Poemas sobre o Mar
A imaginação é tão perfeita que o instante em que reconhecemos a sua distância da realidade marca o início da nossa lucidez. Furucuto, 2026
Dizem que, quando não pescamos nada, o mar não está para peixe. Engana-se quem pensa que apenas arremessamos a isca e o anzol para fisgar algum peixe. Na maioria dos arremessos, a linha lançada ao mar está carregada de reflexões e pensamentos, e, no silêncio das ondas, eles vão se dissipando — não em busca de peixe, mas de paz interior. Reflexões silenciosas que só as ondas do mar 🌊 sabem conduzir.
O olhar dela é como o mar em dia de tempestade: profundo, indomável e cheio de segredos que só o coração entende.
O seu olhar é um mar revolto: por cima, a onda da mentira que tenta me enganar; por baixo, o abismo de quem está pedindo socorro e não sabe como dizer.
Sempre fui um náufrago de mim mesmo, boiando em incertezas. Mas no meio de tanto mar, seu abraço foi a primeira vez que senti o chão firme.
"Assim como o rio não pergunta onde termina, ele apenas segue o pulso da terra até virar mar. O que é teu aprende teu nome no caminho e te encontra, mesmo sem saber onde te achar."
Por mais forte que seja a nossa mente, sólida como a rocha e firme como o mar, o verdadeiro amor tem o poder de nos desarmar e nos tocar em todos os sentidos.
Sou feita do som da chuva, do inverno, do som do mar, do azul do céu e do barulho do vento. Gosto de filmes melancólicos . aprecio a natureza e as trilhas, assim como música e dança. Nem sempre amo a vida, mas luto cada dia para ficar bem."
A vida é como um mar, nem sempre é calmaria. Muitas vezes, são fortes ventos e temporais. Mas, sempre estou com as mãos firmes no leme. É assim que atravesso as grandes ondas que as vezes querem me deixar à deriva. Focado em minha bússola interior, a qual me mostra quando é hora de mudar e seguir em outra direção...!
Em meio ao mar revolto da existência, há corações que aprendem a ser ilha — firmes, serenos e banhados por uma paz que nenhuma tempestade alcança.
A fronteira é uma cicatriz no papel, mas a alma do povo é uma costura invisível que ignora os marcos de pedra.
Calma, as vezes o recuo do mar não mostra coisas bonitas, mas, esse recuo é temporário e necessário....
para uma boa limpeza
Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.
Somos como as nuvens que navegam no mar do céu. Nos despedaçamos, nos unimos, nos tocamos. Dançamos, sacudimos, nos chocamos. Ficamos cheios de mágoas e depois choramos. Como os trovões gritamos e como os raios, ferimos. Como as tempestades, nos revoltamos. Passada a tormenta, nos entregamos a este azul infinito, indecifrável, irredutível, que é o oceano da vida. Somos empurrados pelo vento, o destino que não controlamos. Reféns do tempo nos desmanchamos. Para o nada, para o temido nada, simplesmente ao nada, retornamos.
