Poemas sobre Filhos

Cerca de 20033 poemas sobre Filhos

⁠O tempo fez bem para algumas pessoas e outras não.
Vou te conta hein🤭
Tá acabadinha filha 😅

Zoeira Galvão

Inserida por joao_galvao

⁠Quem ama trai?
Você trairia sua mãe?
Trairia seu pai?
Trairia seus filhos?
Se sim, realmente, que ama trai.

Inserida por joao_galvao

Então a mãe chegou para o filho adolescente, visivelmente drogado e aconselhou:
-meu filho, você já tem dezessete anos,
porque você não arranja uma namoradinha de quem você goste
e que também goste de você
e pense num futuro de construir um lar; pare com esse negócio de usar drogas!
Então o filho respondeu:
-Aos quinze anos eu ainda pensava assim mãe;
mas então começaram as bebedeiras,
brigas e seguidas traições entre a senhora e o pai;
naquele tempo eu ainda usava drogas, mas então vocês se separaram...
agora a droga que me usa...

Inserida por tadeumemoria

FILHO DO SILÊNCIO

filho do silencio, eu e escutei cantigas antigas

que a ternura doce e materna soprava na brisa;

tinha a beleza de tudo que a infância embeleza,

a beleza do que não é belo, mas embeleza o espírito,

a beleza porque tudo é novo quando se é criança...

e tudo é paixão quando se tem espaço no coração;

guardei sorrisos, olhares, palavras,

alguém que passava mas deixava o perfume,

alguém que falava ou balançava os quadris,

alguém que só existisse na minha imaginação;

que contemplasse o que tivesse movimento, aroma e luz,

armazenei colinas e silhuetas, o que cintilasse, o que gorjeiasse,

o que sorrisse, o que vibrasse, o que silenciasse;

porque às vezes silenciamos para as coisas que partem

ou para o que não temos explicação

e assim eu me tornei filho do silêncio

quando silenciei pro meu pai, pra minha mãe,

pra todas as despedidas, pra tudo o que partia,

pra tudo o que se partia

e me transformei em órfão dos sonhos, das promessas, dos ideais...

Inserida por tadeumemoria

1And she made a paraíbada,
vendeu bicharada,
catou filharada,
pegou a estrada,
deixou-me sozinho numa choupana de taipa,
e o nosso amor pra sempre,
sempre infinito,
as vezes com gritos,
com tapas e porrada,
deu uma pausa, como diria ela orgulhosa do inglês,
um break, meiqueanglosaxonizada,
she made a paraibada,
fez ruir nosso paraíso nos confins de paraipaba,
e os banhos de rio e as cachoeiradas,
lual e serenatas em belas noitadas,
ficaram só na lembrança,
e aquela menina que eu via correndo na minha infância,
na terra rachada do sertão nordestino
eu, então, rapazola ainda menino,
encantado com tudo o que via
percebendo nos seus passos o meu destino...
jamais imaginara que algum dia viesse a chorar tanta saudade
she made a paraibada...

Inserida por tadeumemoria

PASSAGEM

O que olha, o olhar do morto fixo no teto,
Pensa no aborto no feto,
No filho que seria o prodígio,
Porque os que vingaram,
Envolveram-se com drogas,
O que pensa o defunto?
Pensa no gerúndio do verbo morrer
Pensa nas coisas que deixou de dizer,
Pensa nos abraços que deixou de dar,
Pensa na esposa que deixou de amar,
Pensa no particípio do verbo finar
O que pensa o finado
No féretro fechado
No pranto caindo de alguém preterido
No pretérito imperfeito
E no mais que perfeito
Do verbo acabar
Acabara bem antes do lapso, do colapso

O que olha o olhar do morto,
Num ponto indeterminado,
Pensa no pigarro, na cirrose,
Pensa no enfisema,
Na cachaça que não mais beberia,
No cigarro, que não fumaria ...
O que olha o olhar do defunto,
Germes, vermes em festa,
Por um novo presunto,
A passagem? Alguma paisagem?
Trevas ou luz?
Ou A singular possibilidade de renascer?

Inserida por tadeumemoria

Que todo homem seja um pai...
a quem o filho possa dizer:
- Pai; você é uma mãe!...

