37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
Através das obras de arte, podemos viajar no tempo e espaço, experimentar emoções e sensações que transcendem o momento presente. A arte é capaz de capturar a essência da vida humana, retratar a beleza e a dor da existência, expressar ideias complexas e transmitir valores e significados que ressoam por gerações.
Na poesia, encontramos palavras que cantam a alma e emocionam nossos corações. Na música, ouvimos sons que nos transportam para outras dimensões. Na pintura, contemplamos cores e formas que despertam nossa imaginação e nos fazem refletir sobre o mundo ao nosso redor. No teatro, vivenciamos histórias que nos ensinam sobre a condição humana e nos conectam com os outros.
A arte é uma janela para a eternidade, um meio de transcender a limitação do tempo e espaço. Quando criamos ou apreciamos uma obra de arte, estamos participando de algo maior do que nós mesmos, algo que perdurará além de nossa própria existência. Através da arte, podemos alcançar a imortalidade e nos conectar com a humanidade através dos tempos e culturas
Evan do Carmo
Pré-socráticos
A sabedoria dos pré-socráticos
É como o tempo, imensurável
Sua busca pelo imponderável
Os levou a lugares improváveis
Heráclito, um rio em constante fluxo
Enquanto Parmênides busca o imutável
Empédocles com seu amor impensável
E Demócrito vendo o mundo microscópico
Anaxágoras acredita no infinito
E Pitágoras nos números sagrados
Tales busca o elemento primordial
Filósofos que buscaram o incerto
E em seus pensamentos, o inimaginável
Porém, deixaram um legado inesgotável
INVENTO E DISFARÇO
Passaste, tão bela, qual brisa ligeira,
Deixando um perfume que o tempo não leva.
Teu rastro, um enigma que o peito me crava,
Teus olhos, abismos, meu mundo exilado.
Nos labirintos onde me deixaste,
Procuro teu eco, a sombra que parte.
Não sei se existes ou foste miragem,
Mas vives em mim, como tatuagem.
És som no meu canto, segredo que guardo,
O perdão que não peço, o silêncio covarde.
Te perco e te acho na arte que faço,
E a cada suspiro, invento e disfarço.
O Limiar
No limiar, onde o tempo hesita,
o vento não sopra e o silêncio grita,
há um abismo entre o que fui
e o que, talvez, nunca serei.
Ali, os dias se dobram em espelhos,
refletem rostos que nunca usei,
são máscaras deixadas pela alma
no altar daquilo que não ousei.
No limiar, a luz é frágil,
um fio tênue entre o claro e o escuro,
e os passos ecoam no vazio
como perguntas sem futuro.
O que há além? Um nome? Um rosto?
Um eco que devolve a vida ao posto?
Ou apenas o silêncio denso,
onde tudo cessa, até o intento?
No limiar, encontro-me nu,
despojado de sonhos, de medos, de véus.
Sou pó, sou tudo, sou nada,
um grão perdido entre céus.
E quando cruzo, se cruzo,
não levo certezas, mas sinto o pulsar:
um suspiro que rasga o infinito
e deixa o agora se perpetuar.
O Artista e o Abismo
Se afasto a mão do ofício,
treme a lâmina do tempo.
As cores desbotam nos olhos,
as notas desafinam no vento.
]
É no vício do traço e da pena
que a ruína ainda se sustenta.
Se largo o verbo, me perco,
se calo o canto, me ausento.
E o mundo? Ah, o mundo...
segue órfão de beleza,
tropeçando no silêncio
sob a sombra da tristeza.
Quem se aparta do fogo,
gela na sombra do nada.
Quem solta o pincel ou a lira,
caminha sem luz, sem estrada.
Não me peçam que pare,
não me exijam o exílio.
Minha arte é meu fôlego,
meu abismo e meu alívio.
O Lamento Incrédulo
Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Por Evan do Carmo
O CANTO DAS RUÍNAS
Caminho entre escombros,
não de pedras, mas de ideias
que o tempo julgou inúteis,
mas que em mim ainda acendem velas.
Ouço o eco do silêncio
das vozes que não quiseram calar,
perseguidas, vencidas, vencendo
na memória de quem ousa pensar.
