Poemas sobre Ate breve Abraco

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⁠A Lua da ancestralidade
indígena e imigrante
sobre o Médio Vale do Itajaí
ora Lua de Sangue e tantas
outras luas que ainda não vi
ilumina a minha bonita
Rodeio e nos alegra por aqui.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A História da Ilha das Vinhas
fala sobre o essencial daquilo
que deveríamos conservar
para a vida se perpetuar.

Ela era uma ilha que era boa
para pescar e tinha quem
nela conseguia videiras plantar,
e hoje não se consegue continuar.

O quê é de vida deveria ser
de acordo comum para ir
para frente e sempre caminhar.

Espero que algum dia não seja
preciso nem mais poesia
para a importância de assim lembrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Luar Crescente sobre
o Médio Vale do Itajaí
é o luar ancestral
de quem cruzou
o Oceano Atlântico
para construir Pátria,
E de quem tem
raízes fincadas aqui,
É luar sobre Rodeio
abraçada pelo Pico do Montanhão,
e também de cada derradeiro
poema a cada nova inspiração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha Lua Minguante Gibosa
sobre o Médio Vale do Itajaí
aqui em Rodeio é a mesma Lua
dos desprotegidos deste mundo.

Os abraços do verde deste vale
ainda me dão o privilégio de ter
a liberdade para ter os olhos
voltados para a serenidade.

Para a que a glória da vida
e do amor profundo encontrem
o quê dizem ser só poesia.

Quero crer que a palavra
abrem caminhos e baixam armas
e desfazem todas as guardas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

HIPOCRISIA:


Pensar que somos sãos
Sobre a insanidade alheia
Pensar que amamos
Quando apenas dizemos, te amo
Pensar que somos felizes
Quando nunca, nunca perdoamos
Pensar numa humanidade afável
Quando a guerra faz pela paz do homem
Pesar que somos humanos
Sempre que aos insanos ignoramos
Pensar que somos coerentes
Quando só em si a verdade existe
Pensar que tudo isso existe
Apenas, porque vivemos
Esse plano inconsequente.
É saber que pensando assim
Tudo é utópico nesse mundo vil...

Inserida por NICOLAVITAL

NADA SABEMOS SOBRE...

Que alma não almeja
Conhecer a alma?
Quem ao menos sonhará?
O coração de outrem é outro orbe
A quem não se vê, nem comunica-se,
Com quem não se há entendimento.

Nada sabemos sobre...
Quando de nossa própria
Aquelas que são alheias
Veem, gesticulam, e falam apenas,
No mais supomos alguma semelhança,
Ou mera coincidência.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠REFLEXÃO:

Sobre teu silêncio
Eles crescem e tremem
De euforia receando ouvir tua voz
Sob tua voz
Tremem de fobia e receiam te impugnar
No entanto, se bradares
Receio que morram
De aversão.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠PELO AVESSO:

O mundo gira sobre um eixo sem sorte!
Em um labirinto sem norte
Para um governo sem posse
Que sem brio segue à morte...

Na cadência do trote
Sobre um ar de deboche
Contra um povo tão forte
Que caminha para o corte...

Pra buscar sua sorte
Sem ter medo da morte
Ou cuidar sem deboche
Viaja no trote a buscar suas posses

Inserida por NICOLAVITAL

O ALVORECER:
Ao amanhecer...
Glup... Cai a ultima gota do orvalho
Sobre as pétalas da bromélia a se abrir
A brisa fria sobre a grama em brumas
Exala os eflúvios dos jardins a florir
O inseto...
Ali, inerte a esperar o sol.
Para ao ocaso seu ciclo findar.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠Série: microcontos
O ÚLTIMO ATO
Sobre o púlpito partitura e violão. No palor da ribalta não há público nem canção...

Inserida por NICOLAVITAL


NAU DE ILUSÕES
Se eu quiser sonhar
- Desperto...
Meus sonhos vesgos sobre obliquas paralelas
Aportam em mares tênues sob náufrago porto solidão.
E meus sedentos lamentos à razão
Naufragam mortos mares de ilusões
A deriva essa nau de emoções
Zarpa no infindo oceano da paixão.
Esse emaranhado de cordas
Que se chama coração.