Inserida por demetriosena

Por mais que firam as vistas,
que os fatos tomem seus vultos,
pra certos pais extremistas
filhos nunca são adultos.

Inserida por demetriosena

DOCE ALMA DE FILHA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Vencido pelo amor de Marcela, Pedro resolveu se cuidar. Filha extremada, Marcela usou de todos os artifícios de afeto, para convencer o pai turrão a procurar tratamento. pedro andou com problemas respiratórios e parece que o coração sempre forte, à prova de abalos, decidiu dar sinais de que não é de aço.
Sem saída e com as velhas desculpas para lá de gastas, Pedro fez exames; tomou remédios; fez um bom tratamento. No fim das contas, não era mesmo nada tão grave. Teria sido, se o amor e o desvelo da Marcela não o tivessem feito buscar ajuda. Se os olhos atentos de Pedro não tivessem mergulhado nas lágrimas dos olhos tristes de Marcela.
Pedro cuidou dos brônquios obstruídos, para que Marcela respirasse aliviada. Foi ver como estava o seu coração, para sossegar de vez o coração de Marcela. Tratou das dores do velho e duro corpo de pai, para que deixassem de doer na fragilidade, no verdor e nas aflições da doce alma da filha.

Inserida por demetriosena

DENTRO E FORA

Pra minha filha Nathalia

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Tua entranha reluz na vitrine dos olhos,
pois nenhum dentre os olhos ao redor dos teus
terá lente forjada para ver teu mundo;
rasgará vãos e véus pra chegar ao que pensas...
É bem fácil te achar; não exige um garimpo;
sou feliz por quem és tão sem capa e sem show,
porque vou à tu´alma e confirmo teu rosto,
vejo como a verdade combina contigo...
Teu sorriso, teu choro, as demais emoções
têm a tua rubrica, o timbre, a marca d´água,
vêm das tuas razões mais profundas e tuas...
Quando falas te sinto e quando sentes ouço,
como sei que te sei sem temer a surpresa
de baía ou represa que não mostre o fundo...

Inserida por demetriosena

ESTAÇÃO FILHO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ganhe menos.
Compre menos.
Pague menos.
Dê menos Barbie.
Menos tablet.
Menos tudo
que tanto faz...
Tenha tempo.
Dê mais presença.
Mais atenção.
Dê olhar.
Dê contato.
Dê a mão...
Eduque mais,
delegue menos,
tome o trilho...
e desembarque
na sua filha.
No seu filho...

Inserida por demetriosena

A EDUCAÇÃO PELA ÉTICA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Ensinar um filho a não fazer pirraça porque se fizer, não ganhará bicicleta, boneca ou seja lá o que for, é criar um sonso. Um adulto interesseiro, que não saberá respeitar as pessoas de quem não espere algo. Da mesma forma, cria-se um mentiroso enrustido, ensinando ao filho que se não deve mentir porque "a mentira tem pernas curtas". Mais tarde, ao perceber que a mentira pode criar asas, ele mentirá.
Quem só não comete crimes porque pode ser descoberto e preso, é um criminoso em potencial. E quem não peca por ser um religioso, porque "Deus está vendo" e pode "pesar a mão" sobre ele, não é uma pessoa confiável. A ocasião propícia ou pelo menos a chance de uma boa justificativa revelará o caráter dessa pessoa. Ela só precisa mesmo encontrar um meio seguro de "passar a perna" em "Deus" e na sociedade.
A lei, seja ela humana ou sobrenatural, quiçá divina, não forma o cidadão consciente. A ética, sim. Se criarmos os nossos filhos, educarmos nossos alunos ou doutrinarmos nossos liderados para o cumprimento livre, natural e consciente de seus deveres humanos, sociais e quaisquer outros, aí sim: teremos o mundo com que os homens e mulheres de boa vontade sempre sonharam.

Inserida por demetriosena

FILHO DA MÃE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sou do tempo das mães extremadas e loucas
Pelas proles extensas, os filhos em série,
Conheci as mães roucas de muito gritarem
Seus avisos, pedidos e premonições...
Tive mãe nesse tempo em que as mães não dormiam,
Não viviam pra si, só pra suas ninhadas,
Tinham medos do mundo que cercava os seus
E sabiam que “Deus” não seria babá...
Fui um filho de mãe que não tinha controle,
Nada era bastante pra me ver seguro,
Via sempre o futuro a lhe pedir urgência...
Houve o tempo em que as mães eram puro exagero,
Desespero de amor, agonia de paz,
uma dor que jamais as tornou infelizes...