Vejo no cinza dos muros
as cores que negaram pintar.
Tantos tentaram impor moldes,
mas o pensamento há de escapar.
Não há grilhão que contenha
a febre de um verso solto.
A mente livre é tempestade
que não se embala no mesmo porto.
Se tudo o que nos resta é o caos,
se viver é administrar abismos,
que ao menos o verbo seja nosso,
mesmo entre os ruídos dos cinismos.
Pois há beleza em ser falho,
em não saber, em não caber.
A arte não é conforto:
é um espinho doce de se ter.
Epifania no Rosto de Uma Mulher
Não sorri.
Respira.
Como se o tempo nela descansasse
e a luz, vencida, ajoelhasse.
Há alvorada em sua pele,
brancura que arde sem queimar,
sombra de flor que não murcha,
sede de quem sabe amar.
Olhos — dois portos antigos
onde o mundo ancorou seus espantos,
e as marés recuam em silêncio
para que ela permaneça intocada.
Sua boca é um poema contido,
um verso que ainda não se escreveu,
mas já vive nos lábios dos anjos
e no suspiro de quem a leu.
Ela não posa: revela.
Ela não chama: acende.
É beleza que não se explica,
é paz que surpreende.
E o poeta, órfão de palavras,
deixa cair sua pena no chão,
porque diante desse rosto
a única resposta é a contemplação.
Vida sem Fim — O Tempo em Paz
Eu caminhei por entre os dias como quem pisa vidro.
Havia um relógio enterrado no peito e toda manhã era ferida.
Mas então... o tempo morreu.
E no exato momento em que o tempo expirou, nasceu a paz.
Viver sem fim é como dormir sobre nuvens de silêncio.
O céu já não cai. O chão já não ruge.
As horas não nos perseguem mais com sua foice sutil.
Tudo repousa. Tudo canta.
E o homem, enfim, contempla.
Sem a urgência do fim, a alma se deita no colo da eternidade.
E sonha desperta.
A arte deixou de ser grito.
Agora é sopro.
O gesto não busca o depois — ele floresce no agora como um lírio que jamais murcha.
Ah, viver sem fim...
É ver a infância reaparecer no rosto dos antigos.
É caminhar em jardins que se abrem só quando o espírito está limpo.
É colher frutos que não apodrecem e ouvir árvores sussurrando segredos que esperaram séculos para serem ditos.
Ninguém corre.
Porque tudo vem.
E tudo é.
A morte virou lembrança. Um vulto que se afastou devagar... até desaparecer.
Agora se ouve o som das estrelas.
Agora se escuta o pensamento dos rios.
Agora se entende o silêncio.
Há os que escrevem poemas sem fim — versos que se alongam como rios de luz,
e há os que leem o céu como quem lê um livro antigo, com os olhos marejados de compreensão.
Não há pressa em aprender.
Nem medo de esquecer.
Pois tudo o que é verdadeiro permanece — como o nome gravado no coração da Terra.
E eu, que um dia temi o escuro...
Hoje acendo lâmpadas na alma dos outros.
Porque viver sem fim é isso:
transformar cada instante em eternidade.
Por Evan do Carmo
HELENO
(poema para meu pai)
Não sei se o tempo te levou
ou apenas te escondeu —
num canto do corpo,
num gesto meu.
Tinhas mãos de lavra e mundo,
silêncio denso, olhar profundo,
e uma coragem que não gritava,
mas era chão.
Era chão.
Morreste cedo demais pra mim,
mas deixaste cedo o bastante
pra nunca morrer de todo.
Ficou teu modo de erguer o rosto,
de não baixar os olhos ao medo,
de fazer do pouco
um gesto inteiro.
Tu não sabias de poesia —
mas tinhas verso nos ombros,
rima nos passos,
e um segredo de eternidade
no modo exato de calar.
E eu, que fiquei menino,
fiz da tua ausência
meu templo.
Aprendi a te lembrar
sem fotografia,
a te honrar sem retrato,
a te ouvir
sem som.
Heleno:
nome de força quieta,
de alma que não se despede.
