Poemas sobre Apoiar o outro
Mesmo nossa própria dor não é tão pesada quanto a dor cossentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada por centenas de ecos.
Volto ao ponto: minha liberdade não acaba quando começa a do outro, ela acaba quando acaba a do outro.
Se você só lê os livros que os outros estão lendo, você apenas pode pensar o mesmo que os outros estão pensando.
Compreendo muito bem seu principal problema: a dificuldade que o amante tem de provar ao outro que o ama; sua insegurança face ao outro, que ele nunca sabe se compreendeu bem seus sentimentos; uma incerteza que está sempre presente no amor. Preciso que me digam todos os dias que me amam, e todos os dias isso é algo novo, jamais é conquistado de maneira definitiva. De um dia para o outro, o amor pode acabar. É como um milagre, e todos os dias é preciso comprovar que ele continua a existir.
O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. Você não marca.
Dores abissais calçadas na síndrome da rejeição, validadas pela indiferença do outro nos atiram ao chão... Além do chão? Nada! Então, o chão é a "morte"... Ou a base de onde podemos extrair o impulso necessário para levantarmos, seguindo em frente.
Tenha sempre em mente que, quanto maior a agressividade, a arrogância, ou qualquer outro mecanismo de defesa, maior é a dor que aquela pessoa possui dentro dela. Eu acredito que crescemos espiritualmente quando nos abrimos para amar até mesmo aqueles que nos incomodam. Essa é a grande aventura da vida.
Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo. Por seu amor a pessoa se toma capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais do seu amado; mais ainda, ela vê o que está potencialmente contido nele, aquilo que ainda não está, mas deveria ser realizado.
A gente sorri pra não chorar. Sorri pra não estragar o dia do outro. Sorri pra vencer a tristeza. A gente sorri, pois de sorriso em sorriso a felicidade pode voltar.
Assim como o homem carrega o peso do próprio corpo sem o sentir, mas sente o de qualquer outro corpo que quer mover, também não nota os próprios defeitos e vícios, mas só os dos outros.
A beleza do mundo, que é cedo demais para perecer, possui dois extremos, um da alegria, outro da angústia, rachando o coração em duas metades.
Ame mais com o coração do que com a cabeça, se encontrar equilíbrio entre um e outro, perfeito. Se tiver que pender para um lado que seja para o esquerdo do peito.
De um lado o amor. Do outro a paixão. No meio a indecisão. Na cabeça a confusão.
Paixão que vira amor, amor que vira passado, passado que foi presente, presente que virou passado. Sem saber sair dessa, permaneço aqui, sem saber sair também. Não tenho conclusão, porque a conclusão ainda não foi concluída. E esse tempo que não passa, não passa porque o fiz parar, mas ele corre tão depressa e eu ando muito devagar. A vida que imita a arte, a arte que imita a vida. O céu azul, tão azul quanto o mar, o mar tão infinito, tão infinito quanto o céu. Você prefere o mar ou prefere o céu? Eu prefiro os dois. Eu prefiro amor e paixão!
Toda a humanidade aprende que, sendo todos iguais e independentes, ninguém deve lesar o outro em sua vida, sua saúde, sua liberdade ou seus bens.
É como se alguém tivesse cinco lances de escada a subir e o outro apenas um lance de escadas, mas que é tão alto quanto os cinco do anterior juntos; o primeiro não apenas superará os cinco lances, mas ainda cem e mil outros, ele haverá de ter levado uma vida grandiosa e bem extenuante, mas menhum dos lances que ele subiu haverá de ter tanta importância para ele quanto para o segundo aquele lance único, primeiro, alto, impossível de ser escalado mesmo na reunião de todas as suas forças, o qual ele não conseguirá alcançar e além do qual ele naturalmente não irá subir.
No nosso planeta só podemos amar sofrendo e através da dor. Não sabemos amar de outro modo nem conhecemos outro tipo de amor.
Carrego dentro de mim dois Corações... Um é Tufão.. o outro calmaria. Um encara a Realidade O outro vive de Poesia.
Tratar o outro como uma pilha de cristais finos. Pois o ser humano é um amontoado de traumas. E cada um desses traumas merece atenção e tato, quase tratamento especial. Daí se faz a intimidade máxima: um conhece os problemas emocionais do outro, muito mais do que as suas mães ou os seus analistas jamais conheceram. É, no fnal das contas, essa sabedoria que sustenta os alicerces de um casamento. Mas mantê-los é tão cansativo que, às vezes, os casais duvidam se aquilo vale a pena. Senão seria melhor viver sozinho, do que ter que estar atento a tudo o tempo todo. Estar ligado às variações de humor do outro, às faltas de interesse físico, ao desânimo com a própria higiene. Estar acompanhando é um trabalho árduo, disfarçado de aconchego.
