Poemas sobre o Mundo
É perigoso o resto do mundo acabar e sobrar só o Brasil… Para cada maluco aparece um maluco e meio.
E talvez o mais inquietante não seja a quantidade de “malucos”, mas a naturalidade com que nos acostumamos a eles.
Aqui, o absurdo já não pede licença — ele entra, se espalha pelo chão ou senta no sofá, opina sobre tudo e ainda ganha plateia.
O exagero vira folclore, o delírio vira narrativa, e, quando percebemos, já estamos rindo do que antes deveria causar silêncio.
O Brasil tem essa estranha capacidade de transformar tensão em piada, crise em meme, tragédia em comentário espirituoso.
É um mecanismo de defesa, sem dúvida — mas também pode ser uma anestesia muito perigosa.
Porque quando tudo parece ridículo demais para ser levado a sério, a gente corre o risco de não levar mais nada a sério.
E nesse terreno fértil, onde o improvável brota fácil, cada voz dissonante encontra eco.
Não importa o quão desconectada da realidade ela seja — sempre haverá alguém disposto a amplificá-la, a reinventá-la, a levá-la um passo além.
Um maluco nunca anda só; ele é sempre o início de uma pequena multidão ainda em formação.
Talvez o verdadeiro risco não seja “sobrar só o Brasil”, mas sobrar um Brasil que já não estranha mais o que deveria estranhar.
Um país onde o espanto foi substituído pela ironia permanente, e a crítica deu lugar ao entretenimento.
Porque, no fim, quando tudo vira espetáculo, até o caos encontra aplauso.
E aí, o problema já não é quantos “malucos” existem — é quantos de nós ainda conseguem reconhecer que algo saiu do lugar.
Uma das coisas mais pavorosas num mundo habitado por mais de 8 bilhões de pessoas é tropeçar numa que ainda acredita ser dona da única opinião legítima.
Não pelo incômodo da discordância — essa, quando honesta, é o que ainda sustenta qualquer possibilidade de convivência minimamente civilizada —, mas pela recusa absoluta em admitir que o mundo é muito maior do que o próprio ponto de vista.
Há algo de profundamente inquietante em quem transforma convicção em dogma e experiência pessoal em medida universal.
A pluralidade humana não é um detalhe estatístico; é a condição fundamental da nossa existência coletiva.
Cada indivíduo é atravessado por histórias, dores, referências e limites que não cabem em fórmulas únicas.
Ainda assim, há quem caminhe como se tivesse decifrado o enigma completo da realidade, reduzindo o outro a erro, ignorância ou má-fé.
Esse tipo de postura não nasce apenas da arrogância — embora ela esteja quase sempre presente.
Muitas vezes, brota do medo…
O medo de reconhecer a complexidade, de lidar com a incerteza, de aceitar que talvez não haja respostas definitivas para tudo.
É mais confortável erguer certezas inabaláveis do que navegar em um mar de ambiguidades.
O problema é que, ao fazer isso, não se empobrece apenas o debate; empobrece-se a própria experiência de viver.
Porque viver, no sentido mais pleno, exige abertura.
Exige o desconforto de ouvir, a coragem de rever, a humildade de não saber.
Aquele que se crê dono da única opinião legítima não apenas fecha portas para o outro — fecha também as janelas por onde poderia enxergar novos horizontes.
E, no fim, acaba encarcerado num mundo pequeno e insignificante demais para a vastidão que insiste em negar.
Nada é tão difícil e penoso quanto habitar um mundo que gira em torno do umbigo de alguém.
Há pessoas que tentam transformar a própria existência no centro de gravidade de tudo o que acontece.
Suas dores sempre parecem maiores, suas conquistas mais importantes, suas ideias mais assertivas, seus problemas mais urgentes.
Quem vive ao redor delas, pouco a pouco, deixa de ocupar um lugar de sujeito para tornar-se apenas figurante em uma história que nunca lhe pertenceu.
Conviver com alguém assim é experimentar o desgaste silencioso de ser constantemente invisível.
É perceber que o diálogo se torna monólogo, que a empatia tem mão única e que o afeto passa a ser medido pela capacidade de alimentar as necessidades do outro.
Quem exige compreensão sem limites, muito raramente oferece a mesma disposição para compreender.
O egoísmo, quando se torna modo de existir, não desgasta apenas quem está por perto.
Também condena quem o cultiva a uma vida estreita, incapaz de enxergar a riqueza que existe na troca, na escuta e na vulnerabilidade compartilhada.
Afinal, ninguém cresce olhando apenas para o próprio umbigo.
Relacionamentos saudáveis não se sustentam quando apenas um ocupa o centro da mesa.
Eles florescem quando há espaço para diferentes histórias, diferentes dores e diferentes alegrias.
Amar, conviver e construir exigem um movimento constante de descentralização: reconhecer que o outro também carrega um universo inteiro dentro de si.
Talvez a verdadeira maturidade comece justamente quando deixamos de perguntar apenas “o que isso significa para mim?” e passamos a perguntar “como isso afeta quem caminha ao meu lado?”.
