Poemas sobre arte
Os teus olhos remetem a uma certa doçura e a um amor veemente, uma essência muito romântica com uma simplicidade ardente, que faz parte da tua beleza estonteante, profusamente, atraente que nem uma arte emocionante que possui uma vida fascinante evidente.
Bem provável que deixas o ambiente mais leve, aconchegante com a tua companhia afável, entusiasmante, tornando cada instante único, memorável, interessante e por consequência, as vivências ao teu lado são de fato valiosas e bastante significantes.
Quem me dera poder comprovar esta impressão de perto durante um momento muito agradável de contemplação e avivamento graças a ti, uma mulher notável que faz um bem tanto, assim, sentiria-me abençoado, principalmente, se tu tivesses o mesmo sentimento.
Eu ainda sei muito bem como é estar apaixonado, mas estava refletindo que faz anos que não tenho esta sensação, a qual faz pensar naquela pessoa em todo instante, acelerar o coração por causa dela, seja na sua presença ou mesmo estando longe, sendo ela a protagonista de várias conversas ou no mínimo, uma contínua menção a sua preciosa existência.
Sei que tudo acontece na hora certa, então, isso no qual reflito não é motivo pra muita preocupação, entretanto, acho estranho ter chegado numa conclusão muito atípica pra mim que sempre me apaixonei tão fácil, talvez algo causado pela maturidade, pela frieza ou os dois somados, humanamente, uma clara incerteza, porém, no fim das contas é graças a Deus e sua providência.
Algumas mulheres já despertaram em mim a paixão, contudo, devido a uma decepção ou outra, ultimamente, sinto no máximo, um forte desejo, um apreço sincero, um respeito merecido, uma grata inspiração para os meus versos, a satisfação de causar um lindo sorriso, de partilhar de alguma forma de um simples e memorável momento com espíritos agradecidos num mútuo contentamento.
Atualmente, a paixão da qual desfruto é diferente, não menos importante, tenho pela arte, música, natureza, pela beleza da simplicidade, encantos celestes, o capricho do Senhor por todas as partes que me fortalecem, que alimentam a minha felicidade, que a minha alma enriquece, que me trazem alívio principalmente durante as adversidades, portanto, uma benesse imprescindível para minha brevidade.
Por enquanto, sigo minha jornada solitário, grato pela vida, só saberei se voltarei a me apaixonar com o passar do tempo e espero que se este dia chegar, que a mulher responsável seja uma benção, que eu não venha a abandonar a razão, que eu também seja pra ela uma benção, que o amor anteceda a paixão, que a Vontade do Senhor prevaleça, que um apói o outro na tribulação e que a nossa união Deus fortaleça.
Curvas graciosas de uma veemência notável, talvez, uma rota de fuga da insuficiente superficialidade através de um trajeto emocionante de uma linda natureza calorosa no tom de um vermelho escarlate.
Cor fortemente sedutora, uma paixão impulsiva de grande destaque, beleza muito avassaladora, uma intensa expressividade, onde a audácia transborda e amar é um ato de bastante coragem.
Apresenta desta forma a vívida arte da sedução nesta tonalidade esplêndida, adequada com a sua graciosidade e a emoção ardente que vem da sua essência que é tão evidente quanto uma demasiada chama acesa.
Quando Vincent Van Gogh deixou este mundo em 1890, considerava-se um fracasso. Vendera apenas três quadros em toda a sua vida e o mundo via-o como um perdedor sem talento.
Mas a sua cunhada, Johanna Van Gogh, recusou-se a deixar o seu trabalho desaparecer.
Primeiro perdeu o marido Theo, o único que acreditou em Vincent. Viúva e com um filho pequeno herdou 400 quadros de um artista desconhecido e um apartamento em Paris. O que é que ela fez? Vendeu tudo e apostou no Van Gogh.
Transformou sua casa em uma pensão para sobreviver, mas no seu tempo livre escreveu cartas, organizou exposições e publicou a correspondência entre Vincent e Theo.
Em 1905, conseguiu o impensável: organizou uma grande exposição de Van Gogh em Amsterdã. O mundo finalmente viu o que Vincent deixou para trás.
Se hoje conhecemos Van Gogh, é graças a uma mulher que se recusou a esquecer.
Cativeiro das Palavras
Nunca sei o que escrever.
As palavras chegam sem aviso,
como pássaros desorientados
que pousam no peito
e logo se lançam ao vazio,
deixando o silêncio
como única companhia.
Sempre há dúvida.
Onde estão as inspirações?
Onde se esconderam os sorrisos
que um dia iluminaram o caos?
Talvez seja apenas questão de tempo,
tempo que não há,
tempo que se dissipa
como névoa em manhãs febris.
Mostre-me as lágrimas
que tais sorrisos trouxeram consigo,
como marcas discretas
nas dobras da memória.
Entre tantos sentimentos vazios,
confusos e desgastados,
é difícil encontrar algo verdadeiro,
algo que não se dissolva
na vastidão dos dias incertos.
Estamos vivendo em tempos de profunda superficialidade, onde o espetáculo devora o sentido e nos priva da pausa necessária para existir. A sociedade do cansaço exige um desempenho extenuante, enquanto a validação momentânea alimenta ansiedades que ficam sem nomear. A violência, tanto física quanto mental, molda relações e silencia almas, fragmentando aquilo que poderia ser inteiro.
Nossas interações se transformaram em vitrines e nossos afetos, em mercadorias. Nas redes que prometem conexão, encontramos distância; na busca por relevância, nos perdemos de nós mesmos. Vivemos no teatro do vazio, onde tudo parece urgente, mas quase nada é essencial.
