Poemas Sobre Céu
A Alma do Pampa
O pampa, com suas coxilhas que dançam sob o céu sem fim, é mais que uma paisagem: é o coração pulsante do Rio Grande do Sul, onde a alma gaúcha se entrelaça com a terra, o gado e a solitude. Este romance mergulha na essência dessa vastidão, onde tu, tchê, vais encontrar o homem e a mulher gaúcha, muitos descendentes de imigrantes italianos e alemães, moldando suas vidas entre o galope do cavalo, o mugir do gado e o cultivo da uva que dá vida ao vinho. Aqui, o trigo e a soja florescem nos campos, testemunhas de um povo que carrega a força do trabalho e a riqueza de suas raízes.
A Vida no Pampa é a história de um gaúcho e uma prenda, cujas origens italiana e alemã trazem à pampa o eco de terras distantes: o canto das nonas, o rigor dos colonos, a paixão pelo vinho artesanal e o pão feito com o trigo da própria lavoura. O cavalo, fiel companheiro, carrega não só o peso do laço, mas a própria identidade de um povo que vive em harmonia com a natureza bruta. O gado, soberano das coxilhas, é o sustento e o símbolo de uma luta diária, enquanto a soja, com sua modernidade, desafia as tradições de outrora.
Entrelaçado a essa estória, o folclore gaúcho sussurra em cada sombra do pampa: o Negrinho do Pastoreio guia os perdidos, e a Salamanca do Jarau guarda segredos sob a terra. Este livro capta a dualidade do campo: a beleza crua da imensidão e os conflitos silenciosos de quem carrega no peito o orgulho de suas origens e a solidão de horizontes infinitos. Inspirado nas vozes de Simões Lopes Neto e no ritmo das canções nativistas, A Vida no Pampa é uma roda de chimarrão, onde o homem e a mulher gaúcha, imigrantes e nativos, compartilham histórias de trabalho, amor e resistência. Vem, tchê, senta-te, mateia e escuta o que a pampa, com sua uva, seu vinho e seus mitos, tem a te revelar.
A Guardiã da Aurora
Era a manhã de 7 de outubro de 1939, e o céu ainda carregava o silêncio enganador para um dia um dia da festa da juventude. Amit Gur, uma mãe dedicada e soldado determinada, acordou com o som de sirenes cortando o ar.
O instinto a fez pegar sua pistola, a única arma ao seu alcance, enquanto deixava um beijo apressado na testa de sua filha adormecida. "Volto logo", sussurrou, embora uma sombra de dúvida a envolvesse seria aquele o último adeus?
Os relatos chegavam rápido: terroristas haviam invadido a área, trazendo caos e destruição. Sem tempo para hesitar, Amit correu para o confronto. Sozinha, com o coração acelerado e a mão firme no gatilho, ela se posicionou em um ponto estratégico. O barulho de tiros e gritos ecoava ao seu redor, mas ela não recuou.
Diante dela, vários inimigos armados avançavam, confiantes em sua superioridade numérica. Mas Amit tinha algo que eles não podiam prever: coragem indomável. Com precisão e sangue-frio, ela disparou. Um a um, os terroristas caíram, surpreendidos pela resistência feroz de uma única mulher.
Cada tiro era um ato de bravura, cada movimento uma prova de que o medo não a dominaria. Em sua mente, a imagem da filha a impulsionava ela lutava não apenas por si mesma, mas por todos que amava. O combate parecia eterno, e Amit acreditava que seu fim estava próximo. Mesmo assim, não desistiu.
Quando o último inimigo tombou, o silêncio voltou, pesado e surreal. Ferida, exausta, mas viva, ela percebeu que havia vencido o impossível. Cambaleando, retornou para casa, onde sua filha a esperava, alheia ao heroísmo da mãe. Amit Gur não buscava glória.
Sua bravura nasceu do amor e da necessidade, uma força silenciosa que transformou uma manhã de terror em um testemunho de coragem eterna. Ela sobreviveu e com ela, a esperança de um futuro mais seguro.
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
E sobre o tempo de amar,
O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que o teme
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que escolhem festejar
Mas, para os que verdadeiramente se amam, o tempo é eterno.
amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O princípio do Amor é amar
Além de todos aqueles pontos
brilhantes e ardentes no céu,
existe o formidável vazio,
que é sempre reciproco
na troca de olhares.
Formidável vazio,
que é cheio de tudo,
que é cheio de nada.
