Poemas sobre Alma
Viva sem rancor e com simplicidade, lealdade e fé, porque a candura na alma transparece no rosto.
Luiza.
BUSCA
Ó soneto, ó cântico, sonoro, tão amoroso
Ó toada d’alma que cantarola apaixonada
Encantada, de doce sentido a tanta soada
Sede, num poema tão desejoso e formoso
Socorre a inspiração sem pouso, o penoso
Fado desenfreado do trovador e a vexada
Sensação ao dispor da dor. Sê camarada
Dê asas a ilusão, e o sentimento calmoso
Cadê aquela rosa poetada, agora perdida
Dantes sentida, sonhada, plena de ternura
Quero a textura daquele amor com poesia
Traga alegria, alegoria inteira com fartura
Tangendo no peito uma compassada via
Coberto de emoção e poética com doçura.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 maio de 2024, 15’50” – Araguari, MG
Não me vejo amando uma alma, na mesma maneira que amei a sua.
Nem sentir a saudades que apenas você me fez sentir.
Sinto que nunca encontrarei um outro coração como o seu.
E qualquer outra característica física, perde o brilho quando comparada a beleza dele.
Mesmo se meus sentidos falhassem, na sua sua formação em outras vidas..
Eu ainda assim te reconheceria dentre outras
E a amaria como se fosse a minha primeira vez.
Há uma pressão para ser feliz, um fardo pesado, que a alma castiga.
Se não alcança o ideal prometido, sente-se à margem, na solidão perdido, uma dor profunda, na alma entristecida.
Num espaço dedicado ao cultivo do corpo e do espírito, surge um homem cuja alma anseia desvendar os mistérios do Karaté. Vestindo o cinto branco, emblema de pureza e iniciação, ele comparece aos treinos, embora o seu esforço seja tão efémero quanto a brisa fugaz.
Encantado não tanto pelo rigor do treino, mas pela camaradagem e pelas conversas pós-luta, regadas a cerveja, ele busca mais do que a maestria técnica: procura a camaradagem que tanto anseia, numa jornada onde o esforço parece ser um mero detalhe.
Entretanto, à medida que o tempo avança, ele percebe que o reconhecimento do mestre não lhe é concedido, não obstante a sua presença constante. Tal constatação desperta nele uma chama de insatisfação, alimentando a decisão de se desviar do caminho estabelecido.
Assim, unindo-se a outros de espírito semelhante, ele empreende a criação de um novo dojo, onde as promessas de ascensão rápida e a promiscuidade social são as novas moedas de troca. Adquirindo o cinto negro não pela via da dedicação, mas pelo poder monetário, ele ergue-se como o grande Sifu, iludindo-se com a miragem da autoridade.
Neste ambiente que ele próprio forjou, rodeado por almas cúmplices na sua ilusão, o fracasso torna-se motivo de celebração, enquanto a excelência real é eclipsada pela máscara do sucesso fabricado. Na encenação do poder e prestígio, refugiam-se, ávidos por uma validação que não encontram nas suas vidas para lá das paredes do dojo.
Os verdadeiros buscadores da arte, ao vislumbrarem a futilidade deste teatro de vaidades, logo se retiram, deixando para trás aqueles que preferem o simulacro do conhecimento à árdua jornada da aprendizagem genuína. E assim, o dojo prospera, não pela luz da verdade, mas pela sombra da ilusão, onde o ser e o parecer se entrelaçam numa dança sedutora.
Da minha alma para toda Criança de Angola e do mundo
"As crianças em todo o mundo
Devem ser mui bem protegidas
De todos perigos humanos e naturais
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome próprio
Criança tem que ter um seio ou lar
Ter saúde e não ter fome a assolar
Ter segurança e estudar em boas condições
Não abaixo das sobras de árvores.
Ser tratada com afeição
Ser cuidada com carinho e atenção
Ser alegre e indiscreta
Poder também dizer não!
Carrinho, brinquedos, jogos,
Montar um jogo desejado em seu quarto,
Esconde esconde, saltar a corda
Não ser exposta às ruas com a bacia sobre
a cabeça a vender água ou outros bens"
Com linhas costuram vidas
ainda que nelas há feridas
ferem os corpos com navalhas
atingem a alma com palavras
longo é o dia da dor do luto
escuras são lembranças de tudo
perdido no caminho já passado
nas ruas da mágoa, tal ao largo
ainda que floresçam as primaveras
que flores encantem com roseiras
com cantos de tristeza perdura
os poemas são as provas de formatura.
O remédio mais eficaz para os males da alma é o movimento físico de alta intensidade.
