Poemas sobre Alma
DEPOIS QUE TI SENTI
Depois que te senti, só depois, sentimento usual
Notei que o agrado d’alma é bem sem ter preço
A maior felicidade, emoção, singeleza virginal
E, se um dia há igual, eu ainda, não o conheço
Doçura ardente e casta, à Deus, afim, eu peço
Ó sentimental ponto, faz deste poetar divinal
Desejo sem igual, cujo certo e único endereço
É a paixão, que faz da sensação tão especial
Depois que te senti, só depois... vivi a cortesia
O espírito junto da alegria e cheio de ventura
É que a mente me invade uma emotiva poesia
Com versos imersos no prazer, assim, estavas
Cada rima, provando está minha suave ternura
Na entrega do amor rudimentar que me davas!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 janeiro, 2024, 14’53” – Araguari, MG
' MINH'ALMA TE CHAMA '
Ao teu lado, anseio caminhar ',
Te amar com corpo alma,
Com a mão estendida,
Sempre que precisar,
És a paixão do meu destino,
és o motivo pra me alegrar,
que mexe com o meu tino,
belo; como flor de maracujá !
Irei amar-te; teus lábios beijar,
o meu coração te deseja,
minh'alma teu nome a chamar,
nos teus braços, embora a peleja,
na distância existe a flameja,
grande desejo, ao teu lado estar !
Procuro teu sorriso em cada instante
Anseio Abraçar-te com euforia
Em um mergulho profundo de amar-te
Não importa o quanto está distante
Ainda que um por um dia
minha alma insiste em buscar-te.
Maria Francisca Leite
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" Alma gêmea"
"Em todas as linhas
Indecifráveis dos seus olhares
Em todo fervor do seu toque
Meu eu se fez solúvel
Um pedinte de amor
Escravo seu
Eu não te resisto
Como poderia
Como negar-te
Um coração que já é seu
Como fugir do desequilíbrio
Que você me causa
Como estancar o caos
Cravado na minha cabeça
Minha borboleta
Minha insanidade
Impura absoleta
Essa história tórrida
Triste ..... Imperfeita
Minha borboleta
"Coração blindado, Alma de vidro...
Em sonhos revelo pensamentos oprimidos
Seria pedir de mais uma cor nesse mundo descolorido.
Indo e vindo e sem salvação, sendo gentil e de bom coração neste mundo sem emoção.
Então, lhe dou a mão com você tenho esperança de moldar um mundo onde a felicidade eu posso criar.
Eu estava num escuro de pesadelos mais tua beleza transformou esse pesadelo e desespero numa poesia de perfeito enredo."
"Incertezas que ferem a alma"
Conquistar alguém
Exige tempo e leveza
Mas quando o assunto é amar
É preciso clareza
Para iluminar a mente
Daqueles que não sabem correr
Em busca da sua felicidade
Ao invés do seu próprio prazer
Deixando quem os inclui
Por uma vida que não flui
De um passado que já se foi
Na esperança de renascer
Num ponto de escuridão
Comandado pela frieza
A conexão fala baixo
Com medo da incerteza
De um velho coração
Sem amor e sutileza
Por expectativas em alguém
Pode ser até engraçado
Para aqueles que buscam um besta
Ao invés de um amor incansável
Onde a cura cicatriza
Uma dor incurável
Nas feridas de um peito
Quebrado em pedaços
O amor chega tatuando a alma, os pensamentos por vezes não são dominados, mas a recíproca mantém suas cores impecáveis e sólidas.
Como uma flor cultivada em um jardim, ele também precisa ser cuidado. Caso contrário ele começará a se desbotar como a tatuagem que não é retocada, ficará sem cor, sem beleza, sem vida.
O tempo só mostra a você o resultado de suas escolhas, o que é cuidado permanece encantando com sua beleza.
Poesia de Islene Souza
Pranto e sorriso (fado)
No pranto da alma um sorriso
De ilusão. Pesar não, encanto
Pois, haver a crença é preciso
Toda a doçura do amor, tanto!
Se bem, a risada é um paraíso
Cheio de cor, de cheiro e canto
Entanto, na dor chorar é inciso
Aliviando o coração, conquanto,
Nem sempre, a regra é a hora
Portanto, tenha o querer afora
Da renúncia, te soltes da tolice
Tem muito mais, creia, confie
E, com a satisfação... contagie!
