Poemas sobre arte
No mercado secundário de obras de arte, no mundo inteiro os melhores negócios sempre são geralmente feitos com os herdeiros, Pois eles não sabem e não participaram do valor e dos sacrifícios no passado que foi para adquirir e agregar a tal obra de arte impar, a uma privada coleção.
A verdadeira arte e a cultura inclusiva no contemporâneo se sobrepõem e unificam as particularidades étnicas e de gênero. Em nome da humanidade mais sensível e cumplice, coesa vivendo no mesmo tempo e momento, entre os novos avanços tecnológicos e abismos de antigos problemas gerados pelo egoísmo, individualismo, interesses dos poderosos, cegos e imaturos, ainda muito pouco resolvidos.
O mercado de arte assim como em outros mercados de valores subjetivos, não são as obras ou os ativos e objetos que vedem mas sim toda historia e evidencias de origem que estão compreendidas e embutidas neles. Umas fidedignas e outras inventadas por mestres da dissuasão. O mercado internacional em si destes ativos do faz de conta, movimenta cifras milionárias a muitos anos e nunca serão totalmente objetivadas e desmascaradas, por conta dos interesses milionários entre ativos não catalogados encontrados e buscas do que não estão a venda.
Acredito na arte e no seu invariável poder de transformação. Não existem limites para a arte quando bem instruída na técnica pois o principio próprio da criatividade é a liberdade. A arte pode ser expressiva, inclusão, perdão e entendimento do que nos movimenta em profundidade e verdade a alma, o espirito e o pensamento. Ela é a linguagem mais prospera universal de sentimento de como gostaríamos de mudar a tosca realidade para um mundo mais leve, sem pertencimentos infantis, a vida a ser vivida, sem grandes objetivos, um lugar comum só mais artístico e colorido.
Juan Miró e Paul Klee são as mais fortes referencias da arte moderna brasileira. Muitos dos grandes artistas modernistas se inspiraram em uma obra isolada destes grandes mestres e por identificação as tornaram tema de grande parte de sua obra, copiando, recriando, repaginando, colorindo, transformando e explorando a seu modo peculiar por infinitas vezes. Mas mesmo assim, por vaidade não revelam a ninguém sua fonte inspiradora sempre muito mais fácil dizer que chegou por sonho.
A arte em todas suas múltiplas plataformas de expressão na sociedade contemporaneidade nacional é o ultimo panteão da sociedade livre que não se corrompeu pelos interesses camuflados dos grupos financeiros poderosos. A arte em si é livre por conceito mas isto não acontece com certos falsos artistas, que se corromperam de forma fácil, a muito tempo, em uma troca tosca de benefícios venais e privilégios sobre as leis de incentivo cultural que deveria ser pra todos. Estes falsos artistas hoje são aliados políticos de um sistema espúrio, injusto e temporário indo imoralmente contra toda o espirito de liberdade criativa que não abandona toda a classe artística brasileira por igual.
Desde o começo, nunca consegui ver a arte em simplicidade como um mero comercio estético, de ter, ver, fazer, comprar e vender. Sempre vi a arte com incontáveis complexidades, tais como uma plataforma, ferramenta, meio e caminho de expansão dos diversos estados de consciência, exercício de dialogo sensorial, linguagens simbólicas coloridas não verbais e códigos milenares de aprendizado, inclusão, questionamentos e aperfeiçoamentos vibracionais, espirituais e "etéricos" perante todos, tudo e a todos multiversos.
Uma grande perda, que o mercado de arte e antiguidades consumidor hoje no Brasil, em geral, comete. Um imoral crime histórico, artístico, museológico e estético. Pois os especuladores, só visam o teor da prata e o peso, para encaminharem para o desmanche a fogo...um crime, que as próximas gerações vão cobrar, do tanto de belo e artístico que destruíram no mercado brasileiro por mera cobiça venal. Entendo que precisam vender mas dobrar o valor de peso das obras de arte em prata, é uma forma digna de valorizar a arte da prata e afugentar os incorretos especuladores, em nome da arte.
A boa arte deve ser sempre apolítica, satirizar, denunciar, gritar e criticar mas tudo de forma sutil e inteligente, nunca bater de frente contra nenhum regime e instituição. Na verdade é isto que difere e ressignifica os verdadeiros artistas universais de todos os tempos dos meros manipuladores de tintas, movimentos e idéias artísticas, oportunistas de ocasião.
"Quando o artista não pode ficar fixo em uma exposição, a arte o representa."
"A arte é o marketing do artista."