A vida possui imensos modos de adoecer o coração humano, mas após dias do evento traumatizante, se não houver melhoria decorrente do tempo e da reflexão, é indicado colocar trabalho físico para solucionar as demandas emocionais. A cura de certas dores sentimentais provém do choque dado as emoções prejudiciais ao indivíduo, e a forma de chocar para transformar essas emoções é gerando movimento de alto desempenho, e essa possibilidade está dentro dos esportes intensos, pratique é viverá feliz, pratique e terá paz no descanso.
#Escrita para viver.
"Lágrimas Silenciosas"
Minha alma é um oceano de tristeza,
Onde as ondas de dor se quebram sem cessar.
Minha mente é um labirinto de sombras,
Onde a luz da esperança se apaga sem deixar rastro.
Meus olhos são fontes de lágrimas silenciosas,
Que caem sem parar, sem que ninguém as veja.
Meu coração é um peso que me esmaga,
Um fardo que me impede de respirar.
A tristeza é um véu que me envolve,
Um manto que me cobre de sombras e de dor.
Ela é um vento que me sopra no rosto,
Um frio que me gelam até a alma.
Mas mesmo na tristeza, há uma beleza,
Uma melancolia que me faz refletir.
Ela é um lembrete de que a vida é preciosa,
E que cada momento deve ser vivido com intensidade.
*Eterna Harmonia*
No jardim da alma, onde as flores da esperança brotam,
Eu encontrei o amor, e o meu coração se iluminou.
A lua cheia brilhava, como um diamante no céu,
E o vento suave sussurrava, uma melodia de amor verdadeiro.
Os anjos da inspiração, com suas asas de luz,
Me guiaram até o rio da vida, onde as águas da sabedoria fluem.
E lá, eu encontrei a beleza, em todas as suas formas,
E o meu coração se encheu de alegria, e o meu espírito se elevou.
A música da vida, com suas notas de alegria e tristeza,
Me fez dançar, com os pés da alma, e me fez cantar, com a voz do coração.
E o amor, que é a harmonia perfeita, me envolveu,
E o meu ser se tornou um, com o universo, e com a eternidade.
Então, eu soube que o amor é a chave,
Para a porta da felicidade, e para a janela da alma.
E eu soube que a beleza é a luz,
Que ilumina o caminho, e que nos guia até a eternidade.
*A alma da língua*
Oh, língua portuguesa, tão rica e tão bela,
Que nasceu das águas do Tejo e do Douro.
Com o som da guitarra e o ritmo da bossa,
Você canta a história de um povo que é nossa.
Das palavras de Camões ao verso de Fernando Pessoa,
Você é a voz da alma portuguesa, que ecoa no tempo.
Com o sabor da saudade e o perfume da nostalgia,
Você é a língua do coração, que bate forte e livre.
Oh, língua portuguesa, você é um tesouro,
Que nos conecta ao passado e nos inspira para o futuro.
Com a sua gramática e o seu vocabulário,
Você é a chave para entender a alma portuguesa.
Ah, uma garrafa de vinho, um portal à alma. Sentemo-nos, então, à mesa infinita do cosmos, onde cada gole desvenda um mistério e cada suspiro ecoa as perguntas eternas. O vinho, guardião de segredos ancestrais, nos convida a dançar entre o efêmero e o eterno, unindo nossas dúvidas à vastidão do “porquê”.
Por onde começamos? Pelo propósito que nos guia, pelo acaso que nos molda, ou pelo invisível que nos espreita além do véu da realidade? Afinal, talvez não seja a resposta que buscamos, mas o prazer de nos perdermos no caminho.
Traga-me o prazer de sua companhia e juntos questionaremos o significado de nossa existência.
Vou te odiar, não sei quando, mas vou.
Minha alma está suja, manchada,
E ninguém pode saber disso.
Vou tomar banho várias vezes,
Até tirar o seu cheiro de mim,
Até apagar o meu próprio cheiro
Que surge quando penso em você.
Vou me odiar por ter confiado em você,
Por ter dito a mim mesma
Que era você a pessoa certa.
Vou queimar tudo que me lembre você,
Não quero nada que seja seu.
Vou odiar os gostos que aprendi contigo.
E, por fim, vou me odiar por te odiar.
Se a minha alma viesse me ver,
Talvez algo assim, ela iria dizer.
...
A momentos da vida, que eu já nem tento mudar,
Só paro e penso:
Devo desistir ou lutar?
Mas ninguém responde..
ninguém quer falar..
É muito barulho!
Um grande vazio onde eu mergulho.