Resistir é um ato de coragem e cuidado. Precisamos reencontrar o silêncio que nos reconcilia, o olhar que acolhe, a arte que inquieta e a palavra que nos devolve ao real. Só assim poderemos escapar das armadilhas do espetáculo e resgatar a integridade de quem realmente somos.
Transfiguração das Cores
Sempre fui fiel às primárias,
à urgência do vermelho,
ao azul que carrega o silêncio,
ao amarelo que arde sem pedir licença.
Cor pura, sem concessão.
Cor como grito inaugural.
Fugia das misturas —
como quem foge do engano.
Preto e branco?
Nem isso.
Ausências demais.
Um, silêncio sem fundo.
Outro, claridade que cega.
Preferia o mundo onde tudo começa:
a cor em estado bruto.
Mas algo mudou.
Veio um verde que cheira a memória,
um lilás que murmura coisas que não sei.
Um rosa — que nunca convidei —
se assentou na borda da tela.
Será que estou virando romântica?
Será isso… ou será que a cor
também sabe onde ferve o inconsciente?
Não sei se é hora de confiar.
Quem pinta com tons que não conhece
não caminha, atravessa.
E o que vem por aí —
não vem calmo.
Vem pirando tudo.
Porque criar
é deixar que a ausência fale,
que o excesso se cale,
e que a cor — enfim —
nos revele
onde estamos por dentro.
Sobre o amor, na língua portuguesa sou muito mais o sentimento de Luís de Camões do que o de Fernando Pessoa. O meu "Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer."
"Foi tanto que amei...
Foi tanto que sonhei...
Foi tanto que esperei...
Foi tanto que fiz (...)
Que agora tanto faz!"
-Fazendo arte prá sobreviver.
☆Haredita Angel
As Cores do Médio Vale do Itajaí
Da paleta de artista
da minha Mãe
a poesia visual aqui
em Rodeio se cria
com as belas cores
do Médio Vale do Itajaí.
Pincéis da minha Mãe
que criam e recriam
paisagens daqui,
paisagens bucólicas
próximas e distantes,
Saem deste pincéis
também mares
desertos e montanhas.
Da paleta de artista
e dos pincéis da minha Mãe
saem as cores deste
nosso mundo azul e colorido,
e toda a vontade de viajar
sem deixar este lindo lugar.
Com muita naturalidade, a tua sedução desabrocha intensamente como uma linda flor vermelha, usando a tua sensualidade espontânea, que fica exposta com um destaque demasiado, uma pintura atraente, textura suave, curvas formosas, coração quente,
Uma paixão em chamas, que resplandece neste teu olhar confiante, um charme evidente, emocionante, através da tua desenvoltura, alguns desejos picantes, pequenas amostras do que penso que existe na tua mente,um reflexo do teu atrevimento,
Um êxtase constante que começa a partir de certos pensamentos, da tua grande vontade de desfrutar cada instante de interações intimamente agradáveis, daquelas que deixam ofegantes, os batimentos acelerados, breves diálogos marcantes, corpos bem suados,
Por consequência, entre outras particulares, és um tipo de arte bela e provocante, inspiração e essência, um banquete ao imaginário, uma rosa acompanhada de lindas pernas, um belo quadro em movimento,um fervor incansável,
A consciência de que não merece menos do que um prazer memorável, um amor que seja sincero, um zelo que não precisa ser cobrado, beijos profundos, abraços acalorados, seguros, falas e atos compatíveis, que faça diferença de fato no seu mundo.
Eu disse-te para não te preocupares, eu não vou me perder. Mas como não me perder?
Se eu me perder nos teus olhos que cativam,
Toda vez que os meus lábios tocam os teus. Se eu vou me perder toda vez que você me intimidar com seu olhar de "Felina" como se eu fosse o macho que você queria devorar na cama. Quando estou nos teus braços, sinto-me como uma agulha no meio de um palheiro, confortavelmente, dou por mim a descansar no teu celeiro."
A essência da Arte é a sinceridade! O artista que perde a genuinidade da arte, o artista que se rende ao mercado e faz arte, antes, para lucrar, perde a conexão com público, e, portanto, a arte se perde dele. Dinheiro é importante sim, mas este nunca deve ser o objetivo inicial. O autêntico - real, puro e verdadeiro - é que chega nos corações e faz a arte existir.
Falar em Arte Marginal é redundância, porque a Arte só pode existir à margem, tudo o que se encontra no centro já é Cultura.
Cabe ao povo bárbaro com sensibilidade padrão, diante de uma obra de arte, gostar ou não gostar em silencio. Só deve manifestar se publicamente e com serenidade própria do pensamento quem tenha sensibilidade evoluída e conheça o minimo básico da historia da arte e das civilizações.
A sexualidade e a criatividade são dois dedos do mesmo braço da criação.Assim como o amor e a solidão são os combustíveis da loucura e da realidade que movimenta em seu próprio tempo a inimaginável ilusão.
É admirável o esforço dos escritores contemporâneos para transformar o mundo através da Literatura. Quanto a mim, escolhi algo bem mais modesto: contar histórias.
Existe um grande equivoco quando se acha que a avançada tecnologia vem se tornando uma grande concorrente da arte. Pois assim parece ser enquanto imagem mas entorno da invenção, imperfeição e criação da obra de arte, nada artificialmente substitui ainda a superatividade e a inteligencia emocional do pensamento ideia e visão do artista, que é e será por muito tempo ainda seu tradicional protagonista..
A produção artística quando passa a ser um veículo no processo de propaganda de um governo autoritário ou de um mercado mercantilista, deixa de ser verdadeiramente arte e uma genuína expressão da cultura de um tempo ou povo. A partir de então deve sim ser encarada como publicidade nefasta manipulada que se utiliza de forma espúria do universo sagrado das formas, das proporções, dos movimentos e das cores.