Porque a vida não foi feita para ser um espelho onde admiramos incessantemente a própria imagem, mas uma janela pela qual aprendemos a enxergar o mundo através dos olhos de quem compartilha a caminhada conosco.
Se o mundo
atendesse aos caprichos de cada um,
certamente ele seria
inabitável.
E isso pode até parecer muito óbvio, mas talvez esconda uma verdade que preferimos ignorar: boa parte dos conflitos nasce justamente da expectativa de que a realidade deveria se curvar aos nossos desejos.
Queremos que as pessoas pensem como pensamos, que reconheçam nossas razões, que aceitem nossas escolhas e, sobretudo, que não contrariem aquilo que julgamos justo.
O grande problema é que o mundo não foi feito sob medida para ninguém.
Ele é o resultado do encontro — quase sempre imperfeito — entre vontades diferentes, interesses divergentes, convicções incompatíveis e limites que não escolhemos.
Viver em sociedade exige, portanto, uma dose considerável de frustração.
Há quem confunda liberdade com a possibilidade de fazer prevalecer a própria vontade.
Mas liberdade também significa conviver com a liberdade alheia — inclusive quando ela nos desagrada.
Nem todo desacordo é uma agressão, nem toda negativa é uma injustiça, nem toda contrariedade precisa ser corrigida.
Talvez a maturidade comece quando entendemos que nem tudo o que desejamos precisa acontecer, assim como nem tudo aquilo que nos incomoda precisa desaparecer.
Há caprichos que precisam ser abandonados não porque sejam ilegítimos, mas porque a convivência exige que aprendamos a distinguir aquilo que queremos daquilo que realmente podemos exigir.
No fim, um mundo perfeitamente ajustado aos desejos individuais seria um lugar impossível, porque os desejos humanos não caberiam todos na mesma realidade.
O que torna a vida possível não é a realização de todos os caprichos, mas a capacidade de negociar limites, suportar frustrações e reconhecer que, às vezes, ceder não é perder.
É simplesmente permitir que o mundo continue sendo habitável.
Em meio a
tantas Feridas Abertas no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidado.
Há tempos em que um Abraço já não pode ser apenas abraço.
Precisa ser Abrigo.
Uma Palavra já não pode ser apenas palavra.
Precisa carregar Delicadeza.
E um gesto de afeto, por menor que seja ou pareça, pode significar muito para quem atravessa batalhas que não consegue contar a ninguém.
Vivemos cercados de dores visíveis e invisíveis.
Há quem sorria enquanto tenta juntar os próprios pedaços; quem diga “está tudo bem” apenas porque não encontrou palavras para explicar o que sente.
Por isso, talvez estejamos sendo chamados a reaprender a maneira de tocar a vida dos outros.
Cuidar também é saber quando falar e quando silenciar.
É não transformar a fragilidade alheia em julgamento.
É oferecer presença sem exigir explicações, escuta sem pressa e carinho sem cobranças.
Porque nem todo mundo precisa de conselhos.
Às vezes, precisa apenas de alguém que permaneça.
E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de resistência em tempos tão espinhosos: continuar sendo gentil sem ser ingênuo, continuar oferecendo afeto sem ignorar as feridas, continuar acreditando que um pouco de ternura pode fazer a diferença.
No fim, todos — ou quase todos — carregamos alguma cicatriz.
Algumas estão à mostra; outras aprendemos a esconder tão bem que às vezes até nós esquecemos que elas existem.
Por isso, que nossos afetos tenham mãos cuidadosas.
Que nossas palavras saibam acolher.
Que nossa presença não pese sobre quem já carrega tanto.
Há um mundo ferido pedindo menos pressa, menos julgamento e mais humanidade.
E, talvez, cuidar do outro comece justamente quando entendemos que toda alma merece, no mínimo, ser tocada com delicadeza.
"Quando criança, eu achava que todos os problemas do Mundo acabavam quando chegava um Novo Ano. Continuo achando e continuo me enganando. Será que ainda sou criança?"
TextoMeu 1255
🌎🎇🧒
"Se a solução para os problemas do Mundo não é o dinheiro (como dizem Alguns)... Por que esses Alguns acham que eu posso ajudar na tal solução? HeuHein!"
TextoMeu 1291 💰
1491
"Desejar a alguém comer 'Todas as Porcarias do Mundo" era usado no passado, por crianças, no sentido figurado. Hoje tem adulto que quer usar a expressão, mas no sentido literal. Que feio!"
TextoMeu 1491
2803 📜 Se soubessem sobre si o que Discursam achando saber sobre Deus, ah! Transformariam o Mundo... Pra melhor!
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MostroFATOS, nada mais... mostrofatos.top!
..Mesmo que o mundo desabasse sobre você,
que as pessoas te magoassem sempre, que ninguém mais acreditasse em ti,
que as esperanças estivessem esgotando, que as lágrimas rolassem, eu estaria lá pra te amar, pra te dar a mão, pra te fazer sorrir, pra te proteger. Eu sempre estaria lá..