Pois, o tempo traz já a velhice!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 janeiro, 2024, 12’12” – Araguari, MG
Filho
Amor tão lindo
Que vem da alma
Palavra viva
Que me traz calma
Nos dias escuros
És minha luz
Mesmo perdido
Tu me conduz
Tua alegria
Me contagia
Na simplicidade
Tu me traduz
Um pensamento e um plano são um desejo e uma felicidade d'alma.
Olho pro celular, mas não tenho ninguém pra conversar.
À noite, bate até um desânimo, o celular nem tem graça mais.
Paz ou solidão?
Não gosto tanto dessa paz, pois o ser humano não foi feito pra ser sozinho.
Não é possível viver sozinho.
Resta-me, a partir de hoje, desistir do amor, abandonar a alma, perder os sentimentos, perecer os desejos, renunciar à esperança de apaixonar e alienar o amor?
No entanto, a Cinderela, dos contos de fada, no momento em que ela perde a fé e deixa de acreditar nos seus sonhos, eles finalmente se realizam.
Será que estamos nos prendendo?
Limitando nossos sonhos e ideias?
Será que estes sonhos estão nos criando prisões e impedindo de se manifestarem?
Sua sensibilidade deve nos remeter ao valor do amor que está na qualidade de seu empirismo, mas não em sua durabilidade.
Deveras, transitoriamente, a beleza do amor residir genuinamente em sua potencialidade de ser infinito nos detalhes em que é vivido.
Quiçás, é explorar a ideia de um amor mais vivido plenamente em cada oportunidade, seja na alegria ou na tristeza.
Enfim, vamos refletir mais sobre a natureza do amor, de maneira intensa e constante, e a dedicação apaixonada de ser um amado.
Na penumbra da minha alma, pesada,
A depressão tece fios de tristeza, entrelaçada.
Nossos dias, poesia desfeita, lembrança,
A ex-mulher partiu, e a saudade avança.
A vida, voraz e inconstante dança,
Levou consigo a doce esperança.
Lembranças desbotadas, como fotografia,
Sorrisos que ecoam, facas na melodia.
No oceano da dor, afundo sem direção,
A ausência dela, eterna solidão.
Refúgio nas memórias, calor e frieza,
Labirinto emocional, busca por clareza.
Pôr do sol, horizonte a contemplar,
Busco luz no escuro, esperança a brilhar.
Luta diária, como ondas que quebram,
Alma ferida, mas a esperança não se quebra.
Entre sombras e lágrimas a navegar,
A poesia da vida, tento recomeçar.
Curar as feridas, cicatrizes na pele,
Em versos, a jornada da alma revela.
Não importa como o dia vai estar.
Se for dia de sol,que venha para sua alma aquecer.
Se for dia de chuva,que seja você a flor que vai florescer
Se for dia de muito vento,que seja para o amor de Deus te enriquecer!
A chave do grande mistério
O motivo pelo qual muitos facilmente vendem sua Alma não é outro, senão o fato de desprezarem a Espiritualidade. Ora, a Alma nada mais é, que a sublime parte imaterial do ser! Por ser imaterial, não vista, invisível, imperceptível, é que a faz ser desprezada pela MAIORIA. Pois os anseios dos homens, giram entorno do que é visível, tangível, material, perceptível.
Daí a facilidade de serem envolvidos pelo ardil e sagacidade do "Demônio". Somente aquele ou aquela que experimentaram e desfrutaram do verdadeiro valor da Espiritualidade, é que têm as devidas condições de resistirem à tentação da proposta: "tudo isso te darei se apenas se prostrar a mim". E esse tudo não é outra coisa, senão os prazeres deste mundo. Tudo o que se poderá desfrutar da esfera físico-material. Porém, o que os homens não conseguem ver, é que sua Alma é o bem ontológico de maior valor. Exatamente o que não se pode ver, sentir, tocar, por ser imaterial. E é a Alma mesmo, a chave dos grandes mistérios! E o enigma da grande provação dos homens!!!
Às 05:31 in 26.01.2024
Bom dia!
Esteja no mundo, mas não pertença a ele.
Descubra a verdade que está em sua alma para cumprir sua missão terrena.
"Meu reino não é deste mundo".
