Poemas sobre a Ironia do Sorte
"Ei
Deixa acontecer
Seja como for
Sem medo qualquer
Entregue-se ao amor
Acredite, eu amo você
Não tente fugir
Não tente se esconder
Eu quero ter você
Eu sempre quis
Você parece não ligar
Mas talvez eu seja a pessoa certa
pra você
Me dê uma chance, vá
Não me deixe enlouquecer no desejo
de te querer
Vem comigo, venha
Eu quero que você venha comigo
Vem perder-te em meus braços
Em meus sonhos mais lindos
Em meus sonhos mais ousados
Porque eu te quero em meus sonhos
Em meu coração
Eu sempre tive você
O nosso amor vai ser
A nossa mais linda canção
Ah, tente ser feliz
Sem mais nem porquê
Não me diga não
(Por favor!)
Pois você
É o amor
Que eu sempre quis"
Te amo menina
Onde quer que eu vá
Seja em qualquer lugar
Se você estiver lá
Faz com que tudo ao redor deixe de importar
Esse seu jeito de me olhar
Esse seu jeito de me abraçar
esse seu jeito de sorrir
é o que me faz querer sentir
Mas ninguém sabe como é
Sentir esses sentimentos
Como os que sinto por você
Os que te culpo em todos momentos
Eu tenho horas, sabe
De pura solidão
E são nessas horas que mais te quero
Então não se afaste, não
Você me tem fácil demais
Não pense o contrário
Gosto de você mais que tudo
Isso não parece ser temporário
Seja debaixo do sol intenso ou da garoa fria
Deixa eu te amar
Noite após noite
Dia após dia
Aprecio duas
ciganas dançando
No firmamento
feito de ônix,
As estrelas
girando no céu,
Da Lua e de Vênus
escorrendo
- um puro mel -
Um soneto deslumbrante,
Feito de Lua,
Feito de Vênus,
Feito de estrelas,
Feito de ônix,
- Um soneto eclipsante! -
Com as duas
ciganas danço,
E nos preservo
de tudo,
Não nos abandono,
nos oculto;
Canto baixinho,
sussurro:
- Um soneto feito
de céu,
De luar,
De estrelas,
De Vênus a platinar
Intensos e sensuaisversos
Para você
inteiramente mergulhar.
As flamencas violas,
Não param tocar,
Vênus e o luar
Não param
de dançar,
Antes eram
duas ciganas,
Lua e Vênus,
Agora, a poesia
a eclipsar:
O amor está no ar
O meu coração não
para de bater,
Estou apaixonada
por você;
Desenhei este soneto
só para aquecer.
Se comprometeram
de cuidar da sua
dor e pelo jeito
não cumpriram,
e cheguei crer
que iam levar
você a sério.
Na falta a quem
recorrer,
peticionei
ao poeta da multidão
porque vivemos
num mundo sem coração.
De ti não mais falaram,
fui procurar ler
na Sebastiana
e não li nenhuma
notícia ou indício,
não sei se estás vivo
ou te mataram.
Direto da estação
Da história envio
E repito o recado:
Da trincheira eu
Sou o último soldado.
Jamais terei o meu
Espírito descansado
Enquanto não ver o
General bem tratado,
E sobretudo libertado.
Como o tabaco fino
Que fascina e vicia,
Os meus versos são tudo
Aquilo que não havia
Sequer um dia imaginado.
Ainda o dia
não raiou
como gostaria,
não sou
de rodeios,
me traga
o General
são, salvo
e com vida,
Porque tenho
na testa
a estrela
de Madiba.
Canção de Luísa,
meio Bossa-Nova,
meio ousadia,
jamais esquecerei
da tropa presa
por brutal injustiça.
A aquarela da tarde
pintada de cinza
não me desanima,
Porque eu vivo
para cantar o amor
e esperar você
seja o tempo que for.
A chuva molhando
as flores, os campos
e as montanhas,
carinhosa brindando
a vida em esplendor,
Nos teus abraços
encontrarei o Universo
esbanjando esplendor.
A vitória de seguir
enfrente tentando
ser amor espalhando
poesia e alegria
para toda a gente,
É fruto desta espera
que me faz Lua
que reflete o teu igual fervor.
Há tempos o sistema tenta apagar a ideia de Deus, substituindo seu nome por termos alternativos em diversos contextos. Onde antes se reconhecia a ação divina, se fala em "sorte", "destino", e, mais recentemente, em "energia" ou "o universo". No entanto, por trás de todos esses conceitos, a verdade permanece: é sempre Deus agindo — apenas não querem reconhecê-lo!
SONETO AO ACASO
Estou atrasado para nova direção
Dar ao destino uma nova fantasia
E ao espírito possa ter novo guia
Além dos afligir que fere o coração
Agora é tarde, entardeceu o dia
A alma está enrugada de emoção
Sonho entrajou-se de recordação
E o querer já não mais me alumia
Tenho ido empós do bom ideal
Nem sei qual será este tal final
Deste declínio que me barbaria
Afinal, pouca sorte foi meu ritual
Já o amor, o preservei bem jovial
Pra na lápide tê-lo como honraria...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
A UM TRISTE (soneto)
O meu destino é talvez a do azar
Jurando as venturas... de maneira
Que com o acaso se possa sonhar.
Vidas de má sorte várias, herdeira!
Outros êxitos talvez já pude gastar
Fui, um aventureiro na tranqueira
Do fado. E infausto agora a chorar
Ou pesado no sortilégio, na beira...
É brado num temor sem tamanho
Num luto da felicidade: permitidos
Mártir na dor, um desígnio estranho
Por isso, lamento aflição e pranto
Sentimentos dos heróis vencidos.
E com a alma cartada no recanto...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
picadeiro
estou num picadeiro
na arena sou mágico
trapezista, Brasileiro (até no sobrenome)
de compasso trágico
poeta por inteiro...
eu sou equilibrista
no desequilíbrio...
nas horas vagas pipoqueiro
dum circo de ludíbrio
corriqueiro!
sobrevivente!
paralelamente um sonhador
na arte dum eterno amador
vivo num suspense
neste bio circense!
© Luciano Segantini Brasileiro Spagnol
poeta do cerrado
26 de setembro de 2019
quinta feita, 05’55”
Araguari, Triângulo Mineiro
Com o tempo, todos os finais tristes se tornam alegres. O final triste é só para o autor parar de contar a história. Mas ela continua. Só não é contada.
As únicas coisas que estão sob seu controle são seus julgamentos, opiniões e valores, é neles que você deve manter seu foco.
É necessário coragem para mudar o mundo, mas, também coragem para aceitar o que não pode ser mudado.
Não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chato por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada. Fiquei menos cafajeste, menos racional, menos eu. decorei o prólogo e estou pronto pro primeiro capítulo. Quão louco eu tenho que ser pra encontrar minha sanidade?
Se faltar calor a gente esquenta, se ficar pequeno a gente aumenta. E se não for possível, a gente tenta.
Então você acha mesmo que possa existir sequer um ser humano capaz de viver sem matar um único inseto? Ou arrancar uma única flor do chão? Os humanos não são deuses, por isso, por mais bondosos que sejam, acabam cometendo alguns erros, mesmo sem querer.
Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como ele realmente é. Dessa forma, você terá uma vida tranquila.
Apenas os perdedores acham que os sonhos são impossíveis. Para nós, os sonhos jamais são impossíveis! Quando acreditamos num sonho e lutamos por ele, este se torna realidade. Mas para isso você precisa de muita coragem.
