Poemas sobre Alma
De longe minha alma faminta
gloriosamente perdida...
como sempre o terror
entre um mundo outro
a luz folgaz entre o ardi o
celebre ar frio
de cada fagulha perdida
em cantos no maior primor...
de uma dança sentida...
selada em pontos de silencio
em vetores estranhos...
purpura como uma canção
que vem com vento
em sonhos terás a alegrias
no manto de muitas luas
entre trevas dos quais sonhos
caminham em todos lugares
nunca se acaba pois
centelha boa como água
que flui do rio
mesmo sujo turvo
um dia foi alegre
cheio de vida
ALMA DE LUA
Hoje é lua cheia
E minh’alma
Ainda mais vazia
Hoje é lua crescente
Como a dor
Que minh’alma sente
Hoje é lua minguante
E em minh’alma
Mingua a alegria restante
Hoje é lua nova
E em minh’alma
A tristeza se renova.
Que os anos que chegam sejam meus,
não apenas contados, mas vividos.
Com a alma aberta ao vento,
e o coração repousando tranquilo.
Cada erro que me feriu,
cada acerto que me ergueu,
são degraus que me trouxeram
até este instante verdadeiro.
Quero o tempo como companheiro,
não como dono ou carcereiro.
Quero a vida inteira em versos,
mesmo nos dias mais dispersos.
E se o futuro me chamar,
que seja para dançar com ele,
com paz nos olhos,
e esperança nas mãos.
No final de tarde
Navego no silêncio
Fascinante instante que abastece a alma
Leveza do meu contemplar
Pássaros despedido da tarde
Enquanto renovo diante da beleza
Busco a conexão que o por do sol pode oferecer.
O verdadeiro presente
De que vale um belo laço
Se a alma não vem no gesto?
Presente sem sentimento
Vira um pacote indigesto
Sem presença, perde o brilho
É como um trem que sai do trilho
Não aquece o coração honesto.
Presente bom é um mimo
Que nasce do querer bem
Não pesa, não é obrigação
Não se compra por ninguém
Se vem sem gosto ou carinho
É apenas um ato mesquinho
Valor de verdade não tem.
Mais vale um abraço amigo
Um sorriso que se repete
Que um pacote frio e caro
Que nem afeto remete
O que toca é a companhia
Companheirismo no dia a dia
Com isso, nada compete.
Que no seu aniversário
Haja afeto e bem-querer
Não pese o preço ou a pressa
Mas o gosto de oferecer
Presente que é de amizade
Há verdadeira felicidade
Faz a vida florescer.
Que se divida cada instante
A tristeza e a alegria
Compartilhe de coração
Com ternura e harmonia
Assim o presente é festa
Mesmo de forma modesta
É vida em plena poesia.
Presente medido em cifra
Perde todo o seu valor
Mas aquele dado com alma
Se enche de brilho e cor
Pois quem oferta de coração
Recebe em troca, a gratidão
Recheada com muito amor.
Escrevo-me
quando o silêncio pesa
e a alma pede morada.
Escrevo-me
não para ser lida depressa,
mas para ser sentida
no tempo certo do coração.
Há dias em que sou rascunho,
outros em que sou verso inteiro.
Mas sigo,
mesmo borrada,
mesmo em construção.
Escrever-me
é não desistir de quem sou,
é juntar pedaços de fé,
cicatrizes e esperança
numa mesma linha.
Porque enquanto me escrevo,
eu existo.
Inteira.
Viva.
Aprendendo a ficar.
_escrevendo.me
No jardim da alma, a flor da autoestima floresce,
Se cuidar é nutrir suas raízes, é ser gentil consigo mesmo.
Amar-se é regar diariamente com carinho e aceitação,
Deixar que o amor-próprio seja a luz da sua jornada.
Curar as feridas do passado é permitir-se cicatrizar,
É entender que a dor é parte do caminho, não o destino final.
Às vezes é preciso afastar-se para se encontrar,
Para reconhecer a própria essência e se realinhar.
Priorizar-se é dar-se o devido valor,
É saber que sua felicidade não depende dos outros.
Respirar fundo é acalmar a tempestade interior,
É encontrar paz no meio do caos, é ser seu próprio porto seguro.
Recuperar-se é renascer das cinzas com força e coragem,
É transformar as lágrimas em combustível para a superação.
Resguardar-se é proteger-se das energias negativas,
É construir uma fortaleza invencível de amor e autoconfiança.
Reconquistar-se é voltar a se encantar consigo mesmo,
É redescobrir a beleza única que há em seu ser.
Reconhecer-se é olhar no espelho e enxergar a sua essência,
É abraçar todas as suas imperfeições e aprender a se gostar.
Então, no jardim da alma, cultive o amor-próprio,
Deixe que ele floresça em cada gesto de cuidado consigo mesmo,
Pois só quem se cuida, se ama, se cura, se afasta, se prioriza,
Consegue verdadeiramente respirar, se recuperar, se resguardar,
Se reconquistar, se reconhecer, se gostar, enfim, ser feliz.
Cansaço da Alma
Minha mente… tão cheia, tão gasta, tão só,
grita em silêncio, sufoca no nó.
O corpo, exausto, cambaleia sem chão,
não corre mais — só carrega a solidão.
Já não há brilho nas coisas que vejo,
só lembranças amargas do que foi desejo.
O mundo pesa, e cada passo é dor,
como se a vida esquecesse do amor.
Quis desistir tantas vezes, calado,
por dentro partido, por fora marcado.
Mas algo ainda pulsa — uma tênue esperança,
de um reencontro, um renascer, uma dança.
Preciso de pausa, preciso de abrigo,
de um colo sereno, de um olhar amigo.
