Poemas sobre quem Realmente eu sou
Não fui criada para distinguir pessoas pela cor, ou qualquer outra condição, eu fui criada para distinguir o bom e o mau caráter.
Sei que estou sendo repetitiva, e continuarei sendo, porque a TV também continua repetitiva. E eu não sei ficar ouvindo calada. Então eu insisto e repito, é a classe social que dita a capacidade de competir, e não a cor. Quanto mais pobre for a pessoa, maior o riSCO de ela ficar pra trás, e de até sofrer violência e de morrer também. Mas parece que preferem colocar a culpa na cor do que exigir do Estado políticas que visam melhores condições de vida pra todos nós, brancos, negros, pardos, indígenas..., uma política comprometida com a erradicação da fome, da exclusão social, e com o fortalecimento da educação... e que isso não viesse a ser só no papel.
Se eu pudesse escolher mil vezes entre ser homem ou mulher antes mesmo de eu nascer, se fosse possível, escolheria ser mulher. Se eu puder nascer de novo, quero nascer e morrer mulher de novo, independentemente do que tivermos de enfrentar.
Eu jamais faria uma foto dessa daí, que o povo tá fazendo, segurando um cartão de vacina na mão, e mostrando orgulhosamente que tomou uma vacina e ainda recebendo os parabéns por isso (De quê???). Porque, pra mim, tomar uma vacina não é mérito algum de ninguém, não é motivo de orgulho pra ninguém, e sim uma obrigação, não só do governo de fornecê-la ao povo, mas do povo também, de tomá-la e assim prevenir a propagação da doença, isso faz parte da vida, é algo comum, pelo menos pra mim é uma coisa normal. Ou não é normal? (Aliás, se há algum mérito nisso, ele pertence unicamente aos cientistas, e a mais ninguém.) Eu acho essa coisa de foto pós vacina um tanto ridícula e desnecessária. O problema é que o povo aceita qualquer coisa, e fica feliz por pouca coisa, e por qualquer coisa que seja, e por isso quase sempre é tratado pelos governantes como qualquer coisa, como se fosse qualquer coisa também.
Me lembro que, quando criança, que eu tinha de três a quatro anos, numa noite em que eu estava deitada pra dormir, me peguei pensando em como eu iria ter dinheiro pra comprar roupa de gente grande, já que as minhas roupas eram pequenas demais para servirem numa pessoa adulta. Por um momento fiquei muito preocupada com isso, pq eu achava que de uma hora pra outra eu me acordaria "gigante", mas logo achei a solução: eu vestiria as roupas da minha mãe! Ufa! Foi um alívio. E dormí feito anjo. (rs) Ser criança é bom por isso, as coisas não ficam martelando na nossa cabeça o tempo inteiro, elas entram e saem como num passe de mágica. E depois fica tudo certo. Pena que a gente cresce e desaprende a confiar naturalmente na Vida.
Não quero ir para o céu nem para o inferno, não tem nada nesses lugares que eu gosto. Esse universo é grande demais pra ter só um céu e um inferno. Deve existir outras opções, algum outro lugar parecido com a Terra, que tenha música, cerveja e beijo na boca, por exemplo.
Eu jurava que moeda forte fosse favorável para o seu país de origem, como o dólar é para os Estados Unidos, por exemplo. Não conseguí entender o ponto de vista desse tal ministro aí, esse Guedes. Quer dizer então que real bom é real fraquinho, é isso?
Eu posso até me apaixonar por alguém, mas se de repente eu me lembrar que ele faz pum, mesmo que eu nunca venha a saber se ele o fez ou não o fez, eu me desapaixono na hora, perco o encanto instantaneamente. A minha sorte é que muito raramente eu me lembro disso, aliás, só me lembrei disso duas vezes até hoje, e foi tiro e queda, em um segundo me desapaixonei. Não sei pq eu tô me lembrando disso agora, nem tô apaixonada por ninguém.
Eu me ferrei todinha por seguir alguns conselhos de minha mãe, mas a maioria deles ainda tá valendo.
Você não precisa gostar de mim porque eu o trouxe a este mundo. Você não precisa gostar de mim só porque eu sou a sua mãe. Quero que você goste de mim pelo o que eu sou, pelo o que eu, realmente, represento para você, e vice-versa. Eis o nosso antigo lema.
Até hoje eu fico pensando por que é que as mães faziam "Gut gut gut! Prrrrrrrrr! Prrrrrrrrr!" para os seus bebês. Será que ainda fazem isso?
Se eu tivesse mil vidas e mil chances pra escolher meus pais biológicos, escolheria os mesmos mil vezes mais, só assim eu seria quem eu sou hoje.
Até agora eu não ouví ninguém dizer que um doente de covid19 do sistema de saúde privado tivesse morrido por falta de respirador; e ainda tem gente dizendo que o coronavirus nos igualou, rs, estão falando nem sei do quê, porque doença todo mundo pega, mas o tratamento costuma variar... de acordo com o bolso do paciente.
Quando eu era uma adolescente, meu avô me disse que uma boa formação profissional era a coisa mais importante para a vida de uma mulher. Que o estudo deveria estar acima de qualquer coisa. Ele era, antes de qualquer coisa, possibilidade. Hoje, tenho certeza disso.
Se hoje eu tivesse que escolher uma palavra, apenas uma, para personalizar a minha mãe, eu diria “rosas”. A minha mãe plantava rosas. Ela tinha um jardim só de rosas. Uma vez ela ganhou um jardim inteiro de rosas, era um presente romântico. Houve um tempo em que ela nos levava todos os dias àquele jardim. Depois de um tempo as rosas murcharam, e o jardim morreu. E minha mãe nunca mais teve outro jardim. Mas, aonde quer que eu vá e encontre rosas, lá está ela.
Acho que todas as minhas xarás já nasceram adultas, até hoje eu nunca vi uma "Georgeana" criança além de mim mesma.
Eu nunca, até hoje, escondí a minha idade, tem gente que esconde. Mas num país preconceituoso como o nosso, talvez o melhor seria esconder mesmo.
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