minhas pestanas com todo respeito.
Sagrado Butiazeiro
és da América do Sul,
e também do meu
amado Brasil Brasileiro,
O teu delicioso sabor
deixa faceiro o meu peito.
Para cada dissabor
que alguém tenta
descarregar sem
você ter procurado,
Não permita que
a pessoa saia sem
a resposta merecida,
Responda o quê
deve ser falado,
Floresça mais ainda
como Butiás-do-campo
e não deixe que
te façam acovardado.
Por aqui na minha
Cidade de Rodeio
que serena fica
em pleno o verdejante
Médio Vale do Itajaí,
Sempre contigo
no meu coração,
minha canção de Verão,
redijo poemas
de amor o tempo
todo desde que eu te vi,
Todos os dias sei
que terei um bom
motivo para permanecer
neste sentimento que senti.
Nas mãos mais lindas ser
a Monja Blanca florescida
e a amada consentida
para alegrar os seus dias
Trazer o melhor e a alegria
e cobrir-te com beijos
a cada instante e dar-te
as primícias dos desejos
Confiar livremente tuas idas
e vindas com a firmeza
nas desejáveis constâncias
Trazer as auroras austrais
e boreais para a querência
aumentar sempre mais e mais.
O meu Pico do Montanhão
com os seus escudos cristalinos
podem ser vistos
da minha janela poética
enfeitada por esta sublime
visão que sempre
inspira aqui em Rodeio
com o quê há de mais perfeito.
Feito Cayo Francisquí
com corais visíveis no meio
do azul infinito do mar
e das correntes a me levar.
É assim que leio o olhar
e cada teu pausar
quando o coração parece
diante das se tranquilizar.
Nas veias tens as correntes
ideais das Pequenas Antilhas
que perfeitas para navegar.
Não vejo outra rota a ousar,
quero além do azul do mar,
e muito mais do que estrelas contar.
Carregadeira levando
grão de açúcar
para o seu coração
sempre adoçar,
É assim que a poesia
contigo fará lar.
...
Não sei cantar
a Carrasquinha,
você pode me ensinar
para a gente fazer
com alegria essa roda rodar.
...
Uma Carranca esculpi
para colocar na minha proa,
Muita gente não acredita
que a vida sempre desafia,
e ela não falha, justa e boa,
Por isso para a poesia
sempre vou dar carona.
Depois de tanto
andar a pé,
Só um pouco
de Cimé
para ficar de pé
e continuar
a seguir com fé.
...
A minha sorte tem
algo de Coaraci e Jaci
neste berço esplêndido,
Ninguém tira o meu
orgulho deste lindo
Brasil Brasileiro
que devoto pleno
o espírito e o peito.
...
Na mata ver
um levado Coatá,
Alegria igual não há.
...
Depois de dançar
Coco comer
uma boa Cocada,
Se assim for
com você não
preciso mais de nada
para levar a vida
leve e apaixonada.
...
Depois de encher
o Cocho dos animais,
Tocar Viola de Cocho
sempre alegria traz,
Tem gente que
não sabe há diferença
entre os dois
e outros que nem
se lembram disso mais,
Há quanto tempo faz
de uma vida caipira e em paz.
Fazer-te minha propriedade
privada como a Ilha Queimadas
na Baía do Babitonga é uma
ambição que não abro mão.
Algo de muito de Carijó ainda
permanece em nós e brinda,
e sei que não nada que impeça
de todo o coração e os pés na terra.
Tu haverá de ir e sempre
irá para mim regressar porque
de dentro de ti não tirará.
.
Porque não há mais como negar
a absoluta dama das tuas auroras
e a glória do amor do tamanho mar.
Quando a constelação
Cruzeiro do Sul
encontra a posição
no nosso Hemisfério,
Coloco a confiança
sob a Chakana
pelos teus olhos
que tanto enalteço,
e venero acordada
porque não te esqueço.
Sob o céu da Humanidade
somos emigrantes quando
saímos do nosso próprio
país de origem para outro.
Sempre quando chegamos
para viver em outro somos
imigrantes legais ou ilegais,
mas nunca criminosos.
Quem ficou não tem o direito
de esconjurar quem foi
ou quem vai da mesma maneira.
Se houver volta em más condições
ou com algemas cabe proteger os nossos
como ato de proteção a nós mesmos.
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