37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
Em algum momento até a poeira precisa partir.
Ao nosso tempo, sempre ao nosso tempo, precisamos escolher em desfazer do passado material que vai deixar o apego mental, também, mais fácil de ser transmutado.
O sonho, o novo que tanto desejamos precisa de espaço, e nos cabe escolher abrir esse cantinho da vida para a chegada plena dessa conquista.
O Tempo é incontrolável, implacável e imparável.
Trecho do livro Quantos Contos - Reflexões sobre a vida quotidiana
A ampulheta
A ampulheta do tempo
Com seus grãos de areia.
Cada segundo; minuto; hora; ano
Pode ser perdido ou ganhado a cada grão.
Rodam sem parar.
A cada último grão o tempo passa.
Tudo que vi agora é passado.
Não posso voltar atrás, se eu à pudesse parar ficaria presa; paralisada.
Não há nada que posso fazer.
O tempo tem que passar.
Os grãos tem que cair.
E quando chegar o último grão
Estarei esperando...
Para que tudo se reinicie.
Para que tudo comece de novo.
Para que o ciclo continue.
Porque assim é a vida.
O tempo tem que passar.
E temos que vivê-lo...
Até o dia do nosso último grão...
Cair...
“O tempo cura tudo? Não!
O tempo somente cura o que já estiver decidido. No fundo, uma verdade bastante simples. Os fins só são superados depois de se tornarem fins. Machucados apenas cicatrizam quando decidimos nunca mais tocar os descasos que tanto nos feriram.
De nada vale esperar o tempo passar se insistimos em voltar para onde não deveríamos. Se continuamos revivendo as mágoas daqueles que não merecem mais um único instante das nossas vidas. Uma simples verdade, ainda assim tão difícil de ser vivida. Por quê? Talvez por medo. Talvez pelo receio da solidão e de perder algo que nunca nos pertenceu. De certa forma, nós sempre estaremos sozinhos. A solidão é inevitável.
O sofrimento não. Uma hora podemos simplesmente deixá-lo para trás. Podemos decidir seguir. Uma generosidade não apenas com nós mesmos, mas também com o tempo. Afinal, além de escasso, ele só cura o que já estiver decidido. Então, por favor, evite os desperdícios."
O TEMPO
O que é o tempo, senão uma onda de instantes
Maleáveis como as tardes frias de inverno,
Desprendidas de todas as leis e regras,
Puramente livres e, por consequência, poéticas.
Instantes que se enchem como um balde,
Que debaixo da goteira, ligeiramente e devagar,
Transborda por sua borda e molha o chão da sala,
Fazendo lembrar a importância de se consertar
O telhado antes que surja a tempestade das adversidades.
Ora, porém, o tempo não se mede em números,
Ora, porém, o tempo causa nó no próprio tempo,
Fazendo enganar-se aquele que o percebe assim,
Em um trajeto contínuo entre passado, presente e futuro.
Para além de mero algoritmo e rotina,
Superando os segundos, minutos e horas,
O tempo é, sobretudo, um sujeito romântico,
Sendo, portanto, para nossa sorte, uma incógnita,
Uma onda de instantes e infinitas possibilidades.
Me atrevo a imaginá-lo como um sujeito simples,
De passos calmos, sorriso largo e descalço,
Que, gentilmente, todos dias bate à sua porta, e convida:
Vamos ver o sol nascer hoje?
Trecho: O Tempo, parte I.
O TEMPO
Fugindo do tempo ou indo em sua direção,
O caminho se faz a beira do mar,
Numa manhã de domingo, sol e verão,
Ou em uma tarde fria de inverno,
Com os pelos do corpo arrepiados
Pelo toque das brisas marítimas.
Por natureza, um caminho que se faz em companhia,
Na companhia de si, da felicidade que aflora na liberdade,
Nutrida na vital sensatez de causa e efeito.
E com sorte, sem pressa, a companhia de um par,
Um afago para o peito de uma dança a dois,
Uma atração irresistível entre corpos,
Um chamego (e)terno entre almas.
Ah, o Tempo...
Que não espera, não pausa e não volta,
Apenas se permite existir enquanto houver porquê.
Trecho: O Tempo, parte II.
A vida me ensinou...
A vida me ensinou que aprendemos o tempo todo. E com isso...
Aprendi que na vida recebemos o que oferecemos.
Aprendi que se a gente perde é porque não valorizamos.
Aprendi que tudo que importa tem que ser conquistado e não ganhado.
Aprendi que se você não cuida, com o tempo se desfaz.
Aprendi que tudo que vai, volta, mas nunca da mesma forma foi.
Aprendi que amor é companheirismo, que paixão é prazer.
Aprendi que prazer se modifica com o tempo, que só cabe a nós apreciar cada etapa do prazer.
Aprendi que sem fé não chegamos a lugar nenhum.
Aprendi que tudo se renova, que só cabe a nós se adaptar a cada mudança.
