Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Cuidado com quem prega o amor, mas exige adoração; quem fala de humildade, mas não aceita ser questionado.

No narcisismo gospel, Deus não é o Senhor, é o assistente pessoal de quem ora.

Quem usa a doutrina para se sentir superior aos outros não entendeu a graça; apenas alimentou o próprio ego.

Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.

A vida nos cruzou pelo rádio e o povo jurou que era carência. Engraçado vindo de quem acredita em cobra falante, mas não aceita que o destino sabe o que faz. Podem duvidar à vontade; o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que a hipocrisia de vocês jamais vai entender. O que foi real não precisa de aprovação de quem vive de fábula.

O que explica esse abismo abissal entre quem prega e quem ouve? Primeiramente, a Teologia da Prosperidade transformou o altar em um balcão de negócios. O luxo do líder é vendido como "prova de bênção", funcionando como uma isca para que o fiel entregue o pouco que tem na esperança de alcançar o mesmo sucesso. É uma pirâmide espiritual onde o topo ostenta a riqueza que a base financia, sob o pretexto de que "questionar o ungido" seria um pecado contra o próprio Deus.

Minha energia é sagrada demais para ser desperdiçada com quem só sabe observar e criticar. Offline para a intriga, blindada contra o olho grande. Status: Em modo invisível para gente falsa e ocupado demais vivendo o que o dinheiro não compra e a inveja não alcança.

Não vou generalizar, mas muitos de vocês sobem no púlpito da própria arrogância para ditar quem vai para o inferno, usando a Bíblia como escudo para não olhar no espelho. A fé dessa gente virou um fetiche de superioridade. O meu espírito não precisa da aprovação de um fã-clube que finge amar a Deus enquanto torce pelo tropeço do vizinho.

O tatame e o altar não limpam a podridão da alma; quem usa a medalha ou a bíblia como escudo, só está adiando o dia em que o monstro por trás da máscara será exposto.

Amar de verdade é consentir em ser o esquecimento de quem foi a nossa maior memória. É entender que o desfecho não anula o que foi vivido; o amor legítimo não exige permanência, ele se transforma na renúncia absoluta de quem prefere ver o outro voar em céus alheios a trancá-lo na gaiola da nossa própria solidão.

Uma fonte vazia não mata a sede de quem caminha pelo deserto. Encha o seu próprio poço primeiro, ou você será apenas miragem na vida de alguém.

Muitas vezes, confundimos maturidade com permanência. Julgamos quem se afasta, exigimos justificativas e transformamos o silêncio do outro em uma ofensa pessoal. Mas a verdade é que o desinteresse também é uma resposta honesta, ainda que dolorosa. Forçar a barra para caber na rotina ou na atenção de alguém é desandando a própria dignidade.

Esperar que quem partiu cure a ferida é como pedir ao fogo que apague o incêndio que ele mesmo começou.

O abandono não é um deserto criado por quem partiu, mas o primeiro dia de uma terra sem donos onde agora você é a lei.

Quem me vê tropeçar nos meus erros não imagina a força que tenho para reescrever meus acertos.

A gente gasta uma vida inteira maquiando o lado de fora para agradar quem só passa pela nossa vida, esquecendo que as maiores tempestades acontecem do lado de dentro, onde a estética não serve de abrigo. A grande lição que o tempo nos esfrega na cara, geralmente quando já é tarde e as primeiras rugas começam a cobrar o preço, é que um rosto perfeito nunca salvou ninguém de uma noite de solidão, mas uma alma bonita e cheia de cicatrizes é o único colo capaz de recolher os nossos pedaços e nos fazer querer acordar no dia seguinte.

Sua dor atual é o cansaço crônico de quem precisou ser forte por tempo demais, não uma ausência de valor; até as estrelas mais bonitas do céu precisam da noite inteira para conseguir voltar a brilhar.

O tempo me ensinou a não aceitar de volta quem só aprendeu a me enxergar depois que parei de me rebaixar.

Seu valor não é moeda de troca para comprar a aceitação de quem não sabe o que é respeito.

Guardar o que sinto não é covardia, é o cofre que protege a minha essência de quem só sabe gastar o que não é seu.