.. E assim meu coração me reclamou,
hey, porque eu sou de "todo mundo" e ninguém é de mim?!?
Então eu me calei por alguns segundos, respirei fundo e disse: ô coração, quem me dera eu tivesse a resposta, enquanto isso vai batendo e não reclama, a única coisa que sei é que é amor..
Um novo sonho faz surgir a estrada para a esperança
Dar as mãos fará nascer um mundo pra uma adulta criança
O sol que sai, para a lua vir, é o mesmo sol que retornará,
A tempestade que cai, é uma prova que uma nuvem nova acompanhada por um arco-iris no céu nascerá.
Eu não costumo gostar do que a maioria gosta, raramente o que todo mundo usa me brilha os olhos, não gosto de padrões passageiros e nem de gente com gostos passageiros. As pessoas deveriam identificar uma pessoa boa, do coração bom e desejarem ser como elas, E NÃO SAIREM POR AI FAZENDO CÓPIAS EXTERNAS UMAS DAS OUTRAS. É importante sim ter boa aparência, mas faça isso sendo você e não a ' MENINA DO BLOG OU DA TV'.
É mais ÚTIL ter amor pra dar do que um guarda-roupas cheio de roupas!
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Num mundo que é dominado pela globalização.
Num mundo onde existem pessoas que defrontam Deus.
Crianças que dirigem ofensas a outrem.
Não existe amizade entre vizinhos.
Onde o álcool e prostituição é o fundamento da destruição de várias famílias.
Pessoas andando na rua com mini-saia fazendo propaganda com o seu corpo para que alguém compre.
Não quero ser vítima desta destruição.
Num mundo onde não existe união.
Cheio de inveja.
Num mundo onde só existe o mal.
Num mundo onde só fala quem tem dinheiro.
Num mundo onde os jovens procuram a educação da rua.
Transformando-se em bandidos e prostitutos.
Num mundo onde os pais consomem normalmente álcool com os seus filhos.
Num mundo onde as mães é que influenciam as crianças a tirarem gravidez.
Onde as moças fazem do seu corpo uma máquina de fabricar dinheiro.
Onde existe pastores eturquidores.
Que fundam igreja para serem milionário.
Sou um morto vivo em vez de um morto em carne.
Olhem só para a minha família sem êxito neste mundo.
Choro por uma liberdade em troca da minha santidade.
Dominado pelo som dos passarinhos.
Rodeado por um rio que nada da para flutuar.
Caminhos abrem-se dificuldades aparecem.
Eis que sou um pobre maldiçoado neste mundo.
Fugido e temido por todos.
Mal morri mais já vejo a minha vida no inferno.
A ser castigado porque sou um pedaço.
Sou uma tristeza que o mundo oferece para esta sociedade.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Enxergando o mundo com outros olhos
Vivemos em um mundo complexo, diverso, onde encontramos pessoas normais, de pouca importância e as que marcam por toda a nossa vida.
Aprendemos com o passar do tempo que os mocinhos podem ser vilões e que os vilões podem ser mais verdadeiros, valiosos e mais humanos do que imaginamos.
Vemos que a dor por pior que seja, de certa forma, também pode trazer benefícios, nos amadurecer.
Percebemos que os contos de fadas estão muito distantes da nossa realidade, mas que podemos lutar para torna-los reais.
Sentimos a dor de fortes decepções, descobrimos que nem sempre quem amamos verdadeiramente é capaz de retribuir este sentimento tão puro.
Deparamo-nos com dificuldades, com momentos de angústias, com a parte escura da vida. Nos sentimos fracos, frágeis e sensíveis e é justamente em momentos assim que percebemos que não depende só do meio, das pessoas e sim do nosso otimismo e as nossas atitudes, dois fatores capazes de melhorar significativamente nossas vidas.
Viajo sempre que nossos olhos se encontram.
Viajo para um mundo de fantasias, sonhos...
um mundo que não é meu nem teu.
Mais se faz nosso,quando nos encontramos
no olhar !
NO MEU FACEBOOK
E lá vem ele
desfilando pelas páginas
do meu mundo virtual
à espera de uma cutucada
ou um sinal
de vida!
E eu
me sinto tão atrevida!
No meu Facebook
eu escrevo uma bobagem
qualquer
e me faço de desentendida
e ele logo vem,
fingindo que não sabe
que foi pra ele
aquela
provocação
descabida!
E eu
que nunca fui santa
logo puxo uma conversa
- meio tímida -
entre um curtir e outro
de uma bobeira qualquer
que ele postou na sua página
tão concorrida!
E já sem
muita questão em não ser vista
me rendo
a primeira mordida
desta boca virtual
que me descontrola
e expõe de vez
o meu lado
mais
bandida!
Agonia
Por favor , desista de planejar o desfecho
Ame o mais instável suspirar do mundo
Me liberte dessas improfícuas agonias
Que me impedem de te sentir , de apenas sentir
Porque a razão oculta das cousas
É mante-las aquecidas para nunca esfriar
É amar devagarinho para nunca esgotar
É errar tantas vezes
Ao ponto de desistir de acertar ...
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