Inserida por demetriosena

FILHAS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Quero a vida pra tê-las, não há mundo
sem o tom de seus olhos frente aos meus,
meu adeus não seria dor nem drama
se não desse ao sentido de quem sou...
É por elas que tenho lado bom,
ganho luz em recantos do meu ser,
sei vencer os meus monstros pessoais
e olhar sem descaso pro depois...
Só aceito partir se as vejo inteiras,
resolvidas, felizes e seguras
de seus sonhos; de suas realidades...
Quero mundo pra tê-las, não há vida
sem as chaves do amor que me liberta
da ilusão de viver só para mim...

Inserida por demetriosena

TEMPOS DE SUPERPROTEÇÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se é por seu filho, tenha medo do mundo. Faça isso, para que o medo não tenha que ser dele, quando chegar a hora jamais prevista por seu medo insano, instituído e massificado, de superproteger. Para que a falta de medo e o desaviso não guardem sua ruína entre o silêncio da passividade que permite o voo com asas incompletas.
Mesmo a águia, quando solta no espaço o seu filhote para testar as condições de voo, tem os olhos atentos sobre ele. Não o deixa escapar de sua mira, e ao perceber a inércia desse filhote, quando o chão já está próximo, precipita-se no ar e o resgata bem antes da concretização do perigo. Não aposta na sorte, muito menos na necessidade pedagógica de um tombo que possivelmente apenas o machucaria. Machucaria bastante.
A considerar os tempos que atravessamos, meio termo é disfarce de abandono. É preciso, mais do que nunca, perdermos o próprio sono para que o nosso filho sonhe, confiante no alcance de nossos olhos e na força de nossas garras. Filhos eventualmente mimados terão sempre a chance de se recriar e seguir. Filhos gravemente marcados pelo abandono do meio termo que não prevê as desgraças inerentes às brechas da criação fria e desatrelada, nem sempre.
Refiro-me aos filhos em formação. E se não há formação, não haverá formados. Formar é apontar caminhos, ensinar a seguir, mostrar o mundo, corrigir, mas estar sempre lá. Só deixar que o filho voe sem a supervisão de nosso amor presente, ocular e de garras atentas, quando ele se sentir pronto e puder, ele mesmo, decidir no que pode ou em quem pode confiar. A partir daí, os tombos e sucessos, as dores e as alegrias serão de sua inteira responsabilidade.
Sobretudo, é protegendo com a força e os critérios da possibilidade máxima de nosso amor, que podemos ensinar nossos filhos a proteger nossos netos. Nossas futuras gerações.

Inserida por demetriosena

CRIAÇÃO À MODA ETERNA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Os nossos filhos pequenos merecem todo o medo real do mundo que nos cerca. Não só merecem, como precisam desse olhar extremado que não abre a guarda e vai lá no fundo. Mesmo quando não há fundo. Mergulha intempestivamente no caos das verdades farpadas do tempo em que vivemos.
Tenhamos medo por eles, para eles não o terem depois do tempo nem nos contextos equivocados que de nada valerão. Apostemos o nosso couro, quantas vezes quisermos, mas nunca suas essências, no que não é de nosso alcance. Evitemos as ausências disfarçadas; as distâncias amenizadas por presentes; as terceirizações em nome da independência precoce. O sossego prático e frio de nossa confiança nos corações externos.
Eles tanto precisam do nosso exagero, quanto sentem profundamente a falta do excesso desse amor, quando nos rendemos ao descanso de respirar sem culpa e susto... à paz da consciência adquirida por conceitos modernos de criação menos vinculada. Só no passar dos anos, os filhos percebem todo o abandono que lhes demos com belas nominatas contemporâneas embrulhadas em bonitos discursos profissionais.
Sejamos os pais de que a inocência filial precisa. Logo a vida privará os nossos filhos dessas loucuras de amor, mas essa perda tem cura. Ela virá na saudade sempre terna e risonha do que não lhes faltou no tempo em que tiveram a proteção - ou superproteção - de tantas preocupações afetivas.

