Poemas sobre quem Realmente eu sou
Ainda que eu ande nesta dimensão pelo vale das sombras e da morte, entre as invejas e as injustiças, não temeria mal algum, porque tu, Altíssimo estás comigo, sempre. Quão bom e suave seria que os todos irmãos por sua luz, vivessem na verdadeira união. Seria como o óleo virgem precioso colocado sobre a cabeça que desce sobre a barba, a barba de Aarão, e que desce à orla de suas vestes brancas, do linho mais puro da colheita, seria como o gelo e o orvalho do Monte Hérmon que desce sobre os Montes de Sião; porque ali o Altíssimo, ordena a bênção para todos e a vida para sempre.
Após de mais de 50 anos eu falando, parece que agora a cultura, ate as comunidades indígenas sobreviventes aprenderam que nunca nenhum verdadeiro índio morre. Isto é coisa imposta pela catequese européia. Na verdade todo índio quando para de soprar, ele retorna a terra dos velhos ancestrais, logo "ancestraliza".
Se eu fosse um poeta, teria aprendido estar sempre, em solta liberdade, a navegar entre as nuvens, a sonhar, a amar e a voar.
Se eu vou beber a água do rio, por que estou com sede e chegando lá, encontro um diamante. Não devo vender barato por que nada me custou, devo vender pelo valor mais alto e separar dez por cento para saciar a sede dos que tem sede.
Em alguns momentos isolado em profunda solidão, costumo falar sozinho e eu mesmo me respondo, mas nem sempre concordo.
Eu particularmente não busco a devolução dobrada da vida, de todo bem que pratico... não acredito em contabilidade divina, Faço o bem a qualquer ser vivente que contemporaneamente vive comigo ou a minha volta neste momento e dimensão. Meu espirito imperfeito por estas ínfimas ações beneficentes se rejubila e com sorte se transforma em direção da luz, do justo e perfeito.
Ainda que eu utilize das vozes de 1.000 autores. Que cite de Shakespeare á Mario Quintana. Que fale de verdades, simplicidades e esperança. Que lamente minhas dores e angustias dentre as entrelinhas da minha solida e triste historia. Ainda assim, eu seria singelo em utilizar das palavras, das doces palavras, que vossa vã filosofia tem me afogado a ideia, e trazendo a sutil reflexão em sua maravilhosa existencia. Faça-te de mim, não apenas o condutor da verdade, mas que tão só esta verdade, possa lhe ser a metáfora da vida, da semente de esperança, do acordar das manhãs ao por do sol de seus dias.
[...] Mas é claro que eu me preocupo! Todos somos a voz interior, no fim eu simplesmente levo tempo demais pra dizer "sim", e razões de menos pra dizer "não". Por que é muito mais fácil lidar com uma situação ao qual não me coloquei - Claro que eu sei que isso não é bom, afinal quem não arrisca não petisca não é?, mas eu acho que já cansei de petiscar, se não for pra ser em grandes e fartas fatias, eu nem me arrisco a cortar esse queijo.
Se te perguntares onde eu estou, diga apenas que assim como a leve brisa, busquei meu campo de carvalho e céu aberto.
Repousava bem perto um do outro, a matéria e o espírito.
Bem aventurado, pensei eu comigo, aquele em que os afagos de uma tarde serena de primavera no silêncio da solidão produzem o torpor dos membros; porque nessa alma dormem profundamente as dores no meio do ruído da vida.
[...] ao avista-la, uma ou duas fichas acabaram por cair, pena que ali eu estava com os bolsos cheios, de fichas, que aguardavam ansiosamente pra se despencarem.
[...] tentei insistentemente esconder um sentimento dentro do peito que eu nem sabia que poderia vir a existir, era um buraco enorme. Uma "fazenda" inteira estava sendo incendiada e em pouquíssimos segundos tudo havia sido devastado. A vida naquele instante talvez tinha perdido o sentido, não pelo fato, mas pelas razões, que na minha mente não pareciam existir.
[…] pensei eu comigo - que instante vazio, quase imemorável.
Mas são as coisas mais bobas que deixamos passar, que arrancam nossos sorrisos num futuro nem tão distante assim.
Na espera do que vem a seguir, cheguei a conclusão de que eu me enganei, em quase toda minha vida. E eu falhei, não em compreender a minha imortalidade, mas falhei em não aprecia-la, e como resultado, eu falhei em aproveitar a maior parte da vida.
Eu precisava levar as minhas lágrimas para onde não seriam notadas. - Eu verdadeiramente odeio chamar a atenção. Foi então que sem perceber, o mar me abraçou, e em forma a consolar a minha tristeza interna, todas as lágrimas caíram. O céu então se abriu e muito embora meus olhos me entregassem, o sorriso já me era mais leve.
Eu suspirei, segurei uma ou duas lágrimas, mas elas vinham descontroladamente uma seguida da outra em direção ao agora. Pude em alguns instantes sentir uma vulnerabilidade sem par, talvez jamais presente e ainda, totalmente carente de mim.
[...] e então eu suspirei, segurei uma ou duas lagrimas, mas elas vinham descontroladamente uma seguida da outra em direção ao agora. Pude em alguns instantes sentir uma vulnerabilidade sem par, talvez jamais presente e ainda, totalmente carente de mim. Foi então que sem perceber, o mar me abraçou, e em forma a consolar minha tristeza, todas as lágrimas caíram, e foram levadas, juntamente com a minha memória de ti.
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