E assim,
como a personificação
do universo,
vivemos,
descobrindo o infinito,
neste finito tempo.
Há noites que paramos para observar o céu e tentar contemplar a Lua, mas só recebemos de volta a escuridão.
-
E de repente, nos damos conta, qua a escuridão tem a sua beleza também. 🖤
Nada é tão longe
quanto
as estrelas do céu...
Se você tiver que
buscá-las na imensidão...
Busque-as
eofereça à pessoa que tanto
te fez bem.
EU BORDO NO MANTO DO CÉU
Eu bordo no manto do céu...
Nomes de seres decentes
Por terem doçuras de mel
E carismas surpreendentes...
Eu bordo no manto do céu...
Nomes daqueles ausentes
Que tiveram destino cruel
E calados, covardemente...
Eu bordo no manto do céu...
Nomes dos queridos entes
Que fizeram um bom papel
Ficando dentro da mente...
Eu bordo no manto do céu...
Os versos fluorescentes
E que tremulam ao léu
Por serem versos somente...
(EU BORDO NO MANTO DO CÉU - Edilon Moreira, Outubro/2024)
SE CADA ESTRELA TIVESSE VOZ?
Imagino as estrelas no céu...
Como as afinadas coristas
Desempenhando o papel
De encantadoras artistas...
Imagino a magnânima lua...
Imponente como o regente
E sobre a orquestra flutua
Brilhando energicamente...
Se cada estrela tivesse voz?
Acalentava a todo espírito
E toda a música viria até nós
Tornar cada dia mais bonito...
Se cada estrela soasse canto?
Desde o inverno ao verão
Nenhum triunfo seria tanto
A controlar tamanha emoção...
(SE CADA ESTRELA TIVESSE VOZ? - Edilon Moreira, Agosto/2023)
LINDAMENTE
Eu quero ficar somente...
Debruçado à janela
E tudo ver lindamente
O mar, o céu, a caravela...
Quero o dia iluminado...
Quero a meu bem, viver!
O meu bem mais amado
Ao meu lado sem sofrer...
Que tudo seja completo...
Sem nada mais a pedir
Nesse cantinho seleto
O que resta é existir!
E brindar pelo momento...
Com pedido em oração
Que vai no pensamento
Mas contém-se no coração...
(LINDAMENTE - Edilon Moreira, Dezembro/2020)
LUA MINHA, LUA TUA
Ó lua minha e lua tua...
De iluminada beleza
Tão solta no céu flutua
Em branca delicadeza...
A noite fica encantada...
Perplexo, eu fico a mirar
Se fosse a alma penada?
Só em ti... Eu iria habitar...
Exalto-te noutro poema...
Um verso teima em luzir
Parece cena de cinema
Mas, juro que só eu a vi...
(LUA MINHA, LUA TUA - Edilon Moreira, Outubro/2021)
“A Resposta Que Veio”
Durante trinta e sete dias...
eu olhei pro céu
esperando uma resposta.
Esperei uma voz,
um sinal,
um milagre.
Mas...
o céu ficou em silêncio.
E sabe o que eu percebi?
Que, às vezes,
Deus não responde falando...
Ele responde enviando.
E me enviou vocês.
Amizades que seguraram meus pedaços,
que foram abraço quando só existia vazio,
que foram colo quando tudo pesava demais.
Se era pra rir,
vocês riram até das minhas piadas mais horríveis.
Se era pra chorar,
vocês sentaram no chão comigo
e deixaram o silêncio falar por nós.
E ali eu entendi...
que, enquanto eu pedia pra Deus me responder,
Ele já tava respondendo.
Não com palavras,
mas com gente.
Gente que ama, que cuida, que não solta.
E talvez…
o milagre não era a resposta que eu queria.
O milagre…
sempre foi vocês.
Cumprimento de amigos:
Bom dia, querido
Que a luz do céu te ilumine
Que o seu dia não fique morto
E que seu dia seja repleto de paz
Sei que seus dias foram difíceis
Mas, antes de desligar essa ligação, quero te desejar boa sorte.
🪁 O Peixinho e o Quadrado
Nas quebradas do céu da favela,
Sobe o peixinho na linha singela.
Feito de jornal, varetas tortinhas,
Mas voa ligeiro, cortando as linhas.
Lá do asfalto, vem todo montado,
O tal do quadrado, pipa de “abastado”.