De palavras suaves que toquem meu peito,
que façam lembrar que ainda há jeito.
Necessito dela — da presença sentida,
do afeto que um dia encheu minha vida.
A falta que faz… é mais que saudade,
é um vazio que rui minha sanidade.
Mas não me entrego, não hoje, não agora,
há uma faísca que insiste e implora:
por cura, por paz, por carinho e calor,
por voltar a acreditar de novo no amor.
Alma não se ama
Amplitude de uma conexão
Linda de navegar
Mar das maresias
Navego na vastidão de encontrar
A singularidade dessa sensação extraordinária
Não ama, mas consume por dentro.
UMA ÚNICA VEZ
Somente uma vez a alma será tocada pela divina faísca,
Um amor que te fará incandescer, sem deixar vestígios frios.
Ele percorrerá a essência de teus poros,
Em chamas vivas e sem regresso
A enchente deste amor te arrebatará numa única vez,
E serás tão profundamente inundado
Que o próprio oceano de sua essência emanará
De cada uma das tuas minúsculas células.
Uma só vez, e toda a tua cúpula de estabilidade,
Autocontrole e firmeza inabalável se tornará areia fina.
Teus conceitos mais sólidos serão pulverizados e se espalharão pelo ar,
Rendidos ao vendaval desse amor.
Uma vez, te descobrirás na solidão salgada de um mar sem cais,
Onde a profundeza te rouba o chão e a vista não alcança mais.
Serás o fragmento de um barco, entregue aos braços das correntes imortais
Desta paixão que te arrasta, doce naufrágio,
Rumo a portos desconhecidos e desiguais.
Uma só vez, instante único, eterno e fugaz;
O dom de agora, que jamais se refará.
Não há segunda aurora, nem outro abraço igual;
É este o tempo que não cede, não esfria, não tem final.
Palavras agradáveis e no momento oportuno, são tesouros valiosos, adoçam a alma e curam como um bálsamo.
Parafraseado de Pv 16.24 e 25.11
Alma das sensações
Amar os detalhes
Leveza cativa meus olhos
Movimenta meu navegar
Demasia das aspirações
O ar do vento, estou a contemplar
Singularidade do existir
Intensidade voraz sedenta
Por Momentos em extrema conexão
Com os sentidos das palavras.
Sorrisos marotos ao longe, sorrisos sem alma na
frente.
Excitação sem cuidado, perfeccionismo ensaiado.
Pinturas e cores, máscaras e monocor.
Um mundo invertido que nunca será melhor, pois o original cedeu lugar à cópia geométrica.
O Roteiro da Alma
Inspirado em Islene Souza
O despertar para a vida traz a clareza que faz sentido, O equilíbrio nas emoções acalma o peito ferido. É o amor enriquecedor e a abundância do que é bom, A sinfonia da existência encontrando o seu tom.
A cada novo amanhecer, uma chance de florescer, Fazer diferente do ontem, permitir-se crescer. São as escolhas de agora, plantadas no chão do agora, Que definem o amanhã que a sua alma tanto implora.
O hoje é um presente divino, entrega de Deus para você, Um abraço de luz e esperança para quem se propõe a ver. Que a vida te proporcione o melhor em cada detalhe, Que a alegria seja constante, e que o medo jamais te paralise ou falhe.
Que pessoas de luz cruzem seus passos e te façam bem, Pois quem caminha acompanhado de bondade vai mais além. Que você brilhe no palco, sob os refletores da própria lida, Sendo a estrela radiante no grande espetáculo da vida.
Seja o ator principal, não um mero coadjuvante, Mantenha o olhar firme e o passo sempre adiante. Escreva seu roteiro, conte a sua história com louvor, Pois a caneta está em suas mãos, guiada pelo seu próprio valor.
Não aceite o papel de quem apenas vê o tempo passar, Assuma o controle do leme e aprenda a navegar. Sua vida é uma obra prima, um verso em construção, Assine cada dia com a coragem do seu coração.
Se a alma não se cura, não adianta caminhar,
Pode rodar meio mundo, que nada vai completar.
Enquanto troca o propósito, a semente não vai florir,
Pois Deus não abençoa planos que negam o existir.
Quem te lança no poço pensa que é o teu fim,
Mas não sabe que ali Deus começa algo em mim.
Enquanto jogam a terra pra tentar te enterrar,
É raiz que se fortalece, é vida a germinar.
José foi ao fundo, Davi aprendeu a esperar,
Daniel na cova viu Deus se manifestar.
O poço não é derrota, é lugar de preparação,
Deus usa a dor como ponte pra cumprir a missão.
Somos o que vivemos, o que o peito sentiu,
Cada lágrima escrita no livro que Deus abriu.
Não dá pra fugir do chamado, nem calar a voz do céu,
Quem nasce de promessa carrega propósito fiel.
O que parecia fim é começo em Suas mãos,
Quem tenta te enterrar só rega tua vocação. 🌱
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
O maior patrimônio que todo homem possui é a sua própria
alma e como dono dela Deus garante um seguro vitalício e
eterno.
Tem narcisismo que a alma reconhece antes da razão: pede freio, distância e coerência.
Tem adeus que não é perda, é livramento.
Até ontem parecia amor, hoje já não existe — porque, na verdade, o narcisista não ama, ele joga.
E quando o jogo perde a graça, ele apenas troca a fita, como quem nunca sentiu nada.
Algumas doçuras aqui, outras ternuras ali.
Pedacinhos de bem querer, gostinho de vida limpa e alma perfumada..coisas simples que alegram o coração...
Simplicidade,amor, felicidade.
✻ FranXimenes ✻22/11/14
