Poemas sobre o Mundo
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Sempre disseram que a aviação é considerada o meio de transporte mais seguro do mundo, mas nos últimos três anos foram quase dois mil acidentes aeronáuticos ocorridos aqui no Brasil. Pelo andar da carruagem, ou melhor, pelo voar da carruagem, tudo indica que esses voos só eram seguros porque antes pouquíssima gente voava em um avião. Desse jeito, até eu, que nunca tive medo, já estou ficando com medo também, a minha sorte é que raramente voo, aliás, voar eu até voo muito, eu apenas não decolo do chão. Aí eu choro: au-au!
Ele viu todos os espelhos do mundo
Mas nenhum refletiu sua imagem
Ele pode contar todos os segundos
Mas nenhum minuto muda sua coragem
Por que será?
Por que será?
Olhe novamente, olhe novamente...
Parece estar tão diferente.
Exaustão
Hoje o mundo pesa mais do que meus ombros suportam.
As cores se apagaram devagar,
como um céu que esqueceu de amanhecer.
Nada me chama,
nada me prende,
nada me move.
Os sonhos tão barulhentos antes
agora sussurram de longe,
como se não fossem mais meus.
Caminho por dentro de mim
e encontro salas vazias,
ecos cansados,
silêncios que gritam.
Tanto faz diz a minha alma exausta.
Tanto faz se fico, se luto, se tento.
O sentido escorreu por entre os dedos
e eu não tive forças para segurar.
Não é que eu não sinta
é que sentir virou peso.
E eu…
eu só queria descansar
de mim mesma,
do mundo,
de tudo.
Amar é um cativeiro consentido,
doce engano em peito consumido;
é ver no olhar um mundo que se some
suave erro que aceito por perdido.
É feitiço sutil que a alma tome,
razão rendida ao gesto proibido;
é ter no peito o sonho que me nome
e, em seu silêncio, arder sem ser ouvido.
Deixa que eu ame, ainda que em segredo,
se amar é padecer tão doce pena,
se é delírio mortal e paraíso.
Que seja amor, ainda que com medo,
pois mais vale esta dor que me condena
que a fria paz de um coração sem riso.
Ah! ... O beijo..., Como se o tempo parasse, e o mundo também, nàquele único momento. Um recomeço, uma despedida...
Às vezes, o beijo mais marcante é aquele que nunca aconteceu. Fica suspenso no ar, como uma promessa não cumprida, um desejo que nunca se materializa. Ele habita os sonhos, os olhares trocados e os quase-encontros. É o beijo que vive na imaginação, perfeito e intocado, sem as imperfeições da realidade. E, talvez, seja justamente por nunca ter existido que ele se torna eterno, um símbolo de tudo o que poderia ter sido, mas nunca foi.
Beijo da Gente
Vida de Solteiro
Alexandre Sefardi
Na primeira página, a criança escreve com a tinta da certeza absoluta. O mundo é simples, concreto e real como seu próprio corpo. Ela não duvida do que vê e toca.
Na segunda página, o adolescente vira-se para dentro. É o sonhador. Precisa entender o furacão de seus sentimentos antes de entender o que está lá fora. É um mundo de ideias e descobertas.
A terceira página pertence ao adulto, o prático. Ele aprendeu a perguntar. Duvida dos caminhos, para não se perder neles. Sabe que os planos podem mudar, e por isso mantém a mente leve, pronto para corrigir a rota.
A última página é do Idoso, que desenha com a pena da serenidade. Ele olha para trás e vê que a vida é feita de sorte e acaso. A lógica falha, o inesperado acontece, e a paz está justamente em aceitar esse mistério. Ele contempla o que foi e o que ainda virá, e ali encontra seu descanso.
Lindas são as mulheres. Não só num retrato, mas pela luz que têm dentro e que dão ao mundo.
Lindas são as mulheres por serem fortes. São como árvores com raízes firmes, que aguentam o tempo ruim e seguem em frente. Sua beleza está nas marcas de suas lutas, que contam histórias de quem não desistiu.
Lindas são as mulheres por terem um tipo especial de força. Ela pode ser um abraço calmo e seguro ou uma coragem que luta contra o que é errado. É a força que acalma uma criança e, ao mesmo tempo, constrói um amanhã melhor.
