Poemas sobre o Mar
Cada passo é escolha, cada olhar, um mar,
E o coração insiste em navegar sozinho. - Frase da música Entre o Querer e o Amar do dj gato amarelo
O que éramos nós, sem o assombro, o espanto, a sensibilidade? Conchas do Mar Morto? Perfeitas por fora, mas sem trazer o som do mar encostado ao ouvido, apenas o sussurro seco do próprio deserto.
Uma Gota de Leitura permite um acesso incrível a uma Praia de Literatura e assim começa um Mar de Aventura que corre para um Oceano de Cultura.
Naturalmente as tempestades do mar da vida induzem-nos a fazer grandes petições. Quem não reza morre pecador, quem reza se transforma num grande pescador.
Insistir em algo que lhe destrói é o mesmo que entrar num mar bravio, tempestuoso, sem saber nadar ou colete para, quem sabe, evitar sua morte.
No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.
Em meio ao mar de inseguranças, eu continuo navegando; por isso o barco que eu navego se chama Resiliência.
Todos temos um rio a correr dentro de nós. Passamos a vida a tentar encontrar um mar para ele desaguar. As tempestades fazem-nos constantemente mudar o seu curso e nem sempre o mar aparece
Ali inerte, nas águas limpídas do mar.
Invadida de silêncio, buscando um significado para a palavra amar.
A imaginação é tão perfeita que o instante em que reconhecemos a sua distância da realidade marca o início da nossa lucidez. Furucuto, 2026
Esbarrei em você num beco sem saída, então quando me dei conta já estava me afogando no mar profundo.
Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.
Dizem que, quando não pescamos nada, o mar não está para peixe. Engana-se quem pensa que apenas arremessamos a isca e o anzol para fisgar algum peixe. Na maioria dos arremessos, a linha lançada ao mar está carregada de reflexões e pensamentos, e, no silêncio das ondas, eles vão se dissipando — não em busca de peixe, mas de paz interior. Reflexões silenciosas que só as ondas do mar 🌊 sabem conduzir.