Até para uma profissional e duradoura restauração de uma obra de arte, o particular precisa de um acompanhamento de quem tem vários anos de experiência no mercado de arte e de cultura. Por que assim, pode deparar com um mero recuperador, que vai fazer atrocidades estéticas com o item, ficando aparentemente bem bonita mas perdendo grande parte e muitas vezes, o seu total valor como obra de época, histórica, de arte ou item colecionável. O pior é que certas ações em alguns casos, são irreversíveis. o proprietário deixa de ter uma obra de valor para ter apenas uma bugiganga, decorativa mas sem valor algum.
Existem dois tipos de restauração de uma obra de arte. Uma mais rápida e bem mais barata, que o consertador, utiliza se de materiais de baixo preço sem qualquer responsabilidade na preservação e integridade com a obra, que visualmente parece ter bom resultado. E a outra, que é geralmente bem mais lenta e custa bem mais caro, em que o restaurador gabaritado, utiliza se dos materiais originais profissionais, com responsabilidade na preservação do original, respeitando a técnica do autor, que visualmente, mesmo aos olhos de profissionais, é quase imperceptível.
No Brasil contemporâneo, a arte e a cultura negra e as matrizes das religiosidades afrodescendentes, que tem o papel de recontar, as verdadeiras historias e os verdadeiros papeis etnográficos, políticos e sociais na formação do verdadeiro estado brasileiro.
Realizamos vários projetos pioneiros de arte pública na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro em parceria com a extinta Rio Arte e vários artistas brasileiros, a exemplo o renomado artista e designer gráfico brasileiro, Aloísio Magalhães, muitos em parceria com o Vicariato Oeste, com o eterno e saudoso amigo, o sacerdote católico Manoel Max Lin Rodrigues, mais conhecido como padre Max,sobre a batuta do saudoso amigo o renomado poeta Gerardo Mello Mourão, ficcionista, político, ensaísta e biógrafo brasileiro, considerado uma das figura-chave tanto da epopéia nacional quanto de toda literatura lusófona. Gerardo, era pai do saudoso artista contemporâneo, o escultor, desenhista e artista performático contemporâneo, Tunga.
Atualmente, nos princípios da arte contemporânea, o erudito e o popular se entrelaçam. Da mesma forma que a arte digital e o artesanato se comunicam. Não existem mais paradigmas tradicionais entre os opostos, existem sim experimentações de novas linguagens, para o alcance maior do lúdico entre os formais apreciadores e os emergentes divergentes.
Moralizando um pouquinho o mercado de arte. A impressão em off set de um artista falecido famoso, não é arte e sem a devida autorização legal dos herdeiros é uma contrafação oportunista dentro das belas artes brasileira. Todo comprador consciente não deve comprar, nem mesmo para decoração. O mercado de arte brasileiro não compactua com estes ilegais produtores, que se utilizam das plataformas digitais para tirarem vantagens espúrias contra originais da arte brasileira. Querem comprar obras de arte, com valores reduzidos, busquem obras originais de novos artistas vivos com preços extremamente convidativos, apóiem a arte nacional invistam em novos artistas.
Relógio do Café Brasileiro ou Relógio do Café é uma obra de arte da relojoaria francesa do século XIX, realizada para sua alteza imperial Dom Pedro II, celebrando o Ciclo Cafeeiro do Vale do Paraíba, na Planície Fluminense. Este relógio é um Relógio de Chão, com a famosa máquina francesa "Contoise", que apresenta alegorias próprias imperiais, e da cultura do café. Originariamente, este relógio fazia parte de uma das Fazendas Imperiais, talvez da Fazenda Governo, ou Santa Cruz, onde permaneceu até os últimos anos do Império Brasileiro.
A nova arte depois de 1910, no mundo inteiro não possuem todas as cores primarias originais mas sim aquelas que são permitidas. Muitas delas produzidas anteriormente por pigmentos naturais e minerais, foram banidas e descartadas pela Matrix e repostas com cores semelhantes artificiais, que não possuem e nem emanam as antigas vibrações em hertz. Por isto obras, abaixo desta data se encontram geralmente em visitação publica em museus, por que através da iluminação e distanciamento, a Matrix tem a capacidade total de controle.
Vejo a arte muito além de uma expressão. Vejo como uma filosofia estética buscando significação de vida pelas cores e formas, pelo equilíbrio e uma gama imensa de respostas expressivas para alma inquieta do artista que por sua consciência, grita, chora e ri para seu tempo e seu meio abstrato ou físico. Os estados novos de consciência pela arte como na imersão do cubismo revelando em si uma visão mais abrangente e múltipla do espaço. Como também acontecem em outros estilos da arte moderna, que oferecem novos caminhos pensantes para o entendimento e novas compreensões da consciência humana e dos processos sociais psicológicos. Tais como pelo cubismo, o futurismo, o dadaísmo, o surrealismo, a action painting e a pop arte.