Inserida por NICOLAVITAL


CAMINHOS DE ILUSÕES
Viajando essa estrada tirana
Sobre as gretas de suas espeças rochas
A destroçar a Peçanha
De seus mitos delirantes
Que sugara o mel da flor infante
Nos sonhos mitigantes dos passantes.
Essa pátria de via intransitável
Aos que nela vão viver sempre errantes.
Sob o sol caudaloso e causticante
A regar sem pudor
Outros sonhos em seu solo itinerante.
Se eu sonhasse ou ao menos ideasse
Verteria seus mitos e farsantes
Aplacando essas léguas tão tiranas!
No sutil frescor de Aruanda.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série: Minicontos⁠


RACISMO X ETNOCÍDIO
Há séculos. Congoleses e Angolanos sobre mar atlântico despiam-se da vida para a morte. E a história continua. Moïse fugia por léguas tiranas em busca de vida, e de maneira torpe encontra a morte. Havia 300 anos, e nos despimos da sorte de apreender a lição...

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠⁠Série Minicontos

Aprofobia
Sob a cabeça, o paralelepípedo servia-lhe de travesseiro. Sobre o sonho, o travesseiro servia-lhe à morte.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠LUSCINIA
Sob o sol ainda brando da aurora
A sutileza dos ventos pacífica sua cópula sobre a copa das árvores em bulicio.
Tinhosa, a clorofila põe -se em rosa pros acordes dedilhar.
Seu canto magestoso me embala a versejar.
Prefiro a lira do seu canto
A copla de seus versos
Suas rimas seu trovar.
O mais celebre dos poetas
Se fazia destoar.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

IDÍLIO
No limiar da noite sobre a namoradeira.
Um longo preto estampado em flores escorria sobre o corpo. Jonny, lhe adornava os ralos cabelos negros. A vovó Deinha trançava o sonho azul do netinho Pedro, que ao pé da letra dormia envolto ao mundo de fantasias. Quando acordou, estava lá.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠TEUS FANTASMAS SÃO MEUS:
Eu não quero que você pense como eu.
Não é sobre isso!
Eu só quero que pense comigo!
Às vezes, não suporto a minha própria companhia
E invoco meus fantasmas para convencer os seus.
Toda essa estrada que hora percorri
Em sua geometria retilínea
Na sua curvatura me perdi.
Às vezes, sou tão fútil, ingênuo!
Na maioria dos dias me olho no espelho
Mesmo naquele em que vou pintar os cabelos.
Não me reconheço e torno-me insólito.
Chego a tal ponto que preciso refugiar-me no interior de meu interior

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Sobre a literatura comercial, permeiam-se dois tipos de poeta e escritor.
Há aquele que reverbera o discurso em voga, cujo a crítica precisa ouvir. Hoje, por exemplo, destaca-se o discurso identitário para abrir portas. É o atalho ao púlpito dos intelectuais.
Outro, ainda que não dê vasão ao que a crítica e burguesia intelectual convenciona, possui capital financeiro podendo bancar sua obra independente. Talvez não comercial, mas igualmente palatável.
A escrita não deve complacência às convenções da elite intelectual. Ela é, em si, fomento do grito encerrado dos marginais.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠MANHÄ DE DOMINGO
Sobre a mesa redonda adornada com uma velha toalha de renda vermelha
Um prato de sobremesa com arroz branco e uma pequena poção de Strogonoff.
Um sachê de algodão estéril
Dois esmaltes de cores preta e laranja.
Algumas lixas de unha e outros acessórios para adornar as unhas do mais velho.
Missangas enfeitavam as bonecas passadas da netinha.
À minha frente um copo de cristal cica amealhado de cerveja me dava inspiração.
Uma garrafa plástica de refrigerante indaiá sabor limão discretamente desamparada.
O óculos de grau redondo fechado ao centro da mesa
Paralelamente o chaveiro com a chave do carro que mais tarde levaria todos deixando a saudade e o sonho de um novo reencontro.
Era assim o domingo da vovó

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠⁠As luzes da cidade bradava sobre o asfalto ainda fervilhante.
Do apartamento no quarto andar.
Podíamos ver e ouvir o excitante som das parcelas dos pneus a consumir o asfalto, do quarto.
Sobre a caixa d'água lá fora, o garoto documentou a beleza verdejante da sabiá aguardando a bebida na piscina solitária.
Do lado de dentro a corujinha dourada me olhava com os olhos miúdos, silêncioso e cortante.
Parca lâmpada me alumia, tranquila.
Somente entre eu e você
Oscila todas as luzes que não sejam de resina.

Inserida por NICOLAVITAL