Inserida por demetriosena

PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Com toda a liberdade que os filhos devem ter para brincar, fazer amigos, conviver com outras pessoas queridas, a presença dos pais deve ser a mais constante; a mais forte; mais significativa. Dar-se ao luxo do belo pleonasmo de ser a presença mais presente.
Filhos até se acomodam, mas não querem a liberdade extrema de quase não ver os pais. A tristonha liberdade – ou abandono - de ter em outros rostos os mais vistos. Em outras vozes as mais ouvidas. Em outros nomes, os mais chamados nas suas horas de angústias e dúvidas infantis.
O exercício da maternidade/paternidade exige tempo e presença. Contato constante. Evidentemente, o trabalho nos afasta um pouco desse contato, mas deve ser a única justificativa – não forjada – para não estarmos perto de nossos filhos. Melhor ainda, se os filhos tiverem a certeza de que um dos pais estará sempre com ele, na ausência do outro.
Todo filho, ao crescer, será muito mais feliz se tiver a lembrança de que foi educado pelos pais. Não por um monte de gente. A educação fragmentada deixa buracos irremediáveis na vida e no caráter do ser humano, e todo ser humano há de cobrar aos pais – ou a um deles - por esse buraco, e não há de ser das melhores formas de cobrança.
Exercite ao máximo sua maternidade, ou paternidade, no tempo de que dispõe, e procure dispor do máximo possível, de tempo. Pelo menos do seu tempo com os filhos. E se esses filhos têm sua guarda alternada, por questões de separação dos pais, a razão é mais forte ainda, para você aproveitar ao máximo esse tempo já dividido.
Quem se livra do filho, deixando-o constantemente aos cuidados de outros, mesmo nos casos em que dá para ficar com ele ou levá-lo em suas saídas, perde a chance de viver um grande amor. O maior amor de sua vida. A história mais bonita que poderia escrever.

Inserida por demetriosena

RIMARIA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A ondinha na poça
não é maré;
calango não é filhote
de jacaré.
Sanguessuga também gosta,
mas não é bicho de pé,
nem é porque sou pobre
que sou ralé.
O cheiro do tênis sujo
não é sempre chulé;
jamais confunda um adeus
com um até;
um pirulito comprido
com picolé.
O café da manhã
às vezes não tem café,
e não é sempre que o antes
tem que ser pré
ou a pessoa inocente
ser mané.
Muita música baiana
não é axé;
às vezes retroceder
não é marcha a ré;
existe muito carinho
sem cafuné.
Poema nem sempre rima
se o autor não quer,
não confunda qualquer um
com um qualquer,
pois tanta coisa parece
mas não é.
Às vezes fica difícil
pra quem bate o pé;
acreditar de teimoso
não é fé.

Inserida por demetriosena

EXPECTATIVAS FILIAIS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Filhos querem contar com nossos olhos,
nosso brilho de alerta e nosso excesso,
pois o preço daquele "deixa estar"
manda suas cobranças para eles...
Eles gritam com gritos ou silêncios
quando a vida lhes fere no vazio,
tira o brio, lhes priva de autoestima
e revela que somos vãs miragens...
Pedem erros, acertos nas ações,
atenções necessárias e nem tanto,
cismas justas, injustas, extremadas...
O que filhos não querem é distância,
nem a calma que diz que tanto faz
ou a paz que relaxa e lhes expõe...

Inserida por demetriosena

EDUCAÇÃO VISCERAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Nossos filhos não aprendem quase nada com os nossos discursos profundamente moralistas e as censuras que lhes impomos. Aprendem muito mais com o que somos e comparam, passo a passo, o que fazemos com o que dizemos. Isso é lei. Não divina nem humana. Mas do tempo.
Com a nossa hipocrisia, eles podem se tornar adultos ainda mais hipócritas ou até pessoas bem melhores, mas neste caso, por absoluta falta de admiração. De uma forma ou outra, sempre haverá um abismo que os fará sofrer e amargar lembranças indeléveis.
Não cavemos em nossos filhos, os buracos evitáveis. Doenças, dificuldades financeiras e até fome ou defeitos cabeludos que não deponham contra nosso caráter podem ser totalnente superados em suas memórias... mas nenhuma hipocrisia será perdoada, sob qualquer pretexto.

Inserida por demetriosena