Colorido, pomposo, de corte preciso,
Mas falta-lhe arte, coragem e riso.
O peixinho dança, ele gira no vento,
Desvia, mergulha, ataca no tempo.
Não tem carretel de alumínio brilhando,
Mas tem o menino que vai controlando.
Com olho afiado e alma de guerreiro,
Solta na manha, recolhe ligeiro.
O quadrado se exibe, achando-se rei,
Até que o peixinho dá o golpe da vez.
Num rasante ousado, feito passarinho,
CRÁ! — vai-se embora o quadrado no ninho.
A criançada grita, a favela aplaude:
“Foi o peixinho que fez mais um baude!”
Porque não é o preço que faz campeão,
É a coragem, a ginga e o coração.
E o céu lá de cima já sabe a verdade:
Quem corta com arte… não compra vaidade.
Duarte: Minha Breve Estrela
É como se o céu inteiro se abrisse,
um aglomerado de estrelas a brilhar,
o mais lindo e belo céu estrelado,
e eu, cego de amor, só soubesse te olhar.
Entre tantas luzes que o mundo oferece,
foi por você que o meu peito se acendeu.
A estrela que escolhi, entre todas,
foi a que nunca quis ser só minha, nem se perdeu.
Você, que ama o silêncio da própria companhia,
que foge das mãos que só querem cuidar,
você era a solitude, eu o amor oposto,
que nunca se encontram... a não ser por um breve instante no ar.
E mesmo agora, no vazio dessa noite,
se eu pudesse, faria tudo igual outra vez,
pra ter você comigo, só mais um instante,
minha estrela escolhida, minha única vez.
Sou Africano
Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.
Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.
Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.
Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.
Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.
Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
✨ 🕊️🏳️Paz sobre Israel 🇮🇱
Lá onde o céu toca as muralhas antigas, Ecoam orações em pedras vivas. Jerusalém, jardim do eterno clamor, Suspira esperança, em meio à dor.
Sobre colinas banhadas de promessas, Corre o vento que a profecia expressa. Mesmo entre lanças, muros e pranto, Há um Deus que vela — em paz e em manto.
Choram as mães, oram os anciãos, Clamam por paz nas multidões. Mas Deus, em seu trono de glória e luz, Ainda estende os braços por meio da cruz.
Shalom, palavra que abraça e cura, Promessa eterna que o tempo apura. Israel, na palma do Altíssimo está, E a paz verdadeira um dia virá.
Deixa o céu te ver
Quando nada mais te fizer sentido,
sai.
Senta lá no vento.
Se permite o silêncio.
Se ele não te sussurrar uma resposta,
pelo menos o Sol já te enxugou as lágrimas.
Com a palavra,
Alice Coragem.
O tempo é um artista com pincel de ouro,
Pinta o céu de azul, e o coração de aforo.
Na simplicidade do dia a dia,
Descobrimos a magia da existência vazia.
Salmo uma alma de Safira
Por Ruisdael Maia
Saia para fora e olhe para o céu.
Eu escrevi o seu nome nas nuvens que flutuam serenas.
Viu aquele azul profundo?
É como a pedra de safira, que adorna o trono de Deus.
Assim é a minha alma, guardada e preciosa diante do Altíssimo,
brilhando com a luz eterna do amor divino, lapidada pela dor, mas feita para a eternidade.
Minha alma já se escondeu, já chorou em silêncio, mas hoje, por você, eu me entrego, e grito às nuvens, com todo o fôlego que encontro:
*“Minha alma, eu prometo cuidar de você.”*
Mais que ouro, mais que fama,
mais que qualquer tesouro que o tempo rouba, é um amor que não se desgasta.
Amar a si mesmo não é vaidade, não é esconder feridas atrás de máscaras,
não é buscar aplausos ou elogios vazios.
É olhar para dentro com reverência e sussurrar:
*“Você é precioso, porque Deus te formou em segredo.”*
Meu amor por mim nasceu quando entendi o amor de Deus, e é tão profundo quanto a alma que Ele soprou em mim,
tão alto quanto o céu que brilha e canta Sua glória.
Quando orares, olhe para o céu e lembre-se de mim.
Inclua meu nome em tuas orações, pois assim como o céu reflete a safira,
Deus reflete em mim a beleza de quem Ele está restaurando.
Que minha alma seja lembrada diante d’Ele, como pedra preciosa segura em Suas mãos, diante do trono adornado com safiras eternas.
Amém.
By @ruisdaelmaia
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