Lindas são as mulheres por sentirem o mundo de um jeito profundo. Elas percebem detalhes, entendem silêncios e sabem o momento certo de um carinho. É uma sabedoria que não precisa de gritos.
Lindas são as mulheres por serem elas mesmas. Cada uma é diferente, com seus sonhos, medos e paixões. A beleza está nessa coragem de ser única, no brilho dos olhos quando falam do que amam.
E, mais que tudo, lindas são as mulheres porque todos os dias elas escolhem continuar. Num mundo que às vezes tenta apagar seu brilho, a maior beleza delas é existir, com toda a sua verdade. É a coragem de seguir em frente e ainda ajudar outras a seguirem também.
Por isso, "linda" não é só uma palavra parada. É uma ação. É o ato de ser mulher, com toda a sua complexidade, sua força suave e seu poder.
Lindas são as mulheres. Simplesmente porque existem. E ao existirem, tornam o mundo um lugar mais humano, mais gentil e, sem dúvida, mais bonito.
A Dança da Caneta e da Tinta
Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.
E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.
Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.
E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.
E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.
E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.
Habito a geometria do excesso: uma mente que desenha catedrais onde o mundo só enxerga o cimento. Fui o solstício de muitos, o ponto onde o caos encontrava a ordem e o desamparo encontrava o braço. Mas descobri que, na aritmética do sangue, o altruísmo é lido como herança e a entrega é apenas um passivo no balanço alheio. Sou o credor de afetos que se tornou o devedor da mesa.
No silêncio do tálamo, o diálogo é um vestígio arqueológico. O toque, antes epifania, hoje é apenas a fricção de duas entropias que já não se reconhecem; um rito de presença ausente onde o desejo é um dialeto esquecido.
Minhas constelações — aqueles mapas de um amanhã que eu mesmo tracei — estão agora confinadas ao silício, fósseis de uma luz que nunca tocou o chão. O que pulsa em mim não é mais o conatus de Espinosa, mas uma bomba hidráulica cumprindo o protocolo do oxigênio. Sou uma inteligência em exílio dentro da própria pele, aguardando apenas que o Grande Relojoeiro cesse a oscilação do pêndulo e permita que o silêncio interno, enfim, coincida com o do mundo.
Traduzo o mundo em versos.
Vivo a minha vida assim.
Não tenho tudo o que quero,
mas tô trabalhando, sim
pra ver se o sol da fama
um dia vai brilhar pra mim.
A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.
Tudo que vai, volta, aqui ninguém esquece
O mundo cobra caro, a rua não perdoa, cresce
Virei pro lado e dormi pra não enlouquecer
Tem guerra dentro da mente que não dá pra você ver
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
Tudo que vai, volta, deixa acontecer
O mundo gira rápido, tenta não enlouquecer
Eu virei pro lado e deixei o sonho ali
Mas acordei mais forte pra voltar e insistir
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
A ansiedade me prende em um mundo silencioso.
Grito por dentro, mas ninguém escuta.
E é nessa solidão que me afundo,
mesmo rodeado de gente.
Somos os aprendizes que Deus prepara para uma evolução espiritual que o mundo tenta nos desviar e deter .
Nós somos o que Deus nos faz ser ,não o que os outros querem que sejamos.
Boa 🌃 noite 😴
Deus nos abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Se o mundo pesa, eu respiro e deixo ir
Nem toda resposta dá pra descobrir
O tempo ensina, mesmo sem avisar
Quem planta verdade, mais cedo ou mais tarde vai colher o que é real
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
Estou morrendo
meu mundo está perdendo a cor
minha vida já não tem sabor
apenas… apenas dor
eu não sei o que fazer
nem ao menos dizer
o que está acontecendo comigo
de 2024 pra cá, apenas angústia, tristeza e…
solidão
sinto meu ser derreter dentro de mim
nada é permanente, tudo passa, tudo se perde
eu perco tudo, todos… o tempo todo
já não sei mais como lidar
só me resta chorar e esperar
esperar tudo isso acabar e a felicidade finalmente me reencontrar
Eu tenho todos os sonhos do mundo, guardados dentro de mim.
Sonhos bons, de amor e paz.
E mais tudo aquilo que o dinheiro não traz.
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