Poemas sobre o Mundo
Minha visão distorcida que tenho do mundo, me condena.
Constantemente vejo no mundo diversas situações de que tenho um certo “ódio”.
Coisas pequenas como ver pessoas passando com carrinhos cheios de produtos em um caixa de 10 volumes. Ou o ônibus que para no meio da rua, invés de encostar pra pegar passageiros. Ou o ciclista no meio da rua com a ciclovia livre. Ou até mesmo com o fato de que eu não escrevo como minha mente me conduz.
Vejo as guerras, brigas, assassinatos e muitas outras coisas que não acho que fazem sentido. Einstein uma vez disse, “Que rato construiria sua própria ratoeira?”, e eu concordo com o pensamento. Nós, seres humanos, saímos do conceito de sobrevivência usando os conflitos com OUTROS HUMANOS. Como uma raça pode atacar sua própria raça. É como família atacar família.
Vejo pessoas irem e virem de suas casas com um sorriso falso no rosto. Compram coisas que não precisam apenas por status. Vejo políticos usando e abusando do poder que lhes foi dado. Vejo a ganância estampado no rosto de alguns, desespero na de outros, e o que é mais triste, vejo pessoas ignorando pessoas por status social. Esse mundo é pútrido.
Será que só eu vejo isso? Será que só eu tenho essa visão distorcida? Seria isso uma visão distorcida? Talvez seja o mundo...
Mundo
Nesse mundo de atalhos, não é negligência errar o caminho, mas é ser sábio buscar se reinventar.
No mundo da vaidade, não é errado buscar o protagonismo, mas é ser sábio saber escutar.
Um caminho mais leve, nos faz trilhar uma trajetória com mais leveza.
Ter a humildade de saber ouvir, nos permite se posicionar com ciência e mais clareza.
Mundo Vago
Caminho por ruas que não respiram,
muros mudos, olhos sem luz.
O tempo escorre entre dedos frios
como um lamento que não se traduz.
O mundo é uma casa desabitada,
com portas trancadas por dentro,
e eu sou o eco de alguém que partiu
antes de ter sequer um centro.
As vozes sumiram nas esquinas,
os toques morreram nos gestos.
O amor virou uma palavra vencida
perdida entre gritos discretos.
Nenhuma cor permanece na pele,
nenhum som me alcança inteiro.
Sou casca de sombra flutuando
num céu sem ar, derradeiro.
Há dias em que nem a dor responde,
em que o silêncio pesa demais.
E sorrir é apenas um espasmo,
nos cacos de tempos normais.
Não há horizonte, só névoa.
Não há futuro, só negação.
E tudo o que restou de mim
é o vulto de uma ausência em expansão.
Eu e você contra o mundo é como em um conto.
Dois melhores amigos, se amando, brigando como irmãos,
Que se amam, se provocam mas se protegem acima de tudo.
Não é sobre nada contra, na verdade sobre muito a favor.
A favor de se doar, torcer, pertencer, permitir juntos.
Sempre juntos, sempre próximos para tudo. Em todos.
Para viver tudo, sentir tudo, alcançar tudo. Ganhar tanto.
E não é ganhar de vencer. Ganhar de se permitir.
É partilhar e viver, momentos, emoções e sentimentos.
Não é sobre mais pra menos. Maior ou menor. Melhor e pior.
É sobre conseguir, estar ali, de viver para saber.
Também é sobre construir. O amor, o afeto. Um abrigo.
Não conter, delimitar ou para desconstruir.
É destruir o apego, o medo de ir. Porque já vai voltar.
Não há perdas, só há ganhos. Lembranças, recomeços.
Chuva que não alaga represa. Só pode contribuir, retribuir.
Para que o amor recomece de onde o apego foi cego.
Simplesmente você
Quando meus olhos encontraram os seus, foi como se o mundo parasse. Por um instante, desaprendi a respirar… e de repente, você se tornou o próprio ar. Seus olhos, seu sorriso intrigante, o seu jeito de ser — você, simplesmente você.
A palavra “razão” perdeu o sentido, pois ele foi roubado por um tentador par de olhos. E o orgulho que ainda me restava, foi destruído pela soberba do seu olhar desafiador. O amor jamais foi uma opção, mas a razão me foi levada com uma única risada — aquela que me desconcertou por inteiro. E por esse grande feito… me tens, agora, em tuas mãos.