Tu foste antes que eu soubesse
quem eu era —
mas hoje,
tudo em mim te repete
Inocência de Anujá
na beira dos igapós,
Tempo que gostaria
que parasse ali,
e que infelizmente
não vai mais voltar,
O céu é confidente.
Na República Dominicana
sob o amparo da Caoba
lado a lado vendo o tempo
e descansando em silêncio.
Divinissímo ouro vermelho
que nas mãos campesinas não
se encerra e sempre a visão
brinda e enfeita com toda arte.
Reconhecer e agradecer por
estar sob o luxo da sua sombra
faz aumentar ainda mais o amor.
No final de tudo o quê importa
é estar com tudo aquilo que une
com a terra e o essencial reforça.
Quando a Bracatinga
chora é quando
o tempo muda,
Para quem sabe ler
é a própria poesia
que comunica profunda.
No Sul de Granada
em Petit Martinique
ler no tempo que passa
a inspiração intrincada.
Nos braços da paixão
pôr a alma à disposição
para virar embarcação
pelo Caribe profundo.
Pelo azul das duas
Antilhas deixar-me ir
com a leveza fruir.
Sem pedir ou esperar
de outrem por saber
bem o quê levo em mim.
Fecho meus olhos
e na minha mente em frações de segundos revivo tempo perdido.
Eu poderia ter aproveitado mais a presença dos meus amigos de infância ,na adolescência aquele futebol na lama ou na quadra com meus melhores amigos, eu poderia ter aproveitado mais momentos na escola em grupos colégios faculdade , poderia ter aproveitado mais aqueles entes queridos, eu poderia ter vivido mais ao lado dos meus pais em casa com minha irmã , ter abraçado mais minhas filhas ,poderia ter aproveitado mais tudo aquilo que hoje me faz muita falta .Eu poderia ter aproveitado mais e ter feito muita coisa diferente em diversos situações da minha vida no meus empregos com grandes salários que tive , poderia ter agradecido mais aqueles que sempre tiveram em volta de mim , eu poderia ter agradecido mais ao invés de reclamar e achar que tudo isso era pouco.Em um piscar de olhos vc perde muita coisa , daí vc diz em voz baixa pra vc mesmo , poderia ter sido diferente. Em um piscar de olhos tudo muda, se torna uma roda gigante , ontem vc estava lá em cima e hoje lá em baixo. A vida não me proporcionou isso, não posso culpar a vida e tão pouco ninguém, foram minhas escolhas .Hoje só tenho que agradecer e continuar a caminhada e fazer diferente , valorizar mais o que tenho , valorizar mais minha família ,selecionar mais quem eu quero do meu lado , valorizar mais o meu trabalho , pois tudo isso passa logo em um piscar de olhos em frações de segundos .
Já quis tantas coisas
Hoje só quero viver em paz , e ter a presença de Deus em tudo que eu fizer .
Vale apena sofrer
Olho para a lua e penso
Lembro do nosso tempo
Tantas histórias nossos momentos
As vezes te vejo na lua
Lágrimas são a chuva que cai
As estrelas são o brilho de esperança
Relembrar nas nuvens seu rosto
Ilumine meu rosto lua bela
Saudades do beijo que tem ela
Seu brilho como a lua que é tão linda
Amanhã o Sol vai me acordar.
A Tanto tempo espero em te ver honestamente eu não sei o que dizer amanhã eu sei que tudo vai mudar impossível é não te amar
sinto falta do seu beijo
sinto falta do seu olhar
estou tentando te esquecer
te implorando pra voltar
sei que brinquei com a pessoa errada sei que ferrir seus sentimentos
te amar sabia que era cilada
perdi você perdi meu tempo
minutos passam eu estou sozinho enganando o coração
te amar sozinho é difícil
sem você é ilusão.
Andando confuso
Em vários momentos
Amigos loucos
Outros morrendo
O tempo é curto
Mesmo a mente ativa
Não saímos do tormento.
Quem éramos naquele tempo? A falta de você é como andar para trás.
Tudo passa e nada faz sentindo,
tudo se foi perdido,
ou tudo se foi esquecido?
Te procurar não faz sentido, mais o te querer é um sentimento arrisco.
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