Uma ofensa, um tormento.
É tanta crença sem fundamento!
Pra muitos é normal, nem faz tanta diferença.
Mas pra quem sente, é doloroso..
vem lento, marcando presença!
Não tem como explicar..
Quer entender?
é só parar um segundo..
e ali ficar.
Aquele instante só seu,
sem amarras ou correntes..
É só começar.
Mas não é fácil,
vc vai querer fugir,
vai tentar escapar..
Mas insista, e você vai encontrar.
Dizem que estar bem consigo mesmo é a melhor saída,
o maior segredo.
Mas ninguém quer pagar pra ver,
não tem tempo ou morre de medo.
Com sinceridade..
No fundo eu não sei bem essa resposta,
mas acredito que a paz, seja a sua melhor aposta.
Aquela que vem de dentro sem pressa..
de outra vida, ou talvez dessa.
Quando for difícil de achar,
tente mais forte pensar:
Tudo o que sinto é um presente!
seja no coração, ou lá dentro da mente.
Sendo assim, eu escolho lutar.
A Resposta sempre esteve aqui,
E eu vou te contar:
Não desista!
Encare o que vier!
Lá na frente,
se você realmente acreditar e quiser,
Vai perceber que essa luta gerou bons frutos!
Que irão brotar por aqui,
e por onde mais estiver!
Amor de Poeta
No peito do poeta, amor é chama,
Fagulha que acende a alma inquieta,
É rio que corre, sem ter quem o trama,
É canto que nasce de forma completa.
Seu amor não vive em moldes terrenos,
Transcende o toque, o olhar, o lugar.
É feito de versos, de sonhos serenos,
De tudo o que o mundo não pode tocar.
Ama a dor, a saudade, o impossível,
Ama o instante, o futuro, o jamais.
No poeta, o amor é tão indivisível,
Que abraça os mortais e os imortais.
É arte, é entrega, é pura loucura,
É querer transformar o banal em magia.
No coração do poeta, a alma é tão pura,
Que o amor é poesia... e a poesia, utopia.
o corpo inerte
o sono
parado no tempo
sinto a força
que me leva adiante
o grito da alma
o despertar
seguir
sou retirado do poço
com Deus transformando a tristeza em alegria
e a dor em alívio.
algumas folhas em branco
tecendo a solidão
da minha alma
por não ter os teus abraços acalorados
como uma tarde de verão.
Saudade: Um Silêncio Que Grita
A saudade é um silêncio profundo, mas que grita em nossa alma. Não há palavras, mas há um vazio que preenche cada espaço do coração, uma ausência que se faz tão presente que, às vezes, quase podemos tocá-la. Ela é a sensação de que algo está faltando, mesmo quando tudo parece estar em seu lugar. Um grito abafado, que ecoa dentro de nós, lembrando-nos do que foi, do que poderia ter sido, do que já não está mais.
Ela não precisa de som para se fazer ouvir. Sua presença é sentida em cada olhar distante, em cada momento de quietude. É como se o coração, em silêncio, clamasse por aquilo que foi perdido, por aquilo que não pode mais voltar. E, mesmo sem palavras, a saudade se torna um dos sentimentos mais fortes, mais profundos, que existe dentro de nós.
A saudade é esse paradoxo: um silêncio que reverbera, que se faz ouvido, que grita por dentro, mas que não pode ser compartilhado completamente. Porque, às vezes, apenas quem sente entende a intensidade dessa falta, que é ao mesmo tempo doce e amarga, tranquila e turbulenta.
Saudade é o eco de algo que se foi, mas que jamais será esquecido. Ela grita no silêncio, nos lembrando de que o que foi vivido permanece, mesmo quando a presença se vai.
Os limites, às vezes, nascem do sal das feridas,
como cercas invisíveis no terreno da alma,
moldados por dores que não pedem licença
e plantam espinhos no chão da calma.
São costuras frágeis no tecido da coragem,
um eco das noites em que o silêncio gritou,
como rios que se recusam a transbordar,
assombrados pelas margens que o tempo deixou.
Mas quem disse que a dor só constrói prisões?
Ela é pedra, sim, mas pedra de afiar.
É na carne cortada que a luz se infiltra,
é do sangue que nasce a cor do mar.
Os limites não são muros, mas pontos de tensão,
cordas que vibram entre o ser e o ceder.
Eles cantam a música da reconstrução,
e convidam a dançar quem ousa entender.
Pois talvez as dores sejam mapas em relevo,
ensinando as mãos a sentir sem ver.
E os limites, por fim, não sejam barreiras,
mas portais que aprendemos a transcender.
