Poemas sobre Doença
A infância não foi um jardim, foi um campo minado de acidentes, um leito gelado de doenças e um cemitério precoce de perdas inimagináveis. Mas o pior não estava no sangue ou no luto; o verdadeiro trauma veio na frieza cortante da negação. Fui gerado, mas não acreditado. A pessoa que me trouxe à luz se tornou o meu juiz mais severo, o espelho da indiferença que me tratava como sombra. Essa voz, a que deveria ter sido o meu alicerce, martelava a sentença mais cruel na minha cabeça infantil: eu nunca seria alguém. Eu estava condenado à infelicidade antes mesmo de ter chance de viver. E essa semente... Ah, essa semente perversa. Ela não morreu. Ela se transformou num arbusto espinhento com garras de ferro. Cresceu no solo árido da rejeição, no pedregal da alma, e hoje, é uma mata fechada dentro de mim. Suas raízes profundas não são superficiais, são nervos expostos, enroscadas no âmago do meu ser. Arrancá-las é impossível. O que resta é a luta diária para não ser estrangulado pelos seus ramos gélidos.
As doenças psíquicas tornaram-se quase ordinárias no nosso tempo porque o sujeito foi lançado num campo que exige resposta contínua: produzir, aparecer, interpretar, escolher, otimizar — sempre mais, sempre agora. Nesse ritmo, foi-lhe negado o intervalo onde a experiência se decanta e ganha forma. Sem pausa, não há assimilação; sem assimilação, não há consistência. E o que não se sustenta por dentro acaba por ruir em silêncio — ainda que, por fora, permaneça funcional.
A depressão, chamada “doença do século”, é um inverno interno que se instala sem aviso, abafando cores e silenciando risos. Vem como neblina devagar, transformando rotinas em paisagens distantes e tornando o simples esforço de respirar um ato de coragem. Lutar contra esse mal é caminhar por trilhas escuras com a esperança como lanterna: às vezes vacila, mas não se apaga. Há dias em que o avanço é quase imperceptível; outros, o retrocesso dói como fim de tarde chuvoso. Ainda assim, resistir importa. Buscar ajuda profissional, aceitar apoio, dizer as palavras que tremem na garganta são pétalas lançadas contra o vento do isolamento. A cura não é linha reta: é mosaico de pequenos sinais — uma conversa que acolhe, um remédio que estabiliza, um gesto que repõe calor humano.Escutar sem julgar, ofertar presença e derreter o estigma. Não deixe que o silêncio seja refúgio permanente. Cada tentativa é resignificação, cada mão estendida, promessa de amanhecer. A depressão é real e dura; com empatia, cuidado e persistência, é possível reencontrar a luz.
Seja aonde for, existe uma doença que está matando amor, ela está no mundo inteiro, pessoas com crescimento financeiro, tendo rebaixamento humano certeiro.
Preconceito e racismo são doenças tristes que revelam ao mundo as almas infelizes e retrógradas que são incapazes de conviver
A doença de algumas pessoas, residem na Alma, mas, a sua incredulidade nisso, não permite que a cura aconteça e por isso vivem entre o choro e o riso.
Da energia nuclear não se pode fazer uso nem mesmo para o progresso, quanto mais para curar doenças.
A doença derruba qualquer orgulhoso de seu trono. Pode ser a pessoa mais durona e orgulhosa deste planeta inteiro, mas que o sofrimento é capaz de abrandá-lo. Como gostaria de ter tido um pouco de carinho, de ser cuidado como uma criança.
Povo usa máscaras contra doenças infecciosas, mas não luta contra pecados que matam o corpo e a alma.
A doença não respeita virtudes nem crenças. Não importa o amor que alguém transmitiu, o caráter que construiu, a inteligência que possui ou a fé que carrega. Às vezes, ela simplesmente chega devorando a todos, sem explicação e sem justiça.
Cadê os imitadores de Jesus? Tô precisando de vinho, pão e peixes, quero curar minhas doenças crônicas, inclusive preciso ressuscitar meu vizinho que me devia uma fortuna.
A depressão é uma doença furtiva que ataca sem distinção, derruba a vontade de viver, a fé, seja lá qual for, e ameaça os guerreiros mais heróicos. É preciso estar sempre atento a ela, descobrindo diariamente mecanismos para escapar e continuar lutando.
Há uma doença que anda entre os humanos, até se descrebrir o autor poderia estar morto, ou já ter morrido por esta doença. Consegues ver qual é?
“A maior doença do idoso muitas vezes é a solidão. A velhice é sinal de sabedoria e nunca de discriminação.”