Aprendi que a vida é uma constante evolução. Mas se você não sair da inércia a sua evolução pode ser num tempo menos veloz.
Aprendi que somos como as borboletas, precisamos passar pela metamorfose para criar assas e voar.
Enfim...
Aprendi, aprender, vivendo para viver.
Tempo ao Tempo.
Sonhar.
A realidade ignora a ilusão e despreza a utopia.
No entanto, não nos impede de sonhar.
As reticências ainda dormem
nas ruínas das destruições
do tempo estupido e visceral
Antenas anônimas captam
ruídos ruidosos da rua e as
câmaras indolentes
filmam a metrópole aflita
Respingos de caos e sombras
no muro baleado – imóvel -
grafitado de aflições efêmeras
ante os trilhos do destino
Só os egos não veem os fósseis
- Não só Judas, nem só Gení –
Empáfia máfia repugnante:
quem manda pode?
O sol já está lá fora
nem sei quanto tempo
Dias e horas esperando a porta se abrir
Então a luz sufoca a solidão
Os olhos se abrem novamente
e lentamente vou me encontrando por aí
Não tenho hora pra voltar
mas, se ficar com saudades,
sabe bem onde me encontrar
Talvez em um filme,
em um livro,
numa canção, quem sabe
Talvez no versos dessa melodia,
ou em uma poesia qualquer.
Existe um tempo para tudo, até para os "tempos" se reencontrarem.
Em cada fragmento da existência, há um tempo designado para todas as coisas, até mesmo para as eras aparentemente desconexas se entrelaçarem em um encontro harmonioso. Quando nos entregamos ao abraço do sono, embarcamos numa jornada incógnita por uma miríade de tempos e dimensões, explorando as profundezas do nosso subconsciente em territórios onde o relógio terrestre não detém poder.
A vida, essa tapeçaria intrincada de realidades tangíveis e intangíveis, é fértil em enigmas, sussurrando segredos ocultos nas dobras de sua complexidade. Cada respiração, cada pulsação é uma oportunidade para desvendar esses mistérios, para sondar os cantos sombreados do desconhecido e trazer à luz as joias ocultas da compreensão.
Portanto, devemos nos permitir ser viajantes corajosos dessas dimensões incertas, navegadores das marés invisíveis do tempo. Que cada um de nós possa encontrar o tempo certo para todas as coisas, e naquela quietude sagrada entre os segundos, possamos encontrar a nós mesmos, nossa verdade e os elos invisíveis que tecem os tempos e as dimensões juntos. Afinal, a existência é um fluxo ininterrupto, onde o passado, o presente e o futuro se unem em uma dança eterna de revelações.
Volta, saudade, traga-me alento,
Reconstrua os momentos que vivemos no tempo.
Deixe-me sentir sua presença, como antes, a todo momento.
Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...
Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...
Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...
Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...
Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...
Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...
Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...
Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...
Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...
Sandro Paschoal Nogueira
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Quando fecho a porta pra utopia
dos arranha-céus fosforescente,
altos como o céu, em azulejos finos personalizados, que embelezam e vende lindas revistas, consigo ver, em raros momentos, o mundo real que se decora nas calçadas,vivendo em Deus seus apostolados.
Houve um tempo na minha vida em que eu queria acabar como Evelyn McHale
Enquanto andava pelo Boulevard Center
Houve um tempo na minha vida em que eu queria ser uma pessoa básica
Usando camisa branca e seu ecobag indo para o Palacete Bolonha
Houve um tempo na minha vida em que eu pedia para ser apenas normal.
Que o espaço-tempo é curvo, Einstein provou a partir de um lampejo
Realmente não sei se o que você chama de verde a mesma cor que eu vejo
Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada
Esquece que caixão não tem gaveta
E que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada
Não te perdôo, mas te esqueço.
Dificilmente consigo usar a palavra perdão, não que o tempo não passe, e o vento sopre para outros oceanos a situação ou pessoa que espera ouvir essa palavra.
Eu amo absurdamente todos os integrantes da história que compõem minha vida, e penso realmente que quando digo que amo, já estou perdoando e compreendendo todo caos que carregam com eles, afinal eu os amo !
Suas alegrias, suas tristezas, seus dias ensolarados e suas tempestades, gosto de amar por completo e tenho muita gratidão por não necessitar conviver com pessoas que não compreendo, e logicamente não amo.
Ouço muito dizer que banalizaram o " Eu te amo " ,
acredito realmente que não.
Mal interpretada está a palavra "amor" na sua totalidade.
Basicamente por que o amor também cansa quando muito testado ou confundido.
Se deixei de amar, já não me alcança o motivo do perdão, logo esqueço e volto a atenção àqueles que amo.
Veja que o Amor na sua totalidade exige abrir mão de algumas palavras muito relevantes como perdão, pois o amor não é só romântico ou externo, é também próprio.
E eu ainda olho no espelho todos os dias e me digo
Eu te amo !!!!
Me amo tanto, que logo estou me perdoando, os atrevimentos que cometo comigo.
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