Primavera - ruhtra
As vezes no mundo real
O pensamento em algo banal
Toma manchete do jornal
Meu amor é destaque
Como nas festas de carnaval
Como eu amo meu amor
Estar junto dela me faz ter calor
Com muita cautela e valor
É meu jeito de falar do meu amor
Ela tem olhos da primavera
Como as flores mais belas
Como as nascentes nas serras
Que dessem para o mar
Como para ela vou explicar
Que meu amor nunca vai calar
fico aqui
No momento sem ela
Esperando a primavera
Que ela tem no olhar
E se um dia eu endoidar
E dela eu só decidir falar
E me julgarem de louco
Não se aborreça por pouco
É na loucura que quero ficar
O seu corpo contemplar
Sem nem um medo em olhar
As curvas temíveis de amar
Queria enfrentar todas as suas batalhas, fazê-la rir e sorrir à vontade. Afastá-la do mundo e ficar com ela só para mim.
Eu queria muito ficar com ela.
Para sempre.
Na calmaria da estrada vazia, encontro paz onde o mundo se cala e só o horizonte me responde.
14 de Julho de 2025
Às vezes, o mundo lá fora é tão ruidoso e vazio que a gente acaba se sentindo só no meio da multidão. Mas eu quero que você saiba que, mesmo no silêncio mais escuro, sua existência tem peso, tem valor — e que aqui, neste espaço que eu guardo pra você, seu silêncio é respeitado e sua dor é vista. Quando estiver pronta pra atravessar essa sombra, eu vou estar do seu lado, sem pressa, sem cobranças. Porque você merece ser cuidada — e não precisa carregar tudo sozinha.”
— Purificação
Pequena Resistência
Era um grão no chão duro,
Pisada pela pressa do mundo.
Vozes grossas, vento cortante,
Vida apertada, mas não tanto.
Sob o peso do inverno longo,
Guardou calor no punho fechado.
Cada passo era montanha,
Mas seu sonho, semente teimosa.
Um dia a raiz furou o cimento,
Broto verde ergueu o dia.
Na altura do joelho alheio, foi quando eu conheci.
Floresceu sua quieta ousadia.
Hoje carrega o sol na palma,
Pequenina nave mestre
De si mesma —
Flor de asfalto.
Bom Dia, Esperança
O sol beija a manhã,
trazendo luz e canção.
O mundo renasce em flor,
cheio de cor e calor.
E nos teus lábios, talvez amor?
— a boca mais linda que eu já vi —
moram sorrisos de aurora,
doces como o dia que agora
se abre em promessas,
em versos, em festas.
Que a esperança nos guie,
e que o teu riso me alegre
até o fim do dia...
Entre páginas, segredos revelados.
Nas letras, o mundo se desvenda.
Cada capítulo, um aprendizado.
Na alma, a história se expande,
assim como o livro que nos seduz.
Ao fim, desvendamos quem somos,
enfim, Luz.
Livro: O Respiro da Inspiração
Num mundo onde o desemprego se alastra,
o valor do trabalho ganha mais pasta.
Em equipe verdadeira, desafios são superados,
metas alcançadas, sonhos realizados.
Juntos construímos um futuro promissor.
Com esforço mútuo, crescemos com fervor.
Livro: O Respiro da Inspiração
Há dias de sol...
Há dias de sol...
todo mundo gosta de dias de sol
todo mundo sai caminhar em dias de sol.
Há dias de chuva...
dias de chuva... pra muitos... só pra ficar em casa comendo pipoca...
Eu... gosto de dias de chuva
pra comer pipoca e pra caminhar...
Aprendi a não esperar a chuva passar...
aprendi que o que importa é caminhar...
caminho debaixo de chuva...
caminho sob o sol escaldante na beira do mar.
Então
faça sol, faça chuva
nada vai me fazer parar...
Nem tempestade, nem raios, nem trovões, nem cara feia...
nada acaba comigo não...
"O Brasil não é colônia nem quintal de império.
Somos raiz, somos solo fértil, e o mundo ainda colhe do que plantamos.
Não vendemos dignidade por moeda forte, nem trocamos respeito por imposição.
A história mostra: quem subestima o Brasil, sempre paga caro por isso.
Nosso povo é resistência, nossa terra é potência."
— Purificação
Andarilho
Ele anda descalço, sem pressa no chão,
faz do passo um poema, do mundo um clarão.
Nos ombros carrega o céu de setembro,
e nos olhos, segredos que o tempo não lembra.
Conversa com sombras, com santos, com luz
diz que a cidade perdeu seu Jesus.
E escolheu, sem juízo, sem rumo e sem lar,
o silêncio das ruas pra se libertar.
Dorme onde o dia resolve apagar,
come o que a rua decide ofertar.
Mas guarda uma paz que ninguém compreende,
e um jeito de ver que a gente não aprende.
Chamam de louco, de alma partida,
mas talvez enxergue o milagre da vida:
numa poça d’água, no fumo que passa,
na prece calada de um banco de praça.