Entender essa lição nos permite curar o olho cego para enxergar além do físico e amar verdadeiramente o próximo.
A visão espiritual traz paz e compreensão, permitindo-nos viver sem preconceitos ou medos, buscando a verdade interior e a liberdade.
Que seu dia seja iluminado pela busca do autoconhecimento e pela beleza além do visível.
Na dança efêmera da vida a findar,
Cada alma encontra seu término a vibrar.
Não são os anos que moldam a jornada,
Mas sim o viver, na estrada iluminada.
Em cada passo, um conto a tecer,
O tempo, efêmero, a desaparecer.
Importa mais a essência, a intensidade,
Do que a contagem fria da saudade.
A vida é um poema breve a declamar,
Cada instante, uma chance de amar.
Na fugacidade, a lição se revela,
O valor da existência, joia singela.
Assim, em despedidas que ecoam,
Encontramos sentido no que ficou.
Pois no palco efêmero da mortalidade,
A arte é viver com autenticidade.
Não há nada que se compare ao pontear de uma viola, quando tocada com alma e talento, mai gorica mezzz, viola num qué mai tocá, causidique tá cum sodadi dela...
Intonce, apago o lampião di gais, pra modi afogá a sodadi c'a marvada pinga, qui atrapaia nóis, causidiquêaqui mêmo eu bebo, aqui mêmo eu caio... Inezita Barroso deixou sodadi dimaidaconta...
CHORA VIOLA QUERIDA
Marcial Salaverry
"Amigo!
Pega a viola, ponteia a danada...
Vamos chorar nossas mágoas..."
Com a viola na mão, e a saudade no coração,
penso em Inezita, nossa musa caipira,
e com uma "Sodade" danada,
vou a viola ponteando,
e para ela poetando,
e a sodade ansim cantando...
SODADI DA MUSA CAIPIRA
Marcial Salaverry
I ntão ocê si foi né, minina?
N ois fica sem tua companhia
E mbelezando os domingo di manhã da Curtura...
Z é Rico foi antes pra modi prepará a recepição,
I nterinha caquelas moda de viola, tão linda...
T anta farta cê vai fazê pra nois...
A viola, minha viola vai drumi, causidique apagô o lampião de gaz...
Viola, Minha viola, agora chora de verdade sem nossa Musa Caipira,
e até apagamos o lampião de gás que iluminava a vida, e pra matá sodade,
inté a marvada pinga vai fica na garrafa, causidique ela agora vai cantá e encantá do ladim Dele...
Inezita, fica na paz de Deus deixando toda essa sodadi ninois...
Alma que resoa nas sombras da minha vida.
Adiqueri experiência num apse do meu apogeu...
Apocalipse de outras auroras.
Me torno entorpecido por claras lembranças.
Calida floresta no resquícios dos devaneios...
Exalto que a superfície é calma clara até ser obscura por suas atitudes.
Vejo que mundo está mais obtuso...
Pois tudo que acha se tornou assombroso...
Num ambiente onde tudo é muito atroz...
Aonde está sua opinião e apenas um fluxo de um pesadelo.
Aonde nada mais será feito ou importante.
Os obstáculos da jornada vivida,
Forjam a força na alma aguerrida.
Cada pedrada, em lucro convertida,
Ao fio da espada, me é concedida.
Entendo que tudo tem seu propósito,
Revelamos os tesouros mais remotos.
Hipócritas, a simplicidade pregamos,
Que verdade, mesmo que doa, abraçamos.
Marcas na alma, eternas cicatrizes,
Como o dia e a noite, edemas felizes.
Louvor puro, a alma que nos pede,
O santo e imaculado, em mim, há sede.
Versos vazios, palavras soltas,
Sem alma, sem coração, sem causas.
Escritos por hábito, pela costume,
Sem paixão, sem fogo, sem destinatário.
Nenhuma gota de amor, nenhuma lágrima,
Apenas letras, apenas rimas.
Sem significado, sem propósito,
Apenas palavras, apenas verso.
Eles não tocam o coração,
Não acordam sentimentos, não despertam.
São apenas sons, apenas ruídos,
Sem vida, sem amor, sem sentido.
Mas ainda assim, são escritos,
Porque é um hábito, porque é um vício.
Sem amor, sem paixão, sem alma,
Apenas palavras, apenas poemas.