Enquanto a cidade se arrasta, febril,
correndo por metas, fugindo do fio,
ele para o tempo com olhos fechados
e ouve segredos nos cantos calados.
Talvez compreenda o que tanto evitamos:
que é no que não se compra que mais acreditamos.
Que mansão sem alma é prisão de luxo,
mas um banco de praça... é palácio sem muro.
Louco ou livre? Que nome daria
ao homem que vive em plena poesia?
Que se despiu só pra renascer,
e escolheu, sem medo...
simplesmente viver.
Nasci no ventre do eco,
onde o tempo não ousa entrar.
Ali, o mundo me olhou de costas,
e eu tive que ser meu próprio espelho.
Trago os ossos do pensamento à flor da pele,
mas ninguém ouve a dor que não sangra.
Tudo em mim é vidro —
mas cortante, não frágil.
Chamei a ausência pelo nome,
ela respondeu com o meu silêncio.
E no frio do sentido negado,
vi que até Deus evitava meus olhos.
A mente, em espirais de pedra,
caminha sem chão,
mas insiste em buscar
uma saída onde não há porta.
Sou o cárcere que se nega a abrir-se,
sou a chave que teme a liberdade.
Ser é um verbo afogado —
mas ainda respiro.
E se tudo isso for o belo?
Essa dor sem forma,
esse grito contido,
essa esperança disfarçada de exílio?
Pois talvez o belo more
não no alívio,
mas no gesto de seguir
mesmo sem horizonte.
Acolhedor de sentimento.
Abraça-me forte, permita-me esconder
meu pequeno mundo em seu aperto.
Sinta-me como sentes a brisa dos ventos
avoaçar teus cabelos.
Exiba-me aos olhos dos encantos, reconstrua meus defeitos
Ama-me baixinho como Quitanda amou.
Prova-me devagarinho!
Traga-se ao meu ninho
gerai frutos que valia a confiança
em deixar-me que tenha-me feito feliz.
O semblante da verdade.
O mundo foi feito sem erros. Em alguma falha da criação nascemos ilustrados por problemas. E assim como todo problemático era de se esperar que causássemos não somente a nós, mas a um todo que nos rodeia. A maior influência da problematização mundial é a criação desastrosa e, a exclusão do que já foi criado.
Um tipo de facilidade rara nos tombeia como imbecis destrutivos. Causando em nós a vontade, e nos outros que já estariam prontos para fazer parte do mundo o desagrado. A verdade já se foi junto com o essencial, algo que não aceitamos somos míseros empecilhos para a felicidade se estender. O egoismo de um supremacia criada é tão tolo, quanto um homem desarmado gritando contra fuzileiros. De tudo que gerasse em destruição a voltas que percorrem, e nos assassinam, ainda culpamos ao mundo "O mundo não é mais o mesmo" O semblante do mundo a nos olhar é notório, ele sempre foi o mesmo, nós é quem somos os mudáveis.
Criei em minha própria cabeça a inteligência, e descobri dentro de mim a burrice nunca achada antes. É necessário destruir para criar, assim como é necessário mudar para se tornar algo diferente de antes. Então porque ainda somos tão inversos? Deve se perguntar. A questão que foi assassinada por nós é que além do querer, e do precisar ser bons. O que fazemos por isso válida os benefícios.
Em momentos de minha vida me perguntei, por quê me encontro tão cansado? Por quê minhas costas doem? Os porquês surgiram, as respostas fugiram. E fui exaustado encontrar a solução. O que tenho feito para melhorar? O que os humanos tem feito para melhorar o mundo. Mas o semblante do mundo continua serio, e nos diz: Matarei muito mais para que mude as atitudes. O que recorre a tudo
Musica versao reagge- Se o mundo deixa de existir.
Não sei porque me apaixonei, mas esse teu sorriso lindo.
Quando a noite cai e acende a luz da falta.
Dá falta, da falta de ter seu corpo aqui sem ter medo da caminhada.
Minha gata
Se o mundo deixar de existir.
Sobrar somente, eu e você aqui
Faço de novo tudo que já fiz pra te ver sorrir.
Se o mundo deixa de existir.
O paraíso renasce com você perto de mim.
Amor sou tão clichê no ponto clássico máximo.
Mas tudo fica bobó com você aqui.
Sonhar, viver sem você em algum lugar, é a mesma coisa de não ter final feliz.
Tem gente que rasgou minhas feridas, mas com você por perto tudo cicatriza.
Amor eu não tenho nada, talvez uns dois reais na mão, e umas viagens proferidas.
É tudo muito louco!! Tentei fugir esquecendo seu rosto, mas sempre volto ao ponto de partida.
Amor desculpa se não se apaixonou de primeira, só sei que em meio a beira da verdade, vejo que aqui só você completa a outra metade.
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